Inicio / Romance / O CEO Implacável e O Nosso Contrato / Capítulo 4 — Fora do Escritório

Compartir

Capítulo 4 — Fora do Escritório

Autor: Annie_mds
last update Fecha de publicación: 2026-05-29 11:26:18

Na manhã seguinte, Maya chegou à Vance Holdings quinze minutos antes do horário.

Não porque tivesse medo de Alexander.

Pelo menos era isso que repetia para si mesma.

Na verdade, depois de apenas dois dias trabalhando diretamente com ele, já havia descoberto que seu chefe tinha uma capacidade irritante de aparecer justamente quando alguém começava a relaxar.

Ela deixou a bolsa sobre a cadeira e encontrou Helena organizando alguns documentos.

— Bom dia.

— Bom dia, Maya.

Helena levantou os olhos e sorriu.

— Sobreviveu à primeira semana?

Maya soltou uma risada.

— Ainda estamos na metade.

— Exatamente. Por isso perguntei se sobreviveu.

Maya apoiou as mãos sobre a mesa.

— Ele é sempre daquele jeito?

— Alexander?

— Existe outro?

Helena abafou uma risada.

— Não. Felizmente, o mundo não suportaria dois.

Maya sorriu.

Aos poucos, começava a perceber que Helena era diferente do restante dos funcionários. Não parecia intimidada pelo CEO. Talvez porque trabalhasse ali havia tempo suficiente para conhecer seus hábitos.

— Você trabalha com ele há quanto tempo?

— Cinco anos.

— Cinco?

— E ainda estou aqui.

Maya arregalou os olhos.

— Então você realmente merece um aumento.

Helena riu.

— Está vendo? Já está aprendendo.

Antes que Maya respondesse, uma voz feminina surgiu atrás dela.

— Helena, você viu o relatório que...

A mulher parou ao perceber Maya.

Era jovem, elegante e carregava uma pilha de pastas contra o peito.

— Desculpa. Sou Bianca.

— Maya.

— A nova assistente do senhor Vance?

— Infelizmente.

Bianca soltou uma gargalhada.

Helena levou a mão à boca, tentando esconder o próprio sorriso.

— Gostei dela — Bianca declarou.

Maya sentiu os ombros relaxarem.

Pela primeira vez desde que começara naquele lugar, teve a sensação de que talvez pudesse fazer amigos.

---

A reunião das nove foi longa.

Alexander discutiu investimentos, aquisições e a situação das ações da companhia com executivos que pareciam escolher cada palavra antes de pronunciá-la.

Maya permaneceu ao lado dele, tomando notas.

Em determinado momento, um dos diretores apresentou uma proposta.

— Acreditamos que adquirir a participação da Almeida Capital seria estratégico.

Alexander levantou os olhos.

— Não.

A resposta veio imediata.

O diretor hesitou.

— Senhor Vance, nem sequer analisamos...

— Eu analisei.

Alexander fechou a pasta.

— A Almeida Capital está tentando aumentar a influência sobre o setor imobiliário. Se comprarmos agora, estaremos fortalecendo um concorrente que não pretende permanecer pequeno.

Maya anotou a observação.

Então percebeu o nome.

Almeida Capital.

O mesmo sobrenome de Lucas.

Ela olhou discretamente para Alexander.

Ele parecia completamente indiferente.

Como se aquele nome não significasse nada.

Mas, quando a reunião terminou, Maya percebeu que Alexander ficou alguns segundos em silêncio diante dos documentos.

Ela não comentou.

---

Na hora do almoço, Bianca apareceu ao lado da mesa de Maya.

— Você vai comer sozinha?

Maya ergueu os olhos.

— Provavelmente.

— Não mais.

— Isso foi um convite?

— Foi uma ordem amigável.

Maya sorriu.

— Então vamos.

Bianca a levou até a cafeteria do prédio, onde outra funcionária esperava.

— Essa é Clara. Trabalha no jurídico.

Clara levantou a mão.

— Muito prazer Maya. 

Clara sorriu. 

— Prazer. 

Abriu um sorriso amigável. 

Sentaram-se juntas.

A conversa rapidamente deixou de ser sobre trabalho.

