Mag-log inponto de Vista de Luci
Saí daquela lanchonete completamente assustada com aquele homem enorme. Lindo. Seus olhos pareciam me prender, me dominar. Quando ele me abraçou e disse aquelas coisas... eu congelei. Nunca o tinha visto antes, mas ele agia como se fôssemos amantes. Aquilo me apavorou — e, ao mesmo tempo, despertou algo que eu nunca sentira. Era um estranho, bruto e selvagem. Talvez fosse por isso. Nunca conheci alguém como ele; uma beleza primitiva. Minhas pernas tremeram e minha calcinha ficou molhada no instante em que ele me tocou. Fugi — ou eu acabaria na cama dele.
Fiquei me perguntando: desde quando virei essa vadia? Talvez porque nunca desejei homem nenhum antes. Thiago era o único que eu queria, até descobrir que ele estava transando com a vagabunda da Patrícia. Mas esse estranho... ele não era um garoto da escola. Ele era um homem. Um homem de verdade. Maduro. Perigoso. Capaz de arruinar garotas bobas como eu.
Suspirei só de lembrar das mãos dele na minha cintura, da boca dele roçando meu pescoço. Não foi medo. Foi excitação. Fechei os olhos, imaginando como seria beijar sua boca, puxar seus cabelos longos...
Saí tão distraída da lanchonete que não percebi um dos homens que tentara me agarrar antes; ele estava me esperando. Segurou meu braço com força e me arrastou até um carro. Abriu a porta de trás e me jogou dentro. Tentei chutá-lo, acertei sua barriga, mas ele me deu um tapa tão forte que minha cabeça girou. Empurrou-me para o banco de trás, onde Katia estava amarrada, completamente apavorada. Ele subiu comigo, forçando minha cabeça contra o colo dela, abriu minhas pernas e começou a me tocar. Suas mãos nojentas apertavam minha coxa enquanto ele dizia que ia me ensinar boas maneiras.
— Também quero brincar com ela — disse o outro homem, que dirigia, sorrindo. — Mas só depois que você terminar.
Uma risada macabra explodiu entre eles. Gritei. Mandei tirarem as mãos de mim. As lágrimas desciam. Debatia-me em vão. E, quando achei que não havia mais saída, ouvi algo no teto do carro. Um barulho pesado. Como se uma criatura — ou alguém muito grande — andasse sobre o veículo.
Antes que eu entendesse o que estava acontecendo, o carro bateu com violência. Achei que fosse uma árvore... mas não. Era uma criatura enorme, peluda, com o corpo quase humano, mas com a cabeça de um lobo. E os olhos... vermelhos como fogo. Eles se fixaram em mim, como se me enxergassem por dentro. Algo profundo se agitou no meu peito. Uma atração inexplicável, quase animal. Lembrei-me dos contos de fadas, do lobo mau que queria devorar a Chapeuzinho Vermelho — e ali estava ele, só que real. E lindo, apesar da aparência monstruosa. Seus dentes e garras afiadas me fizeram estremecer.
Os dois homens saíram do carro. Um deles sacou um revólver e começou a atirar. Mas as balas não o feriam. O monstro avançou e, com um único movimento, cortou o homem ao meio. Katia chorava, tremendo. Abracei-a, tentando protegê-la. O outro tentou fugir, mas foi rasgado como papel. Meu coração disparava. Será que ele era a morte vindo me buscar?
Foi então que dois lobos gigantes apareceram. Achei que fossem atacá-lo, mas não; eles se curvaram, submisos. E eu... pensei que fossem nos devorar. Aproveitei a distração e puxei Katia. Corremos para a floresta. Sim, foi burrice; a floresta devia ser o território deles. Mas eu só queria fugir.
Nos perdemos. Dois lobos pretos surgiram na nossa frente, separando-nos. Katia gritou para eu correr. Fugimos em direções opostas. Eu tropecei, quase caí. Quando olhei para trás, Katia já não estava mais ali. Um grito terrível ecoou pela mata. Eles tinham matado minha amiga.
Voltei para procurá-la. E foi quando esbarrei em algo sólido. Uma parede? Não... era ele. O grande lobisomem. Meu corpo tremia de medo. Mas então ele me abraçou, encostou o rosto no meu pescoço, e o medo evaporou. Sua língua quente lambeu minha pele, e seu toque firme me puxou para perto do volume rígido entre suas pernas.
