INICIAR SESIÓNElara Narrando Voltei para a cobertura acompanhada por Fausto. Ele dirigia enquanto uma equipe de segurança seguia logo atrás, mantendo a formação que já fazia parte da minha nova realidade.Eu olhava pela janela sem realmente enxergar a cidade.Minha cabeça estava longe dali.Jordan.A imagem dele desacordado continuava presa à minha mente.Assim que entrei na cobertura, a tristeza bateu forte no peito. Aquele lugar ainda carregava a presença dele em cada detalhe. Era impossível olhar para qualquer canto sem imaginar Jordan caminhando por ali, dando alguma ordem, tomando café ou simplesmente me puxando para perto.Fui direto para o quarto.Tomei um banho demorado, deixando a água cair sobre meu corpo cansado. Eu preciso descansar, nem que seja por pouco tempo.Quando saí, coloquei uma roupa confortável e programei o despertador.Uma hora.Só uma hora de sono.Deitei e, surpreendentemente, dormi rápido.Quando o despertador tocou, meu corpo parecia querer permanecer naquela cama, mas
Jordana Narrando Pela primeira vez em muitos dias, eu tive a sensação de que alguma coisa estava finalmente dando certo.No meio de toda aquela sequência de problemas, parecia que Roger e Liara estavam se entendendo novamente.Eu tinha percebido a aproximação dos dois, a maneira como Liara voltara a estar presente na vida do meu filho e como Roger parecia menos obcecado em falar sobre Elara a cada minuto. Até Adam comentou comigo naquela manhã, enquanto tomávamos café.— Parece que os dois estão se acertando.Olhei para ele e respirei fundo.— Talvez seja justamente disso que o Roger precise.Adam ficou em silêncio, esperando que eu continuasse.— Vamos deixar acontecer. Quem sabe assim nosso filho finalmente consegue esquecer a Elara.Eu sabia que aquilo não seria simples.Roger está completamente preso naquela mulher. Durante meses, ele havia repetido que ainda a ama, que precisava recuperá-la e que não aceitaria vê-la com outro homem.Mas agora Elara já oficializou com Jordan.E n
Elara Narrando Fausto me acompanhou até o hospital que ficava nos fundos da sede. O trajeto foi curto, mas, para mim, pareceu interminável. Cada passo pelos corredores aumentava o peso no meu peito. Eu sabia que Jordan estava ali, mas ainda não tinha conseguido vê-lo. E, enquanto eu caminhava, minha mente insistia em voltar para o momento da explosão.Quando finalmente paramos diante de uma porta, Fausto apontou para ela.— É aqui, minha senhora.Parei.Minha mão ficou suspensa diante da maçaneta.Eu precisava apenas tocar nela.Era simples.Mas naquele momento pareceu a coisa mais difícil que eu já tinha feito.Respirei fundo uma vez.Depois outra.Precisava reunir todas as forças que ainda me restavam.Fechei os olhos por um instante e pensei em Jordan.Então segurei a maçaneta e abri a porta de uma vez.Meu coração despencou.Jordan estava deitado na cama, completamente desacordado.Havia curativos espalhados pelo corpo, marcas dos ferimentos e sinais evidentes de que a explosão t
Elara Narrando Eu não conseguia ficar parada.Andava de um lado para o outro naquela sala, abraçando meu próprio corpo enquanto tentava organizar os pensamentos. Cada minuto sem notícias de Jordan parecia durar uma eternidade. Minha cabeça ainda doía, minhas mãos continuavam frias e, mesmo tentando manter a postura, por dentro eu estava completamente apavorada.Foi quando uma mulher entrou.Ela vestia roupas escuras e carregava a postura de quem sabia exatamente onde estava. Reconheci que ela pertencia à família Moretti. Era uma soldado e filha de um dos anciãos da organização.Ela se aproximou e fez uma pequena reverência.— Minha senhora, vim prestar minha solidariedade.Assenti.— Obrigada.Olhei para minhas roupas e percebi que ainda estava com o vestido da cerimônia.— Você conseguiria roupas limpas para mim?— Claro, minha senhora. Um vestido?Balancei a cabeça.— Não. Uma calça, uma blusa e uma jaqueta. Uma bota de cano curto, por favor. E também alguns produtos de higiene pes
Elara Narrando — JORDAN!Minha voz saiu rasgada, quase sem som depois do grito.Continuei puxando a maçaneta, uma, duas, três vezes, sem conseguir abrir a porta. Bati no vidro com as duas mãos, procurando desesperadamente por qualquer movimento através da fumaça que ainda cobria a rua.— Abre essa porta! Eu preciso sair!Foi quando a porta do motorista se abriu de repente.Um dos soldados entrou rapidamente, fechando-a rapidamente e assumindo o volante.— Senhora, precisamos sair daqui.— Não! — virei para ele imediatamente. — Eu vou ficar com o Jordan!Tentei abrir a porta ao meu lado, mas ele acionou novamente a trava.— Me deixa sair!— Eu preciso tirar a senhora daqui.— Eu não quero sair daqui! Quero o Jordan!Minha voz falhava entre um choro e outro. Eu mal conseguia respirar enquanto olhava pela janela, tentando encontrar alguma coisa no meio daquela confusão.O soldado colocou o carro em movimento.— Sinto muito, minha rainha, mas a sua segurança é minha responsabilidade.— P
Elara Narrando Dona Paulina foi a primeira a se despedir naquela madrugada.Depois de tudo o que tinha acontecido naquela noite, vê-la caminhando pelo salão cercada pelos homens da família me fez perceber ainda mais a dimensão do respeito que ela carrega. Todos que cruzavam o caminho dela baixavam discretamente a cabeça, alguns faziam questão de cumprimentá-la com palavras carinhosas, outros simplesmente abriam passagem para que ela passasse.Ninguém precisava dizer que ela ainda é a matriarca.E, para mim, continuaria sendo até o último dia da sua vida.— Boa noite, minha filha.Ela segurou minhas mãos entre as dela e sorriu.— Boa noite, mãe.Ainda era estranho chamá-la assim, mas, ao mesmo tempo, parece tão certo.Ela me abraçou demoradamente e depois olhou para Jordan.— Cuide dela.Jordan segurou a mão da mãe e beijou seus dedos.— Sempre.Dona Paulina sorriu satisfeita antes de se despedir dos outros. Alguns homens a acompanharam até a saída, mantendo a mesma postura respeitosa







