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Capítulo 20: O Elo de Sangue e Fogo

مؤلف: Yanca Borges
last update تاريخ النشر: 2026-05-12 21:36:00

​Pela primeira vez na vida, o silêncio na minha mente não era um vazio assustador; era uma paz sólida. Dormi um sono sem sonhos, sem fantasmas de Silas ou sombras de Caleb. A marca no meu pescoço, ainda quente e pulsante, agia como um selo de proteção. Mas, assim que o primeiro raio de sol cruzou as frestas da madeira, a tranquilidade foi substituída por uma descarga elétrica que percorreu minha espinha.

​Abri os olhos e não precisei me virar para saber que Dominic estava acordado. Eu sentia a
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    ​O Santuário silenciou por volta das três da manhã, mas era uma calmaria falsa, densa como o ar antes de um bombardeio. Nos perímetros externos, a equipe de Williams trabalhava na instalação dos novos sensores que Jade havia planejado. A central de energia do subsolo operava com metade das luzes apagadas para poupar geradores. Era o cenário perfeito. A distração que Kael precisava estava montada. ​Kael moveu-se pelas sombras dos corredores da ala médica com a precisão de um fantasma. Ele usava luvas de couro tático e trazia, escondida no bolso interno de sua jaqueta, a seringa carregada com o extrato azul-escuro de acônito e prata líquida. Seus batedores leais haviam sabotado temporariamente a frequência dos rádios de segurança daquela ala, garantindo que nenhum aviso chegasse a Williams. ​Ele empurrou a porta da UTI subterrânea. O clique foi quase imperceptível. A penumbra azulada das telas dos monitores desenhava silhuetas fantasmagóricas nas paredes de concreto. No leito, a figur

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    ​O som do tecido verde-esmeralda do vestido de Jade arrastando pelo chão de concreto da ala médica era o único ruído que quebrava o silêncio pesado do subsolo. Ela havia saído da Sala do Conselho caminhando como uma rainha, mantendo a espinha ereta e o queixo erguido até que a última porta pesada se fechasse atrás de si. Mas agora, no isolamento do corredor que levava à UTI de Dominic, ela se permitiu soltar o ar que parecia preso em seus pulmões há horas. ​Jade empurrou a porta do quarto médico com cuidado. O ambiente estava imerso em uma penumbra azulada, iluminado apenas pelas telas digitais dos monitores e pelo foco suave de uma luminária de canto. O cheiro ali era uma mistura de antisséptico com o aroma natural e amadeirado de Dominic — um cheiro que agora estava muito mais forte, denso e vivo. ​Ela se aproximou do leito lentamente, as botas de combate fazendo um som abafado. Dominic estava deitado, o lençol cirúrgico cobrindo-o até o peito. A respiração dele era lenta, compass

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    ​No núcleo mais profundo do Exílio, a escuridão não era mais um oceano estável; era um campo de batalha prestes a colapsar. Dominic estava agachado sobre a cinza estéril, os músculos da sua forma astral tensionados como molas de aço prontas para o disparo. ​Lá no alto, o elo de companheirismo não pulsava mais como uma estrela distante. A marca de Jade havia se transformado em um sol de alta voltagem. A vitória política dela na Sala do Conselho, a submissão dos anciãos e a pura convicção que agora corria em suas veias haviam injetado uma quantidade massiva de energia no vínculo espiritual deles. O brilho violeta e prata era tão violento que rasgava as sombras, iluminando cada canto daquele deserto mental com a intensidade de um raio contínuo. ​A barreira invisível de mercúrio e prata, que antes o prendia no fundo do coma, começou a estalar. Rachaduras de luz pura cortaram a superfície do bloqueio. ​— É agora, Jade — Dominic rosnou, os olhos Alfas brilhando em um vermelho carmesim ab

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    ​O som das portas duplas de carvalho se fechando às suas costas pareceu o estalo de um chicote na cara de Kael. Ele estava parado no corredor de pedra, o peito arfando, os punhos cerrados com tanta força que suas unhas cortavam a palma das mãos. O ar nos pulmões parecia puro ácido. ​Humilhado. Ele, que havia planejado cada passo, que havia passado noites em claro costurando alianças com os batedores mais antigos e alimentando a dúvida na mente dos anciãos, tinha sido encurralado e escorraçado. E não por Williams. Não por um exército. Mas por ela. ​— Desgraçada... — Kael sibilou, a voz saindo como um rosnado animal baixo que fez os dois guardas no corredor se encolherem, dando um passo para trás. ​Ele começou a caminhar em direção à ala leste, a parte mais isolada do bunker subterrâneo. Seus passos não eram mais os de um comandante confiante; eram os de um predador ferido, manco de orgulho, mas dez vezes mais letal. A raiva que subia por seu pescoço era uma onda de calor sufocante.

  • Nas Garras do Alfa Renegado (Português)   Capítulo 45: A Nova Ordem

    ​O silêncio que se instalou na Sala do Conselho após a saída humilhante de Kael não era apenas de espanto; era o silêncio da rendição. Jade permaneceu de pé no centro do anfiteatro de pedra, sua postura impecável sob o tecido verde-esmeralda que parecia brilhar sob a luz das tochas.​Ela não se apressou em falar. Em vez disso, usou o silêncio a seu favor. Lentamente, ela virou o rosto e deixou que seu olhar — frio, focado e carregado com a autoridade que o elo com Dominic lhe conferia — varresse cada pessoa presente na sala. Desde os anciãos que há poucos minutos cogitavam assinar sua sentença de exílio até os guardas que antes mantinham os braços cruzados em sinal de desdém.​Um por um, sem exceção, todos os homens e mulheres ali presentes baixaram a cabeça.​Não havia espaço para o machismo ou para o preconceito contra a sua origem. Naquele momento, eles não viam uma "humana frágil". Viam a loba que herdara a presença de comando do Alfa mais implacável que o Santuário já conhecera.

  • Nas Garras do Alfa Renegado (Português)   Capítulo 44: O Jogo do Trono

    ​O corredor que levava à Sala do Conselho era longo, de pedra fria e carregado com o peso de séculos de tradição. Kael caminhava com passos firmes, o som de suas botas ecoando como tiros contra o silêncio do bunker. Ele não estava nervoso. Pelo contrário, sentia uma adrenalina limpa, o tipo de energia que só surge quando você sabe que o destino está exatamente onde você o colocou.​Ele arrumou o colarinho de sua jaqueta militar. O Santuário lá fora parecia calmo, mas era a calma de uma matilha sem cabeça, esperando por um comando que nunca viria. Dominic tinha morrido há muito tempo, e a ideia de que um Alfa pudesse ser resgatado por uma humana frágil não passava de uma fábula que Mara contava para manter a esperança viva. Kael, por outro lado, vivia na realidade. E na realidade, o mais forte governava.​Ele parou diante das portas duplas de carvalho maciço. Dois guardas leais a ele estavam de prontidão.​— Eles estão esperando? — Kael perguntou, a voz baixa.​— Estão, Kael. Estão imp

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