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O Alfa que a Conquistou
O Alfa que a Conquistou
Author: Helenmaria

Capítulo 1: Fome

Author: Helenmaria
last update Petsa ng paglalathala: 2026-10-23 06:37:19

«Bom dia, Michael», cumprimentei o meu irmão mais velho Michael com um sorriso enquanto o observava a mexer algo na frigideira na cozinha.

Aquela manhã tinha começado como qualquer outra. Dirigi-me à cozinha com a intenção de tomar o pequeno-almoço antes de me banhar e preparar para a escola.

Mas antes que o Michael pudesse responder, outra voz me saudou.

«Bom dia, Lily.»

Aquela voz familiar, profunda, quente e inegavelmente sexy envolveu-me. A respiração prendeu-se enquanto olhava para cima de surpresa, só para encontrar o Sebastian sentado à nossa mesa de jantar, a sorrir para mim.

«Sebastian?» Pestanejei várias vezes, quase a perguntar-me se ainda estava a sonhar.

«N-Não sabia que tinhas regressado à alcateia», gaguejei.

«Na verdade, ele chegou tarde ontem à noite, já estavas a dormir», respondeu o Michael.

«Fiz com que ficasse no nosso quarto de hóspedes.»

«Oh?» perguntei antes de me conseguir conter. «Está tudo bem?»

O Sebastian era o filho do Alpha. Eu sabia que a grande mansão da família dele era muito mais confortável do que a nossa casa pequena e simples e perguntava-me porque escolheria estar aqui em vez disso.

«Ele está a fazer uma pausa no treino de Alpha durante algum tempo», explicou o Michael. «Ainda não pode regressar à propriedade. O Alpha Edward ficaria furioso se descobrisse que o Sebastian abandonou o treino mais cedo.»

«Por isso vai ficar connosco durante algum tempo», acrescentou o Michael com um sorriso.

O Sebastian era o melhor amigo do meu irmão Michael e o futuro líder da nossa alcateia. Desde que me lembrava, era ele quem tinha segurado o meu coração em reverência silenciosa e não dita desde a infância.

O Michael e eu tínhamos perdido os pais há anos, e desde então ele tinha assumido os papéis de irmão e guardião, a sacrificar tanto para me criar. O Sebastian também tinha estado lá.

Ao crescer, admirava o Sebastian de longe. Era bonito de uma forma que atraía atenção sem esforço, mas a aparência era apenas parte do que o tornava notável. Era forte, disciplinado, compassivo e justo, a possuir todas as qualidades que um futuro Alpha deveria ter.

Sem surpresa, as mulheres admiravam-no onde quer que fosse.

Como tantas raparigas da minha idade na alcateia, eu secretamente tinha um crush nele. E porque ele era o melhor amigo do Michael, eu tinha mais oportunidades de o ver do que qualquer outra pessoa, e aquele pequeno privilégio sempre me enchia de felicidade quieta.

Mesmo assim, eu sabia que não era nada mais do que a irmãzinha do melhor amigo.

Há muito que tinha aceite que alguém como eu nunca poderia competir com as belas lobas que constantemente o rodeavam. Famílias poderosas esperavam ganhar o favor dele, e inúmeras mulheres sonhavam em tornar-se a futura Luna. Tanto ele como o Michael sempre tinham tido um fluxo constante de companheiras femininas.

«Espero que a minha estadia aqui não seja um problema para ti, princesa?» perguntou o Sebastian, a olhar diretamente para mim com um sorriso ligeiramente provocador.

«Oh! De todo. És sempre bem-vindo aqui», disse depressa, e não consegui esconder a onda brilhante de alegria que me encheu.

Tentei o meu melhor para parecer calma enquanto caminhava até à mesa, enquanto apanhava os olhos do Sebastian a percorrer lentamente do topo da minha cabeça até aos pés descalços, como se estivesse a absorver quietamente cada detalhe de mim.

Só então reparei no que estava a vestir. Não tinha nada senão um top de tubo fino que se colava à pele e descobria os ombros, o estômago e o umbigo. Os calções de dormir eram tão finos que mal cobriam a parte de cima das coxas.

O calor inundou a pele sob o olhar dele.

«Vamos, come antes de te preparares para a escola», disse o Michael alegremente, ainda focado no fogão.

«Está bem…» consegui dizer. As faces ardiam enquanto me sentava depressa numa cadeira.

Algo tinha mudado recentemente.

Desde que completei dezoito anos, o Sebastian já não me tratava como se eu fosse invisível.

Às vezes apanhava-o a observar-me com uma intensidade que me fazia sentir estranhamente preciosa, como se eu fosse algo que ele quisesse guardar só para si.

Mas de cada vez que eu olhava de volta, ele desviava o olhar casualmente, a fazer-me perguntar se tinha imaginado tudo.

«Acaba o pequeno-almoço e prepara-te. Levo-te à escola», disse o Michael enquanto deslizava duas tiras de bacon e um ovo frito para o meu prato.

«Posso ir sozinha», murmurei através de uma dentada de torrada.

«Uh-uh. Já falámos sobre isto. Aquele miúdo na tua escola precisa de saber que tens um irmão mais velho. Talvez assim finalmente pare de te perseguir.»

«Que miúdo?» perguntou o Sebastian de repente. Já tinha terminado o pequeno-almoço no prato.

