O CEO IMPERDOÁVEL- Livro I da Série ''Homens de Honra''

O CEO IMPERDOÁVEL- Livro I da Série ''Homens de Honra''

last updateLast Updated : 2026-09-21
By:  sLunnyUpdated just now
Language: Portuguese
goodnovel18goodnovel
Not enough ratings
47Chapters
21views
Read
Add to library

Share:  

Report
Overview
Catalog
SCAN CODE TO READ ON APP

Stella abriu mão dos seus sonhos para viver um amor que, com o tempo, revelou-se um pesadelo. Casada ainda muito jovem, ela trocou sua promissora carreira como designer de joias pela promessa de uma família feliz. Mas, um ano após o casamento, a descoberta de um filho fora do matrimônio e a traição daquele que jurou amá-la abalaram tudo em que acreditava. Hector sempre amou Stella — até ser envenenado por uma mentira. Tomado pelo ódio, ele a rejeitou sem saber toda a verdade. Quando enfim descobre o que realmente aconteceu, está disposto a lutar por ela... mas talvez já seja tarde demais. Entre recomeços e feridas do passado, Stella recebe uma nova chance que poderá transformar sua vida. No entanto, antes da paz, ela terá de atravessar tempestades. Porque a vida pode até oferecer flores... mas nem todas vêm sem espinhos.

View More

Chapter 1

01

Stella Louise

Cinco semanas antes

Passei a semana inteira me martelando até finalmente tomar a minha decisão. A loja que construí com Veyne está indo bem, um verdadeiro sucesso. Eu o apoio em tudo, como sempre fiz. E agora, para ajudá-lo em uma nova fase, vejo que a melhor opção — por mais dolorosa que seja — é mandar Daniel para a casa dos meus pais por um tempo.

Não sou uma má mãe. Sempre estive presente, cuidando com carinho, atendendo às necessidades do meu filho e do meu marido, dando suporte, amor e tudo o que posso. Mas sei que, para ajudar ainda mais, eu precisaria de tempo — e não é possível fazer isso enquanto cuido de uma criança pequena. É doloroso admitir, mas essa é a única solução viável no momento. Meus pais moram a somente dois quilômetros de distância. Será por pouco tempo.

— Alô? Mamãe? — Pergunto, batendo nervosamente os dedos na mesa.

— Stella, minha filha? Está tudo bem? Me ligando a essa hora da noite… — ela estranha, com razão. Não costumo ligar tão tarde.

— Mamãe, eu… eu preciso de ajuda — minha voz falha, e uma dor aperta o meu peito. — Preciso auxiliar o Veyne com alguns assuntos da empresa, e não tenho com quem deixar o Daniel.

— Ah… estou entendendo. Você quer que eu cuide dele até que tudo se acerte por aí? É isso?

— Sim, mãe. Mas só se não for incômodo, é claro.

— Stella, meu amor, você sabe que nunca seria. Será um prazer ter o Daniel aqui conosco.

— Muito obrigada, mãe. Eu não sei o que faria sem você.

— Você é tudo pra mim, minha filha. Farei o que estiver ao meu alcance.

— Amanhã cedo levo ele aí.

— Tenha uma boa noite, Stella.

— Boa noite, mamãe.

Desligo a chamada e fico alguns segundos encarando o papel de parede do meu celular — uma fotografia tirada no inverno passado, nós três sorrindo.

Tudo está acontecendo tão rápido. Recebi uma oportunidade de ouro, algo que pode me permitir voltar ao mundo da joalheria, ao meu talento adormecido. Mas, por outro lado, sinto Veyne cada vez mais distante.

Deixo o celular de lado e vou até o quarto do Daniel. Ele dorme sereno, abraçado ao travesseiro. Me aproximo, ajoelho ao lado da cama e o observo.

"Um ser tão pequeno, tão vulnerável", penso.

— Mamãe vai fazer de tudo por você e pela nossa família — sussurro, beijando seu rostinho.

Levanto devagar e sigo até o guarda-roupa. Começo a separar as roupas: peças suficientes para pelo menos três meses, mesmo que eu pretenda buscá-lo antes disso. Uma lágrima escapa dos meus olhos.

É duro.

Desde que abandonei minha carreira para me dedicar à minha família, enfrentei momentos difíceis. Não foi uma decisão simples, mas eu a tomei de cabeça erguida. E agora, mais uma vez, enfrento algo que corta o coração — mas também com firmeza.

