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last update Date de publication: 2026-08-15 00:41:21

Já passava das sete quando eu salvei o último arquivo e desliguei o computador.

O andar estava quase vazio. A maioria das luzes mais distantes já tinha sido apagada, e o silêncio típico do fim do dia tomava conta do corredor. Peguei a bolsa, ajeitei a alça no ombro e lancei um último olhar para a porta de vidro da sala de Andréas.

Ela estava aberta.

Ele ainda estava lá dentro, de pé atrás da mesa, com o paletó já vestido, organizando alguns papéis com uma demora desnecessária. Parecia alguém qu
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  • O Ceo que propôs um casamento falso com a sua secretária    Voltando a festa

    * AnaAna ainda estava na beira da mesa, a respiração desencontrada, o vestido azul amassado nas coxas. Eu não me afastei por completo. Fiquei entre as pernas dela, uma mão apoiada na madeira ao lado do quadril, a outra subindo devagar pela cintura até estabilizar o corpo dela contra o meu.Inclinei o rosto. A boca ficou perto demais da orelha dela.— Ver você gozando pra mim é um paraíso.O efeito foi imediato. Ana ficou vermelha do pescoço ao rosto. O tipo de calor impossível de esconder, subindo pela pele clara, contrastando com o cabelo ruivo e com a boca ainda inchada de beijo. Ela desviou o olhar por um segundo, como se o próprio corpo tivesse entregado demais.Eu sorri contra a pele dela. Baixo. Perigoso.— Agora você vai voltar pra lá — continuei, a voz rouca no ouvido dela. — Molhada. E sem esquecer quem te fez gozar… e quem te faz sentir prazer.O ar entre a gente ficou carregado demais para uma sala de apoio. Ana virou o rosto devagar, os olhos ainda escuros de prazer, as b

  • O Ceo que propôs um casamento falso com a sua secretária    Te deixar... relaxada

    * Andréas Ana estava ao meu lado, o azul do vestido capturando cada reflexo da luz, o sorriso social no lugar certo. Cumprimentava quando precisava, respondia pouco, fazia exatamente o papel. Depois, sem aviso, o corpo dela mudou. Os dedos apertaram a clutch demais. O ombro endureceu. A respiração ficou curta, alta demais no peito. Eu me inclinei. — Está tudo bem? Ela olhou para mim. Os olhos claros estavam inquietos, brilhantes, fora do ritmo da sala. — Não. Me tira daqui. Não esperou resposta. A mão dela segurou meu pulso — firme, quente — e me puxou entre as pessoas com uma determinação que não era de etiqueta. Atravessamos o corredor lateral do salório de eventos. Eu abri a primeira sala reservada que encontrei, uma sala de apoio com mesa longa, luz baixa e a porta pesada se fechando atrás de nós com um clique abafado. O barulho do evento ficou do lado de fora. Ana soltou meu pulso e caminhou dois passos para longe, de costas para mim, como se precisasse de espaço e ao mes

  • O Ceo que propôs um casamento falso com a sua secretária    Festa

    * Andréas O terno preto estava impecável. Gravata no lugar. Relógio no pulso. Cabelo alinhado. Do lado de fora, eu parecia o mesmo homem de sempre — o Albuquerque que entrava em salão e a sala inteira ajustava a postura.Do lado de dentro, eu só queria saber se ela ia descer.O evento da Nexus não era opcional. Apresentação de resultados, investidores, diretoria. Presença do casal, de novo. Eu avisei pela manhã com a frieza calculada que tinha escolhido manter. Ana respondeu com um “está bem” tão seco que a frase quase fez barulho.Agora, no hall, às sete e dez, eu esperava.Ouvi o passo dela no andar de cima.Depois no primeiro degrau.Quando ela apareceu no patamar, o ar simplesmente faltou.O vestido era azul. Não o azul-marinho contido de almoço em família. Um azul profundo, limpo, que abraçava o corpo com precisão e caía em linha elegante até abaixo do joelho, com uma fenda discreta o bastante para me tirar do eixo. Os cabelos ruivos estavam soltos, ondulados, presos só de leve

  • O Ceo que propôs um casamento falso com a sua secretária    Cristian

    * Andréas Eu ainda estava no escritório quando o celular vibrou sobre a mesa.Uma mensagem do assistente. Direta, como sempre:**Evento de investidores – amanhã, 20h. Presença confirmada necessária. Traje social. Lista de convidados atualizada no e-mail.**Soltei o ar pelo nariz. Mais um salão. Mais taças. Mais sorrisos medidos. A última coisa que eu queria depois dos dias que a gente tinha arrastado dentro de casa. Mas não havia escolha. Quando a Nexus chamava, eu aparecia.Guardei o celular e subi.Ana estava na cozinha, de costas, preparando café como se a trégua de minutos atrás ainda estivesse sendo testada em silêncio. O cabelo ruivo preso de qualquer jeito, uma mecha escapando perto do pescoço. Ela ouviu meus passos e virou só o rosto.— Já vai trabalhar de verdade ou veio só conferir se eu não desisti da ideia de esperar?— Vim por causa de uma mensagem.Ela ergueu uma sobrancelha, esperando.— Tem um evento da empresa amanhã à noite. Investidores. Presença obrigatória.

  • O Ceo que propôs um casamento falso com a sua secretária    Evolução

    * Andréas Eu não tinha desistido dela.Essa era a parte que ninguém entendia — talvez nem eu, por completo. Desistir seria fácil. Desistir seria assinar o restante do ano com distância clínica, cumprir o contrato, devolver a cada um sua vida no final. Desistir seria olhar para outra mulher e sentir qualquer coisa parecida com interesse.Eu não sentia.Desde Ana, o resto do mundo feminino tinha perdido o foco. Corpos passavam em corredores de evento, em conselhos, em salões com taças erguidas, e eu registrava presença sem desejo. Nada prendia. Nada atrasava meu olhar. Nada me tirava do eixo.Só ela.Mesmo magoada. Mesmo em silêncio. Mesmo com a mala no chão do quarto como um ultimato quieto.Eu tinha cansado de implorar.Não do sentimento. Do ritual. Do papel de homem que bate numa porta fechada esperando que a quinta explicação doa menos que a quarta. Eu já tinha falado da senha legada, da segurança, da ex, do arrependimento antigo, da frase da chuva. Em algum momento, continuar

  • O Ceo que propôs um casamento falso com a sua secretária    Andréas está desistindo de mim

    Eu esperei que ele viesse.Durante a tarde inteira, mesmo sem admitir em voz alta, fiquei atenta ao corredor, à escada, a qualquer som de passos. A mala continuava no chão do quarto, intacta, como um ultimato mudo. A trégua frágil do “só hoje” ainda estava no ar. Em algum momento ele ia bater na porta. Ia tentar de novo. Ia falar demais, explicar demais, pedir demais.Não bateu.No final da tarde, desci e encontrei a casa funcionando como se nada tivesse rachado. Café feito. Silêncio organizado demais. Andréas estava no escritório de baixo, a porta aberta, o notebook à frente, a expressão fechada de quem tinha voltado para dentro de si e trancado tudo por dentro.Parei no batente.— Você sumiu.Ele nem levantou o olhar na hora. Continuou digitando por mais uns segundos, como se eu fosse só mais um barulho da casa.— Estou trabalhando.— Desde quando “trabalhar” inclui fingir que eu não existo no andar de cima?Aí ele olhou. E o que eu vi não foi a urgência de antes. Não foi o homem da

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