LOGINA Noiva do Rei Lobo Aurora nunca imaginou que seu casamento seria decidido antes mesmo que ela conhecesse o homem que chamaria de marido. Quando uma aliança entre dois territórios ameaça ruir, a única solução é um casamento capaz de selar a paz. Aurora é escolhida para se tornar a esposa do poderoso rei Lyncan, Kael Draven — um homem que ela jamais viu e sobre quem conhece apenas histórias. No dia do casamento, seu rosto permanece escondido sob um véu. Até o momento do sim. Quando Kael finalmente ergue o véu e encontra seus olhos verdes, o mundo parece parar. Porque aqueles olhos não são desconhecidos para ele. São os olhos da mulher que seu coração jamais conseguiu esquecer. Aurora, porém, não faz ideia de que o homem frio e distante diante dela guarda um segredo que pode mudar tudo o que acredita sobre o passado. Para ela, aquele casamento não passa de um acordo. Para Kael, é uma segunda chance que ele esperou durante anos — mas que talvez tenha chegado tarde demais. Enquanto Aurora aprende a viver como rainha e tenta construir uma vida que não dependa do marido, Kael luta contra o desejo de revelar a verdade e contra o medo de descobrir que ela pode não sentir o mesmo. Mas segredos não permanecem enterrados para sempre. E quando Aurora descobrir quem Kael realmente é... talvez perceba que o homem que ela jurou nunca amar é o mesmo homem que seu coração escolheu muito antes de ela saber seu nome. Ele se casou com uma desconhecida. Ela era a única mulher que ele nunca conseguiu esquecer.
View MoreEu deveria estar chorando.
Era isso que esperavam de uma noiva. Minha mãe havia chorado quando se casou. Minha avó também. Minha irmã mais velha chegou a precisar refazer a maquiagem três vezes no próprio casamento. Eu? Eu estava parada diante do espelho, tentando convencer meu coração de que aquilo não era uma sentença. — Não faça isso — minha mãe murmurou atrás de mim. Encontrei seus olhos pelo reflexo do espelho. — Fazer o quê? — Pensar em fugir. Quase sorri. Ela me conhecia bem demais. Abaixei os olhos para o vestido. Branco. Elegante. Bonito demais para alguém que estava sendo entregue como parte de um acordo político. A aliança entre nossas famílias precisava ser selada. Era o único motivo daquele casamento. Não havia romance. Não havia encontros secretos. Não havia sequer a promessa de que eu aprenderia a gostar do homem que estava prestes a chamar de marido. Eu não sabia seu rosto. Não sabia sua voz. Não sabia como ele sorria. Sabia apenas seu título. Rei Lycan. E que, a partir daquela manhã, eu seria sua rainha. — Você ainda pode desistir — minha mãe disse. Dessa vez, não respondi. Nós duas sabíamos que eu não faria isso. Se eu recusasse, o acordo seria quebrado. E se o acordo fosse quebrado, uma guerra poderia começar. Então eu faria o que precisava ser feito. Mesmo que isso significasse entregar meu futuro a um completo desconhecido. Minha mãe ajeitou o véu sobre minha cabeça. O tecido branco caiu diante do meu rosto, escondendo minhas feições. — Pronto. Toquei o véu com a ponta dos dedos. — Ele não poderá me ver? — Não até o momento certo. Aquilo deveria ter me tranquilizado. De alguma forma, não tranquilizou. As portas do salão se abriram. O murmúrio das pessoas diminuiu. Era a minha vez. Segurei o buquê com força e comecei a caminhar. Um passo. Depois outro. O som dos meus saltos ecoava pelo salão enquanto centenas de olhos acompanhavam minha passagem. Eu, porém, só conseguia enxergar uma coisa. O homem parado diante do altar. Meu futuro marido. O Rei Lycan. Ele estava de costas para mim. Alto. Largo. Imponente. Vestido de preto. Não precisava olhar para ninguém para saber que todos naquele lugar o respeitavam. Ou temiam. Talvez os dois. Continuei caminhando. Quanto mais me aproximava, mais difícil ficava respirar. Eu não conseguia