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Autor: sLunny
last update Data de publicação: 2026-09-21 19:33:40

Stella

A admiração pela joia em meu dedo é breve, pois logo ele se aproxima novamente e me beija. O beijo começa suave, mas logo se intensifica. Eu o abraço, sentindo seus braços fortes ao redor de mim, e nossa língua se encontra com um desejo que não conseguimos esconder. O toque dele é tão intenso que quase me faz perder o equilíbrio, mas ele me mantém firme, como se fosse o único apoio que eu precisasse.

Sinto suas mãos subirem pelas minhas costas, e o desejo entre nós aumenta a cada segundo
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Último capítulo

  • O CEO IMPERDOÁVEL- Livro I da Série ''Homens de Honra''   Epílogo

    StellaNove meses depoisO céu ainda está escuro quando acordo com a dor. Um latejar fundo, que começa na base da coluna e se espalha pela barriga como uma onda quente, contínua, e eu sei. Não preciso que ninguém me diga. Hoje é o dia. Ela vem aí.Tento respirar fundo, mas o ar entra entrecortado, meus dedos apertam os lençóis e um gemido escapa involuntariamente. Me viro devagar, procurando por Hector ao meu lado, e encontro o espaço vazio da cama. Antes que o pânico me domine, escuto os passos correndo pelo corredor, e logo ele aparece na porta com Daniel nos braços, os dois em pijamas amassados e olhos arregalados.— Está na hora? — ele pergunta, ofegante.— Está — consigo dizer, com um meio sorriso, mesmo entre contrações.Hector entrega Daniel para minha mãe, que já se aproxima apressada, e em menos de quinze minutos estamos no carro. Ele dirige como se cada semáforo fosse questão de vida ou morte. As mãos dele tremem no volante, mas o olhar continua firme em mim pelo retrovisor.

  • O CEO IMPERDOÁVEL- Livro I da Série ''Homens de Honra''   46

    StellaAs luzes se acendem devagar no salão, filtrando-se pelas enormes janelas de vidro como raios dourados, enquanto eu tento controlar a respiração. O som da orquestra começa suave, violinos deslizando por notas conhecidas. Estou parada atrás das portas de madeira esculpida, segurando o buquê com tanta força que meus dedos doem, mas não solto. Não agora. Agora é o momento.Minha mãe me lança um olhar emocionado, enxugando uma lágrima que escapa pelo canto dos olhos. Ao lado dela, Cibelle me ajeita o véu com mãos firmes e olhos brilhando. Daniel, com seu terno minúsculo e gravata torta, me dá um sorriso largo e me diz:— Você tá linda, mamãe. Igual princesa de filme.Meu coração quase para. Ajoelho-me na altura dele, arrumo sua gravatinha e beijo sua bochecha.— E você é meu príncipe favorito. Preparado para entrar comigo?Ele acena com força. Dou a mão a ele, e, assim que as portas se abrem, o som cresce, os convidados se viram, e o mundo inteiro parece parar.Lá está Hector.No al

  • O CEO IMPERDOÁVEL- Livro I da Série ''Homens de Honra''   45

    StellaUm mês se passou desde que Hector me contou toda a verdade. Desde que ele largou tudo, olhou nos meus olhos e disse que queria recomeçar. Por nós. Por Daniel. E agora, aqui estou eu, com os pés descalços sobre a grama do jardim da nossa nova casa — a mansão que um dia foi um símbolo de tudo que me tiraram e que agora, pelas mãos de Hector, virou um presente. Um recomeço literal.O sol brilha forte, o céu está limpo, e o quintal inteiro parece ter saído de um daqueles filmes infantis: balões vermelhos e azuis flutuam por todos os cantos, há bandeirinhas com teias de aranha, mesas com cupcakes decorados com a máscara do Homem-Aranha, um painel gigante com o rosto do herói favorito do meu filho... e, no centro de tudo isso, está ele: Daniel.Vestido com uma fantasia completa do Spider-Man, ele corre de um lado para o outro, com a máscara no topo da cabeça e o rosto coberto de suor e chocolate. Grita como se estivesse em uma missão, pulando nas camas elásticas, se pendurando nos br

  • O CEO IMPERDOÁVEL- Livro I da Série ''Homens de Honra''   44

    HectorLevo Daniel de volta para casa com o coração em pedaços. O carro desliza pelas ruas escuras, e tudo o que consigo ouvir é o som do motor e a respiração leve do menino no banco de trás. Ele tá quieto, esgotado, com o rosto marcado pelo medo que viveu. Queria poder apagar tudo isso dele, mas sei que não posso. Só posso tentar compensar. Fazer o certo daqui para frente.Quando chego, vejo a luz acesa na sala. Stella está à porta antes mesmo de eu desligar o carro. O rosto dela está molhado de lágrimas, mas os olhos queimam com raiva e desespero. Ela corre até nós.— Daniel! — grita, puxando ele para perto, agarrando o filho como se tivesse medo de que ele desaparecesse de novo.Ele se agarra nela, tremendo. Fico ali parado por um momento, vendo aquela cena, e sinto a culpa me esmagar por dentro. Eu devia ter evitado isso. Devia ter contado antes. Mas não contei. E agora chegou a hora.— Ele tá bem — digo, minha voz rouca. — Eu consegui chegar a tempo.Ela se vira para mim com os o

  • O CEO IMPERDOÁVEL- Livro I da Série ''Homens de Honra''   43

    HectorO motor do carro ruge sob meus pés enquanto atravessamos as ruas escuras da cidade. Hector dirige com firmeza, o maxilar travado, os olhos focados no GPS do celular que ele equilibra no painel. Veyne está ao meu lado, calado, tenso, as mãos espremendo os joelhos com tanta força que os nós dos dedos estão brancos. O silêncio entre nós é denso, cortado apenas pelo som do vento contra os vidros.O endereço que recebi pela mensagem criptografada me queima a mente. Um galpão nos arredores do cais. Um lugar velho, esquecido pelo tempo — perfeito para um sequestro. Meus punhos fecham sozinhos. A raiva e o medo formam um nó na minha garganta. Daniel está lá. Meu sobrinho. O menino que cresceu me chamando de tio com um sorriso banguela. E agora está nas mãos de criminosos.— Vamos entrar pelos fundos. — murmuro, sem tirar os olhos da rua. — Hector, dá a volta. Não podemos correr o risco de uma emboscada.Hector obedece, desviando para uma viela escura e estreita. Paramos o carro em silê

  • O CEO IMPERDOÁVEL- Livro I da Série ''Homens de Honra''   42

    HectorA noite se arrasta pesada quando decido ir até a empresa de Veyne. O céu escuro parece refletir o turbilhão dentro de mim. Stella está em casa, ainda se recuperando, frágil, emocionalmente devastada, e o que Rosalyn fez com ela não me sai da cabeça. É por ela que estou aqui. Por ela... e por Daniel.Estaciono o carro em frente ao prédio envidraçado e silencioso, com suas luzes artificiais brilhando como um palco falso para negócios que já não têm a mesma força. O nome de Veyne ainda está na fachada, mas a verdade é que o império está desmoronando. Entro sem avisar, minhas passadas ecoando no mármore lustroso da recepção vazia. A secretária já foi embora, e a empresa está operando em modo de sobrevivência.Subo direto para o escritório dele. Veyne está lá, afundado em uma cadeira de couro preto, perdido em uma pilha de papéis e planilhas. Ele levanta os olhos quando me vê e arregala as sobrancelhas, visivelmente surpreso.— Hector! Que surpresa vê-lo aqui.Fecho a porta atrás de

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