INICIAR SESIÓN"— Eu mandava em um império de bilhões de dólares, Maya, mas a única coisa que eu faço questão de controlar agora é você. Você assinou aquele contrato, e ele só termina quando eu disser que chega." Às vésperas do casamento, o mundo de Maya Rodrigues desmorona quando ela flagra a pior traição: seu noivo na cama com sua própria melhor amiga. Destruída e com sede de esquecimento, ela decide queimar o passado nos braços de um completo desconhecido em um bar exclusivo. Uma noite de pura perdição com um homem intensamente frio e possessivo, antes de ela sumir sem deixar rastro. Semanas depois, tentando reconstruir a vida, Maya consegue um emprego como secretária executiva sênior. O choque é brutal quando ela descobre que o CEO implacável da holding é Alexander Vance — o homem daquela noite secreta. Encurralada pelo chefe, ela é colocada contra a parede com uma proposta irrecusável: um casamento por contrato. Ele precisa garantir o trono dos negócios diante de uma iminente traição familiar, e ela precisa salvar sua família da ruína total.
Ver más— Você está olhando para mim há cinco minutos.
Maya Rodrigues levantou os olhos.
O homem do outro lado do balcão não parecia incomodado.
Na verdade, parecia quase divertido.
— Eu não estava olhando.
— Estava.
— Talvez estivesse pensando.
— Em mim?
Maya ergueu uma sobrancelha.
— Não seja convencido.
Ele voltou a olhar para o copo diante de si.
— Então está pensando em outra pessoa.
A resposta atingiu um ponto sensível.
Maya desviou o olhar.
O sorriso desapareceu de seu rosto.
— Meu noivo.
O homem ficou imóvel.
— Ex-noivo — ela corrigiu.
Ele não perguntou o motivo.
Maya agradeceu silenciosamente.
Naquela noite, perguntas eram a última coisa que queria.
Ela havia passado horas tentando compreender como alguém podia prometer uma vida inteira pela manhã e destruí-la antes do anoitecer.
Talvez relacionamentos fossem assim.
Talvez confiança fosse apenas uma dívida que as pessoas pagavam até encontrarem alguém que oferecesse mais.
Maya respirou fundo.
— Você acredita em segundas chances?
O homem pensou por alguns segundos.
— Não.
Ela virou o rosto.
— Que pessimista.
— Segundas chances servem para repetir erros.
— E se o erro não for seu?
Ele finalmente a encarou.
— Então você não precisa de uma segunda chance. Precisa seguir em frente.
Maya ficou em silêncio.
A frase deveria tê-la irritado.
Em vez disso, entrou nela de uma maneira estranha.
Seguir em frente.
Talvez fosse exatamente o que precisava fazer.
Naquela noite, os dois conversaram durante horas.
Não sobre nomes.
Não sobre famílias.
Não sobre dinheiro.
Não sobre trabalho.
Conversaram sobre coisas pequenas.
Sobre escolhas.
Sobre arrependimentos.
Sobre como algumas pessoas entram em nossas vidas sem pedir licença.
Quando a madrugada chegou, Maya tomou uma decisão impulsiva.
Não queria lembrar daquela noite.
Queria apenas sobreviver a ela.
E, quando finalmente deixou aquele lugar, levou consigo apenas uma certeza:
nunca mais veria aquele homem.
Ela estava errada.
Trinta dias depois, Maya atravessaria as portas da Vance Holdings.
Uma recepcionista lhe entregaria um crachá.
— Senhorita Rodrigues? O senhor Vance está esperando.
O coração dela falharia por um instante.
Vance.
O sobrenome não significava nada.
Ainda.
Maya entrou na sala.
Um homem estava de costas para ela, diante das enormes janelas.
— Senhor Vance?
Ele se virou.
O ar desapareceu dos pulmões dela.
Não.
Não podia ser.
O homem daquela noite.
O homem do bar.
O desconhecido que ela jurara nunca mais encontrar.
Alexander Vance.
Ele a reconheceu no mesmo instante.
Mas não demonstrou surpresa.
Apenas ajeitou lentamente os punhos da camisa e caminhou até a mesa.
— Sente-se, senhorita Rodrigues.
Maya permaneceu parada.
— Nós já nos conhecemos?
Um silêncio pesado tomou conta da sala.
Alexander sustentou seu olhar.
— Não.
A resposta saiu fria.
Precisa.
Mentira.
Maya não percebeu.
Alexander percebeu tudo.
E, pela primeira vez em muito tempo, algo dentro dele deixou de obedecer à razão.
