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É só um sonho

Author: Leide
last update publish date: 2026-09-03 03:56:06

ponto de Vista de Luci 

Saí daquela lanchonete completamente assustada com aquele homem enorme. Lindo. Seus olhos pareciam me prender, me dominar. Quando ele me abraçou e disse aquelas coisas... eu congelei. Nunca o tinha visto antes, mas ele agia como se fôssemos amantes. Aquilo me apavorou — e, ao mesmo tempo, despertou algo que eu nunca sentira. Era um estranho, bruto e selvagem. Talvez fosse por isso. Nunca conheci alguém como ele; uma beleza primitiva. Minhas pernas tremeram e minha calcinha ficou molhada no instante em que ele me tocou. Fugi — ou eu acabaria na cama dele.

​Fiquei me perguntando: desde quando virei essa vadia? Talvez porque nunca desejei homem nenhum antes. Thiago era o único que eu queria, até descobrir que ele estava transando com a vagabunda da Patrícia. Mas esse estranho... ele não era um garoto da escola. Ele era um homem. Um homem de verdade. Maduro. Perigoso. Capaz de arruinar garotas bobas como eu.

​Suspirei só de lembrar das mãos dele na minha cintura, da boca dele roçando meu pescoço. Não foi medo. Foi excitação. Fechei os olhos, imaginando como seria beijar sua boca, puxar seus cabelos longos...

​Saí tão distraída da lanchonete que não percebi um dos homens que tentara me agarrar antes; ele estava me esperando. Segurou meu braço com força e me arrastou até um carro. Abriu a porta de trás e me jogou dentro. Tentei chutá-lo, acertei sua barriga, mas ele me deu um tapa tão forte que minha cabeça girou. Empurrou-me para o banco de trás, onde Katia estava amarrada, completamente apavorada. Ele subiu comigo, forçando minha cabeça contra o colo dela, abriu minhas pernas e começou a me tocar. Suas mãos nojentas apertavam minha coxa enquanto ele dizia que ia me ensinar boas maneiras.

​— Também quero brincar com ela — disse o outro homem, que dirigia, sorrindo. — Mas só depois que você terminar.

​Uma risada macabra explodiu entre eles. Gritei. Mandei tirarem as mãos de mim. As lágrimas desciam. Debatia-me em vão. E, quando achei que não havia mais saída, ouvi algo no teto do carro. Um barulho pesado. Como se uma criatura — ou alguém muito grande — andasse sobre o veículo.

​Antes que eu entendesse o que estava acontecendo, o carro bateu com violência. Achei que fosse uma árvore... mas não. Era uma criatura enorme, peluda, com o corpo quase humano, mas com a cabeça de um lobo. E os olhos... vermelhos como fogo. Eles se fixaram em mim, como se me enxergassem por dentro. Algo profundo se agitou no meu peito. Uma atração inexplicável, quase animal. Lembrei-me dos contos de fadas, do lobo mau que queria devorar a Chapeuzinho Vermelho — e ali estava ele, só que real. E lindo, apesar da aparência monstruosa. Seus dentes e garras afiadas me fizeram estremecer.

​Os dois homens saíram do carro. Um deles sacou um revólver e começou a atirar. Mas as balas não o feriam. O monstro avançou e, com um único movimento, cortou o homem ao meio. Katia chorava, tremendo. Abracei-a, tentando protegê-la. O outro tentou fugir, mas foi rasgado como papel. Meu coração disparava. Será que ele era a morte vindo me buscar?

​Foi então que dois lobos gigantes apareceram. Achei que fossem atacá-lo, mas não; eles se curvaram, submisos. E eu... pensei que fossem nos devorar. Aproveitei a distração e puxei Katia. Corremos para a floresta. Sim, foi burrice; a floresta devia ser o território deles. Mas eu só queria fugir.

​Nos perdemos. Dois lobos pretos surgiram na nossa frente, separando-nos. Katia gritou para eu correr. Fugimos em direções opostas. Eu tropecei, quase caí. Quando olhei para trás, Katia já não estava mais ali. Um grito terrível ecoou pela mata. Eles tinham matado minha amiga.

​Voltei para procurá-la. E foi quando esbarrei em algo sólido. Uma parede? Não... era ele. O grande lobisomem. Meu corpo tremia de medo. Mas então ele me abraçou, encostou o rosto no meu pescoço, e o medo evaporou. Sua língua quente lambeu minha pele, e seu toque firme me puxou para perto do volume rígido entre suas pernas.

​Ele me levou para uma caverna — talvez sua casa. Deitou-me no chão frio, ficou entre minhas pernas e começou a lamber todo o meu corpo. Eu nem percebi quando fiquei nua. O que ele fazia era bom demais. Quente demais. Prazeroso demais. Eu só podia estar sonhando. Nunca imaginei que sentiria tanto tesão sendo tocada por um lobisomem.

​Quando cheguei ao quarto — ou quinto, talvez sexto — orgasmo, ele começou a esfregar sua parte dura contra minha entrada. Era tão gostoso... que abri ainda mais as pernas, entregando meu corpo. Ele não esperou. Enterrou-se dentro de mim de uma vez. A dor me fez gritar. Era como se eu estivesse sendo empalada.

​Mas ele foi gentil. Começou a me lamber, a morder de leve meus seios, a acariciar minha pele até a dor virar prazer. Seu movimento era lento, deixando meu corpo se adaptar ao seu tamanho descomunal. Um calor indescritível percorreu minhas entranhas. Eu virei uma louca, puxando-o para mais perto. E, quando ele começou a se mover com mais intensidade, gritei de puro êxtase.

​Foi a coisa mais maravilhosa que já senti. Quando ele explodiu dentro de mim, suas presas cravaram-se no meu pescoço. Gritei até perder a voz. Meu corpo queimava. Era como se nossas almas se fundissem. Imagens invadiram minha mente; memórias que não eram minhas, emoções que eu nunca tinha sentido. Mas ele continuava dentro de mim. E, quando gozou pela segunda vez, meu corpo inteiro apagou... com um único pensamento:

​“É só um sonho.”

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