LOGINDarian leu o nome indicado por Íris. — Silas. Ela manteve o relatório aberto. — Você conhece? — É um guarda da divisão de fronteira. Já participou de patrulhas comigo. Íris procurou a cópia do relatório sobre a morte de Elisa na pasta em que guardava os documentos pessoais. Conservava aquele papel desde que o recebera, embora quase nunca suportasse relê-lo inteiro. Colocou as duas folhas lado a lado. A mesma assinatura aparecia em ambas. Darian aproximou a luminária. — Aqui ele assina como integrante da equipe que encontrou Elisa. Não como alguém que presenciou o ataque. Íris leu novamente. O relatório atribuía a morte à passagem de uma patrulha de fora. Mas não indicava que Silas tivesse visto essa patrulha atacar sua irmã. Ela passara meses tratando aquelas duas informações como uma só. — Quero ouvir o que ele realmente viu. Darian assentiu. — Vamos pedir que seja chamado. Caio enviou as informações a Amélia antes de partirem. A conselheira confirmo
Darian aproximou-se da prateleira. — Precisamos conferir o registro completo. Íris manteve a pasta aberta. A data da devolução da chave era a mesma em que encontraram Elisa, mas ainda não dizia quando a vistoria acontecera. Ele tinha razão. Ela procurou o número de referência e chamou Amélia. A conselheira veio acompanhada pelo funcionário responsável pelo inventário. Ninguém retiraria aquele documento sem registrar sua origem. — A chave foi devolvida a quem? — perguntou Íris. O funcionário examinou o campo seguinte. — À administração da casa. Não há recibo da proprietária da oficina. Íris olhou para Darian. — Nunca devolveram para mim. Amélia pediu que localizassem o relatório da vistoria. Enquanto aguardavam, Íris observou a cadeira presa ao chão. Aquele lugar havia mantido Darian imóvel e impedido Elisa de sair quando quis. Agora pretendiam apresentar tudo como procedimentos administrativos. Ela fechou a pasta com cuidado. Não lhes daria a possibilidad
A Casa de Custódia apareceu depois de uma curva estreita, cercada por árvores e um muro baixo. Íris reconheceu a fachada pelas descrições dos arquivos. Até então, nunca tivera motivo para entrar. Darian estava sentado ao seu lado. Quando o veículo parou, ele permaneceu imóvel por um instante. Íris olhou para sua mão fechada sobre o joelho. — Não precisa entrar antes de estar pronto. Ele voltou os olhos para ela. — Preciso entrar sabendo que posso sair. Íris assentiu. Dessa vez, ninguém os levara até ali sob o efeito de uma dose. Amélia desceu do primeiro veículo com a determinação assinada pelos conselheiros. Caio e os guardas se posicionaram junto à equipe que aguardava no portão. Augusto permaneceu diante da entrada. Atrás dele, a porta traseira de um veículo estava aberta. Duas caixas de arquivo já haviam sido carregadas. — Esses documentos seriam levados para conferência — disse. Amélia mostrou a determinação. — A conferência será feita aqui. Nenhuma caixa sai antes
Darian puxou uma cadeira, mas não se sentou. — Quando me examinou depois da patrulha, você disse que poderia ser envenenamento. — Era uma hipótese — respondeu o médico. — A febre e os tremores já estavam presentes. Eu não identifiquei a causa antes de encaminhá-lo. — E, mesmo assim, me deu algo para enfraquecer Soren. O homem baixou os olhos. — Disseram que a reação do seu lobo estava agravando seu estado. Íris colocou a bolsa sobre a mesa. — Quem disse? — Augusto. Amélia pediu que o funcionário registrasse o nome. O médico da enfermaria aproximou a autorização da arena. — Esta dose tinha a mesma finalidade? — Tinha. Reduzir a comunicação entre a pessoa e seu lobo por algum tempo. — Henrique não estava doente — observou Íris. O homem apertou os dedos contra o joelho. — A solicitação dizia que ele resistia a participar do teste. Que precisavam evitar interferência da consciência animal. Darian soltou uma respiração curta. — Queriam que o lobo respondesse a Íris, mas de
Darian não tentou diminuir o que acabara de admitir. — Eu prometi preservar a aliança, mesmo que reconhecesse outra companheira. Íris segurou a alça da bolsa. — E, quando me encontrou, cumpriu a promessa. — Sim. Celina permaneceu perto da parede. A confissão não a deixara mais tranquila; parecia apenas ter retirado uma proteção atrás da qual se escondera. Íris olhou para ela. — Você sabia que meu nome estava ligado à avaliação. Ele também sabia? — Não contei — respondeu Celina. — Pedi uma garantia sobre o casamento. Não mencionei você. Darian sustentou o olhar de Íris. — Eu não sabia quem seria. Mas isso não torna a decisão melhor. Ela assentiu lentamente. Não precisava transformar a omissão de Celina numa desculpa para ele. — Quero ficar sozinha. Darian afastou-se da passagem. Soren acompanhou Íris até o quarto. Ela fechou a porta e colocou a bolsa sobre a mesa. Tinha conseguido respostas naquela manhã. O pedido de avaliação existia. Augusto o recebe
Leôncio aproximou-se da mesa. Íris manteve a mão sobre a cópia da ordem. Depois de tantas respostas incompletas, finalmente alguém se dispunha a assumir uma parte do que acontecera. — O senhor solicitou minha transferência? — Solicitei uma avaliação do seu dom. — Na Casa de Custódia. — É onde temos instalações adequadas. Amélia indicou a cadeira diante dos conselheiros. — Sente-se. Essa solicitação foi feita a quem? Leôncio olhou para Augusto. — À administração da casa. O funcionário registrou a resposta. Íris sentiu Darian ficar imóvel ao seu lado. — E quem autorizou? — perguntou Amélia. — Disseram que seria providenciado. — Isso não responde à pergunta. Leôncio sentou-se, ajeitando o casaco. — Não acompanhei a emissão do documento. Íris retirou a folha menor da bolsa. — A avaliação incluía levar Soren comigo? Ele observou o papel. Pela primeira vez, sua segurança pareceu diminuir. — Essa instrução não estava no pedido que fiz. — Mas o senh







