LOGINIVY CARTER
Caminhei atrás dele e o segui até o estacionamento. Ele estava se aproximando do carro dele, um Ashton Martin. Agora entendi, ele é rico. — Ei, cara! — Ele se virou. Fui até ele e enfiei o dinheiro na sua mão, recebendo um olhar irritado — O que foi agora? — ele perguntou sendo palerma o suficiente para não entender. — O senhor esqueceu o troco. — Eu disse para ficar com o troco e comprar algo bom. Para não ter que vê-la da próxima vez com esses panos patéticos que você chama de roupa. —Ele disse. Patético isso, patética aquilo, blá blá blá. Ele não conhece outra palavra ofensiva? — Eu realmente não quero seu dinheiro nem ter nada a ver com você. Você rejeitou as panquecas que eu fiz e me insultou na frente de todo o restaurante e depois diz que minha roupa não é decente o suficiente para você? Bem, senhor “Quem quer que você seja”. Seu ego é grande demais para o seu cérebro. E eu quero receber nada de uma pessoa com um ego tão grande. — Eu disse dando as costas para ele. De repente, ele me puxou para si. — Cuidado! — Senti um carro passar por mim em alta velocidade. Minha raiva havia se dissipado. De repente, eu estava muito ciente da nossa proximidade. — Obrigada. — Agradeci, porque afinal uma coisa não tinha nada a ver com a outra e ele meio que salvou minha vida. — Você devia mesmo tomar cuidado por onde anda, eu não estarei sempre por perto para te salvar, pequena. — Ele acariciou minha bochecha suavemente. O quê? Pequena? E o que é esse carinho do nada? Deus, eu cruzei o caminho de um maluco com dupla personalidade? Eu me afastei de suas mãos e sua expressão endureceu. — Você deveria ir embora. — eu disse. — Eu vou embora. Mas não vou te deixar tão facilmente, Ivy. Você ainda me deve e eu vou te cobrae cada pequena coisa. A partir de agora. — Franzi a testa ao ouvir isso. — Em breve eu te direi o que eu quero que você faça, e você fará isso se quiser manter aquela casa e aquela bolsa de estudos que você tem para a faculdade. — Ele disse sorrindo. — Do que você está falando? Você não pode... — Ah, mas eu posso, pequena. Você ainda não me conhece. Você não sabe do que Aiden Wolfe é capaz. — Porque esse cara fica dizendo o nome dele desse jeito como se fosse uma coisa impressionante? Cortando completamente minha linha de raciocínio ele me puxou para si e me empurrou para o capô do seu carro, colando seus lábios nos meus. Empurrei-o com toda a minha força e ele cambaleou para trás, olhando para mim com uma expressão selvagem. — Quem você pensa que é? Não sou nada sua para beijar, tocar ou fazer qualquer coisa, senhor. — eu disse. Seus olhos escureceram. — Você será, tudo tem um preço. Só não sei o seu ainda. — Ele caminhou até a porta do carro e a abriu. — Ainda vamos nos ver pequena. — Ele entrou no carro e finalmente se foi.Ainda vamos nos ver? Será que ele vai voltar ao café? Preciso pensar num jeito de fazer uma placa com os dizeres “Proibida a entrada de Aiden Wolfe e outros bilionários” sem que minha mãe reclame.
DANTE KINGSTON Dois anos depois Axton e eu voltamos andando da sorveteria. — Tio Dante… eu tenho que voltar praquele lugar de novo? — perguntou ele, franzindo a testa. — Qual lugar? — perguntei. — O Canadá? Pra casa da sua mãe? Ele assentiu. — É um lugar legal e sua avó te adora. Além disso, o internato é bacana. Seria ótimo se você, um dia, sucedesse o tio nos negócios da família. — Mas eu quero ir pra uma escola normal… morar com você, a mamãe, a tia e a Serena. — Baguncei seus cabelos, sorrindo. — Ouvi dizer que eles têm um programa de basquete excelente este ano. — Não, meus cabelos! — reclamou Axton, tentando arrumá-los de novo. — Me diz uma coisa… Tem algum motivo especial pra você não querer ir? Aconteceu alguma coisa? — perguntei. Ele balançou a cabeça negativamente. — Ok, que tal um acordo? — propus. Ele me olhou curioso. — Que acordo? — Vou conversar com a sua mãe e pra cada semana que você completar no internato, você ganha uma ficha pra voltar e
DANTE KINGSTON Vi a bala atravessar em alta velocidade e em minha direção, cortando o ar. Alguém veio correndo em minha direção e me abraçou com força. Alguém que eu nunca imaginei que pudesse se sacrificar por mim. — Leona! — gritei. Eu a vi me segurando com força enquanto a bala perfurava suas costas. — Não… o que você fez? O que você fez? Ela estava sangrando, eu precisava levá-la ao hospital. — Não… eu não vou sobreviver a isso, eu sei. Quem diria que meus instintos me levariam a salvar alguém na minha lista de inimigos. — Ela riu. — Eu só desejo que você tenha uma vida feliz pela frente. — Pare de falar bobagens. Eu não vou deixar você morrer! — Leona! — vi Marina cair no chão ao nosso lado. — Por que estão tão triste? Dante, você sabe que eu odeio essa expressão. Sabe que não suporto despedidas… Não chore. Não é uma despedida. Segurei a mão dela. Ela tossiu sangue. — Não, Leona… por favor… deixe-me salvá-la. Por favor... Aquele desgraçado… como ousa?
