FAZER LOGINA Perseguição
Fernandes Acordo cedo e rolo na cama e dou um beijo na mulher que contratei para passar a noite comigo. Até que ela é gostosa, mas esse tipo de mulher só serve mesmo para usar. Levanto da cama, vou até o banheiro, lavo meu rosto na pia. Olho para a porta do quarto e falo: — Ei, vadia, vaza daqui. Aqui não é hotel! Ela fecha a cara e diz: — Seu estúpido, já estou saindo. Não precisa me expulsar. Ela cata suas roupas do chão e sai resmungando do quarto em direção à porta de saída. Após me certificar de que já foi pego o telefone e digo: — Pronto, pode falar. A voz do outro lado da linha diz: — Ei, você está a fim de mandar uns vampiros pro inferno logo mais à noite? O brilho dos meus olhos se acende com a proposta, e respondo: — Claro, me dê as coordenadas. A pessoa pergunta antes de me passar as informações: —Ei, o agente certinho da outra boate não vai atrapalhar? Dou um sorriso e falo: — Não, claro que não. Aquele otário quer subir de cargo, eu o domo fácil. Após pegar as informações com meu contato, desligo o celular, tomo um banho apressado e sigo para o departamento da Polícia Federal. Minutos depois, paro meu carro em frente ao prédio. Logo que entro na minha sala, dou de cara com Luan, que me olha com cara de poucos amigos. — Bom dia - falo com vontade de esganá-lo. Ele responde o cumprimento e fala: — Eu falei para você que sua ideia imbecil de invadir aquela boate ia dar merda. Estende-me a mão com um jornal e me entrega. Eu abro e lá estamos nós na primeira página como policiais violentos. Amasso o papel e digo: — Merda, quem será que nos fotografou? Muito sério, Luan responde: — Cara, hoje todo mundo usa celular. Até os vampiros. Vivemos num mundo desenvolvido, sabia? Eu controlo meu ódio e a vontade de quebrar a cara dele e peço: — Me dê licença. Após ficar sozinho, penso:" droga, e agora? Como vou despistar a mídia?" O dia passa voando. Quando olho para o relógio de parede, já é noite. Pego minha pistola pessoal, troco as balas comuns por balas modificadas com raios ultravioleta e dou um sorriso. — É hora de caçar. Mas dessa vez, aquele insuportável não vai comigo. Entro na viatura descaracterizada com 4 agentes e falo: — É hora da diversão. E qualquer coisa, eles nos atacaram primeiro. Eles respondem juntos: — Positivo, senhor. Lara Estou exausta. A aula da faculdade hoje foi puxada. Minha amiga, a futura repórter, hoje não veio. Olho para o relógio no meu pulso. São 22 horas em ponto e nada de Miguel. Resolvo ir para o ponto de ônibus a pé. Sei que mamãe vai me arrancar os olhos quando eu chegar em casa, mas não tem jeito. O pessoal quase todo já foi embora. Coloco meu casaco de frio. É inverno. Abaixo o capuz, ajeito a mochila nas costas e sigo a passos rápidos. Olho para o lado, a rua até o ponto de ônibus está deserta. Um frio percorre minha espinha e um medo toma conta de mim, ao me deparar com um policial federal apontando uma arma pra mim, ordenando: — Parada aí, mocinha! Eu respondo: — Oficial, eu sou apenas uma estudante que está indo pegar o ônibus. Ele balança a cabeça e diz: — Não tente me enganar, garota. Eu sei tudo sobre você. Sua vampira ordinária, Lara Colin, é o seu nome. Tomo um susto. Como ele sabe meu nome? Penso em usar minha velocidade de vampiro, mas ele pode me acertar assim mesmo. Falo: — Eu não estou fazendo nada de errado. E que eu saiba, existe um acordo entre nós, vampiros, e vocês, humanos. Ele ri destravando a pistola e diz: — Existia. A partir de agora, o acordo está desfeito. Só escuto o barulho do disparo e mãos fortes me puxam para o chão, evitando que eu seja atingida. Meu salvador usa uma máscara branca, por isso não consigo identificar quem é, mas seu cheiro é familiar. Tenho certeza de que já senti antes. Ele se levanta do chão rápido, aponta para a garupa da moto e ordena: — Se quiser viver, monta aí e segure firme. Eu nem penso. Salto na moto Bros e agarro em sua cintura. Sinto seu abdome trincado mesmo por cima da jaqueta. Assusto-me com outro disparo. Ele acelera a moto até nos tirar da mira dos federais. Logo depois, me deixa perto de casa e pergunta: — Tem certeza de que aqui não tem perigo? Eu respondo, eufórica: — Tenho! Ele coloca o capacete e segue na escuridão da noite. Fico ali parada pensando que se não fosse esse cara, eu estaria morta. Que pena que ele não me disse seu nome, só falou que é alguém que não nos odeia. Sigo a pé o pequeno percurso até minha casa. Ao abrir a porta, dou de cara com mamãe e Miguel, aflitos.uma noite inesquecível Luan Não consigo acreditar no que vejo e muito menos no que acabo de ouvir, mas vindo de Fernandes, tudo é possível. Aquele infeliz me paga, ele não perde por esperar. Rafael se aproxima novamente, parando ao meu lado.— Caramba, a mulher está morta?— Sim, chame a equipe da perícia, preciso saber o que aconteceu aqui.— Vai para casa, eu cuido disso, Lara deve estar te esperando. Não se preocupe.— Você tem certeza que pode lidar com isso? — Olho para ele.— Claro que sim, vai tranquilo.— Ok, obrigado. Monto em minha moto, coloco o capacete e saio do estacionamento. O trânsito está parado enquanto minha mente não para de criar mil possibilidades para o que acaba de acontecer. Driblo os carros com habilidade, tudo que eu mais quero é chegar em casa e encontrar Lara me esperando, só ela pode acalmar os meus medos mais profundos, e um deles é perde-la. Amo-a com todas as minhas forças. Chego ao prédio e entro pela garagem. Subo pelo elevador, se
