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Marcas do Passado

last update publish date: 2026-09-29 00:52:57

Capítulo 146

A porta do banheiro se abriu completamente.

Aria surgiu no vão ainda envolta pelo roupão branco. Os cabelos molhados escorriam sobre seus ombros, deixando pequenas gotas percorrerem sua pele antes de desaparecerem no tecido. Algumas mechas permaneciam grudadas ao rosto, mas ela não fez qualquer movimento para afastá-las.

Seus olhos azuis estavam presos em Selene. Não havia medo. Não havia a insegurança que tantas vezes a fazia baixar os olhos diante de pessoas que julgavam ter mai
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  • Nas Sombras De Um Alfa     A Lenda do Solstício

    Capítulo 151 Aria percebeu a mudança drástica na expressão da amiga:— A menos que o quê, Lisi?Lisi não respondeu de imediato. Aria puxou o ar com força:— O que vocês sabem sobre uma loba que desperta depois das dezoito luas de Solstício?O rosto de Lisi perdeu completamente a cor. Kili parou de mexer nas tranças da amiga, as mãos congeladas no ar.— Por que você está perguntando isso? — questionou Kili, desconfiada.— Porque a minha loba despertou exatamente dessa maneira.O silêncio que se seguiu foi absoluto. Lisi levantou-se da cadeira devagar:— Aria...— Eu preciso saber a verdade.Lisi trocou um olhar visivelmente apreensivo com Kili antes de começar a falar:— Meus pais costumavam contar uma história antiga... Uma lenda. Falavam de uma loba que nasceu sob a lua de Solstício e que despertou muito tempo depois do esperado.Aria permaneceu imóvel na cama:— O que aconteceu com essa loba?— Diziam que ela carregava uma força primitiva que não pertencia a um lobo comum.Kili com

  • Nas Sombras De Um Alfa    A Sombra da Dúvida

    Capítulo 150A primeira coisa que Aria percebeu ao abrir os olhos foi o vazio ao seu lado.Estendeu a mão por instinto, ainda tomada pela preguiça do sono, esperando encontrar o calor do corpo de Hulio. Seus dedos, no entanto, tocaram apenas o lençol frio.Aria abriu os olhos completamente. Por alguns segundos, ficou imóvel, encarando o espaço vazio. Então se sentou devagar na cama, sentindo o corpo pesado e sensível depois de tudo o que havia acontecido.A lembrança da noite anterior voltou em flashes avassaladores. A discussão com Selene. A raiva descontrolada. As garras. O momento em que perdera a razão e empurrara o Alfa contra a parede... e a entrega visceral que se seguira nos braços dele.Aria passou as mãos pelo rosto, soltando um suspiro pesado:— Ótimo...Levantou-se da cama. Precisava conversar com ele. Dessa vez, não poderia fugir.Caminhou até o banheiro e abriu a torneira. A água fria escorreu por seus dedos antes de ser levada ao rosto. Repetiu o movimento várias vezes,

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    Capítulo 149 A quietude que se instalou no quarto era um contraste quase doloroso com a tempestade que rugia dentro do peito de Aria. Encostada ao corpo quente de Hulio, ela deveria sentir apenas a plenitude absoluta de ter se entregado ao seu Alfa, a felicidade pura e radiante de ver o laço de companheiros. Mas, sob a superfície de sua pele ainda arrepiada pelo prazer, uma sombra fria começou a se esgueirar.A lembrança veio sem aviso, cortante como uma lâmina: o rosto de Kalen. A certeza de que ele estaria presente na Cerimônia de acasalamento observando-a do meio da multidão, fez um calafrio percorrer a espinha de Aria. O peito dela se contraiu e seus ombros estremeceram num tremor involuntário de pavor. A mera ideia da proximidade dele parecia sufocar o ar morno do quarto.Antes que o pavor a dominasse, uma presença quente e ancestral se ergueu do fundo de sua alma. A loba dentro de seu sangue não recuou. Ela rosnou baixinho, um murmúrio vibrante que ecoou na mente de Aria como u

  • Nas Sombras De Um Alfa    Entrega Absoluta

    Capítulo 148 O riso curto de Aria ainda flutuava no ar quando a atmosfera do quarto mudou drasticamente.A tensão política da alcateia, o cheiro de queimado que ainda vinha do salão distante e até o eco dos gritos de Selene pareciam se dissolver no vapor morno que saía da porta aberta do banheiro. Tudo o que restou no cômodo foi a presença esmagadora dos dois.Hulio segurou o pulso de Aria com delicadeza, mas sem soltar. Seus olhos heterocrômicos baixaram lentamente para os lábios dela, e Aria sentiu o próprio pulso acelerar — não de medo, mas por uma onda súbita de calor que subiu direto do centro do seu peito.— Você me jogou contra a parede... — murmurou Hulio, a voz caindo para uma frequência grave, quase um rosnado baixo que fez a pele de Aria se arrepiarem por inteiro. Ele deu um passo à frente, encurtando a distância até que seus corpos quase se tocassem. — E meu lobo está exigindo uma revanche.Aria sentiu o ar escapar de seus pulmões. Agora, com os sentidos da loba despertos

  • Nas Sombras De Um Alfa    O Domínio da Loba

    Capítulo 147Selene recuou meio passo ao notar a mutação física, apontando o dedo:— Está vendo?! É disso que estou falando!Aria virou o rosto para ela, o olhar gélido:— Não fale de mim como se eu não estivesse aqui. — As pontas das unhas começaram a se transformar em garras afiadas.Hulio se aproximou imediatamente:— Aria, olhe para mim.Ela não respondeu. Selene deu mais um passo para trás:— Você não sabe nem o que essa coisa dentro de você é!A respiração de Aria ficou mais pesada:— Essa coisa... — Ela olhou para as próprias mãos, vendo a força que brotava de suas veias. — Tem nome. É minha...As garras se alongaram ainda mais, e o azul vibrante de seus olhos começou a dar lugar a uma escuridão profunda.Hulio percebeu o perigo iminente e se virou para a mãe:— Mãe, saia daqui.Selene pareceu chocada:— Hulio...— Agora! — A autoridade suprema em sua voz não deixava espaço para discussão.Selene ainda tentou argumentar:— Você está escolhendo uma garota que nem sequer sabe o q

  • Nas Sombras De Um Alfa    Marcas do Passado

    Capítulo 146 A porta do banheiro se abriu completamente.Aria surgiu no vão ainda envolta pelo roupão branco. Os cabelos molhados escorriam sobre seus ombros, deixando pequenas gotas percorrerem sua pele antes de desaparecerem no tecido. Algumas mechas permaneciam grudadas ao rosto, mas ela não fez qualquer movimento para afastá-las.Seus olhos azuis estavam presos em Selene. Não havia medo. Não havia a insegurança que tantas vezes a fazia baixar os olhos diante de pessoas que julgavam ter mais poder. Havia apenas uma calma estranha — uma serenidade que parecia ainda mais ameaçadora.Hulio virou-se imediatamente. Seu olhar percorreu o rosto de Aria, demorando-se por um instante nos cabelos molhados e, depois, em seus olhos.— Aria...Ela não respondeu. Apenas caminhou a passos firmes até ficar ao lado dele.Selene acompanhou cada movimento. Seu olhar desceu lentamente pelo roupão, pelos cabelos úmidos e voltou ao rosto da jovem. Um sorriso frio apareceu em seus lábios:— Então vejo q

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