Mag-log inCapítulo 176 Richard Brown Viktor. Seria ele? — Filho da puta! — rosnei. — Meu irmão descobriu tudo isso pouco antes de morrer. Não sei até onde aquele homem conseguiu executar seus planos, mas sei que continua sendo perigoso. Estendi a mão. — Entregue os arquivos. Ele colocou o dispositivo na minha palma. — Está tudo aí. Inclusive as etapas das alterações feitas nas fotografias. Seu especialista poderá verificar. Também há um cheque para ressarcir o valor que você gastou. Guardei o dispositivo no bolso interno do paletó e recusei o cheque. — Quanto você quer? O homem pareceu surpreso. — Não quero dinheiro. — Todo mundo quer alguma coisa. — Eu quero continuar vivo, senhor Brown. E quero que minha família também continue. Fiquei em silêncio. — Se algum dia esse homem descobrir quem sou, só peço que não permita que ele nos encontre. Assenti. — Você tem minha palavra. Se precisar de proteção, terá. E pode ter certeza de que vou encontrar aquele de
Capítulo 175 Richard Brown Saí daquela propriedade com a sensação de que ainda havia muita coisa para resolver. Eu ainda não sabia quem estava por trás das fotografias enviadas à minha esposa e havia algum cúmplice de Gerald por aí. Meu pai estava sentado ao meu lado, enquanto Nazar ocupava o banco da frente. Viktor dirigia. — Quero os nomes daqueles dois soldados ainda hoje — ordenei. — Já estou verificando as imagens das câmeras — Nazar respondeu. — Assim que identificar os desgraçados, vou descobrir para quem trabalham. Meu celular começou a tocar. Era um número desconhecido. Atendi. — Richard Brown? — Quem está falando? — Tenho uma informação muito importante para você. E precisamos conversar agora. Franzi a testa. — Quem está falando? — Meu nome não importa. O que tenho para lhe entregar é do seu interesse. Principalmente porque envolve as fotografias da sua esposa que você vem recebendo. Endireitei-me imediatamente. Aquilo estava estranho. — Vo
Capítulo 174 Richard Brown Meu pai permaneceu imóvel, tentando recuperar o fôlego. Depois, virou-se para mim. Gerald acompanhara tudo, mas já não sorria. — Vocês enlouqueceram? Fazemos parte da mesma organização! Soltei uma risada. — Loucos? Agarrei sua camisa e o arrastei até uma cadeira. — Você ainda não viu nada. Empurrei-o contra o assento. — Viktor, segure esse desgraçado. Meu segurança obedeceu. Gerald tentou se levantar, mas os ferimentos não permitiram. Meu pai se aproximou, ainda armado. — Saia da frente, Richard. Vou acabar com isso. Ergui a mão. — Não. — Filho... — Esse aqui eu quero matar com as próprias mãos. Meu pai me encarou. — Richard, não vale a pena você... — PAI! — gritei. — Ele matou minha mãe! Jones se calou. Respirei fundo, tentando controlar o tremor das minhas mãos. Não consegui. Olhei para Gerald. — Você sabe quantas noites eu passei perguntando por que minha mãe não voltava? Ele permaneceu calado. — S
Capítulo 173 Richard Brown Agarrei Gerald pelo colarinho e o obriguei a ficar de pé, indiferente aos seus gritos de dor. — Quem matou minha mãe, seu filho da puta? Gerald sorriu, apesar do sangue que escorria de sua boca. — Vocês passaram a vida inteira procurando os culpados no lugar errado. Meu pai se aproximou. — Gerald, se você sabe de alguma coisa, é melhor começar a falar. — Ah, Jones... — Ele soltou uma risada. — Você continua sendo o mesmo idiota de sempre. Acertei um soco em seu estômago. — FALE! Gerald se curvou, tossindo. — Fui eu, Richard. A confissão me deixou atônito. Afrouxei os dedos que prendiam sua camisa. — O quê? — Eu mandei matar Amélia. Meu pai ficou imóvel ao meu lado. Olhei para Gerald, esperando que começasse a rir e dissesse que estava mentindo. Mas o desgraçado continuou falando. — Manipulei vocês durante todos esses anos. E nenhum dos dois desconfiou! O plano inicial era simples. Eu ficaria com Amélia, eliminaria Jones e
Capítulo 172 Richard Brown — O que você sabe sobre minha mãe? — perguntei, agarrando Gerald pelo colarinho. O desgraçado sorriu, apesar do sangue escorrendo pelo queixo. — Mais do que imagina, Richard. Meu pai se aproximou. — O que está querendo dizer? — Sabe, Jones, Bernadete era muito útil para mim. Principalmente quando conseguia distrair você. Franzi a testa. — Distrair? — Exatamente. Enquanto vocês dois se divertiam escondidos... — Gerald alternou o olhar entre meu pai e Bernadete. — Eu aproveitava para visitar a propriedade dos Brown. — Você voltou para morrer de verdade? — rosnei. — Amélia era uma mulher linda. Elegante, educada... Muito diferente dessa aí. Ele indicou Bernadete com um movimento do queixo. — O que está dizendo sobre Amélia? Gerald olhou para ele e sorriu ainda mais. — Mais do que imagina, Jones. Apertei sua camisa. Meu pai se aproximou lentamente. — O que você fazia na minha casa? Amélia jamais me trairia, seu imbecil! G
Capítulo 171 Richard Brown — Gerald? — perguntei, sem acreditar no que via. — Você não estava morto? O desgraçado abriu um sorriso, mantendo a arma apontada em nossa direção. — Bom, parece que não, Richard. Nem mesmo Yan, minha filha, sabia que eu estava vivo. Meu pai deu um passo à frente. — Seu filho da puta! — Cuidado, Jones. Não gostaria de precisar atirar em você antes de terminarmos nossa conversa. Ele ousou ameaçar meu pai. Ergui minha arma lentamente. — Abaixe essa merda, Gerald. — Depois do que fizeram com a minha filha? — Ele soltou uma risada. — Vocês realmente achavam que poderiam matar Yan e continuar vivendo tranquilamente? Alguém aqui vai pagar por isso! Vi seu dedo se mover sobre o gatilho. Não esperei. Disparei duas vezes. O primeiro tiro atingiu sua mão. Quando ele tentou segurar a arma com a outra, disparei novamente e acertei sua perna. A arma caiu no chão. Gerald gritou e recuou, segurando o pulso ensanguentado. — DESGRAÇADO! — Pr







