LOGINponto de Vista de Daniel
Ver minha pequena vermelha correndo para fora da lanchonete me deixou eufórico. Já fazia tempo que eu não tinha uma boa caçada. Eu era mais rápido do que qualquer lobo alfa. Não me transformava em um simples lobo gigante como a maioria — eu me tornava um verdadeiro lobisomem: nem lobo, nem homem, algo além... Muito mais forte, muito mais veloz. Meu olfato era dez vezes mais apurado do que o de qualquer outro, e minha audição era absurda. Podia ouvir sons a quilômetros de distância. Por isso, deixei minha pequena correr com alguma vantagem; não teria graça se a capturasse de imediato.
Segui seu cheiro, mas parei ao ver dois humanos arrastando-a para dentro de um veículo. Um deles ousou esbofetear seu lindo rosto. Foi nesse instante que Vulcano, meu lobo, assumiu o controle por completo. Meus olhos se tornaram vermelhos de fúria — uma fúria que eu jamais havia sentido antes.
O carro arrancou em alta velocidade, como se os ocupantes fugissem da própria morte. Usei minha audição aguçada e escutei suas vozes, o que só aumentou meu ódio. Ouvi minha pequena chorando, implorando para que não a tocassem. Corri. Saltei sobre o veículo e caí à frente dele. O carro bateu com tudo contra mim e ficou completamente amassado. Eu? Não senti nada. Em minha forma transformada, minha força não tem limites.
Os dois homens saíram cambaleando. Um deles empunhou uma arma e disparou. Ridículo. Ri alto. Humanos patéticos. Aproximei-me e, com um só golpe das minhas garras afiadas, cortei um deles ao meio. O outro tentou fugir, mas, antes que desse dois passos, saltei à sua frente. Falei com a voz gutural de Vulcano:
— Você não devia ter tocado no que é meu.
E o dilacerei sem piedade.
Olhei para dentro do carro e vi duas garotas chorando, abraçadas. “Talvez você tenha exagerado”, pensei, falando com Vulcano em minha mente. Ele apenas deu de ombros.
— Ela precisa saber quem nós realmente somos — respondeu ele, impassível.
Dois grandes lobos se aproximaram. Meus betas.
“Não se aproximem da minha companheira”, avisei-os mentalmente.
— Majestade, por que matou os humanos? — perguntaram, assustados.
— Eles encostaram na rainha de vocês! Agora mandem alguém da matilha limpar essa bagunça. E vocês dois, tirem a garota de cabelo preto de perto da minha pequena — ordenei com a minha voz sombria.
— Sim, Majestade — responderam em reverência.
Quando olhei novamente, ela já não estava mais no carro. Vi sua figura fugindo pela floresta. Um sorriso largo abriu-se em meu rosto.
— A caçada começou — murmurei.
Seguimos seus rastros. Vulcano urrava dentro de mim: “Minha, minha, minha!” Eu o adverti:
— Você sabe que ela é humana, certo?
— Não me importo! — ele rosnou.
— Só estou dizendo para ir com calma. Não queremos machucá-la.
O rosnado furioso que ele soltou quase explodiu minha cabeça. Depois disso, ele se silenciou, talvez afetado pelas minhas palavras. Vulcano não era apenas sádico como eu; seu nome não era em vão — fogo corria em suas veias. E, embora lobisomens não controlem o fogo, ele… ele era diferente.
Fechei os olhos e inalei seu cheiro doce. Aquilo me deixou instantaneamente excitado. Os gêmeos me seguiam em suas formas lupinas, correndo em quatro patas, enquanto eu avançava ereto, em duas. Seu perfume estava mais forte. Ela estava perto. Muito perto. Minha boca salivava.
Havia uma caverna próxima, o lugar perfeito. Logo vi os gêmeos saltando à frente das duas garotas, separando-as. A de cabelos pretos gritou:
— Corre, Luci!
Minha vermelha correu, para minha alegria. Os gêmeos cercaram a outra garota, finalizando a parte deles. Eu? Fui atrás da minha companheira. Iria acasalar com ela e marcá-la, torná-la minha antes que qualquer outro lobo ousasse tentar.
Escutei um grito; sabia que era da garota capturada. Nesse instante, minha companheira parou. Mesmo assustada, decidiu voltar para ajudar a amiga. Foi quando a agarrei. Ela soltou um pequeno clamor. Girei com ela nos braços, afundando o rosto em seu pescoço. Seu corpo estremeceu. Com minhas mãos firmes em sua bunda, encaixei seu corpo ao meu. O medo parecia ter desaparecido por um segundo — ouvi um gemido baixo escapar de seus lábios.