ver seu rosto. E ele também não podia ver o meu. Era estranho pensar que duas pessoas estavam prestes a se casar sem sequer conhecer os olhos uma da outra. Quando parei ao lado dele, senti sua presença. Quente. Intensa. Quase sufocante. Ele virou ligeiramente o rosto, como se tivesse percebido minha aproximação, mas o véu continuava entre nós. Não disse nada. Eu também não. O sacerdote começou a cerimônia. As palavras foram ditas. Promessas foram feitas. Nossos nomes foram pronunciados diante de todos. Até que chegou o momento que eu mais temia. — Você aceita tomar este homem como seu legítimo esposo? Meu coração disparou. Olhei para a silhueta dele através do véu. — Aceito. Minha voz saiu mais firme do que eu esperava. O sacerdote então se voltou para ele. — E você, aceita tomar esta mulher como sua legítima esposa? Houve um silêncio. Curto. Mas suficiente para fazer meu estômago se apertar. Então ele respondeu: — Aceito. O sacerdote sorriu. — Então, diante das leis do reino e das antigas tradições Lycan, declaro-os marido e mulher. Meu coração bateu forte. Era isso. Eu estava casada. Com um homem cujo rosto eu nunca tinha visto. O sacerdote ergueu uma das mãos. — Pelo costume de nossa linhagem, o rei pode finalmente contemplar o rosto de sua rainha. Minha respiração falhou. O homem ao meu lado se virou completamente para mim. Pela primeira vez, senti sua mão tocar meu rosto. Seus dedos encontraram a borda do véu. E ele o levantou. Devagar. O tecido deslizou sobre minha cabeça. Meu rosto ficou exposto. Mas eu não tive coragem de olhar diretamente para ele. Até que ouvi sua respiração mudar. Levantei os olhos. E finalmente vi meu marido. Ele era ainda mais impressionante do que eu havia imaginado. Traços fortes. Mandíbula marcada. Cabelos escuros. Uma expressão controlada que não escondia completamente a surpresa. Mas não foi isso que me fez prender a respiração. Foram os olhos dele. Escuros. Intensos. Fixos em mim. Como se tentasse descobrir quem eu era. — Minha rainha... — ele murmurou. Havia algo estranho em sua voz. Como se aquelas duas palavras tivessem saído antes que pudesse impedir. Eu não sabia por quê. Ele continuou me encarando. Então seus olhos encontraram os meus. E tudo mudou. Por apenas um segundo, a expressão do rei desapareceu. Aquele olhar frio e calculado se desfez. Seus olhos se arregalaram quase imperceptivelmente. Ele ficou imóvel. Porque aqueles olhos... **Verdes.** Verdes como ele se lembrava. Verdes como os olhos que haviam assombrado suas lembranças durante anos. Os olhos da garota que ele conhecera antes de se tornar rei. A garota que desaparecera de sua vida sem deixar rastros. A garota cujo nome ele nunca descobrira. E agora ela estava diante dele. Usando a coroa que deveria pertencer a uma completa desconhecida. Sua esposa. **A mesma garota dos olhos verdes.** Ele não disse uma palavra. Não podia. Ela não sabia. E, olhando para aqueles olhos que jamais conseguira esquecer, o rei percebeu que aquele casamento talvez não fosse uma aliança política afinal. Talvez fosse o destino cobrando uma dívida antiga.Aurora— Rainha Elowen Draven.O nome permaneceu entre nós.Olhei para Kael.Ele não demonstrou surpresa por muito tempo.Seu rosto fechou quase imediatamente.— Quando?O mensageiro pareceu confuso.— Majestade?— Quando minha avó recomendou Edric Voss?— Vinte e seis anos atrás.Quatro anos antes da emboscada.— E quem aprovou?— Seu avô.Kael assentiu lentamente.— Marcus encontrou mais alguma coisa?— Está esperando o senhor para mostrar os documentos.— Certo.O homem fez uma reverência.— Majestade.Depois para mim.— Minha rainha.Voltou ao cavalo.Eu permaneci parada.Kael também.— Sua avó sabia — falei.Ele virou para mim.— Não.— Kael...— Ela recomendou Edric. Isso não significa que sabia o que ele faria.— Eu não disse que sabia da traição.— Mas pensou.— Pensei que ela sabia mais sobre ele do que contou.Kael ficou quieto.— E você não pensou?Ele passou a mão pelo rosto.— Pensei.Voltamos para a carruagem.Quando a porta fechou, o silêncio veio conosco.— É estranho
