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35. Lucas

Author: Victor Nobre
last update publish date: 2026-10-16 03:10:11

A mão estendida de Nathan cortou o espaço entre eles, pairando no ar com uma elegância que mascarava o veneno absoluto do momento. O sorriso nos lábios do irmão de Alexander era malicioso, felino, e os olhos escuros revelavam, sem a menor sombra de dúvida, que o reconhecimento era mútuo.

— É um imenso prazer finalmente conhecê-lo, Andy. — Natha

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  • O Contrato do CEO   51. Chego em breve

    O visor do celular brilhava sobre a bancada de granito, exibindo a mensagem curta e direta:“Conseguiu descansar um pouco? Chego em breve.”Andy leu as palavras enquanto tentava, com uma dose considerável de irritação e apenas a mão esquerda funcional, abrir um pacote de café a vácuo. O apartamento estava mergulhado no silêncio denso do meio da tarde.— Quer que eu abra isso para você, ou prefere continuar esfaqueando a embalagem até ela ceder por intimidação? — Ethan perguntou da porta da cozinha, encostado no batente.— Eu estou no controle da situação — Andy resmungou, largando a faca e puxando o pacote com os dentes. O plástico finalmente cedeu, espalhando pó escuro sobre a pedra. — Perfeitamente no controle.Ethan riu e caminhou até a ilha, passando um pano úmido no estrago.— Você parece agitado. E eu tenho quase certeza de que essa ansiedade não tem nada a ver com a sua incapacidade temporária de fazer café. É o CEO, não é? Ele praticamente bate ponto aqui agora.— Ele está ape

  • O Contrato do CEO   50. A casa inteira ouviu

    Alexander permaneceu imóvel, o olhar cravado no irmão, enquanto a presença de Eleanor Blackwood na soleira da porta alterava irrevogavelmente a gravidade do ambiente. A matriarca não precisou elevar o tom de voz para que sua autoridade preenchesse a sala.— Foi isso mesmo que você acabou de dizer? — Eleanor repetiu a pergunta, cada palavra pronunciada com uma clareza cortante.Nathan piscou, a arrogância implacável escorrendo pelo ralo em questão de segundos. Ele umedeceu os lábios, tentando desesperadamente recuperar a compostura e a máscara de herdeiro inabalável que sempre vestia diante da mãe.— Você ouviu uma frase fora de contexto, mãe — Nathan tentou justificar, ajeitando a postura e forçando um tom casual. — O Alexander e eu estávamos no meio de uma discussão acalorada. Foi apenas uma provocação infeliz em uma briga entre irmãos, um exagero retórico que não deveria ser levado tão a sério.Eleanor não recuou um milímetro. Ela deu um passo para dentro do escritório, os saltos ec

  • O Contrato do CEO   49. O que se diz atrás da porta

    A residência principal da família Blackwood sempre pareceu menos um lar e mais um museu de expectativas intransigentes. Os lustres de cristal, os tapetes persas que abafavam os passos e o cheiro persistente de cera e flores frescas formavam o cenário onde Alexander e Nathan aprenderam, desde cedo, a camuflar qualquer emoção que pudesse ser considerada indelicada.Naquela noite, Alexander havia sido convocado por Richard para discutir uma fusão de subsidiárias que não poderia esperar até a manhã seguinte. Contudo, ao entrar no escritório forrado de painéis de mogno, não encontrou o patriarca. O cômodo estava ocupado apenas por Nathan, que servia uma dose de uísque no bar de cristal com a serenidade de quem não tinha absolutamente nada a esconder.— O papai precisou atender a uma ligação de Tóquio. Vai demorar — Nathan informou, girando o copo de fundo grosso. Ele se encostou no balcão e ergueu o copo em um brinde silencioso, o rosto esculpido em uma máscara de cordialidade irretocável.

  • O Contrato do CEO   48. Termo de interesse

    O escritório de Marcus Vale operava em um estado de ordem precária que passava longe dos painéis de vidro e do silêncio asséptico da Blackwood Holdings. O ar cheirava a café requentado e tensão. No ambiente apertado, celulares vibravam incessantemente sobre as mesas de fórmica, enquanto funcionários de vozes ríspidas resolviam cobranças e renegociavam os juros extorsivos que mantinham a agência funcionando.Marcus administrava o caos de trás de uma mesa de metal escovado. Os negócios continuavam girando, mas a fuga de Andy havia deixado uma marca de irritação persistente em seu orgulho. Não se tratava apenas do montante que Alexander Blackwood havia liquidado de uma só vez; tratava-se da perda de controle. Andy era o seu ativo mais valioso, alguém que Marcus acreditava ter domado perfeitamente sob o peso das dívidas e do desespero, até que um CEO bilionário decidiu arrancá-lo de suas mãos.A porta do escritório se abriu, e a mudança na atmosfera foi imediata. As conversas paralelas mo

  • O Contrato do CEO   47. Dados incompletos

    Andy movia os quadris com uma lentidão calculada, cavalgando sobre Alexander com uma cadência que arrancava suspiros pesados do peito do outro. O quarto ainda guardava a penumbra azulada da manhã. Com a mão esquerda espalmada firmemente na barriga de Alexander e a direita, imobilizada pela tala rígida, cuidadosamente apoiada fora do caminho, Andy inclinava o corpo, ditando o ritmo e a intensidade de cada toque.— Você está incrivelmente quieto hoje — Andy sussurrou. A provocação costurava sua respiração ofegante enquanto ele aprofundava o contato, um sorriso desafiador brincando nos lábios úmidos.Alexander segurou a cintura dele, os dedos apertando a pele suada. Os olhos escuros estavam cravados no rosto do rapaz, incendiados por um misto de desejo e absoluta fixação.— Estou prestando atenção aos detalhes — Alexander murmurou de volta. — E você fala demais quando quer disfarçar que está perdendo o fôlego.— Eu não estou perdendo nada. Eu tenho certeza de que estou no controle.— Tem

  • O Contrato do CEO   46. Reunião sem pauta

    O plástico resistente da embalagem de presunto parecia zombar da existência de Andy. Apoiado na bancada da cozinha, ele tentava, pela terceira vez, abrir o pacote usando apenas a mão esquerda e os dentes, já que a direita estava imobilizada pela tala rígida. O esforço banal resultou em um rasgo imperfeito e algumas fatias caindo diretamente na pia.— Maravilhoso. Acabo de ser humilhado por um embutido — resmungou, descartando o que havia caído e bufando de irritação. Odiava precisar readaptar movimentos que seu corpo antes executava no piloto automático.O celular vibrou sobre a ilha. A tela acendeu com uma mensagem de Alexander. Em vez de relatórios sobre a vigilância de Nathan ou atualizações corporativas sobre o escândalo evitado, o texto era incrivelmente simples:“Como você está? Já conseguiu preparar alguma coisa para comer hoje?”Andy digitou a resposta com o polegar esquerdo, a ironia afiada despontando como mecanismo de defesa imediato:“O conselho de administração sabe que o

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