LOGINPersegui Gabriel por todo o caminho, esperei um minuto e entrei na sala em que Gabriel estava. Dentro da sala me surpreendi ao encontrá-lo apoiado na parede oposta, seu olhar me mirando diretamente como adagas perfuradoras.
— Por que está me seguindo? — Ele estava sério. — Eu não estou! — Me apressei em negar. — Então, o que está fazendo aqui? Antes de responder, eu fechei a porta atrás de mim e andei para o meio da sala. A sala que estávamos era um pequeno quarto com dois sofás grandes dispostos um de frente para o outro com uma mesa baixa e redonda no meio. — Eu estava procurando um lugar para descansar. — Olhei para ele e vi que ele não estava comprando a minha história. — Bem, já que estamos nós dois aqui, eu gostaria de me desculpar. Fui sincera, era melhor acabar com isso de um vez. Ele só precisa dizer "tudo bem" e eu darei meia volta e vou para o salão de festa. — Pelo quê? Por me chamar de "até que bom para um nepo baby"? — Ele também veio para o meio da sala, a mesa baixa nos separando. — É... Sim. Eu não quis dizer de uma forma ruim. — O seu tom não pareceu querer dizer de uma forma boa. Eu quis revirar os olhos. Precisa ser tão difícil? Forcei um sorriso, tudo o que esse nepo baby precisa fazer é aceitar um pedido de desculpas sincero, por que ele está agindo assim? Eu não lembro de ter mentido também! Ele é um nepo baby e um até que bom! — Eu realmente sinto muito. — Desviei meu olhar do dele. — Claro, tudo bem. — Eu imediatamente me virei sorrindo para ele. Ele estava sorrindo sem mostrar os dentes, uma linha fina inclinada para o lado, ele não tinha me perdoado de verdade! Pior, ele estava debochando de mim. Eu estava prestes a falar quando meu celular tocou, eu levei meu olhar de Gabriel para a minha bolsa e da minha bolsa até o Gabriel, ele ainda estava com o mesmo sorriso. Por fim, resolvi atender o celular e desistir dessa comversa que não irá a lugar algum. Abri a minha bolsa em um frenesi irritado, porém a pequena bolsa de mão abriu muito facilmente e desequilibrou da minha mão voando para o chão. Três coisas minhas cairam junto com a bolsa, dentre essas coisas, eu me esforcei para pegar o meu celular. Eu não podia perder ele, eu havia acabado de pagar a última parcela! Com meu celular salvo, olhei para as oitras coisas, minha carteira e bolsa estavam aos pés da mesa baixa e vi o frasco com a tampa de coração vermelho rolar para os pés de Gabriel, a tampa de coração se separando do frasco. — O que é isso? Um perfume? Ele se abaixou para pegar o frasco, impedindo que o líquido se espalhasse pelo chão. Gabriel examinou o frasco e eu arregalei os olhos vendo a porção borbulhar e o antes translúcido líquido se tornar escarlate. — Não! — gritei, mas já era tarde.Gabriel franziu a testa pela reação estranha, mas o pior veio depois, a poção transbordou do frasco e entrou em contato com a pele de Gabriel em grande quantidade. O líquido vermelho borbulhante se transformou em fumaça furta cor e entrou nas narinas de Gabriel, que foi forçado a enalar o conteúdo, elee se assustou e jogou o frasco longe.
Antes de olhar para o bem estar dele, eu corri para pegar o frasco caído para evitar que derramasse no chão o líquido restante e causasse um desastre ainda maior. Infelizmente, o líquido ainda derramou na minha mão e então se tornando a mesma fumaça furta cor de antes, a fumaça entrou dentro do meu nariz e a senti penetrando todo o meu corpo.
O frasco ficou quase vazio, mas uma coleira de couro vermelha apareceu na garganta de Gabriel com uma corrente de prata que o ligava diretamente a uma pulseira de couro no meu pulso. Ela era tão vermelha quanto a coleira de Gabriel, eu imediatamente soube que isso era um péssimo sinal. Eu tentei desfivelar a pulseira, mas ela não mostrou sinal de que sairia. Desisti e olhei para Gabriel, ele ainda lutava para tirar a coleira, ele sentiu meu olhar e me lançou um três vezes mais raivoso. Se antes ele ainda tentava esconder seu desgosto por mim, agora ele não dava a mínima de mostrar seus verdadeiros sentimentos.Acontece que, enquanto desciamos no elevador, eu lembrei quem é essa pessoa grosseira. É claro que merda atrai moscas. E essa mosca irritante, não é ninguém menos que o melhor amigo do Gabriel, Damião. O único que estava com Gabriel na primeira vez que vim para essa casa e também o único que estava lá quando me mudei. Eu não o vi por tanto tempo que esqueci de sua existência; agora, para o meu desprazer, descobri que ele é tão irritante quanto Gabriel. Na verdade, Gabriel é mais tolerável que ele. Sou muito mais ouvir as merdas de Gabriel do que ouvir as merdas de Damião. Na minha visão, Gabriel parece um anjo perto dele, pior, eu posso até considerar que gosto e prefiro o Gabriel a esse cara. A conversa dentro do carro foi uma troca de farpas entre Damião e eu, com breves interferências de Gabriel. Eu agradeci a todos os seres sobrenaturais ter finalmente chegado na festa, assim poderia me perder entre as pessoas e curtir um pouco. Eu caminhei até encontrar Mabel, essa que estava a
