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Capítulo 2

Auteur: BUCHANAN
Ponto de Vista de Jaxon.

— Isso! Mais forte, Jaxon!

— Você gosta assim, não gosta, sua safada? — Perguntei, penetrando-a com ainda mais força.

— Sim! Deusa, sim! Mais, Alfa! Mais! — Diane gritava.

Senti as pernas dela tremerem e percebi que ela estava quase lá. Ela era boa de cama, a única utilidade que uma loba tinha para mim hoje em dia.

Movi os quadris e a ouvi dar um grito agudo quando gozou. A vagina dela apertava meu pau enquanto ela chegava ao ápice. Dei mais duas estocadas fortes antes de gozar também. Passados os tremores dos nossos orgasmos, saí de dentro dela e me levantei para ir me limpar no banheiro. Tirei a camisinha, dei um nó e a joguei no lixo. Eu não teria herdeiros com Diane, nem com nenhuma outra loba. Não queria me amarrar a ninguém pelo resto da minha vida.

"Ei, já terminou de foder a Diane, Alfa?", a voz de Matt ecoou pela conexão mental.

"Vá se ferrar", respondi. "O que você quer?"

Nomeei Matt como meu Beta logo que cheguei à Winter Moon, há pouco mais de cinco anos. Ele era o Beta mais firme que alguém poderia desejar. Leal e sempre pronto para me tirar do sério. Era inteligente, corajoso e um guerreiro foda.

"O Ancião Crane vai chegar daqui a meia hora. Sugiro que tire esse cheiro de sexo do corpo e se vista", disse ele, me fazendo soltar um gemido interno.

"O que o Crane quer agora?"

"Quem sabe. Ultimamente, ele resolveu fazer disso um hábito e vive aparecendo por aqui."

"Me encontre no meu escritório em vinte minutos."

"Sim, senhor", respondeu ele, com ironia, antes de eu cortar a conexão.

Terminei o banho e, enquanto me enxugava, voltei para o quarto. Vi que Diane ainda estava deitada na minha cama.

— Por que você ainda está aqui? — Perguntei com frieza, enquanto me vestia.

— Meu Alfa... — Ela ronronou.

— Sei que você disse que nunca mais queria um relacionamento, mas nós funcionamos tão bem juntos, e acho que a gente se dá bem. Sempre acompanho você nos eventos importantes da alcateia. Eu poderia ser a sua Luna, se você me desse uma chance.

— Não. — Cortei o assunto imediatamente.

— Você sabia muito bem onde estava se metendo quando aceitou ser o meu brinquedo de alívio. Essa é a sua posição comigo nesta alcateia. Em troca, você tem direito a certos... privilégios. Não vou colocar outra Luna no cargo e, como já cansei de te falar, também não vou escolher uma companheira. Pare de fantasiar com algo que você sempre soube que nunca ia acontecer. — Finalizei, ríspido.

— Agora, pegue as suas coisas e suma do meu quarto.

Caminhei até a porta e a abri. Olhei para ela com frieza, esperando que saísse. Ela bufou, vestiu o vestido às pressas e recolheu o resto das coisas. Pouco antes dela passar pela porta, avisei:

— Diane, se tivermos essa conversa mais uma vez, vou encerrar o nosso arranjo. Estou cansado de repetir, entendeu?

Ela baixou a cabeça e murmurou um "Sim, Alfa" antes de sair do quarto e seguir para o andar dela.

Balancei a cabeça e suspirei. Eu mantinha Diane por perto há mais tempo porque ela transava bem e sabia como se comportar na frente de pessoas importantes. Era bonita o suficiente e tinha um corpo atraente. Eu não precisava de nada vindo dela além do aspecto físico.

Nos cinco anos seguintes à rejeição de Giselle, levei a Winter Moon a patamares nunca antes vistos nesta região. Era a maior e mais rica alcateia não apenas do Sul, mas do Norte também. Eu estava prestes a ultrapassar a Região Oriental, e uma parte de mim sentia uma pontada de vingança ao saber que eu seria maior e mais poderoso do que o Alfa pelo qual ela me trocou.

Drax levou quase um ano para reaparecer na minha mente. Ele nunca mais foi o mesmo depois da rejeição. Assim como eu, ele não confiava em vínculos de companheiros, em lobas ou na Deusa da Lua. É difícil quando você sabe que fez tudo certo da primeira vez, apenas para ser traído no final. E por quê? Por ganância. Até Diane queria ser Luna pelo poder e pelo status. Alguns dos guerreiros já tinham me contado o que ela vivia dizendo para as Ômegas, tentando tratá-las como inferiores só porque estava fodendo o Alfa. Se houvesse outra loba por aqui que transasse melhor que a Diane, eu já a teria descartado. É por isso que eu era tão frio com ela sobre a ideia de uma companheira escolhida. Ela não tinha a menor condição de ser Luna, nem para mim, nem para nenhum outro Alfa.

Matt entrou no meu escritório.

— Alfa.

— Ei, Matt. Fecha a porta. — Pedi, soltando um suspiro.

— O que foi? Problemas no paraíso com a Diane? — Ele provocou, com um sorriso de canto.

— Ela estava tentando me convencer a aceitá-la como companheira escolhida de novo.

