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CAPÍTULO 74

last update publish date: 2026-10-24 05:18:17

Nunca imaginei que um dia cruzaria aquelas portas com ele ao meu lado…

O barulho dos meus saltos ecoava pelo piso frio, e a presença dele ao meu lado era firme, sólida.

Algustus vestia seu terno impecável, o olhar confiante que eu conhecia tão bem, mas agora... havia algo diferente. Era como se, enfim, caminhássemos no mesmo ritmo.

Comandávamos juntos aquela empresa, Não havia mais jogos, disputas de ego ou silêncios carregados. Havia troca. Havia espaço.

Ele me ouvia. Me incluía. Me r
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    Eu tava perdendo. Minuto a minuto. Toque por toque. Cada provocação dele me deixava mais entregue. Mais molhada. Mais dele. Meus dedos cravaram nos ombros dele quando ele beijou meu seio por cima do sutiã, lentamente, como se estivesse marcando território. E talvez estivesse. Porque a cada suspiro, a cada palavra dita entre beijos e mordidas, ele deixava claro: Eu era dele ali. E ele me queria do jeito mais cru e real. — Você tem noção do quanto me enlouquece? ele sussurrou no meu ouvido, enquanto roçava os lábios no lóbulo, me fazendo arrepiar até a alma. — Porque eu passo o dia me segurando… mas quando estamos sozinhos assim, eu não consigo mais fingir. A respiração entrecortada, a sala tomada pelo som dos nossos corpos se buscando, o perfume dele misturado ao meu... Era puro caos. E prazer. A gente se possuía em silêncio. Com a boca. Com as mãos. Com a pele implorando por mais. E por mais que eu tentasse fingir controle... a verdade é qu

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    Nunca imaginei que um dia cruzaria aquelas portas com ele ao meu lado… O barulho dos meus saltos ecoava pelo piso frio, e a presença dele ao meu lado era firme, sólida. Algustus vestia seu terno impecável, o olhar confiante que eu conhecia tão bem, mas agora... havia algo diferente. Era como se, enfim, caminhássemos no mesmo ritmo. Comandávamos juntos aquela empresa, Não havia mais jogos, disputas de ego ou silêncios carregados. Havia troca. Havia espaço. Ele me ouvia. Me incluía. Me respeitava. Eu ainda lembrava da garota que um dia entrou ali com o coração em pedaços, com os olhos marejados e a alma ferida. E hoje… hoje eu estava inteira. Não porque alguém me salvou, mas porque eu me reconstruí. E ele, ele me enxergou de verdade quando eu nem sabia mais se valia apena. Vi meu pai nos observando de longe. O brilho nos olhos dele dizia tudo. Orgulho. Orgulho de me ver centrada, firme, decidida. Eu sabia que, por anos, ele duvidou se eu conseguiria. E agora, c

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    .... ALGUMAS HORAS DEPOIS.... ..... Fiquei ali, sentado ao lado da cama, segurando a mão dela como se minha vida dependesse disso. E dependia. Cada segundo sem sentir aquele calor, sem ouvir a respiração calma dela, me deixava mais perto da loucura. Ela estava tão quieta... Tão frágil. Mas viva. E isso era tudo o que importava. O pai dela estava ali também. Do outro lado da cama. Às vezes falava alguma coisa, mas eu mal ouvia. Só conseguia fixar meus olhos nela. Rezando pra que acordasse logo. Rezando pra que o bebê estivesse bem. Quando o policial voltou à sala, se aproximou devagar. Eu levantei num pulo. — E aí? O que aconteceu com ele? — O sequestrador foi preso. disse ele, firme. — O carro que ele usou foi abandonado, mas conseguimos rastrear o GPS. Ele estava escondido num galpão próximo. Está detido. Fechei os olhos por um instante e soltei o ar com força. — Que ele apodreça na cadeia. falei com raiva. — Que pague por cada segundo que ela sofreu. Cada maldit

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    Acordei em cima de uma cama de hospital. Roupa hospitalar. Frio. Tive um surto. — THEO! gritei. O som dos tiros ainda batia na minha cabeça. Uma enfermeira correu até mim, tentando me acalmar: — Calma, querida... ele está sendo cuidado na sala ao lado. A bala atravessou. Ele tá bem... — Eu preciso ver ele! Agora! — Você precisa descansar, vai tomar uma medicação... Assim que ela saiu, me levantei. Fraca, mas fui. Saí do quarto, no corredor tinha um policial na porta do quarto ao lado. — Eu preciso entrar! Ele não é criminoso! Sem esperar, entrei. Theo tava lá. Ele virou o rosto com dificuldade. — ...Maitê...? Me aproximei. Os olhos dele brilhavam. — Você tá bem? E o bebê? Tudo estava tão caótico, tudo tão aterrorizante. Mas ver ele acordado, consciente. Nossa.. eu tive tanto medo. — Acho que sim... eu só precisava te ver... ela, ela tava louca... Ele segurou minha mão. — Eu nunca participei disso... não assim... — Eu sei... ela enganou todo mundo, Theo... Ele resp

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