Ele me levou para uma caverna — talvez sua casa. Deitou-me no chão frio, ficou entre minhas pernas e começou a lamber todo o meu corpo. Eu nem percebi quando fiquei nua. O que ele fazia era bom demais. Quente demais. Prazeroso demais. Eu só podia estar sonhando. Nunca imaginei que sentiria tanto tesão sendo tocada por um lobisomem.
Quando cheguei ao quarto — ou quinto, talvez sexto — orgasmo, ele começou a esfregar sua parte dura contra minha entrada. Era tão gostoso... que abri ainda mais as pernas, entregando meu corpo. Ele não esperou. Enterrou-se dentro de mim de uma vez. A dor me fez gritar. Era como se eu estivesse sendo empalada.
Mas ele foi gentil. Começou a me lamber, a morder de leve meus seios, a acariciar minha pele até a dor virar prazer. Seu movimento era lento, deixando meu corpo se adaptar ao seu tamanho descomunal. Um calor indescritível percorreu minhas entranhas. Eu virei uma louca, puxando-o para mais perto. E, quando ele começou a se mover com mais intensidade, gritei de puro êxtase.
Foi a coisa mais maravilhosa que já senti. Quando ele explodiu dentro de mim, suas presas cravaram-se no meu pescoço. Gritei até perder a voz. Meu corpo queimava. Era como se nossas almas se fundissem. Imagens invadiram minha mente; memórias que não eram minhas, emoções que eu nunca tinha sentido. Mas ele continuava dentro de mim. E, quando gozou pela segunda vez, meu corpo inteiro apagou... com um único pensamento:
“É só um sonho.”
Ponto de Vista de Alexandre RomanoA floresta começou a se partir.Árvores foram arrancadas.O chão rachou.A propriedade ao longe começou a tremer.Metamorfos saíram correndo das construções.Alguns tentaram fugir.Não tiveram tempo.A energia que saía daquela garota atravessava tudo.Um dos lobos simplesmente desapareceu em meio à explosão.Outro virou cinzas.Depois outro.O som era ensurdecedor.BOOM!A propriedade explodiu.Partes das paredes foram lançadas ao ar.As janelas se estilhaçaram.As árvores queimaram.Os metamorfos foram atingidos pela onda de energia.Tudo começou a virar pó.Eu nunca havia testemunhado tamanho poder.Aquilo não era magia comum.Era algo antigo.Algo que eu nem sabia que existia.A garota estava no centro de tudo.Brilhando.Seu cabelo ruivo flutuava ao redor do rosto.Seus olhos pareciam emitir luz.E sua voz...Sua voz era como uma tempestade.Cada grito provocava uma nova explosão.Cada palavra destruía tudo ao redor.A alcateia estava desaparecen
Ponto de Vista de Alexandre RomanoA noite havia engolido a floresta.Caminhava entre as árvores com a arma presa à cintura e os sentidos completamente alertas.O vento frio passava pelo meu rosto, trazendo consigo o cheiro úmido da terra, das folhas e...De lobos.Parei.Respirei profundamente.Havia vários.Alguns estavam próximos.Outros mais distantes.Mas havia algo diferente naquele lugar.Algo que não conseguia identificar.Desde que cheguei àquela vila, meus instintos não paravam de me alertar.Havia metamorfos por toda parte.E não eram apenas alguns.Aquela região pertencia a uma alcateia poderosa.Uma alcateia que parecia esconder segredos demais.E eu precisava descobrir quais.Duas jovens haviam desaparecido.As famílias procuravam respostas.Ninguém sabia onde elas estavam.Mas eu sabia que os desaparecimentos não eram coincidência.Alguma coisa estava acontecendo naquela cidade.E quanto mais eu investigava, mais encontrava a mesma palavra.Aquela alcateia.O problema e