Sei que ele estará em boas mãos. Meus pais me criaram com amor, e farão o mesmo com o neto.

Termino de arrumar a mala, pego um envelope com uma quantia em dinheiro — resultado das minhas economias — e o guardo dentro da mochilinha dele, junto com alguns documentos importantes.

Daniel já tem quatro anos, vai à escola pela manhã, perto de casa. Esse tempo sempre foi meu momento de organizar a casa, planejar a semana... agora, será diferente.

Coloco tudo na sala e, sem forças, volto ao quarto. Deito ao lado do meu menino e, em meio às lágrimas silenciosas, adormeço.

***

       O sol invade as janelas do quarto de Daniel, e um bocejo suave o faz despertar do sono. Seu pequeno movimento me tira de um sonho bom — um daqueles em que estou feliz com minha carreira e minha família está completa. Ao abrir os olhos e encontrá-lo ao meu lado, meu coração se aquece. Ele sorri e acaricia meu rosto com delicadeza, me fazendo sorrir também.

— Bom dia, filho... Como você dormiu? — pergunto, ainda com os olhos pesados de sono.

— Melhor com você aqui, mamãe. Me sinto seguro e feliz — responde ele, envolvendo meu pescoço com os bracinhos e recebendo um beijo meu.

— Eu sinto o mesmo. Você iluminou a minha vida... e me deu um novo sentido para continuar.

— Mamãe, como eu nasci? — Sua pergunta me pega desprevenida.

— Você nasceu do amor entre a mamãe e o papai — respondo, tentando manter a calma. — Mas, filho... você sabe que eu te amo mais que tudo nesse mundo, não sabe?

— Sei, mamãe.

— Você vai passar um tempinho na casa dos seus avós, tudo bem? — arrisco, medindo a reação dele.

Para minha surpresa, ele abre um largo sorriso.

— Eu vou passar férias lá? — pergunta com aquela esperteza que me encanta. Por mais que o medo me corroa, sei que ele sempre quis isso: dias com os avós na casa do lago.

— Exatamente! Já que está de férias da escola, acho justo viajar um pouco. A mamãe já preparou a sua mala — aponto para o canto do quarto. — Agora vamos nos arrumar?

Ele assente com a cabeça, animado. Levo Daniel até o banheiro, dou-lhe um banho demorado, e depois o visto com uma das roupas favoritas. Enquanto o arrumo, percebo que Veyne não voltou para casa. Mais uma noite. Meus olhos se enchem de lágrimas. Sei onde ele está — e com quem. Mas ainda assim, insisto em acreditar que, de alguma forma, ele vai voltar a ser o homem por quem me apaixonei.

Engulo o choro. Não hoje. Hoje é sobre o Daniel.

— Você é a coisa mais linda desse mundo, filho.

— Eu puxei a você, não foi, mamãe? — diz ele com a voz inocente, e meu peito aperta.

— De certa forma, sim, meu amor. Vamos tomar café?

Na cozinha, preparo um café da manhã caprichado: suco de laranja natural, pães, ovos e bacon. O sorriso dele a cada garfada me dá forças. Tento me convencer de que talvez eu ainda possa voltar atrás com a decisão, mas sei que, por mais que doa, é o certo por agora.

A viagem até a casa dos meus pais dura pouco mais de duas horas. Ao chegarmos, somos recebidos com alegria. Meus pais nos abraçam com tanto carinho que por um instante tudo parece certo. Passo o dia com eles, aproveitando cada momento. Conversamos, rimos e matamos a saudade. Mas quando o sol começa a se pôr, sinto que é hora de partir.

Meu coração aperta. Ver Daniel correndo pela casa onde cresci, sorrindo como nunca, desperta meu instinto mais profundo. Quem vai protegê-lo do mundo? Eu me faço essa pergunta, mas, no fundo, já sei a resposta. Meus pais. Ninguém melhor do que eles.

— Voltarei para te buscar em breve, filho — digo, abaixando-me até a altura dele.

— Não se preocupe comigo, mamãe. Vou aproveitar bem minhas férias — diz com convicção, e meu coração se parte mais um pouquinho. Por mais jovem que seja, Daniel entende o que acontece ao seu redor. E é isso que o torna ainda mais especial. É ele quem me mantém viva nos dias mais difíceis.