Seus olhos verdes fixaram-se nos meus. Ela mordeu o lábio — um convite. Beijei sua boca. Ela tentou me afastar no início, mas a pressionei contra mim até que começou a se entregar. Sei que para os humanos é difícil não temer um lobisomem… mas ela estava gostando.
Carreguei-a nos braços até a caverna escura, agora iluminada pela lua cheia. Seu corpo tremia em um misto de medo e excitação. Deitei-a no chão e posicionei-me entre suas pernas. Minhas calças mal cobriam minha virilidade. Seus olhos se arregalaram quando ela pediu:
— Por favor, não me machuque…
Cobri seus lábios com meus dedos enormes, dotados de garras afiadas.
— Você é minha outra metade. Jamais vou te machucar.
Lambi seu pescoço enquanto rasgava seu vestido com as garras. Comecei a chupar seus seios fartos. Minha língua desceu por sua barriga até alcançar o meio de suas pernas. O cheiro de sua pureza era embriagante — doce, fascinante. Um convite irresistível. Contive o desejo de me enterrar nela de imediato; em vez disso, comecei a chupá-la com precisão. Ela tentou me afastar, mas minha língua habilidosa a venceu. Em pouco tempo, seu corpo começou a responder. Em segundos, ela gozou em minha boca. Lambi tudo, sem deixar que nada escapasse.
Num impulso desesperado, rasguei minhas calças, posicionei meu pênis em sua entrada e comecei a roçar lentamente, extraindo seus gemidos. Ela abriu as pernas, recebendo-me. Entrei devagar, sentindo seu hímen se romper. Um grito agudo escapou de seus lábios. Lambi seus seios enquanto permanecia imóvel dentro dela. Quando percebi que a dor diminuía, comecei a me mover. Era tão apertada que parecia me esmagar. Ela se agarrou ao meu corpo, e eu intensifiquei os movimentos, até não conseguir mais me segurar.
Gozei dentro dela e, ao mesmo tempo, cravei minhas presas em seu pescoço.
“Minha. Minha. Minha.”, Vulcano rugia dentro de mim, em pleno êxtase.
Ponto de vista de Alexandre RomanoPeguei a jovem no colo e saí o mais rápido possível dali.Não olhei para trás.Não naquele momento.O lugar que antes parecia silencioso e adormecido agora estava mergulhada em um caos que eu jamais tinha presenciado em toda a minha vida. O cheiro de fumaça, terra queimada e algo que eu não conseguia identificar impregnava o ar. As árvores estavam destruídas, algumas partidas ao meio, outras reduzidas a cinzas.E, no centro de tudo aquilo, estava ela.Lucy.A jovem que havia acabado de destruir um território inteiro com um grito.Ainda não conseguia entender o que tinha acontecido.Eu já tinha visto criaturas sobrenaturais capazes de arrancar árvores pelas raízes. Já tinha enfrentado lobos que podiam atravessar uma parede, vampiros que desapareciam diante dos meus olhos e bruxas capazes de manipular elementos que fariam qualquer homem comum enlouquecer.Mas aquilo...Aquilo era diferente.Aquela garota não havia simplesmente usado magia.Ela havia li
Ponto de Vista de Alexandre RomanoA floresta começou a se partir.Árvores foram arrancadas.O chão rachou.A propriedade ao longe começou a tremer.Metamorfos saíram correndo das construções.Alguns tentaram fugir.Não tiveram tempo.A energia que saía daquela garota atravessava tudo.Um dos lobos simplesmente desapareceu em meio à explosão.Outro virou cinzas.Depois outro.O som era ensurdecedor.BOOM!A propriedade explodiu.Partes das paredes foram lançadas ao ar.As janelas se estilhaçaram.As árvores queimaram.Os metamorfos foram atingidos pela onda de energia.Tudo começou a virar pó.Eu nunca havia testemunhado tamanho poder.Aquilo não era magia comum.Era algo antigo.Algo que eu nem sabia que existia.A garota estava no centro de tudo.Brilhando.Seu cabelo ruivo flutuava ao redor do rosto.Seus olhos pareciam emitir luz.E sua voz...Sua voz era como uma tempestade.Cada grito provocava uma nova explosão.Cada palavra destruía tudo ao redor.A alcateia estava desaparecen