Aquela mulher havia desaparecido sem deixar sequer uma despedida.
Agora estava diante dele.
Procurando emprego.
Sem saber que acabara de entrar justamente na empresa comandada pelo homem que jamais a esquecera.
Alexander sentou-se.
— Vamos começar a entrevista.
POV: AlexanderO som insistente dos telefones tocando na sala de estar era o hino da ruína da minha mãe. A iluminação elegante da cobertura parecia agora a luz fria de um tribunal prestes a ditar uma sentença de morte social.Caminhei em direção à Maya, ignorando completamente os dois seguranças de Eleonor. Eles olhavam para as telas dos próprios celulares, vendo as notificações de prisão preventiva emitida pela Justiça Federal e o congelamento imediato dos ativos da holding V&M. Lentamente, os dois abaixaram as armas e deram um passo para trás, abandonando o posto.— O que vocês estão fazendo?! Peguem o meu filho! Parem essa mulher! — o grito de Eleonor perdeu toda a compostura aristocrática. A voz dela agora era aguda, estridente, o som de uma mulher vendo trinta anos de controle virarem poeira.Ajoelhei-me ao lado da Maya. Puxei a faca tática do meu cinto e cortei os lacres de náilon que cortavam seus pulsos.— Maya... — murmurei, tentando tocar as mãos dela com todo o cuidado do m
POV: AlexanderO elevador de serviço nos levou direto ao 40º andar. Quando as portas de aço escovado se abriram no corredor privativo, nós quase atropelamos a pessoa que tentava digitar o código da porta principal da cobertura com dedos trêmulos.Era o Arthur.Ele usava um sobretudo amassado, óculos escuros tortos e segurava a mala rígida de alumínio com a força de um náufrago se agarrando a um tronco. Quando ele se virou e deu de cara comigo, com o Edward e com a Sra. Cavendish, a pouca cor que restava no rosto dele desapareceu.— A-Alexander?! — Arthur engasgou, recuando até encostar as costas na parede. — O que... o que você está fazendo aqui? O Cavendish devia ter...— O Cavendish está morto e a mansão dele virou pó, seu covarde — Edward avançou como um raio, acertando um soco seco no estômago do Arthur.O Arthur dobrou de tamanho, soltando a mala de alumínio, que caiu no chão com um baque pesado. Ele foi ao chão tossindo, agarrando a barriga.Ajoelhei-me ao lado dele, pegando-o p
Atendi no primeiro segundo, colocando o aparelho no ouvido com a respiração suspensa.— Maya? Onde você está? Me fala a sua localização, eu vou te buscar...— Ela está aqui, Alexander — a voz do outro lado da linha não era a da minha esposa. Era uma voz feminina fria, aristocrática e carregada de uma satisfação doentia.Minha mãe.— Eleonor... — rosnei, sentindo o sangue congelar nas minhas veias. — Se você encostar um único dedo na Maya...— Poupe-me das suas ameaças patéticas, meu filho — Eleonor interrompeu com uma risada baixa e elegante. — A garota foi muito tola. Achou que podia invadir a minha cobertura no Upper East Side com uma pasta cheia de papéis antigos para me chantagear sobre o acidente do pai dela. Ela esqueceu que este prédio pertence à minha família. Ela entrou por livre e espontânea vontade... mas não vai sair daqui sem a minha autorização.Ouvi um barulho abafado de luta ao fundo da ligação, seguido por um suspiro dolorido da Maya e o som seco de uma bofetada.— Al
POV: AlexanderO quarto decadente de um motel na zona industrial de Queens cheirava a café requentado e umidade, mas era o único lugar seguro onde as câmeras de vigilância da holding não podiam nos rastrear. Sobre a mesa de fórmica, três monitores operados por Edward brilhavam com linhas de códigos green-screen e gráficos do mercado financeiro de Wall Street.Eu estava com a camisa aberta, os nós dos dedos enfaixados e um copo de café barato na mão, encarando a tela da televisão que transmitia o canal de notícias de economia ao vivo.— Três, dois, um... e pressionar enter — Edward disse com um sorriso diabólico no rosto, dando um clique no mouse militar.A transmissão ao vivo do canal de notícias foi interrompida por um plantão de emergência. A imagem da âncora apareceu com uma tarja vermelha piscando na parte inferior da tela: "BOMBA EM WALL STREET: DOCUMENTOS VAZADOS REVELAM FRAUDE MULTIBILIONÁRIA E SABOTAGEM INDUSTRIAL NA HOLDING V&M."— Conseguimos — sussurrou a Sra. Cavendish do












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