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Capítulo 45: Máscaras Caídas e Cabos de Guerra

Author: Ge Valdez
last update publish date: 2026-10-15 00:54:54

A manhã seguinte àquela noite maravilhosa começou com o choque da realidade assim que Ruth e Heitor cruzaram a porta da mansão. Na sala, Carmen e Daniela já os aguardavam de braços cruzados, a impaciência estampada nos rostos.

— Heitor, onde estava? — disparou Carmen, a voz ríspida. — A Dani já está arrumada há horas!

— Vou tomar um banho rápido e desço em um minuto. Vem, amor — respondeu Heitor, ignorando a cobrança.

Ele segurou a mão de Ruth e a puxou em direção às escadas, deixando as duas m
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    A manhã seguinte àquela noite maravilhosa começou com o choque da realidade assim que Ruth e Heitor cruzaram a porta da mansão. Na sala, Carmen e Daniela já os aguardavam de braços cruzados, a impaciência estampada nos rostos.— Heitor, onde estava? — disparou Carmen, a voz ríspida. — A Dani já está arrumada há horas!— Vou tomar um banho rápido e desço em um minuto. Vem, amor — respondeu Heitor, ignorando a cobrança.Ele segurou a mão de Ruth e a puxou em direção às escadas, deixando as duas mulheres bufando de ódio na sala. Já no quarto, Heitor soltou um suspiro pesado e resmungou, passando a mão pelo rosto:— Por um momento, eu tinha esquecido essas duas... Vou tomar um banho.Enquanto a água do chuveiro corria, Ruth ficou pensativa, sentada na beira da cama. Uma angústia apertava seu peito; ela não estava gostando nada daquela aproximação forçada de Daniela na rotina de trabalho do noivo. Quando Heitor saiu do banheiro e começou a se arrumar, percebeu o semblante abatido dela.— O

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    Horas depois, Ruth e Heitor finalmente cruzaram a porta do quarto. O clima de romance e cumplicidade que os envolvia, no entanto, balançou assim que os pés de Ruth tocaram o topo da escada de mármore.Na sala de estar, instaladas confortavelmente como se fossem as verdadeiras donas da casa, Carmen e Daniela folheavam algumas revistas de grife e cochichavam com os rostos colados.Aproveitando que Heitor se distraiu por um momento olhando o celular para checar as mensagens de trabalho, Ruth apressou o passo de mansinho. Ela seguiu direto pelo corredor em direção à cozinha, buscando o acolhimento e o respiro de que tanto precisava.— Dulce, você precisa de uma ajuda por aqui? — perguntou Ruth, aproximando-se com passos leves do balcão onde a governanta organizava as louças.— Ah, não, minha querida! Está tudo sob controle por aqui, não se preocupe — Dulce respondeu, abrindo um sorriso acolhedor, mas o cansaço e o descontentamento em seus olhos eram evidentes. — Vocês dois já vão sair?—

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