Ponto de Vista de Lucy— Onde você pensa que vai?Não respondi.Corri.— Pare!Aumentei o passo.O homem começou a me perseguir.Entrei na mata.Os galhos batiam contra meus braços.Pedras machucavam meus pés.Eu não parei.Não podia.— Peguem ela!Ouvi alguém gritar atrás de mim.As vozes dentro da minha cabeça ficaram mais fortes.Continue!Mais rápido!Não olhe para trás!Corri ainda mais.Meu pulmão queimava.Meu coração parecia querer explodir.Mas continuei.Não sabia para onde estava indo.Só sabia que precisava ficar longe daquela casa.Longe de Daniel.Longe de tudo aquilo.Até que alguma coisa mudou.As vozes ficaram completamente silenciosas.Parei por um instante.— O que aconteceu?Silêncio.Nenhuma voz.Nenhum som.Apenas minha respiração.Meu peito subia e descia rapidamente.Olhei ao redor.A floresta parecia diferente sem aquelas vozes.Estranhamente vazia.Então ouvi um galho quebrando à minha frente.Levantei os olhos.Não havia tempo para reagir.Meu corpo bateu co
Ponto de vista de LucyComecei a ouvir vozes.Muitas vozes.No começo, pensei que fosse apenas minha imaginação. Talvez consequência do estresse, do medo, de tudo o que havia acontecido nos últimos dias.Mas elas continuaram.Algumas eram baixas, quase sussurradas.Outras pareciam gritar dentro da minha cabeça.Vá embora.Saia daqui.Você precisa fugir.Levei as mãos aos ouvidos.— Parem...As vozes não pararam.Pelo contrário.Ficaram mais fortes.Uma delas parecia muito com a voz de Kátia.Meu coração apertou.— Kátia?Fiquei olhando para o quarto vazio.Não havia ninguém.Apenas eu.E aquelas vozes.— Isso não é real.Minha respiração começou a ficar pesada.— Não é real.Repeti para mim mesma, tentando acreditar.Mas havia algo estranho.As vozes pareciam familiares.Não apenas a de Kátia.Havia outras.Vozes masculinas.Femininas.Algumas jovens.Outras mais velhas.Todas falando comigo.Todas tentando me dizer alguma coisa.Vá embora.Não confie nele.Saia enquanto pode.Eles est
Ponto de Vista de LucyDepois de terminar a refeição, permaneci sentada na cama por alguns minutos, olhando para a bandeja vazia.Eu não queria admitir, mas estava nervosa.Daniel havia prometido que me levaria até Kátia.Depois de tantos dias sem notícias, finalmente teria a oportunidade de vê-la.Talvez ela estivesse machucada.Talvez estivesse doente.Talvez tivesse passado por alguma coisa terrível.Mas estava viva.Era nisso que eu precisava acreditar.Levantei-me assim que ouvi a chave girando na fechadura.Daniel entrou.Seu rosto estava tão sério quanto sempre.— Está pronta?Assenti.— Quero ver Kátia.— Eu sei.Ele fez um sinal para que eu o acompanhasse.Saí do quarto pela primeira vez em dias.O corredor era comprido, construído em pedra escura. Havia tochas presas às paredes, embora algumas lâmpadas modernas também iluminassem o caminho.Tudo naquele lugar parecia pertencer a outra época.Caminhei ao lado de Daniel em silêncio.Quanto mais avançávamos, mais pessoas aparec
Ponto de Vista de Alexandre Romano Jr.Aquela cidade escondia muito mais monstros do que eu havia imaginado.Desde que cheguei, meus instintos não paravam de me alertar. Havia metamorfos por toda parte. Alguns caminhavam livremente pelas ruas, outros tentavam se misturar entre os humanos, fingindo uma normalidade que não existia.A maioria das pessoas daquela pequena vila provavelmente não fazia ideia de quem eram seus vizinhos.Mas eu sabia.Fui treinado para reconhecer um monstro apenas pelo olhar, pela forma de andar, pelo cheiro e até pelos batimentos do coração.Nenhum deles me enganava.Ainda assim, os metamorfos não eram o que mais me preocupava.Havia outra coisa.Desde o momento em que coloquei os pés naquela cidade, sentia uma presença constante me observando.Era como uma sombra.Sempre distante.Sempre escondida.Sempre desaparecendo antes que eu pudesse alcançá-la.Primeiro achei que fosse apenas algum metamorfo curioso.Depois percebi que não.A criatura me seguia com in