— Cuide-se, tome banho na hora certa, respeite seus avós, está bem? — minha voz falha, rouca, contida.

— Não se preocupe com ele, querida — diz minha mãe, Ally, com um sorriso afetuoso. — Vamos cuidar bem desse garotão. Agora vá.

Nos abraçamos. Beijo meu filho e meus pais, e então me forço a ir embora. Entro no carro, aperto as mãos no volante e, no silêncio da estrada, deixo as lágrimas caírem livremente.

Dias atuais

Tudo ao meu redor é uma bagunça. Desde a decisão que tomei sobre o Daniel, minha vida com Veyne só piora. E o pior de tudo? Ele nem sequer tenta esconder. Faz questão de me humilhar. Estou me retirando do supermercado, mas minha mente não está aqui. Me pergunto, pela milésima vez, se essa é mesmo a vida que escolhi para mim. A vida que quero.

Daniel sente minha falta, e me lembra disso todos os dias. Todos os santos dias. Ele liga pela manhã e sempre me pergunta quando vou buscá-lo. Um mês e uma semana se passaram desde que o deixei na casa dos meus pais, e cada dia parece um castigo. Os piores da minha vida.

Agora, de volta para a casa, depois de encher o porta-malas com as compras do mês, o celular toca. Meu coração dispara. É ele. É o Daniel. Atendo no terceiro toque, ansiosa.

— Estive esperando por você o dia todo, mamãe — ele diz, com aquele tom choroso que me parte ao meio.

Sinto um nó na garganta.

— Mil perdões, meu amor. Passei o dia todo ocupada… mas adivinha? Planejei sua festa de aniversário hoje.

— Então quer dizer que está perto de vir me buscar?

Sorrio sozinha no carro.

— Mais perto do que nunca.

— E o que vai ter na festa?

— Tudo o que você quiser, filho.

— Até um castelo para eu pular?

— Até um castelo. O maior dos castelos.

— Pode falar com a vovó?

— Claro. Passa o celular para ela, por favor.

— Vovó, vovó! É a mamãe! — Ele grita e eu posso imaginar seus pulos de alegria, como se estivesse vendo a cena.

— Boa tarde, filha — minha mãe atende, com a voz calma de sempre.

— Me dê mais alguns dias antes de eu ir buscá-lo… por favor? — suspiro fundo, com o peso da culpa me esmagando.

— O tempo que precisar, meu bem — ela responde, doce como sempre.

Enquanto ela me conta as travessuras do Daniel, estaciono no quintal. Uso o ombro para segurar o celular entre a orelha e o rosto, pego as sacolas do porta-malas, destravo a porta da casa. Só quando empurro a porta é que vejo os sapatos de Veyne no hall de entrada.

No início, por um segundo estúpido, sinto um lampejo de felicidade. Mas logo percebo… há um par de saltos vermelhos ao lado dos sapatos dele. E não são meus.

— Stella? — ouço minha mãe perguntar do outro lado da linha.

Sinto o coração acelerar, a respiração falhar. Largo as sacolas no chão e sigo o som que ouço vindo da sala. Eu conheço esse som. Conheço demais. É o som de dois corpos. O som de um casal. O som da traição.

Chego até a sala. E vejo. Vejo aquilo que nunca quis ver.

Veyne. Meu marido. O homem por quem fiz tudo. Beijando outra mulher no sofá da nossa casa.

— Oh, meu Deus… — é tudo que consigo dizer. O celular escorrega da minha mão e cai no chão. Começo a chorar sem controle, como se tudo em mim estivesse desmoronando. E está.

Ele não demonstra culpa. Não há arrependimento nos olhos dele. Só frieza.

E então eu reconheço a mulher.

Rosalyn.

O estômago embrulha. Ando de um lado para o outro, sem saber o que fazer. Choro. Me tremo. Eles me encaram como se fossem os donos da casa. Como se eu fosse a intrusa.

— Pare com esse show, Stella. No fundo, você sempre soube. Só não quis admitir porque é uma idiota — diz Veyne com desprezo.

— Por quê, Veyne? Por que você tá fazendo isso comigo? — pergunto entre soluços.

Ele se levanta, rindo. RINDO.