DANTE KINGSTON Leona dirigiu-se para o local que eu nem me lembrava de ter visitado. Ele sabia muito bem que eu não teria nenhuma lembrança deste lugar.— Eu realmente não me lembrava de que a garota era irmã da Úrsula naquela época. — E ainda assim você diz amá-la… Que triste.— Ok, mandei mal, eu devia ter pensado melhor.— Não se sinta mal, Dante, a inteligência depende do tamanho do seu cérebro. — ela brincou.— Você não muda nunca.— Não, eu ainda sou eu. — E então ela parou o carro. — Chegamos. E antes de entrarmos, só quero fazer uma última coisa.Antes que eu pudesse perguntar o quê, ela me deu um beijo na bochecha.— É para dar sorte.Eu me lembrava… ela fazia isso antes de todos os seus grandes projetos.— Agora vamos, sua amante pode não ter muito tempo. — disse ela, saindo do carro.— Ela não é minha amante. — Bufei e também saí depois de verificar minha arma.— Desde quando você começou a usar armas de fogo? — ela perguntou.— Foi um presente seu, devo usar algumas veze
DANTE KINGSTON O avião pousou na Califórnia e eu não liguei o celular. Eu sabia que assim que a Marina me visse partir, ela me seguiria. Olhei para as abotoaduras que estou usando. Foi um presente da Marina no meu aniversário. — Marina, se eu sair daqui vivo, prometo que vou consertar tudo. Teremos o casamento dos sonhos que você quer. Lembro-me do enigma, do lugar onde a conheci, mas é "ela" no quebra-cabeça que me faz pensar há algum tempo. Quem? Quem pode ser ela? Úrsula? Pode ser ela? Mas, pensando bem, meu pai me apresentou a Úrsula pela primeira vez, eu tinha 15 anos. Foi em um hotel aqui na Califórnia, e ele apresentou Emily e seu pai alguns anos antes, quando eu tinha doze anos. Foi também uma reunião de negócios em algum hotel de luxo, em Nova York. Vi um telefone público e liguei para o número do Daniel. Ele atendeu depois de alguns toques. — Oi Daniel, é o Dante. — Dante, onde você está? Todo mundo está preocupado com você. — disse ele. Então a notícia da minha pa
DANTE KINGSTON " Você consegue salvá-los desta vez?"Salvá-los? Quem são eles? Pensei que só tivessem o filho da Úrsula. Quem é o segundo? Ethan me perguntou o que era e mostrei o bilhete a ele.— O primeiro é o filho da Úrsula, mas quem é o segundo? — perguntou ele.Estou tentando descobrir sozinho.— Quem mais não está aqui?— Nora e Daniel não estão aqui por causa dos negócios, e Emily estava quase chegando, então deixamos ela e Thomás...— Ligue para o Thomás agora — eu disse a Ethan.Comecei a tentar o número da Emily. Mas ela não atendia.— O Thomás também não está atendendo. — disse Ethan.— Vamos, Emily, querida, atende, atende. — murmurei enquanto tentava várias vezes. — Por que a Emily? — perguntou Marina.— Porque a Emily, bem... — Liguei para a Emily novamente e ela não atendeu mais uma vez.— O quê? Emily é o quê? — ela perguntou.— Agora não, por favor, Marina, agora não, amor. Prometo te contar tudo — eu disse. — Ethan, Thomás atendeu?— Não, ele não está atendendo t
DANTE KINGSTON Marina segurou minha mão com força. — Dante, eu não sou corajosa. Ri, mesmo com o coração apertado. — Isso está tão errado, amor… você é uma das pessoas mais corajosas que eu conheço. — Ela balançou a cabeça em negação.— Ei, olha para mim, querida — sussurrei baixinho, tentando encontrar seus olhos assustados. — Nós vamos conseguir, ok? Nós vamos conseguir, não importa o que aconteça. O avião tremeu violentamente enquanto o vento ameaçava despedaçá-lo. — Prepare-se, senhor. — ouvi pelo interfone. Abracei Marina, protegendo-a com o meu corpo. O avião mergulhou em direção à terra e sacudiu com tanta força que quase fomos arremessados contra o teto. Segurei-a firme. — Está tudo bem, querida. Vai ficar tudo bem. Estou aqui, bem ao seu lado. Estamos juntos. Estamos aqui. — sussurrei em seu ouvido. O avião atingiu algo duro e o impacto foi tão brutal que pedaços de metal se soltaram. Não estávamos mais no ar, mas ainda não diminuímos a velocidade o suficiente. Vi a