Ponto de Vista de Alexandre RomanoA noite havia engolido a floresta.Caminhava entre as árvores com a arma presa à cintura e os sentidos completamente alertas.O vento frio passava pelo meu rosto, trazendo consigo o cheiro úmido da terra, das folhas e...De lobos.Parei.Respirei profundamente.Havia vários.Alguns estavam próximos.Outros mais distantes.Mas havia algo diferente naquele lugar.Algo que não conseguia identificar.Desde que cheguei àquela vila, meus instintos não paravam de me alertar.Havia metamorfos por toda parte.E não eram apenas alguns.Aquela região pertencia a uma alcateia poderosa.Uma alcateia que parecia esconder segredos demais.E eu precisava descobrir quais.Duas jovens haviam desaparecido.As famílias procuravam respostas.Ninguém sabia onde elas estavam.Mas eu sabia que os desaparecimentos não eram coincidência.Alguma coisa estava acontecendo naquela cidade.E quanto mais eu investigava, mais encontrava a mesma palavra.Aquela alcateia.O problema e
Ponto de Vista de Lucy— Onde você pensa que vai?Não respondi.Corri.— Pare!Aumentei o passo.O homem começou a me perseguir.Entrei na mata.Os galhos batiam contra meus braços.Pedras machucavam meus pés.Eu não parei.Não podia.— Peguem ela!Ouvi alguém gritar atrás de mim.As vozes dentro da minha cabeça ficaram mais fortes.Continue!Mais rápido!Não olhe para trás!Corri ainda mais.Meu pulmão queimava.Meu coração parecia querer explodir.Mas continuei.Não sabia para onde estava indo.Só sabia que precisava ficar longe daquela casa.Longe de Daniel.Longe de tudo aquilo.Até que alguma coisa mudou.As vozes ficaram completamente silenciosas.Parei por um instante.— O que aconteceu?Silêncio.Nenhuma voz.Nenhum som.Apenas minha respiração.Meu peito subia e descia rapidamente.Olhei ao redor.A floresta parecia diferente sem aquelas vozes.Estranhamente vazia.Então ouvi um galho quebrando à minha frente.Levantei os olhos.Não havia tempo para reagir.Meu corpo bateu co
Ponto de vista de LucyComecei a ouvir vozes.Muitas vozes.No começo, pensei que fosse apenas minha imaginação. Talvez consequência do estresse, do medo, de tudo o que havia acontecido nos últimos dias.Mas elas continuaram.Algumas eram baixas, quase sussurradas.Outras pareciam gritar dentro da minha cabeça.Vá embora.Saia daqui.Você precisa fugir.Levei as mãos aos ouvidos.— Parem...As vozes não pararam.Pelo contrário.Ficaram mais fortes.Uma delas parecia muito com a voz de Kátia.Meu coração apertou.— Kátia?Fiquei olhando para o quarto vazio.Não havia ninguém.Apenas eu.E aquelas vozes.— Isso não é real.Minha respiração começou a ficar pesada.— Não é real.Repeti para mim mesma, tentando acreditar.Mas havia algo estranho.As vozes pareciam familiares.Não apenas a de Kátia.Havia outras.Vozes masculinas.Femininas.Algumas jovens.Outras mais velhas.Todas falando comigo.Todas tentando me dizer alguma coisa.Vá embora.Não confie nele.Saia enquanto pode.Eles est
Ponto de Vista de LucyDepois de terminar a refeição, permaneci sentada na cama por alguns minutos, olhando para a bandeja vazia.Eu não queria admitir, mas estava nervosa.Daniel havia prometido que me levaria até Kátia.Depois de tantos dias sem notícias, finalmente teria a oportunidade de vê-la.Talvez ela estivesse machucada.Talvez estivesse doente.Talvez tivesse passado por alguma coisa terrível.Mas estava viva.Era nisso que eu precisava acreditar.Levantei-me assim que ouvi a chave girando na fechadura.Daniel entrou.Seu rosto estava tão sério quanto sempre.— Está pronta?Assenti.— Quero ver Kátia.— Eu sei.Ele fez um sinal para que eu o acompanhasse.Saí do quarto pela primeira vez em dias.O corredor era comprido, construído em pedra escura. Havia tochas presas às paredes, embora algumas lâmpadas modernas também iluminassem o caminho.Tudo naquele lugar parecia pertencer a outra época.Caminhei ao lado de Daniel em silêncio.Quanto mais avançávamos, mais pessoas aparec







