Se connecterCapítulo 260 — Certeza absolutaKatlyn PrattBruno paralisou. O olhar dele desceu devagar por cada centímetro da minha pele, as pupilas dilatadas como a própria noite, o peitoral largo subindo e descendo em uma respiração descompassada.— Caralho… — ele soltou a palavra em um rosnado baixo e rouco, um meio sorriso fascinado curvando os lábios dele. — Preto combina pra cacete com você, loira. Mas eu ainda vou te ver naquela de renda vermelha.Mordisquei o lábio inferior, sentindo o calor subir pelas minhas bochechas com a lembrança.— Foi a primeira peça que eu coloquei dentro da minha mala de viagem, senhor Coletti.Ele soltou um rosnado gutural, os olhos brilhando em pura perdição.— Sua pestinha, Katlyn. — ele resmungou e eu ri. Bruno me puxou delicadamente pela cintura, me guiando para trás até que a parte posterior das minhas coxas tocasse a beirada do colchão da cama king. Ele se ajoelhou à minha frente, os joelhos afundando no tapete felpudo, me deixando sem ar diante da devoçã
Capítulo 259 — Meu homem ranzinzaKatlyn PrattVirei as costas antes que ele visse as minhas lágrimas e comecei a marchar a passos largos pela sala de estar em direção ao hall do elevador privativo.Não cheguei à metade do caminho.O som de passos pesados cruzou a madeira em disparada. Antes que eu pudesse alcançar a minha bolsa, um braço forte e sólido envolveu a minha cintura com autoridade, me puxando de volta com um solavanco firme. Minhas costas colidiram diretamente contra o peito largo e quente do Bruno.O ar sumiu dos meus pulmões.Ele enterrou o rosto na curva do meu pescoço, respirando fundo, e deixou um beijo quente, urgente e áspero sobre a minha pele.— Me perdoa… — ele sussurrou com a voz rouca, a respiração pesada soprando contra a minha orelha enquanto o braço dele me apertava contra o seu corpo. — Me perdoa, por favor. Eu fui um completo babaca com você.Permaneci paralisada no abraço dele, sentindo o coração dele martelar contra as minhas costas com a mesma força do
Capítulo 258 — Tudo bem entãoKatlyn PrattA rotina dos últimos dias havia adquirido uma estranha e reconfortante sensação de normalidade. Desde que Bruno teve alta do hospital, a nossa dinâmica tinha se assentado em um compasso próprio, leve e constante. Ele odiava a fraqueza temporária, reclamava das restrições médicas a cada duas frases, mas bastava um olhar meu para que aquele gigante fechado amolecesse os ombros e aceitasse a ajuda que se recusava a pedir para qualquer outra pessoa.Minha mente também encontrou um pouco de descanso depois da conversa que tive com o Damien no meio da semana. Quando comentei timidamente sobre procurar um apartamento para alugar e começar a mandar currículos, ele apenas negou com a cabeça com aquele jeito autoritário dele: "Você não precisa sair correndo daqui, Katlyn. Essa casa é sua pelo tempo que você precisar, e a sua companhia tem feito bem para a Emma e para as crianças"Ouvir aquilo me tirou um peso enorme do peito. Eu não era um fardo.A m
Capítulo 257 — Nosso presenteFernanda GarciaSeguimos Elijah pelo corredor e entramos no consultório amplo. Mia já estava ali organizando a bancada de descartáveis com a tranquilidade de sempre. Ela nos recebeu com um sorriso acolhedor que ajudou a baixar a minha adrenalina.Elijah sentou-se atrás da sua mesa de madeira escura, cruzou os dedos sobre o tampo de vidro e me encarou com atenção clínica.— Muito bem, Fer. Me conta detalhadamente o que você está sentindo. A Taylor me adiantou sobre os enjoos e o atraso, mas quero ouvir de você.Me sentei na cadeira em frente a ele com o Ambrose colado ao meu lado, a mão dele repousando protetora sobre o meu joelho.— Eu venho sentindo uma queimação forte e constante no estômago desde o início da semana, Eli. Náuseas matinais horríveis, e hoje até a água parecia amarga na boca. Minha menstruação está atrasada há quase duas semanas e meia. — Respirei fundo, ajeitando a postura antes de explicar o contexto. — Com todo o estresse que enfrentei
Capítulo 256 — Se fomos premiados Fernanda GarciaOlhar para a Katlyn conversando baixinho com a Taylor sem aquele pavor constante nos olhos azuis, aquecia o meu peito de um jeito que eu mal sabia explicar. Depois de tudo o que passamos na semana anterior, de todo o sangue e da dor que quase destruíram o Bruno, ver a Katy inteira e em paz era um milagre. Nós tínhamos construído uma conexão tão bonita, tão sincera e palpável nos últimos dias, que eu já a considerava uma irmã de alma. Uma mulher que passou pelo inferno e agora merecia colher apenas calmaria.Se ao menos a minha própria cabeça permitisse que eu sentisse essa mesma paz.Pousei a mão sobre a boca do estômago, sentindo outra onda incômoda de queimação subir pela garganta. O enjoo não me largava desde o início da semana. Qualquer aroma mais forte parecia um gatilho para revirar as minhas entranhas, e, por mais que a razão tentasse me convencer de que era apenas o meu corpo cobrando a conta do estresse acumulado, bem lá no
Capítulo 255 — Lutar pelo meu meninoEmma AndersonNós seguimos nosso amigo médico pelo corredor amplo até a sala de exames principal.O consultório era acolhedor, com luzes indiretas e um monitor de alta definição preso à parede em frente à maca de atendimento. Elijah lavou as mãos na pia lateral enquanto Mia me ajudava a me acomodar sobre o lençol descartável e pedia para que eu suspendesse o vestido até a altura das costelas.— Prontos para ver como os bebês estão crescendo? — Elijah perguntou, puxando o aparelho de ultrassom e sentando-se no mocho ao lado da maca.— Prontos — Damien respondeu de imediato, postando-se de pé ao meu lado, segurando a minha mão direita com tanta força e carinho que qualquer resquício de frio na barriga parecia suportável.— Será que vamos poder ver o sexo? — perguntei com expectativa.— Existe uma chance, vamos ver se eles querem se mostrar pra nós. — Eli respondeu em um tom calmo.— Se forem meninos, com toda certeza. Eles adoram se mostrar, nós meni