«O pequeno admirador da Lily», respondeu o Michael. «Um gajo do coro. Tem andado a segui-la ultimamente.»

Desde a puberdade, o meu corpo tinha mudado lentamente. O corpo tinha-se suavizado em curvas nos sítios certos. Tinha crescido alta e graciosa e verdadeiramente me tornara mulher. Até na escola, os rapazes tinham começado a pedir a minha atenção.

Mas nenhum deles me interessava.

Observei nervosamente o Sebastian, a perguntar-me como reagiria.

«Tens de enfrentar a realidade, mano», disse finalmente e o coração saltou enquanto o olhava.

«A Lily cresceu e tornou-se uma jovem mulher linda.» O olhar elevou-se devagar dos meus lábios até encontrar os olhos. «Mais cedo ou mais tarde, ela vai namorar alguém.»

O calor inundou a pele sob o olhar do Sebastian.

«Ela só tem dezoito anos», respondeu o Michael casualmente. «Até encontrar o companheiro, aqueles miúdos da escola não se aproximam dela enquanto eu estiver por perto.»

«Não sou uma criança, Michael», retorqui de forma brincalhona. «Agora sou uma jovem senhora, por isso para de me tratar como uma e de me provocar o tempo todo.»

«Está bem, está bem.» O Michael ergueu ambas as mãos dramaticamente em rendição. «As minhas desculpas, princesa.»

O Michael riu, e o Sebastian juntou-se, mas os olhos nunca me deixaram.

—

Nos dias seguintes, a mente esteve completamente consumida pelo Sebastian e aqueles olhares persistentes. Não pensava em mais nada durante as aulas a não ser nele e na forma como nos tínhamos olhado naquela manhã.

Saber que estávamos a viver sob o mesmo teto sentia-se como o sonho mais bonito que alguma vez me tinha atrevido a sonhar.

No instante em que as aulas terminavam cada tarde, corria direto para casa.

A nossa escola secundária normalmente terminava por volta das 15h. Eu andava com a minha melhor amiga Georgia, e sempre chegava a casa antes do jantar.

Ultimamente toda a alcateia estava ocupada a preparar o Baile de Acasalamento anual. As ruas estavam mais vivas do que nunca, e a Georgia queixava-se sem parar de que eu me recusava a ir às compras com ela.

Finalmente perdoou-me quando prometi tratá-la a um café no novo café que tinha aberto no fim de semana.

Aquela tarde de sábado, cheguei ao café exatamente a horas.

Depois de esperar alguns minutos, o telemóvel vibrou. A Georgia tinha-me enviado uma mensagem a dizer que tinha apanhado uma dor de estômago e perguntava se podíamos encontrar-nos noutro dia em vez disso.

Respondi depressa com um «Ok» antes de seguir para casa.

«Michael? Sebastian?» chamei enquanto atravessava a porta da frente.

Ninguém respondeu. A casa estava completamente silenciosa.

Dirigi-me para cima enquanto cantarolava baixinho para mim mesma, a carregar a mala ao ombro e uma pilha de livros debaixo do braço, com a intenção plena de desfrutar de uma tarde quieta em casa.

Quando passei pelo quarto de hóspedes, de repente ouvi sons ténues a vir de dentro.

O Sebastian está em casa? perguntei-me, a abrandar até parar do lado de fora da porta.

A porta estava ligeiramente entreaberta, a curiosidade venceu-me, por isso incline-me para espreitar.

A respiração prendeu-se com força quando ouvi gemidos baixos e guturais e respirações irregulares e pesadas a saírem — sons densos e famintos de puro prazer e esforço. Espiei pela fenda e o que vi fez o corpo inteiro arder.

Lá estava ele. O Sebastian. Estava a foder o punho com força e rapidez sobre o pau enorme e latejante. Os músculos contraíam-se apertados e brilhavam de calor enquanto se bombeava selvagemente.

Apanhei um tecido fino envolvido apertado à volta do comprimento. Estava pressionado logo contra a coisa dele enquanto arrastava a mão para cima e para baixo.

Gemeu fundo e irregular, completamente perdido no prazer.

O sangue transformou-se em fogo quando me apercebi exatamente do que ele segurava tão perto. Eram as minhas cuecas!!

Deitou a cabeça para trás e rugiu o prazer, a acariciar o eixo grosso com mais força e rapidez enquanto a voz se tornava rouca de necessidade.

«Porra…» gemeu, a esfregar a renda contra a ponta latejante a cada empurrão desesperado da mão.

«Sentes-te tão bem, Lily…»

Ouvi-lo dizer o meu nome daquela forma e saber que ele me estava a imaginar e a desejar tanto assim fez o rosto arder e os joelhos fraquejarem.

Mal conseguia respirar. Nunca tinha pensado que ele me quisesse desta forma ou que pensasse em mim assim quando estava sozinho.

O coração martelava tão forte que pensei que ia rebentar do peito.

Os dedos ficaram entorpecidos e, antes que os pudesse parar, a mala e os livros escorregaram e bateram alto no chão.

O barulho cortou o ar de imediato. Os olhos dele abriram-se de súbito e cravaram-se direto nos meus através da fenda.

O olhar era escuro, selvagem e cheio de fome suja, a pregar-me logo onde estava, congelada e apanhada em flagrante.

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