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33.

Author: Ana Fischer
last update publish date: 2026-08-25 19:58:30

As borboletas no estômago de Sophia pareciam ter virado águias.

Com o rosto levemente corado, ela observou Nathan se afastar, passar pela porta de vidro e caminhar sem pressa até o carro estacionado em frente ao estabelecimento. Sentia um alívio inusitado, como se um peso tivesse sido arrancado de suas costas. Por um instante, quase esqueceu que havia uma mãe e uma criança na recepção.

Desculpar alguém nunca tinha sido tão fácil.

Mas não podia baixar a guarda.

Nathan havia dito com todas as let
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  • O CEO Viúvo e a Bailarina   36.

    Nathan entrou no carro, mas não girou a ignição.Observou o prédio da escola de ballet por um momento, sorrindo sozinho. O que Sophia estava fazendo com ele? Não era um homem melancólico, mas também não costumava sorrir tanto assim. E, honestamente, estava gostando muito de se sentir mais leve depois de dois anos enfrentando um luto que parecia não ter fim. Era como se pudesse finalmente tentar viver de novo.Nunca ia desrespeitar ou apagar a memória de Georgia.Mas começava a entender que merecia ser feliz ao lado de alguém especial.E talvez essa pessoa pudesse ser Sophia.No entanto, tentou deixar o pensamento de lado. Não podia prever o futuro, por mais que tivesse suas intuições. Queria mesmo ir com calma. Tinha medo de se machucar e mais medo ainda de acabar machucando Sophia. Não se perdoaria se a fizesse chorar.Sentiu que precisava de ajuda. Ainda não conhecia Sophia tanto quanto gostaria, mas queria, mais que tudo, acertar na surpresa de domingo.Pegou o celular, entrou no I*

  • O CEO Viúvo e a Bailarina   35.

    Sophia observou o papel sobre a mesa. Poderia simplesmente rasgá-lo e nunca mais pensar no assunto.Mas, no fundo, sabia que não conseguiria.Com os dedos trêmulos, porém ágeis, pegou o papel, dobrou duas vezes e enfiou de qualquer jeito na bolsa. Apenas uma precaução inocente. Não ia realmente precisar entrar em contato com Louise. Óbvio que não.— Com licença. Posso anotar seu pedido?Sobressaltou-se ao ouvir a voz do garçom. Não tinha percebido a aproximação. — Sanduíche número quatro e uma raspadinha de Coca-cola, por favor — pediu com a voz fraca.— Certo. — Ele fez uma anotação rápida no bloquinho e acrescentou: — Desculpe, moça, mas está tudo bem? Posso ajudar de alguma forma? — Pareceu preocupado.— Está tudo bem, obrigada — respondeu, tentando manter o tom controlado.— Qualquer coisa, estou à disposição.Sophia assentiu, sem conseguir falar.O coração estava tão dolorido que parecia haver uma mão fechada ao seu redor, apertando o músculo sem piedade. O ar se recusava a cheg

  • O CEO Viúvo e a Bailarina   34.

    Eram exatamente nove horas da manhã quando Sophia se sentou à mesa para a primeira refeição do dia: uma tigela generosa de sucrilhos ao leite e uma xícara de café forte. Ainda usava sua velha camisola de seda preta e se sentia bastante sonolenta, apesar de ter dormido como uma pedra. Tirando a preocupação com a situação do estúdio, estava de bom humor.Assim que terminasse de comer, gravaria um vídeo para postar nas redes sociais. E mandaria uma mensagem para Nathan. Precisava, com urgência, voltar a conversar sobre marketing.Sorriu quando o celular vibrou inesperadamente sobre a mesa.Uma notificação dele.“Bom dia. Dormiu bem?”Ela respondeu no mesmo instante:“Sim, e você?”“Também, o que já é uma vitória, considerando que tenho uma terça-feira agitada pela frente.”Dois segundos depois, mais uma mensagem chegou:“Tenho outra pergunta importante: você está maratonando alguma série?”Sophia riu e bebericou o café antes de responder:“Não gosto tanto de séries, prefiro filmes.“Send

  • O CEO Viúvo e a Bailarina   33.

    As borboletas no estômago de Sophia pareciam ter virado águias.Com o rosto levemente corado, ela observou Nathan se afastar, passar pela porta de vidro e caminhar sem pressa até o carro estacionado em frente ao estabelecimento. Sentia um alívio inusitado, como se um peso tivesse sido arrancado de suas costas. Por um instante, quase esqueceu que havia uma mãe e uma criança na recepção.Desculpar alguém nunca tinha sido tão fácil.Mas não podia baixar a guarda.Nathan havia dito com todas as letras que sentiu medo e que queria ir com calma. Ele não parecia totalmente pronto para sair com uma mulher. Ao menos, não com pretensões mais sérias. Talvez o mais sensato fosse não criar expectativas e não pensar tanto no futuro. E proteger o coração de todas as maneiras necessárias. Sophia não podia se envolver. De jeito nenhum.O problema era que já estava se envolvendo.— Moça? Eu gostaria de matricular minha filha. — A mulher repetiu, o cenho franzido.— Desculpe. — Sophia se apressou em diz

  • O CEO Viúvo e a Bailarina   32.

    Nathan estacionou o carro em frente ao estúdio.Sentiu um incômodo esquisito no peito ao observar a fachada. Tudo continuava exatamente igual: os dois vasos com flores de lavanda junto à porta, as janelas longas de vidro fumê, o letreiro discreto, a parede de tijolos claros... Mas, por alguma razão, parecia que tudo estava diferente.Naquele dia, havia assinado documentos que movimentariam milhões de dólares, participado de longas reuniões e discutido números que tirariam o sono de qualquer pessoa.Ainda assim, não tinha sido capaz de parar de pensar em Sophia.Aquilo era loucura.Fazia duas semanas que a conhecia.E já gostava dela.Por que continuar negando?Sophia não recuou na cozinha. E depois, ao fim da noite, perguntou se Nathan queria que ela voltasse. Nenhuma mulher agiria daquela forma se não estivesse, no mínimo, atraída. Por que ele demorou tanto tempo para entender?Desceu do carro, respirando devagar e lutando para manter os nervos controlados.Mas lembrar que nem Georgi

  • O CEO Viúvo e a Bailarina   31.

    Nathan acordou sentindo alguém balançar seu ombro.Ainda exausto, precisou de alguns segundos para entender o que estava acontecendo.Não tinha dormido bem. Durante a madrugada, acordou duas vezes e teve dificuldade para adormecer de novo. Não conseguia ficar parado na cama ou manter os olhos fechados por tempo suficiente para o sono chegar. Sentia uma dor leve, mas bastante incômoda no peito.Pensava em Sophia.E na expressão de decepção em seu rosto.— Papai, acorda — murmurou Emma.Nathan esfregou os olhos, ainda um tanto confuso pelo sono interrompido.Mas sorriu.— Bom dia, princesinha. Por que acordou tão cedo?— Não sei, eu só acordei.O alarme sempre tocava às seis da manhã em dias úteis. Era estranho que Emma já estivesse de pé.— Martha já chegou? — perguntou Nathan, sentando na cama.— Já.— Fique um pouco com ela. Papai precisa resolver uma coisa antes de tomar café com você.— O que você precisa resolver? — Fez bico.— Assunto de adulto.— Você pode chamar Sophia para tom

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