Aurora— Por que Tomas escreveu sobre mim?Minha mãe não respondeu.Meu pai fechou os olhos.Kael permaneceu ao meu lado, imóvel.— Mãe.— Aurora...— Eu tinha o quê? Cinco anos?— Mais ou menos.— Então por que um homem envolvido em uma traição entre famílias estava preocupado comigo?Helena apertou o papel entre os dedos.— Eu não sei.Olhei para ela.— Você está mentindo.Minha mãe empalideceu.— Aurora.— Está.Eu conhecia aquela mulher.Conhecia o jeito como desviava os olhos quando queria poupar alguém.O pequeno movimento dos dedos.A pausa antes da resposta.— Você sabe alguma coisa.Meu pai se aproximou.— Sua mãe recebeu aquela carta em um momento de caos.— Não perguntei a você.— Aurora...— Matteo — minha mãe interrompeu.Meu pai ficou quieto.Ela olhou para mim.— Tomas me entregou aquela mensagem pouco antes de tudo desmoronar.— Pessoalmente?— Não. Ela chegou até mim.— Por quem?— Um mensageiro.— Quem?— Não lembro.— E você acreditou?Minha mãe hesitou.— Na época,
Aurora— De uma família que ainda está dentro da corte de vocês.O silêncio pareceu ocupar cada espaço do escritório.Kael não se moveu.Meu pai também não.Eu estava entre os dois, olhando para aquela caixa que passara tantos anos escondida dentro da casa onde cresci.— Qual família?Meu pai fechou os olhos.— Pai.— Aurora...— Não faça isso outra vez.Ele me encarou.— Você acabou de dizer que alguém dessa família ainda está na nossa corte. Se existe qualquer possibilidade de essa pessoa estar envolvida...— Não sabemos se está.Kael falou pela primeira vez:— Mas precisamos do nome.Meu pai olhou para ele.— Voss.Meu coração disparou.Kael ficou imóvel.— Tem certeza?— Absoluta.— Edric Voss?Dessa vez foi Matteo quem pareceu surpreso.— Como sabe?Kael não respondeu imediatamente.Olhou para mim.Nós dois pensamos na mesma coisa.O documento.A reunião.Edric Voss.— Encontramos o nome dele nos arquivos Draven — expliquei. — Estava presente em reuniões antes da emboscada.Meu p
AuroraEntão dê a ele um Valença para culpar.Li novamente.E outra vez.As palavras não mudaram.— Isso foi encontrado com o homem morto? — perguntei.Marcus assentiu.— Dentro do bolso da camisa.Kael pegou o papel das minhas mãos.— Conveniente demais.— O quê? — perguntei.Ele olhou para Marcus.— Um homem consegue colocar veneno dentro das masmorras. Antes que possamos interrogá-lo, aparece morto.— E com um bilhete — Marcus completou.— Exatamente.— Acha que deixaram de propósito?— Acho que precisamos considerar.Cruzei os braços.— Então agora até isso pode ser mentira?Kael olhou para mim.— Pode.— Ótimo.Soltei uma risada amarga.— Temos documentos que podem ser falsos, uma confissão desaparecida, um morto que talvez esteja vivo, um prisioneiro que talvez esteja mentindo e agora um bilhete que talvez tenha sido plantado.Marcus suspirou.— Resumindo dessa maneira...— Fica pior?— Consideravelmente.Kael não achou graça.Ele voltou a olhar o bilhete.— Alguém sabe que esta












Bem-vindo ao Goodnovel mundo de ficção. Se você gosta desta novela, ou você é um idealista que espera explorar um mundo perfeito, e também quer se tornar um autor de novela original online para aumentar a renda, você pode se juntar à nossa família para ler ou criar vários tipos de livros, como romance, leitura épica, novela de lobisomem, novela de fantasia, história e assim por diante. Se você é um leitor, novelas de alta qualidade podem ser selecionados aqui. Se você é um autor, pode obter mais inspiração de outras pessoas para criar obras mais brilhantes, além disso, suas obras em nossa plataforma chamarão mais atenção e conquistarão mais admiração dos leitores.