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Author: LuadMel
last update publish date: 2023-05-23 08:58:58

— Você. — Teodoro veio rápido em sua direção parando à frente. — O que está fazendo aqui? — questionou alternando seu olhar entre o andar de cima e os olhos de Jenie.

— Eu desci. Ele mandou — disse simplesmente cruzando os braços. — Ele fez o que tinha que fazer e me mandou ir embora. — Sorriu de canto fazendo Teodoro perguntar a si mesmo se aquilo era verdade. — Essa aglomeração é por quê?

— A boate vai abrir — contou mesmo que não quisesse — Suas amigas da outra boate não irão para o salão. Vão passar algumas horas em um quarto legal fazendo coisas legais. Não posso te levar junto porque você foi dada a Tristan.

— Dada a Tristan — ela repetiu com mágoa e então encarou o moreno que a olhou dos pés à cabeça. Não era de seu caráter estudar uma mulher da cabeça aos pés sem que ela deixasse isso acontecer. As pessoas desconheciam a forma que os Bennett trabalhavam, o que os levava a se tornarem traficantes de mulheres lindas prostituí-las quando na verdade davam apenas um lugar onde elas poderiam fazer isso sozinha. — Por que a ele? E se ele gosta de outra pessoa como seu pai disse que quer que eu o faça esquecer uma mulher, se ele a ama de verdade, não pode esquecê-la.

— Você tem o trabalho de seduzir meu irmão. Tem até o fim do mês, que vai ser quando te devolveremos a Calvin. Se você sair bem, poderá ficar aqui. É um trato que todas que estão no nosso quarto especial desejariam. — Jenie deu de ombros soltando o ar preso. Desviou o olhar procurando qualquer rosto conhecido, mas não iria encontrar aquilo ali. — Vou mandar alguém te levar para um quarto.

— É o mesmo que as garotas vão? — Teodoro já estava dando as costas quando escutou a última frase que o fez travar. — Não é justo que todas elas possam se divertir e eu não.

— Você não é nossa — avisou outra vez e Jenie negou. — Mas se isso não for te incomodar, é só me seguir. — Jenie abriu um sorriso maior e caminhou ao lado de Teodoro para longe do salão.

Caminharam por entre algumas pessoas até Jenie achar outra escada, subiram devagar os levando para um novo corredor. Jenie tentou gravar tudo e o caminho de volta também, correr ali tinha que ser fácil. Entretanto, quando chegaram a outro corredor, Jenie percebeu que não apenas as imagens ao redor mudaram como também o clima.

O caminho ficou mais escuro, além de pequenos gemidos que iam surgindo a cada passo que dava. Olhou para as costas de Teodoro e este seguia como se nada tivesse acontecendo, como se os pedidos de vozes para que tudo fosse mais rápido, ou que não parasse nunca não fosse nada. Mas era alguma coisa, cada porta daquele corredor certamente dava a um quarto que neste momento era habitado por nada mais nada menos que um casal se amando de alguma forma.

No final do corredor, Teodoro parou abrindo a porta sem ao menos bater, Jenie apenas puxou o ar para dentro sabendo que toda a polícia estaria vendo a próxima cena a seguir, e certamente a cena não era para qualquer uma vez que já podia ouvir os pequenos miados de mulheres ao pé da porta. Bastou pisar dentro daquele quarto para seu corpo esquentar ainda. A melhor parte de se infiltrar num lugar como aquele, era que podia dar-se com qualquer pessoa se misturando entre todos, além de que, todas as vezes que chegava a um novo trabalho, se envolver sexualmente com uma pessoa ou duas não lhe custava nada.

Parada no meio quarto depois de escutar a porta fechar, Jenie encarou os corpos jogados sobre a cama, Valentin estava fazendo seu melhor dentro de uma das meninas que mal lembrava o nome, mas seu fogo, seu vigor daria inveja a outros homens com quem dormiu. Todo seu corpo suado indo e vindo enquanto agarrava a cintura dela lhe deixou quente. Nem mesmo Tristan havia lhe proporcionado uma tensão sexual como aquela cena.

Um gemido a mais e outro menos e a garota gritou deixando claro que tinha chegado ao seu limite e junto das outras, se deitou na cama esperando o tremor de suas pernas acabarem. Valentin desceu da cama com um sorriso no rosto e assim que virou encontrou os mais novos presentes ali. O sorriso morreu assim que viu Jenie, andando até ela se cobrindo uma toalha no caminho.

