Dei meu noivo a minha irmã, e me Casei Com O Irmão Dele

Dei meu noivo a minha irmã, e me Casei Com O Irmão Dele

last updateLast Updated : 2026-10-03
By:  Cristina CristeyUpdated just now
Language: Portuguese
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Odete passou a vida tentando ser a filha perfeita, a irmã compreensiva e a noiva ideal. Engoliu humilhações, aceitou injustiças e viveu para agradar uma família que nunca a enxergou como prioridade. Até o dia em que descobriram a forma mais cruel de destruí-la. No altar. Enquanto todos sorriam diante dos convidados, sua própria irmã roubou seu noivo, e sua família exigiu que ela aceitasse a traição para evitar um escândalo. Para eles, Odete deveria continuar sendo a mulher obediente que sempre abaixava a cabeça. Mas, dessa vez, ela disse não. Em um único movimento, ela virou o jogo e tomou a decisão que ninguém imaginava: abandonou o noivo traidor e se casou com o único homem capaz de transformar aquele casamento em uma guerra.

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Chapter 1

Cap. 1

Cap.1

Odessa Maltez.

Eu andava até o escritório do meu pai segurando as folhas de papel com força.

No fundo, me sentia em contradição com o que eu estava prestes a fazer. Era parte do que minha mãe tinha deixado para mim e, agora, meu pai pedia para que eu cedesse uma porcentagem à minha irmã. Como irmã mais velha, parecia o certo a se fazer.

Vinte por cento das Empresas Maltez era o que eu estava cedendo a Bety.

Eu administrava a herança inteira deixada por minha mãe e tinha preparado parte disso como presente de aniversário para ela.

Mas hoje também era minha festa de noivado. Meus pais haviam escolhido a mesma data para celebrar as duas ocasiões, o aniversário de Bety e o meu noivado com Jacob.

Uma junção que, na teoria, simbolizava a união da família. Na prática, era mais um capítulo do controle que meu pai exercia sobre mim.

Atrás da escrivaninha de mogno, meu pai leu o termo de transferência que agora só precisava de uma assinatura para se tornar real.

Um sorriso lento surgiu em seu rosto, mas a forma como seus olhos rapidamente cruzaram com os da minha madrasta carregava algo que me dava arrepios, uma satisfação que fazia meu estômago embrulhar.

— Como prometido... é o presente de aniversário da Bety — minha voz saiu suave, quase buscando aprovação. — Já que o senhor não pode receber as ações diretamente, de acordo com o testamento de minha mãe, vou passá-las para o nome dela.

Meu pai ergueu os olhos, a expressão subitamente paternal e calorosa.

— Você é uma filha exemplar, Odessa. Sua mãe ficaria orgulhosa de ver você cuidando da sua irmã. Afinal... Bety não tem nada, isso é a garantia de que no futuro ela terá com o que viver bem, assim como você, que já tem tudo.

Aquelas palavras agiram como um alívio para mim.

Assenti e me retirei. Ansiosa, segurava os papéis que ele me devolvera. Eu deveria seguir até o grande salão para esperar a aniversariante da noite e também para celebrar meu noivado, mas queria ver meu noivo, Jacob.

Eu sabia que ele estava no escritório; vi quando ele entrou, antes de eu falar com meus pais.

Raramente eu vinha à casa de Jacob. Ele sempre me dava desculpas de que ainda não era hora de me apresentar à família, mas... por que agora fazia uma festa para Bety ali? Ele sempre foi tão gentil com Bety nesses três anos em que estamos juntos. Ela sempre foi uma garota que se sentia excluída de tudo por ter vindo de uma família simples.

Parei em frente ao escritório de Jacob. Ia empurrar a porta até ouvir vozes. Não era só a dele. Tinha mais alguém...

Uma risada baixa. Feminina. Arfante.

Minha visão se afunilou. Pela fresta, eu vi.

Bety estava prensada contra a borda da mesa, as mãos firmes na gola do paletó de Jacob. Os lábios dele estavam colados no pescoço dela, a mão subindo sem hesitação pela coxa da minha irmã.

O mundo ao meu redor perdeu o som.

— Você prometeu que não ia tocar nela hoje. É meu dia, lembre disso, ok? — Bety murmurou, a voz manhosa, puxando Jacob pelo queixo. Mesmo falado baixinho, naquele silêncio, aquilo soou como um grito.

Jacob deu uma risada abafada, um som que fez o meu estômago revirar.

— Não se preocupe, Odessa confia em mim o suficiente para não desconfiar, mas lembre que hoje também é o dia dela, por isso também deixe ela brilhar, é um marco importante para a família Maltez e Steling.

— Verdade... mas você pensa mesmo em se casar com ela? Logo eu também vou ter tanto dinheiro quanto ela! Meu pai já a convenceu a me dar uma porcentagem das ações.