Bianca falava sem parar.

Clara tinha um humor mais sarcástico.

Maya percebeu que estava rindo muito mais do que havia rido nos últimos dias.

Era bom.

Depois de semanas mergulhada em tristeza, havia esquecido como era conversar sobre coisas que não envolviam o fim do noivado.

— Você está solteira? — Bianca perguntou de repente.

Maya quase engasgou com a água.

— Por que quer saber?

— Foi só a minha curiosidade.. Não precisa chamar se não se sente confortável.. 

Clara inclinou-se sobre a mesa.

— Bianca pergunta isso para todo mundo.

— Isso não é verdade.. 

— É sim.

Maya riu.

— Sim. Estou solteira.

Bianca sorriu.

— Ótimo.

— Ótimo por quê?

— Porque agora podemos sair juntas sem você inventar desculpas para voltar cedo para o namorado.

Maya ficou em silêncio por um instante.

— Eu tinha um noivo.

O sorriso de Bianca diminuiu.

— Desculpa....

— Não precisa se desculpar por isso, tudo bem.. 

Maya mexeu no copo.

— Mas acabou.. 

Clara percebeu que havia algo doloroso por trás da resposta e mudou de assunto.

— Sexta-feira podemos sair, o que acham? 

Maya levantou uma sobrancelha.

— Nós?

— Sim. Por quê não? 

— Para onde?

— Um restaurante perto do centro. Depois decidimos.

Bianca apontou para ela.

— E você vai?

Maya pensou por alguns segundos.

Talvez fosse exatamente do que precisava.

— Está bem.

— Promete?

— Prometo.

---

No fim do expediente, Maya estava organizando os últimos documentos quando ouviu passos atrás dela.

Alexander.

Ela reconheceria aquela presença em qualquer lugar.

— O senhor precisa de alguma coisa?

Ele colocou uma pasta sobre sua mesa.

— A reunião de amanhã foi antecipada.

Maya pegou a agenda.

— Para que horas?

— Sete e meia.

Ela ergueu os olhos.

— Sete e meia da manhã?

— Existe outro sete e meia?

Maya segurou um sorriso.

— Não.

— Quero os documentos preparados antes disso.

— Estarão.

Alexander permaneceu parado.

Maya percebeu.

— Mais alguma coisa?

— Você tem planos para sexta-feira?

A pergunta a pegou desprevenida.

— Tenho. O que isso tem haver?? 

Ele franziu levemente a testa.

— Que tipo de planos?

Maya cruzou os braços.

— Por que quer saber?

Alexander sustentou seu olhar.

— Preciso saber se estará disponível caso surja algum compromisso.

— Se surgir algo relacionado ao trabalho, estarei disponível durante meu horário.

Ele ficou em silêncio.

— Certo.

Pegou a pasta e se afastou.

Maya observou-o partir.

Por que ele perguntou isso?

Talvez fosse apenas trabalho.

Tinha que ser.

---

Mais tarde, já em casa, Maya recebeu uma mensagem de Bianca.

Sexta-feira. Oito da noite. Não inventa desculpa.

Maya sorriu.

Digitou uma resposta.

Eu vou. Pode contar comigo! 

Depois deixou o celular sobre a cama.

Por alguns segundos, ficou olhando para o teto.

Sua vida estava começando a ganhar pequenos espaços que não pertenciam ao passado.

Um emprego novo.

Novas amizades.

Uma rotina diferente.

Talvez pudesse realmente recomeçar.

O celular vibrou novamente.

Dessa vez, o nome na tela fez seu sorriso desaparecer.

Lucas.

A mensagem era curta.

Eu descobri onde você está trabalhando.

Maya ficou imóvel.

Outra mensagem chegou.

Precisamos conversar sobre isso.

Ela sentiu um arrepio.

Não respondeu.

Do outro lado da cidade, Lucas observava a tela do celular com a mandíbula tensa.

Ele não estava disposto a aceitar que Maya tivesse desaparecido de sua vida.

Muito menos agora.

Não depois de descobrir onde ela trabalhava.

E, principalmente, não depois de descobrir para quem ela trabalhava.