— Por que a trouxe para cá? — questionou em frente à morena que só conseguia olhar para as garotas atrás. Procurava vestígios de tortura de abuso de qualquer coisa, mas só via excitação. Elas estavam felizes de estarem ali. — Achei que tinha ouvido algo como ela ser do Tristan.

— Mas ele dispensou, e se ele já dispensou quer dizer que foi tudo muito rápido e a morena não chegou lá. Estou errado? — Teodoro abraçou-lhe pelos ombros e ela apenas focou os olhos em Valentin, e no sorriso, e no corpo suado. E no que ele fez com as garotas.

Tudo bem que ela era uma espiã e que estava trabalhando, mas ela também era uma mulher e precisava dar o seu melhor sempre, e em todo lugar.

— Não. Não está. — Os dois homens sorriram.

— Como ele pode fazer isso com uma mulher como você? — perguntou Valentin ao encurtar o espaço entre eles e segurar Jenie por sua cintura fina, ela abriu um sorriso gigante, seria ótimo ter uma experiência como aquela. — Pois posso garantir que não vai se arrepender de ter entrado nesse quarto. Isso você pode ter certeza.

Avisou bem perto de seus lábios antes de beijá-los rapidamente, a essa altura, Jenie sabia que nenhum de seus amigos estaria ouvindo nada pela escuta na fivela do seu cabelo, ou vendo alguma coisa, enquanto deixou-se erguer os braços para prender-se ao moreno que percorreu suas mãos pelo corpo afeminado chegando aos botões do sutiã para se livrar de toda a roupa que Jenie possuía.

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Já era dia quando os olhos escuros e penetrantes de Tristan se abriram buscando reconhecimento total de onde se encontrava. Desde que sua vida passou de normal a ser perseguido por todos os seus inimigos, o acordar todas as manhãs era sagrado, um momento precioso. Entendia que ao menos Deus havia lhe dando mais um dia de vida, mas isso não queria dizer que quando a noite caísse outra vez, ele estivesse com essa mesma sorte ao seu lado. Coisas que aprendeu com o resto de sua família.

Sentou na cama tateando o colchão e agradeceu por estar sozinho. A garota da noite passada ao menos atendeu ao seu pedido de sair e não voltar mais. Não estava dando muita importância se fosse dada em suas mãos ou não. tudo o que conseguia compreender é que seu pai achava que ainda existia amor por aquela mulher que um dia, foi alguém especial. Mal sabiam todos de sua ilustre família, que o que restou para Lilian foi apenas desespero e um terço de respeito.

Respeito por criar sua filha sozinha. Por educar e proteger da melhor forma que conseguia. Lilian podia não ser a melhor mulher do mundo, ou ser uma pesada e insistente pedra no seu sapato, mas não conseguiria matar a mulher que sua filha ama, porque, por mais envolvido que estivesse em uma vida criminosa, ele não deixaria de amar a filha que nunca viu pessoalmente, mas gostava de ouvir sua voz, de ouvir o que ela tinha tanto a falar desde os problemas do colégio aos de seus amigos que nunca paravam de se meter em encrenca. Nem precisava falar muito.

Desceu da cama, pronto para se arrumar e tomar café precisava saber das garotas que trouxe da outra boate, e quem sabe finalmente ir visitar sua mãe. Precisaria de um tempo com Gildy Bennett. Trocou de roupa e finalmente saiu do quarto procurando por qualquer um da família pelos corredores, notou que o som da boate ainda era escutado. Será que alguém tinha virado a noite? Teodoro era o único que tinha fôlego para passar uma noite inteira em pé dançando e bebendo e quando o sol chegava pela manhã, permanecia ali mandando todo mundo fazer alguma coisa.

Seu irmão era forte e ambicioso, e quanto mais poder tivesse em suas mãos, mais forte ele se mostrava ser. Abrindo as portas da sala de jantar, notou a mesa de café posta com todos os tipos de comidas que se podia imaginar. Desde frutas a vitaminas e se perguntou o motivo de tudo aquilo. Será que alguém especial estava chegando e ele não estava sabendo? Não importava.

Sentou no lugar de sempre procurando por suas torradas e maionese cremosa, a sua comida preferida desde sempre. Não demorou muito para seu pai aparecer, arrumando o relógio no pulso, e o cabelo logo depois. Sua arma brilhava na cintura, certeza que iria sair para algum lugar. Sentou-se no centro da mesa, disposto a iniciar qualquer conversa com o filho, no entanto, prestando atenção nos olhos brilhantes em cima da comida, sorriu de canto.

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