— Meus pais gostam dela, além disso... já somos noivos há três anos, isso não vai mudar.

— Mas você só quer se casar por causa do dinheiro dela, certo? Então... poderíamos fazer assim, ela se casa com você e, automaticamente, tudo que ela tem vira seu. Você tira tudo dela e ficamos felizes juntos!

Vi Jacob segurar o queixo de Bety com um sorriso gentil, beijando seus lábios brevemente.

— Nós apenas nos divertimos porque você quis assim. Eu e Odessa... não podemos nos separar. Ela é única para mim e, como eu disse, meus pais a adoram. Mesmo que eu enrole para trazê-la aqui, eles só a veem como a futura nora, e ter interesse nas coisas dela não significa que eu não a amo.

Bety afastou a mão dele com força.

— E nós? Vai negar o que temos? Vai negar que estamos esperando nosso primeiro filho? Já estamos juntos há mais de dois anos e agora você vem dizer que tudo é uma brincadeira?!

Jacob segurou o rosto dela, encarando-a nos olhos.

— Não disse que você não significa nada. Afinal, você será a mãe do meu primeiro filho, mas... Odessa é a mulher com quem quero me casar.

Cada palavra era como uma facada, cobri meus lábios com força segurando as lágrimas e os balbucios.

— Não aceito! O que está fazendo? Quer me desprezar por causa dela? Você nunca a amou! Sei que está com ela só pelo dinheiro, então, quando se casar, tome posse de tudo e se separe! Deixe-a na lama!

— Você a odeia tanto assim? O que ela te fez?

— Por que ela sempre teve tudo! E mesmo que você tire o dinheiro dela, soube que os avós maternos dela são influentes, por que ter pena? Não estamos fazendo nada de errado! Não é justo que meu pai após anos casado com aquela bruxa, não tenha tido direito a nada.

Jacob sorriu.

— É por isso que não posso deixá-la ir. Tenho que cuidar muito bem da Odessa. E você, querida Bety, tem que se aproximar desses avós também. Afinal... é a nossa entrada vitalícia para o sucesso. Você entende? Ela tem tudo! É privilegiada e tem contatos. Com ela, minha empresa pode ir longe.

— Mas todos esses anos ela nunca mexeu um dedo para ajudar sua empresa! Eu consegui mais investimentos que ela em todo esse tempo, como ela pode ser melhor?! — Bety questionou.

Recuei. Como assim ela? Desde quando meus méritos pertenciam a Bety?

— Eu sei... mas pense bem: com a Odessa em nossas mãos, seu pai a manipula facilmente. Ela é ingênua porque me ama de verdade. Um amor desses, vindo de alguém como ela, eu não posso deixar escapar. Estou pensando em nós dois e no futuro da nossa criança que está vindo.

Ele disse ajeitando a mão sobre a barriga de Bety. Ela parecia estar bem no início da gravidez. Como pensavam em esconder isso por muito tempo?

— Então — Jacob continuou — ao lado dela vamos garantir o seu futuro e o do nosso filho. Ela não precisa saber. A mulher que eu gosto de verdade sempre será você.

Bety riu, um som doce e mortal, antes de puxá-lo para um beijo profundo, naquele momento meu estomago revirou com a cena que se desdobrou naquela mesa.

Recuei um passo. Depois outro.

Encarei os papéis. O maldito presente que a deixaria milionária... enquanto o meu presente era ser apunhalada nas costas pelas pessoas que eu amava.

Segurei o documento com as duas mãos e o rasguei ao meio. De novo. E de novo. Os pedaços caíram sobre o mármore como uma chuva miserável junto com todo o meu arrependimento.

Saí dali sem fazer alarde. Não daria um show. Queria ver como reagiriam quando descobrissem que o plano miserável deles tinha ido por água abaixo.

Virei-me, pronta para me afastar, quando me choquei com violência contra um corpo massivo e imóvel.

O impacto arrancou o ar dos meus pulmões e o impulso me jogaria no chão se duas mãos firmes não tivessem agarrado meus braços.

Desequilibrei-me, mas ele me segurou com facilidade.

Quando ergui os olhos, dei de cara com um homem jovem, vestindo o uniforme surrado de zelador da propriedade.

Ele era impressionantemente alto, com ombros largos e um olhar cinzento, afiado e perigosamente marcante.

O uniforme nem parecia ser dele, os pulsos estavam à mostra e a calça parecia curta para o comprimento de suas pernas.

Encarei aqueles olhos por um segundo antes de desviar o rosto, sentindo uma pontada estranha no peito.

Um sorriso de canto surgiu nos lábios dele, carregado de uma provocação debochada.

— Parece que seu noivo esta se divertindo bastante. — ele disse, a voz baixa e calma.

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Paola ECarlos Anzzolin
Paola ECarlos Anzzolin
Vamos para mais um livro maravilhoso....
2026-10-01 13:53:12
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