Porque Lucas Almeida conhecia Alexander Vance.

E sabia que se aproximar daquele homem nunca terminava bem.

Enquanto isso, no último andar da Vance Holdings, Alexander recebia um relatório sobre a Almeida Capital.

Seu olhar parou em uma fotografia.

Lucas Almeida.

Ele reconheceu o rosto imediatamente.

Mas havia algo no relatório que chamou sua atenção.

Uma informação aparentemente banal.

Alexander releu a linha.

Depois levantou os olhos.

— Interessante...

Pela primeira vez, começava a perceber que Maya não havia simplesmente entrado em sua empresa por acaso.

Talvez alguém tivesse colocado aquela mulher exatamente onde ela estava.

E, se sua suspeita estivesse correta, o problema era muito maior do que uma antiga paixão.

Era uma questão de negócios.

E Alexander Vance não permitiria que ninguém transformasse sua empresa em campo de batalha.

Muito menos usando Maya como peça.

Continúa leyendo este libro gratis
Escanea el código para descargar la App

Último capítulo

  • O CEO Implacável e O Nosso Contrato    Capítulo 38

    POV: AlexanderO som insistente dos telefones tocando na sala de estar era o hino da ruína da minha mãe. A iluminação elegante da cobertura parecia agora a luz fria de um tribunal prestes a ditar uma sentença de morte social.Caminhei em direção à Maya, ignorando completamente os dois seguranças de Eleonor. Eles olhavam para as telas dos próprios celulares, vendo as notificações de prisão preventiva emitida pela Justiça Federal e o congelamento imediato dos ativos da holding V&M. Lentamente, os dois abaixaram as armas e deram um passo para trás, abandonando o posto.— O que vocês estão fazendo?! Peguem o meu filho! Parem essa mulher! — o grito de Eleonor perdeu toda a compostura aristocrática. A voz dela agora era aguda, estridente, o som de uma mulher vendo trinta anos de controle virarem poeira.Ajoelhei-me ao lado da Maya. Puxei a faca tática do meu cinto e cortei os lacres de náilon que cortavam seus pulsos.— Maya... — murmurei, tentando tocar as mãos dela com todo o cuidado do m

  • O CEO Implacável e O Nosso Contrato    Capítulo 37

    POV: AlexanderO elevador de serviço nos levou direto ao 40º andar. Quando as portas de aço escovado se abriram no corredor privativo, nós quase atropelamos a pessoa que tentava digitar o código da porta principal da cobertura com dedos trêmulos.Era o Arthur.Ele usava um sobretudo amassado, óculos escuros tortos e segurava a mala rígida de alumínio com a força de um náufrago se agarrando a um tronco. Quando ele se virou e deu de cara comigo, com o Edward e com a Sra. Cavendish, a pouca cor que restava no rosto dele desapareceu.— A-Alexander?! — Arthur engasgou, recuando até encostar as costas na parede. — O que... o que você está fazendo aqui? O Cavendish devia ter...— O Cavendish está morto e a mansão dele virou pó, seu covarde — Edward avançou como um raio, acertando um soco seco no estômago do Arthur.O Arthur dobrou de tamanho, soltando a mala de alumínio, que caiu no chão com um baque pesado. Ele foi ao chão tossindo, agarrando a barriga.Ajoelhei-me ao lado dele, pegando-o p

  • O CEO Implacável e O Nosso Contrato    Capítulo 36

    Atendi no primeiro segundo, colocando o aparelho no ouvido com a respiração suspensa.— Maya? Onde você está? Me fala a sua localização, eu vou te buscar...— Ela está aqui, Alexander — a voz do outro lado da linha não era a da minha esposa. Era uma voz feminina fria, aristocrática e carregada de uma satisfação doentia.Minha mãe.— Eleonor... — rosnei, sentindo o sangue congelar nas minhas veias. — Se você encostar um único dedo na Maya...— Poupe-me das suas ameaças patéticas, meu filho — Eleonor interrompeu com uma risada baixa e elegante. — A garota foi muito tola. Achou que podia invadir a minha cobertura no Upper East Side com uma pasta cheia de papéis antigos para me chantagear sobre o acidente do pai dela. Ela esqueceu que este prédio pertence à minha família. Ela entrou por livre e espontânea vontade... mas não vai sair daqui sem a minha autorização.Ouvi um barulho abafado de luta ao fundo da ligação, seguido por um suspiro dolorido da Maya e o som seco de uma bofetada.— Al