Eu e Mabel saímos para comprar uma roupa para passar o ano novo. Ela estava usando um jeans, uma blusa cinza, seu cabelo solto, uma bolsa pequena e uma folha de papel nas mãos. Pensei ser uma lista de compras, mas na verdade, era uma lista de cores e seus significados.— Você acredita mesmo nisso? — perguntei analisando as cores que tinham na lista.— Por que não? É um tipo de feitiço, menos eficaz, mas ainda tem um pouco de magia.— Pensei que fosse só uma crença, tipo signos.— Muita gente acredita, significa que muitos bruxos acabam acreditando também, com a magia dos bruxos que acreditam, acaba virando uma espécie de ritual mágico.— Eu não estou entendendo essa lógica, mas você ta conseguindo me convencer.Ela sorriu e dobrou a folha guardando em sua bolsa.— Legal, porque eu acabei de inventar tudo isso.Ela riu e eu neguei a cabeça em desapontamento.— O que você ganha mentindo, ein?— Sua cara acreditando é ouro.Entramos na loja, vasculhando as peças, parecia impossível achar
— Você ouviu tudo?Eu estava tão ferrada, por favor, por favor diga que não ouviu nada! Isso é tão vergonhoso, eu quero pular desse carro se o Gabriel tiver ouvido!— Por que mentiu? — Ele falou freiando o carro e o desligando.Por que ele desligou?! Ele planeja me deixar no meio da rua só porque eu disse que ele é meu namorado para a minha bisavó? Como esperado de um babaca!Gabriel desfivelou o cinto e saiu do carro. Assisti ele saindo e fechando a porta com a boca aberta. O que deu nele? O que aconteceu? Por que ele está saindo do carro? Ele não está planejando me matar e abandonar meu corpo em um terreno baldio qualquer, né?Por segurança é melhor ficar no carro e esperar ele voltar, quem sabe ele só está apertado e foi fazer um xixi na beira da estrada... A minha porta foi aberta de repente e me assustei, olhei para Gabriel que parecia irritado.— Pretende ficar aí por quanto tempo?— Por que quer que eu saia tanto assim? — Você vai dormir no estacionamento? Se é assim, devia te
A surpresa e descrença ainda me conssumia, mas de repende estava animada com a chegada de uma criança. — Meu Deus, parabéns! — expressei minhas felicitações. Mabel com olhos arregalados, não parecia estar nessa realidade. Eu dei alguns tapinhas em seu ombro, ela olhou para mim e então olhou para Catarina falando: — Eu vou ser tia? Eu vou ser tia, caralho! Quando você descobriu? Faz quanto tempo? — Eu descobri semana passada, mas já estou com seis semanas. — Catarina contou sorridente. — Eu não acredito que você guardou segredo por tanto tempo! — Mabel disse cobrindo a boca com a mão. — Você já fez os exames? Todos os necessários? — Tia Pâmela perguntou. — Alguns... Vou fazer próxima semana os que faltam. — Você já tem uma equipe médica especialista para cuidar de você? — Dona Sueli perguntou. — Hã? Não. — respondeu Catarina confusa. Assim, durante boa parte da noite, a conversa seguiu tranquila. Os assuntos foram variados, gravidez, infância, maternidade, jogos de futebol,
— Você e Gabriel parecem tão próximos.A voz de dona Sueli me trouxeram de volta para a realidade. Eu a olho e dou um sorriso sem jeito, ela está errada. De repente lembrei de como Gabriel me chamou de sem graça e meu soriso aumentou essa é a hora da vingança! — A senhora acha? Bom, eu acho que isso não está errado. Somos bem próximos de certo modo. Ela não deixou escapar minhas palavras ambíguas e levantou as sobrancelhas de forma leve. — De certo modo? — Ah, é meio complicado... Não nos damos muito bem quando a gente se conheceu, mas agora as coisas mudaram e... Bem, não sei como definir nossa relação. Eu coloquei um rosto sofrido de propósito, como se estivesse em conflito interno. — Vocês se dão tão bem, — Dona Sueli sorriu. — Seja lá que tipo de situação vocês dois estão presos, tenho certeza que irão se resolver. — De verdade? Eu não sei... Antes eu pensei que estávamos bem, mas ultimamente ele tem me afastado. Alguém me traz um Oscar! Caramba, eu sou uma atriz e roteiri
Gabriel colocou de lado seu presente e pegou uma caixa menor azul escuro, não precisei de muitas células cerebrais para saber que era uma caixa de jóias, sendo mais específica, um anel. Encarei entre a caixa e os olhos de Gabriel, de repente me sentindo constrangida. Eu não sei o que ele vai falar, mas a vergonha tomou conta de mim e eu queria escapar daqui, mas antes que eu pudesse, Gabriel começou a falar. — A minha amiga secreta, é alguém que pode parecer madura, eficiente e empoderada. Sua reputação no trabalho é impecável e seus resultados satisfatórios, mas quando você a conhece, percebe que é alguém que as vezes é mal humorada, descarada e não aceita estar errada. O encarei, ele mal me conhece e ousa falar mal de mim assim? Muito atrevimento, eu deveria saber! Essa situação humilhante... Quem achou que isso seria uma boa ideia?! — E mesmo com defeitos, é alguém engraçada que sabe cuidar de si e dos outros, mesmo que da sua maneira. É sensível, uma mulher obstinada e teimosa