— Ela não está feliz com o papel atual de peguete de luxo? — Matt riu.

— Você sabe que não é o único que ela transa, né?

Olhei para ele.

— E você acha que eu dou a mínima?

— Imaginei que não. Só quero garantir que você peça um teste de DNA se ela aparecer por aí grávida, alegando que o filho é seu.

— Você sabe alguma coisa sobre a visita do Crane? — Perguntei, mudando de assunto. Sinceramente, passar mais de cinco minutos pensando em qualquer mulher era perda de tempo.

— Nada. Só que ele vinha para tratar de assuntos oficiais. — Matt revirou os olhos. — Quer dizer, que outro tipo de assunto ele teria aqui além de oficiais?

— Bom, vamos tentar fazer com que seja uma visita rápida. Tenho coisas para resolver hoje. Também ouvi falar que a alcateia Dark Flame está começando a arrumar confusão com algumas outras. Fique de olho para garantir que não haja batedores deles por perto. Se encontrar algum, mate na hora.

Notei o olhar de Matt ficar vago e percebi que ele estava recebendo um aviso pela conexão mental.

— Alfa, o Crane chegou.

— Peça para trazê-lo ao meu escritório.

Me levantei, fui até a minha reserva de bebidas e peguei uma garrafa de Bourbon Blanton's e alguns copos, colocando-os na mesa. Crane sempre gostava de tomar um bourbon quando vinha aqui. Ele sabia que eu não economizava em bebida de qualidade.

A porta se abriu e eu me pus de pé. Crane entrou acompanhado de Matt, que fechou a porta logo em seguida. Ele parecia congelado no tempo. Estava velho, enrugado e bem longe do seu auge físico, mas ainda era tão ativo quanto um lobo jovem. Suas sobrancelhas eram espetadas, como se tivessem levado um choque, e o nariz dele era ligeiramente torto. Tenho certeza de que na juventude ele devia ser mais atraente. Agora, parecia que a vida o ferrava todos os dias e ele tinha esquecido a palavra de segurança.

— Alfa Jaxon, me desculpe por vir com um aviso tão em cima da hora, mas são negócios oficiais da alcateia, você sabe como é. — Disse ele.

— Ancião Crane, não se preocupe. Felizmente, não tenho outros compromissos na próxima hora. Um bourbon? — Ofereci.

— Blanton's? Você sempre tem uma boa seleção. Sim, por favor.

Enquanto lhe servia dois dedos de bourbon, perguntei:

— Então, qual é esse assunto oficial que precisamos discutir?

Ao pegar o copo da minha mão, ele suspirou:

— Os Anciãos estiveram discutindo a sua posição como Alfa da Winter Moon.

O copo de bourbon estava prestes a tocar a minha boca quando parei. Apoiei o copo na mesa e encarei Crane nos olhos.

— O que tem a minha posição?

— Bem, você desenvolveu e fortaleceu muito bem esta alcateia sozinho, Alfa Jaxon. Ninguém pode negar isso. No entanto, você não tem um herdeiro para deixar o comando caso venha a falecer. E também não tem uma Luna.

Senti o meu sangue começar a ferver. Tentei me controlar, mas Drax também rosnava na minha cabeça, tornando difícil conter a raiva que subia à superfície.

— Ancião Crane, eu já tive uma Luna. Lembra? Ela me traiu com outro Alfa porque queria dar para ele. Não tenho o menor interesse em ter outra Luna, e muito menos em gerar um herdeiro. Lobas são um veneno que se infiltra na sua própria pele e tenta esmagar a sua alma.

A expressão de choque no rosto de Crane com a minha resposta era exatamente o que eu queria ver, então continuei:

— Minha capacidade como Alfa desta alcateia superou o poder e a riqueza da Região Norte e está quase ultrapassando a Região Oriental. Fiz tudo isso sem uma companheira — fosse destinada, escolhida ou de qualquer outro tipo. Se eu morrer, Matt será o próximo na linha de sucessão para se tornar Alfa. Não vejo razão para continuarmos com esta conversa ridícula.

A feição de Crane se endureceu e o olhar dele ficou frio. Preciso admitir que era uma postura imponente.

— Infelizmente, a decisão não cabe apenas a você. Essa escolha está sendo feita pelo futuro da alcateia. Isso vai ajudar a consolidar a estabilidade da Região Sul.

— Decisão? Que decisão? — Perguntei. Eu realmente não estava gostando do rumo daquela conversa.

— Os Anciãos decidiram que o Alfa Jaxon da Winter Moon deverá escolher uma Luna adequada nos próximos trinta dias. Se você se recusar, nós faremos a escolha por você. E se ainda assim não aceitar, nós vamos destituí-lo do cargo.

— O QUÊ?! — Rugi.

Eu seria destituído do meu cargo? Fiz tudo absolutamente sozinho e agora teria que me curvar à vontade de cinco velhos decrépitos ou deixaria de ser o Alfa? Que tipo de palhaçada arcaica era aquela?!

— Esta decisão é final, Alfa Jaxon. Sugiro que comece a avaliar as candidatas, já que a sua companheira destinada o rejeitou e segundas chances são raras.

Crane terminou a bebida, bateu o copo na minha mesa com firmeza e se virou para sair.

— Lembre-se: trinta dias, Alfa Jaxon.

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