LOGINLorenzo se desesperou:— Eu errei, Viviane, eu admito. Mas, se tem alguma coisa te machucando, você precisa me contar.Quanto mais ele falava assim, mais injustiçada eu me sentia. No fim, eu resolvi abrir o jogo de uma vez:— Tio Lorenzo, eu gosto de você. Só que você vive achando que eu sou só uma menina. Então eu só tenho coragem de esconder o que sinto e fazer tudo dar errado de propósito, pra você ficar preocupado comigo, pra não ir embora. Eu sei que isso é feio. Eu me sinto mesquinha.Lorenzo não pareceu exatamente surpreso. Ele apenas ficou em silêncio. A atitude dele me deixou ainda mais irritada, e o medo que eu tinha foi sumindo.Eu decidi revelar outro segredo.Três anos antes, a família de Lorenzo tinha apresentado uma mulher ótima para ele. Os dois se deram bem, começaram a namorar, já falavam em casamento.Eu fui atrás dela e contei, em voz baixa, que o tio Lorenzo parecia perfeito, mas que, na verdade, ele aparecia no meu quarto à noite. Eu disse que a gente já tinha dor
Eu afastei a mão de Gabriel com um tapa:— Sua namorada acabou de sair chorando. Você não vai atrás dela?Gabriel, percebendo que não ia acontecer mais nada comigo, finalmente se virou e correu em direção à porta:— Dora, me escuta, deixa eu explicar…Eu fiquei olhando meu reflexo no espelho: o figurino rasgado, a meia detonada, meu corpo todo marcado como se eu tivesse acabado de ser usada. De repente, eu achei tudo aquilo quase engraçado.Eu tinha passado o dia inteiro sendo provocada, e, no fim, nada se concretizava. O desejo dentro de mim só aumentava. Quando era que eu ia poder viver essa intimidade toda com alguém que fosse realmente o meu amor?Eu fechei os olhos e levei uma das mãos ao próprio peito, fingindo que era a mão dele. Eu imaginei o abraço quente dele me envolvendo, meu corpo amolecendo inteiro nos braços daquele homem.A mão imaginária desceu pela minha barriga, continuando a exploração. Antes que eu percebesse, pequenos gemidos começaram a escapar da minha boca. O r
Era verdade, eu precisava trocar de roupa.Eu olhei para o céu e já estava completamente escuro. Ainda bem que a sala do grupo de dança ficava ali perto. Os alunos quase nunca trancavam a porta, e àquela hora a maioria dos alunos já tinha ido embora.Eu vesti a jaqueta do Breno por cima e fui me esgueirando até o vestiário nos fundos da sala do grupo de dança. Quem tinha me contado esse "segredo" tinha sido a Amanda.Amanda dizia que, uma vez, depois de transar com o namorado no bosque atrás do campo, a roupa dela ficou toda rasgada. Ela veio aqui, pegou um figurino emprestado, e depois devolveu tudo direitinho. As meninas do grupo nem se incomodaram.Roberto não tinha como entrar comigo, então ele ficou do lado de fora, tomando conta.Eu custei a achar um armário destrancado. Quando finalmente consegui abrir um, só tinha um figurino de dança latina lá dentro: um vestido de franjas prateadas, com um decote enorme e profundo. O comprimento mal passava da metade da coxa.Pelo menos tinha
Eu não via problema em me esfregar um pouco com o Roberto também. Eu não sentia repulsa nenhuma por ele.Eu ainda dei uns pulinhos de propósito enquanto caminhava até ficar bem na frente dele. Eu senti o peso dos meus seios chacoalhando com força.Roberto, como era de se esperar, não aguentou:— Viviane, deixa eu sentir de novo o seu gostinho.Eu fiz charme, fingindo empurrar ele, com a voz bem manhosa:— Tio Roberto, você é terrível…Ele me puxou para o peito dele num só gesto. Roberto parecia obcecado pelos meus seios:— Isso aqui é o sonho de qualquer homem. É o peito perfeito.Eu não o afastei. Eu abracei a cabeça dele contra mim, e gemidos trêmulos começaram a escapar dos meus lábios.A mão de Roberto desceu direto entre minhas pernas. Ele pareceu surpreso e começou a soltar provocações sem parar:— Se eu soubesse que você era tão carente assim, já tinha feito você gozar faz tempo.Eu resolvi soltar tudo de vez, parar de fingir recato, e meus gemidos ficaram mais longos e musicais
Eu comecei a sentir medo. Provocar um cara daquele jeito era um jogo perigoso demais.Do jeito que Breno estava, eu duvidava que ele conseguisse chegar inteiro até o hotel. "Será que ele vai querer transar comigo aqui mesmo, no meio do nada?"A preocupação me apertava o peito, mas, ao mesmo tempo, meu coração batia cada vez mais rápido. Ainda bem que, ali perto, ficava o prédio antigo da escola, abandonado há anos.Breno me carregou para dentro de uma sala vazia. Ele deu um chute na porta, que escancarou na hora, e, sem nem se preocupar em fechar, ele me prensou contra a madeira. Os beijos choveram em cima de mim como tempestade.Era a primeira vez que alguém me beijava. Eu não sabia se era falta de ar ou nervoso, mas minha cabeça girava. Eu amoleci por inteiro, virando um fio de água. Só não escorreguei para o chão porque ele me mantinha espremida contra o peito.As mãos de Breno enlouqueceram nos meus seios. Ele foi descendo os beijos do meu rosto, pelo pescoço, até chegar ao peito.
Os outros também não quiseram ficar para trás e se juntaram em volta de mim. Tinha mão na minha cintura, na minha coxa, e teve até quem enfiou a mão por dentro do meu decote.Um arrepio atravessou meu corpo inteiro. Eu nem sabia de quem era a mão que tinha entrado dentro da minha calça de ioga.Eu lembrei do que Lorenzo tinha me dito: que, por ter pouco contato com homens, eu era sensível demais e acabava travando."Então hoje é a chance perfeita."Eu repetia para mim mesma que eu precisava ficar calma. Se eu tinha que escolher um, tinha que ser o Breno. Ele era o líder do grupo, jogava futebol o tempo todo, tinha um corpo em forma.Se eu quisesse sair da prisão de medo que existia dentro da minha cabeça, eu tinha que conquistar ele hoje.Eu não queria que a minha primeira vez virasse uma lembrança horrível.Eu agarrei o braço de Breno com força, esfregando meus seios grandes contra ele. Meus olhos se encheram de lágrimas, com um brilho úmido e suplicante:— Breno, você não disse que g