— Você ainda não entendeu, né? Eu nunca te amei de verdade, Stella.

Ele caminha até mim e me empurra no sofá como se eu fosse lixo.

— O que você ofereceu nunca foi suficiente para fazer alguém te amar. Você não é um terço do que eu sou — provoca Rosalyn, cheia de si.

O sangue ferve. Me levanto e parto para cima dela.

— Sua vagabunda!

Mas antes que eu consiga encostar nela, Veyne me j**a de novo no sofá com força.

— Respeita a minha mulher, antes que eu perca a cabeça — ele diz, ameaçando.

— Sua mulher? — grito, sentindo o peito doer — Sua mulher, Veyne?! Onde ela estava quando eu assumi o SEU filho? Quando cuidei de você nas suas noites de febre? Quando ajudei você a abrir a empresa com o dinheiro dos meus pais? Você esqueceu disso tudo?

As lágrimas descem pesadas agora, e minha voz falha. Mas continuo.

— EU te coloquei no topo. Eu construí tudo com você. E essa mulher não fez nada por você!

— Você me respeita, sua mal-amada! — grita Rosalyn, vindo para cima de mim.

Mas dessa vez, quem reage sou eu. Uma bofetada certeira no rosto dela.

— Veyne, olha o que ela fez comigo! — ela se faz de vítima, e ele avança de novo. Mas eu sou mais rápida. Acertei ele bem onde dói. Ele cai no chão gemendo de dor, e eu tremo, sem saber se por medo ou raiva.

— Sempre fraca… nem bonita você é mais. Perdeu tudo cuidando da casa. Nem para isso serve — ele resmunga do chão.

— Cala a boca, Veyne — peço, entre soluços.

— Até a criança que você dizia amar você abandonou. Nem para mãe serviu. Lamentável.

— Você tem razão — respondo, firme, mesmo com as lágrimas — Eu amei o seu filho desde o primeiro dia. Mesmo sabendo que ele era fruto de uma traição sua. Fiz tudo para ajudar VOCÊ. Não por mim. Por você.

— Não se lamente, Stella. Os papéis do divórcio chegaram há uma semana. Esperei só a oportunidade certa para você assinar.

— Enquanto transava comigo, ele dizia o quanto você é inútil — cospe Rosalyn.

— Após o divórcio, você não terá direito a nada, espero que saiba disso. — Ele me disse,

Eu rio. Seco as lágrimas e rio.

— Você só pode estar louco. A joalheria também é minha, Veyne. Minha família investiu com você, lembra? Eu fico com 70% das ações. Se quiser brigar, minha advogada entrará em contato hoje mesmo já a par de tudo. Incluindo sabendo sobre essa traição, abandono e ameaça. Quer mesmo arriscar?

— Ela só pode estar louca! Faz alguma coisa, Veyne! — Rosalyn grita.

Mas ele está pálido. Estático.

— E então, Veyne? — pergunto, com a voz já fria, calculada.

Ele abaixa a cabeça. Derrotado.

— Eu aceito.

Ele assina os papéis. Eu também.

Subo correndo para o quarto. Entre soluços, começo a fazer minhas malas. Cada peça de roupa que coloco na mala é como um pedaço da minha dor que eu empacoto e deixo para trás.

Ele vai se arrepender. Vai se arrepender por tudo. Eu prometo. E quando eu prometo… eu cumpro.

Expand
Next Chapter
Download

Latest chapter

More Chapters

To Readers

Bem-vindo ao Goodnovel mundo de ficção. Se você gosta desta novela, ou você é um idealista que espera explorar um mundo perfeito, e também quer se tornar um autor de novela original online para aumentar a renda, você pode se juntar à nossa família para ler ou criar vários tipos de livros, como romance, leitura épica, novela de lobisomem, novela de fantasia, história e assim por diante. Se você é um leitor, novelas de alta qualidade podem ser selecionados aqui. Se você é um autor, pode obter mais inspiração de outras pessoas para criar obras mais brilhantes, além disso, suas obras em nossa plataforma chamarão mais atenção e conquistarão mais admiração dos leitores.


No Comments
47 Chapters
Explore and read good novels for free
Free access to a vast number of good novels on GoodNovel app. Download the books you like and read anywhere & anytime.
Read books for free on the app
SCAN CODE TO READ ON APP
DMCA.com Protection Status