  • O CEO Implacável e O Nosso Contrato    Capítulo 35

    POV: AlexanderO quarto decadente de um motel na zona industrial de Queens cheirava a café requentado e umidade, mas era o único lugar seguro onde as câmeras de vigilância da holding não podiam nos rastrear. Sobre a mesa de fórmica, três monitores operados por Edward brilhavam com linhas de códigos green-screen e gráficos do mercado financeiro de Wall Street.Eu estava com a camisa aberta, os nós dos dedos enfaixados e um copo de café barato na mão, encarando a tela da televisão que transmitia o canal de notícias de economia ao vivo.— Três, dois, um... e pressionar enter — Edward disse com um sorriso diabólico no rosto, dando um clique no mouse militar.A transmissão ao vivo do canal de notícias foi interrompida por um plantão de emergência. A imagem da âncora apareceu com uma tarja vermelha piscando na parte inferior da tela: "BOMBA EM WALL STREET: DOCUMENTOS VAZADOS REVELAM FRAUDE MULTIBILIONÁRIA E SABOTAGEM INDUSTRIAL NA HOLDING V&M."— Conseguimos — sussurrou a Sra. Cavendish do

  • O CEO Implacável e O Nosso Contrato    Capítulo 34

    POV: MayaA viagem de trem de Boston de volta a Nova York pareceu uma eternidade gélida. Eu estava sentada perto da janela, encolhida em um casaco velho que comprei com os últimos trocados na estação, vendo a paisagem da madrugada passar como um borro escuro. Minhas mãos ainda carregavam a fuligem da mansão explodida e a dor dos meus pulsos machucados, mas a ferida na minha alma era o que realmente sangrava.A imagem do rosto de Alexander pedindo perdão não saía da minha cabeça. Eu sabia que ele não tinha culpa direta pelas atrocidades da mãe. Ele era tão vítima das garras de Eleonor Vance quanto eu. Mas o peso do sobrenome dele era uma cortina de ferro entre nós. Como eu poderia olhar para o homem que dormia ao meu lado na cama e não lembrar que o dinheiro da família dele foi construído sobre as ruínas da vida dos meus pais?Quando o trem finalmente encostou na estação Penn Station, em Manhattan, o dia estava amanhecendo sob um céu cinzento e chuvoso. Peguei um táxi amarelo direto pa

  • O CEO Implacável e O Nosso Contrato    Capítulo 33

    POV: AlexanderO calor que descia pelos dutos de ventilação do túnel subterrâneo tornou-se insuportável em questão de segundos. Pedaços de concreto e fuligem começaram a despencar do teto, afundando na água escura do canal com estrondos abafados. Eu sentia os meus pulmões arderem com a fumaça tóxica que começava a invadir o ambiente.Com o braço esquerdo, puxei a Maya com força contra o meu peito, enquanto com a mão direita mantinha a pistola empunhada, apontando para o Sr. Cavendish. O velho estava estirado no convés da lancha rápida, o ombro ensanguentado, mas com aquele sorriso psicótico e vitorioso estampado no rosto enrugado.— Xande! Maya! Saiam daí agora! — o grito de Edward ecoou no topo da escadaria de ferro.Olhei para trás e vi meu irmão descendo os degraus aos tropeços, tossindo por causa da fumaça, acompanhado por uma mulher loira de vestido cinza rasgado que eu nunca tinha visto na vida.— Edward! O que está acontecendo? — gritei de volta, tentando sobrepujar o som das c

Más capítulos
Explora y lee buenas novelas gratis
Acceso gratuito a una gran cantidad de buenas novelas en la app GoodNovel. Descarga los libros que te gusten y léelos donde y cuando quieras.
Lee libros gratis en la app
ESCANEA EL CÓDIGO PARA LEER EN LA APP
DMCA.com Protection Status