A Morte da milena Luan Dia seguinte Depois de deixar Lara na porta da faculdade, vou para o meu trabalho, o dia não será nada fácil. Sei que Fernandes têm seus comparsas dentro do departamento, entregando todos os meus passos a ele, mas não vou desistir de fazer justiça pelas vítimas do ódio dele. Eu e Rafael estamos trabalhando em sigilo total no fornecimento de provas dos crimes de Fernandes para a corregedoria, sem que a banda corrupta da polícia saiba. Rian tenta saber alguma coisa sobre o assunto, pensando que eu não desconfio que ele está infiltrado em minha equipe a mando de Fernandes. Às vezes, acho que o cara é muito inocente ou burro mesmo, para achar que o desgraçado do nosso chefe irá dar algum privilégio a ele só por estar ajudando em seus planos macabros. Chego ao prédio onde trabalho e estaciono a moto. Entro no edifício cumprimentando os colegas que encontro pelo caminho. Não posso dizer que o clima em meu trabalho está bom, mas o respeito entre nós
ódio FernandesQuinze dias depois Sinto-me como um leão enjaulado dentro do meu apartamento, sem poder fazer nada que levante suspeitas ao meu respeito. O desgraçado do Luan me denunciou na corregedoria, e agora, estou afastado do cargo enquanto a investigação está em andamento, mas ele me paga. Não é porque estou fora de combate que vou deixar as coisas por isso mesmo. Ainda tenho meus aliados dentro do departamento, principalmente Rian, que está na equipe do infeliz. Vou usá-lo para dar um fim definitivo em Luan, quero-o fora do meu caminho, não importa o método usado. Pego o celular e ligo para Rian, que atende no primeiro toque:— Alô, Fernandes!— Preciso falar com você pessoalmente, agora.— Não posso, estou no trabalho.— Não me importo, quero você no meu apartamento em 30 minutos. — Irrito-me com a recusa dele. — Fui eu que te coloquei aí. Posso te tirar também. Se eu for condenado, te arrasto junto comigo.— Tudo bem, estou saindo. Encerro a ligação, jogando o c
Denunciando os crimes de Fernandes Luan Depois de terminar meu trabalho no local do crime e pedir para que minha equipe leve os vampiros desmaiados para a detenção, vou para casa, deixando meu chefe e seus comparsas desmaiados no chão. Não posso o levar preso, junto com os outros. Que tipo de argumentos eu daria? Sem contar que ele certamente iria distorcer tudo. A moto corre pelas ruas, sem nenhum trânsito, enquanto minha mente processa o turbilhão de acontecimentos ocorrido durante esta noite. Eu não acredito até agora que Fernandes foi capaz de cometer outra chacina contra os vampiros. Ele perdeu totalmente o controle de si mesmo. Preciso fazer alguma coisa, antes que cometa mais alguma atrocidade, principalmente contra Lara. Ela é o meu ponto fraco, e aquele desgraçado sabe disso. Chego ao meu prédio, entrando pela garagem. Estaciono a moto em minha vaga, tiro o capacete e saio de cima dela. Enquanto ando até o elevador, tenho a impressão de que estou sendo observado.
A visita surpresa Miguel Não posso acreditar no que estou vendo, os desgraçados dos policiais estão acabando com o meu pequeno exercito de vampiros rebeldes. Droga, deu o maior trabalho para convencer os idiotas a me ajudarem com o plano de acabar com os humanos e ainda me livrar de uma acusação de assassinato. Se bem que, não tem como alguém descobrir que fui eu quem matou a vadia humana, usei camisinha na hora da transa. Continuo observando a cena de longe, usando minha visão noturna, os vampiros caem um a um sem esforço. Alguns viram pó por causa das balas ultravioletas, tenho certeza que o desgraçado do Fernandes está aqui, atacando os idiotas. Do nada, o grupo do infeliz do Luan começa a atirar nos outros policiais, tenho que admitir que assistir a essa cena está me dando uma satisfação enorme, principalmente quando vejo um homem parecido com Fernandes, tombar no meio da rua como uma jaca podre. Quando todos os policiais que opositores aos vampiros estão no chão, me
o ataque surpresa Luan Após o corpo ser removido, permaneço no local, junto com minha equipe, para garantir que o trabalho da perícia seja feita sem nenhum problema. Do jeito que as coisas estão, não duvido que apareça algum vampiro fora da lei para atrapalhar o colhimento de provas. Observo tudo ao redor com muita atenção, tudo parece calmo, até que ouço um tiro ecoando no silêncio da madrugada. Olho para o fim da rua e vejo um grupo de pessoas se aproximando do local.— Inferno, era só o que faltava para acabar com a minha noite. — Pego a pistola com dardos tranquilizantes. Os atacantes podem ser tanto humanos quanto vampiros. — Rafael, vamos fazer a cobertura dos peritos.— Ok. Entramos em um beco para nos proteger das balas, junto com a equipe de perícia. Os tiros se intensificam. Os peritos também revidam, só que balas comuns não fazem efeito, sem contar que os vampiros estão desviando dos disparos. Ajusto um pouco mais a minha mira e começo a derrubar os vampiros, R







