MasukPerto do meio-dia, eles pararam em um restaurante privativo dentro do parque.Todos mal haviam se sentado quando um homem alto, usando uma jaqueta casual, entrou sem cerimônia.— Então é verdade. Vocês alugaram um parque de diversões inteiro só para o último dia em Carrington Bay.Lydia ergueu o olhar e abriu um sorriso largo.— Chris.O homem deu um breve abraço em Lydia, então cumprimentou os outros como alguém acostumado havia muito tempo àquela família.Mas seu olhar parou quando pousou em Naomi.— Nunca vi você antes.Chris a observou com atenção.— Quem é você?— Ela é Naomi. — Disse Lydia em nome dela. — E... Este é Chris, o irmão mais novo do meu marido.Ah, então outro membro da família Miller. Quantos irmãos Cale tinha? O pensamento despertou a curiosidade de Naomi, mas ela rapidamente o afastou. Por que deveria se importar com a história de Cale Miller?— Prazer em conhecê-lo. Eu sou Naomi. — Disse ela, baixinho.Chris puxou uma cadeira e se sentou.— Eu sou Ch
Naquela manhã, a mansão Miller estava muito mais barulhenta do que de costume.Pequenas malas já estavam alinhadas no salão principal, porque Althea e sua família planejavam voltar naquela noite. As crianças corriam de um lado para o outro com uma energia que parecia impossível de esgotar, enquanto os funcionários se moviam em meio ao caos suave que, em poucas horas, deixaria de existir.Então a casa voltaria a ficar silenciosa.Naomi estava parada na entrada da sala de jantar, com uma xícara de chá nas mãos, observando tudo como alguém que ainda não tinha certeza se realmente pertencia àquela cena diante de si, mesmo que temporariamente.— Você está parada aí como alguém se preparando para fugir. — Disse Lydia, puxando a cadeira ao lado dela. — Sente-se.— Estou bem aqui.Lydia estalou a língua suavemente.— Essa não é uma boa escolha. Além disso, você não quer se juntar a nós? Althea fez cupcakes. São deliciosos. Você deveria provar um.Naomi suspirou baixinho, então obedeceu
E então ele viu a tatuagem.A tatuagem que despertou sua curiosidade.Pouquíssima informação podia ser encontrada sobre ela, até que, por fim, ele percebeu que não era uma marca comum.Aquela tatuagem falava de uma origem aterrorizante. Então por que a condição de Naomi era o completo oposto? Por que alguém ligado a algo tão perigoso parecia tão destruída e indefesa?Por causa disso, Falcon manteve Naomi ao seu lado por diversos meios.Um deles foi fazer o valor de sua dívida crescer cada vez mais, sem nenhum motivo claro.Foram necessários dois anos até que Falcon finalmente descobrisse o significado completo da tatuagem.— Continuamos focados em Naomi, senhor?— Naomi agora faz parte de um quebra cabeça muito maior.O carro virou para uma estrada em subida que levava a um distrito de elite. Torres se erguiam como guardiãs observando a cidade. Carrington Bay sempre soube como exibir poder.Falcon fechou o tablet e disse casualmente:— Alugue a melhor cobertura disponível. Q
— Chegaremos em breve, senhor Falcon. — Informou um dos funcionários designados para aquele voo.Falcon, que havia passado o tempo inteiro revisando vários arquivos de trabalho, ergueu brevemente o olhar. Deu um pequeno aceno, sem precisar olhar para o homem que havia falado.Então voltou os olhos para as nuvens do lado de fora, sobrepostas em uma formação impressionante além da janela de seu assento, um lembrete de que ainda estava bem acima da terra.Depois de apreciar a vista por um momento, desviou a atenção para a garrafa de vinho preparada para ele. Serviu devagar no copo à espera e tomou um gole medido, saboreando o gosto enquanto se espalhava por sua língua.— Nós nos veremos muito em breve, Naomi. — Disse Falcon, com um sorriso discreto.Então, em um único gole, esvaziou o restante do vinho.O céu sobre Carrington Bay começava a escurecer quando o jatinho particular de Don Falcon tocou uma pista privativa no lado leste da cidade. Uma chuva leve acabara de terminar. O asf
— Meu Deus!A porta do sedã se abriu. Daniel saiu primeiro. Seu rosto permanecia educado como sempre, mas seus passos eram firmes. Atrás dele, Vincent apareceu enquanto ajeitava o paletó.Naomi fechou os olhos por um momento.— Claro que não seria tão fácil sair.Vincent bateu no vidro do táxi. O motorista o abaixou, nervoso.— Desculpe pelo transtorno. Esta passageira virá conosco.— Eu não vou. — Disse Naomi imediatamente.Vincent inclinou levemente a cabeça na direção dela.— Senhorita Naomi, por favor, não me faça passar vergonha logo pela manhã.— Vou me certificar de aproveitar bastante vendo o senhor passar vergonha, senhor Vincent.Um sorriso discreto tocou os lábios de Vincent. Então ele instruiu o homem ao seu lado a concluir o restante da tarefa daquela manhã, levando Naomi de volta.Daniel abriu a porta do lado de Naomi.— Por favor, desça, senhorita Naomi.— Eu me recuso.— Claro. — Respondeu Daniel, educadamente. — Mas ainda assim vou levá-la para casa.Nao
A manhã na mansão Miller começou com o aroma de pão tostado, café quente e vozes de crianças animadas demais para o café da manhã. Aquilo lembrava Lydia da atmosfera da residência principal da família Miller em SunCity.Por isso, ela havia pedido à equipe da cozinha que preparasse uma longa mesa de jantar cheia de todos os alimentos de café da manhã que Josh e Grace adoravam. Como esperado, eles amaram. A sala de jantar, geralmente calma e organizada, agora estava viva com o tilintar de talheres contra pequenos pratos, copos de suco sendo colocados sobre a mesa e conversas sobrepostas se chocando de todas as direções.Grace estava sentada ao lado de Naomi, balançando as pernas sob a cadeira. Do outro lado, Josh estava ocupado explicando para Daven uma lição de economia empresarial que havia aprendido recentemente. O homem escutava com atenção, de vez em quando mostrando exemplos do próprio trabalho. Era quase como se estivesse fazendo uma declaração silenciosa de que, um dia, Josh Ca







