LOGINSOLANA Tentei não me deixar afetar pelo que Amelia disse. Ela realmente não importava naquela situação, eu só tinha me sentido provocada. Mas estava preocupada com Marcel. Ela era a mãe dele.Durante o tempo que passamos juntos na matilha Crescent Wolves, ele se abriu comigo e falou sobre ela. Eu sabia que ele a amava e que sempre a havia protegido e defendido, e agora se sentia culpado por isso. Foi por esse motivo que permiti que ela ficasse. Isso o deixaria mais tranquilo, pelo menos por poder vê-la com frequência e saber que estava bem.Quando ele voltou para o quarto, joguei-me em seus braços e o abracei.— Tem certeza de que está tudo bem para você que ela fique aqui? — perguntou ele.Ele só estava pensando em como a presença dela me afetaria, e não nele mesmo. Ele sempre me colocava em primeiro lugar.— Eu é que deveria fazer essa pergunta a você. Sinto muito por ter tomado essa decisão, mas eu...— Está tudo bem. Não precisamos falar sobre isso. Ela está aqui agora, e vou fic
MARCEL Solana e eu tomamos banho juntos antes de trocarmos de roupa e descermos até o quarto de hóspedes onde Lisa disse que minha mãe estava. Eu realmente me sentia obrigado a ir, porque não estava pronto para vê-la.Quando entramos no quarto, ela se levantou da cadeira, abrindo um sorriso.— Ah, meu primogênito! — exclamou, vindo me abraçar.Ela sempre me chamava assim, principalmente na frente de Klaus. E, se eu tivesse prestado mais atenção, teria percebido o significado por trás daquilo.Ela estava deixando claro para ele que não o considerava seu filho, que não o considerava um de nós, embora ele tivesse chegado antes de nós. A culpa voltou a me atingir.— O que está fazendo aqui, mãe? — As palavras saíram da minha boca por conta própria, e minha voz soou fria.Mamãe estremeceu e deu um passo para trás.— O que há de errado com você? Não deveria me abraçar?Fechei os olhos e soltei um suspiro.— Princesa, esta é minha mãe, Amelia — disse, virando-me por um breve instante para S
MARCEL Segurei o queixo de Solana e a beijei com força, abafando seus gemidos e suspiros. Ela passou os braços ao redor do meu pescoço, puxando-me para mais perto e aprofundando o beijo.Agarrei um punhado de seus cabelos e puxei sua cabeça para trás, expondo a longa linha de seu pescoço. Seus lábios estavam entreabertos, e seu peito subia e descia rapidamente.Passei o polegar por aqueles lábios deliciosos, e Solana colocou a língua para fora, como se quisesse prová-lo.— Não é o meu polegar que quero na sua boca, princesa.Ela se apoiou nos calcanhares, com os lábios ainda entreabertos, como se estivesse esperando que eu simplesmente a fodesse com a boca. E era exatamente isso que eu planejava fazer.Envolvi meu pau com a mão e sorri ao ver seus olhos acompanharem meu movimento. Ela lambeu os lábios, e eu podia sentir o cheiro intenso de sua excitação.— Mostre a língua — ordenei, e Solana obedeceu prontamente.Ela colocou a língua para fora, olhando para mim como uma tentadora en
MARCEL A presença da minha mãe aqui era um problema. Eu sabia disso. Desde que a expulsei da sede da matilha Crescent Wolves e a mandei para o território humano, não a tinha visto nem ouvido falar dela. Não liguei para ela e nunca atendi às ligações dela. Eu não estava preparado para enfrentá-la.Sentia-me culpado. Depois que Klaus a expulsou da nossa matilha e eu o ouvi descontar sua raiva em mim por sempre apoiá-la, senti-me culpado pra caralho, porque ele tinha razão. Não que eu sempre a apoiasse, mas nunca me manifestei em defesa dele. Eu pensava que, por ser o Alfa, ele conseguiria cuidar de si mesmo e que minha mãe não poderia fazer nada contra ele, mas estava errado.Minha mãe vinha tentando controlar Klaus desde antes mesmo de eu nascer. Todos nós crescemos testemunhando a hostilidade entre os dois e vendo como minha mãe aproveitava qualquer oportunidade para menosprezá-lo. Mas meu irmão não era alguém que se deixava abater facilmente.Como presenciávamos aquilo todos os dia
SOLANA A Alfa Anita ficou em silêncio por um tempo, como se estivesse profundamente pensativa. Então, soltou um suspiro.— Quando meu pai morreu e chegou a hora de eu assumir o lugar dele, todos se opuseram. Até mesmo meu próprio companheiro.Ela olhou para mim, e sua expressão era indecifrável.— Ele sabia que eu era a herdeira do título de Alfa e escolheu ficar comigo. Mas, no momento em que meu pai faleceu e o título se tornou realidade, ele não conseguiu lidar com aquilo. Não suportava me ver tão reverenciada e respeitada. Sentia-se insignificante, mesmo que eu fizesse de tudo para mostrar que jamais o menosprezaria. Eu sempre ficava ao lado dele, sempre o defendia, mas ele escolheu não me apoiar.Meu peito se apertou ao sentir pena dela, mas ela balançou a cabeça, como se quisesse deixar claro que não precisava da minha compaixão.— Ele sugeriu que eu lhe entregasse o cargo e me tornasse sua Luna, mas me recusei. Eu já estava grávida naquela época e pensei que isso o faria fica
SOLANA Acordei cedo e participei de duas reuniões com diferentes grupos de anciãos da matilha. Sinceramente, as reuniões também não correram muito bem, pois todos pareciam exigir a mesma coisa: que eu encontrasse um companheiro dentro da matilha, alguém influente, ou encontrasse alguém de fora que tivesse algo a oferecer e não me traísse, para que eu pudesse ser a Luna dele. Eles não queriam meu companheiro, e eu estava com medo de que ele acabasse se sentindo indesejado. Beta Gerald tentou conversar comigo novamente, mas eu não estava disposta a ouvi-lo. Eu estava confusa, sem saber o que fazer, até que Marcel me falou sobre uma Alfa mulher. Nunca na vida eu havia ficado tão curiosa. Queria conhecê-la. Queria saber como ela havia conseguido e como a matilha chegara a aceitá-la. A reunião com os anciãos naquele dia me fez sentir como se nada do que eu dissesse fosse adiantar. Apenas Marcel, Gama Reuben e Lisa pareciam acreditar em mim. Fiquei me perguntando se não havia mais sangue







