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Autor: LuadMel
last update Fecha de publicación: 2023-05-19 08:59:27

— Tudo isso é culpa daquele encosto, quase mata seu amigo. Não precisa sentir nada, porque ele vai pagar caro por isso. — Lizzie a encarou por um momento e depois Cassius que balançou a cabeça pedindo para deixar para lá.

— Vou sair com as meninas, volto antes das onze, prometo — avisou fazendo os olhos de Cassius outra vez cair sobre a garota que a cada dia que passava achava estranho à menina usar roupas de marcas, bolsa e sapatos, maquiagens e andar com colegas que não teriam condição de usar tudo aquilo, ele conhecia a família, os pais, e suas situações. Era estranho, estranho demais.

Mas era apenas ele que via? Porque para Lilian estava tudo bem?

— Quer dinheiro? Carona para voltar para casa? Alguma coisa?

— Não mãe, está tudo bem. Te amo. Volto logo. — Se despediu e saiu.

— Quanto você dá de mesada para essa garota?

— Lizzie é econômica, ela sempre tem uma reserva — contou sem se importar. Cassius estreitou os olhos outra vez olhando na direção, mas nada disse.

— Quando Jenie vai começar?

— A essa hora ela já deve ter entrado em contato com Luke. Ele terá que levá-la para Beathan para ser escolhida por Bennett.

— Ótimo, espero que dessa vez a gente consiga prender todos, todos, todos eles até o último, incluindo Gildy, e suas filhas que mais parecem filhotes de prostitutas — bradou com mais raiva ainda.

— Eu estou indo, lembre-se que neste momento tudo o que temos que fazer é focar em outro lugar, Oscar tem que achar que desistimos depois dessa última vez. Vamos fingir que não tem mais Bennett em nossa vida.

— Vou tentar. — Deixou claro para o outro que revirou os olhos e logo se despediu.

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Oscar Bennett era um homem sério.

Tinha seus negócios, problemas e todos eles eram tratados por si, apenas por ele mesmo. Nunca foi um homem de confiar em qualquer pessoa para lidar com suas coisas, isso incluía seus filhos, sobrinhos e as filhas que sequer moravam próximas, mantinha suas princesas longe de tudo e de todos, pois não gostaria de vê-las presas ou nas mãos de homens que não o respeitavam, nos quais ele não confiava.

Sobrando assim, seus dois filhos e o sobrinho que sempre esteve por perto, interessado nas mulheres, no dinheiro, fazia tudo o que o tio pedia, era seu talvez mais fiel escudeiro. Nem mesmo seus filhos tinham aquela conexão com o Bennett mais velho.

A ideia de Teodoro abriu sua mente quando soube do desinteresse pela boate. Estava tão focado nos roubos de bancos, nas drogas que iam e vinham e nas armas que usava para eliminar quem se colocasse em seu caminho que mal prestava atenção às boates que possuía ao redor do mundo, principalmente à de Seant, comandada por Tristan. O filho não podia pisar naquela cidade sem que Lilian surgisse como uma formiga em seu pé — uma que, nos momentos de maior raiva, ele desejava esmagar, cortar e dividir em partes apenas para ter onde descontar sua fúria.

Sua clientela era vulgar e exótica, homens da alta sociedade entravam e saiam por todo lugar, e esse era um dos motivos pelo qual a polícia jamais fecharia. Mas está em Seant, com mulheres de Seant das quais estava começando a enjoar, e agora, pensando melhor, ele entendia muito bem seus clientes. Luke deu uma ideia ótima, e quando Teodoro chegou lhe contando, mandou Tristan rapidamente para resolver esse problema, foi tão rápido que não pensou direito em um esquema de segurança e deu no que deu.

Apesar de odiar aquela mulher com tanta força, Lilian Stewart fazia seu trabalho muito bem, e era por isso que tinha que morrer.

Dois dias após ter Tristan de volta, eles marcaram a viagem para Beathan e hoje chegaram à boate de Calvin, escolheria cinco mulheres, as mais bonitas para começar. Ele ia entre seus filhos, os olhos frios passando medo a todos que os encontravam.

Do lado direito Teodoro prestava atenção em cada detalhe, à mão presa na arma na cintura, ele não conseguia se sentir bem cercado de inimigos, ainda mais quando ele não sabia o que poderia acontecer a qualquer momento. Tristan ia do outro, bocejando, pouco preocupado com o rumo da história.

Juan vinha logo atrás com as garotas, e Valentin vinha atrás delas, contando quantas vezes já havia dormido com cada uma. No final do corredor, a última porta foi aberta e Oscar entrou sem parar. Calvin estava o esperando logo na entrada Luke ao lado com seu sorriso cínico de sempre.

— Oscar, seja bem-vindo, eu fico feliz que tenha tido tempo de nos ver. Eu esperava que fosse mandar um de seus filhos, ou apenas Juan, mas gastou seu tempo vindo.

— Há coisas importantes que precisam de mim para… acontecer — disse e passou o olhar ao redor e parou nas garotas que estavam em fila.

— Eu pedi para Luke escolher as garotas.

— Eu quero escolher as garotas daqui. — Calvin estreitou os olhos — Na minha, ofereci um bônus e quase vinte vieram até mim querendo vir à sua boate. Valentin deu a nota dele de cada uma e escolhi as mais bonitas. — Explicava enquanto caminhava na frente das mulheres de Calvin.

Algumas estavam chorando, outras tentavam cobrir seu corpo de qualquer jeito. Era fim de expediente e a maioria trabalhava poucas horas antes de tudo aquilo. Oscar parou na frente de cada uma, e havia beleza em seus rostos, mas nos olhos, era uma tristeza sem fim, tão maltratadas que sentiu vontade de escolher todas e tentar ajudar. Do seu jeito, é claro.

Foi quando voltou ao seu lugar sem conseguir tirar os olhos delas, para ele, qualquer uma seria uma boa e então voltou para Valentin.

— Escolha uma — mandou, Valentin sorriu alegre, é claro, de mulher ele entendia. Olhou cada uma com os olhos fixos, oh.

— Poderia mandar todas, eu nunca dormi com uma garota de Valcolink.

— De Valcolink? Temos Maria, uma ruiva exótica, exemplar — Calvin mostrou e a garota deu um passo à frente olhando atentamente para todos eles, e focou depois apenas em Valentin que sorria.

— Minha garota — Abriu os braços para a menina que, assustada demais, não se mexeu — O que você dá pra essas meninas? — perguntou de repente. Um dos comparsas de Calvin a agarrou pelo braço colocando-a em outra fila, do lado dos Bennett e todos eles assistiam aquilo, entendendo pouco a pouco como funcionava o lugar ali.

Antes de escolherem outra, a porta novamente foi aberta, para o alívio de Luke que estreitou seus lindos olhos ajustando os óculos no rosto. Os poucos dias que passou para trazer os Bennett ali quase não foram suficientes para colocar Jenie Jones na sua lista de garotas sem ninguém naquele lugar questionar. Transformou-a no terror do lugar em menos de quarenta e oito horas, deixando todos a par de que a garota de seios fartos e um belíssimo corpo era um grande problema a se livrar. Seria fácil lembrar-se dela se a vissem como uma rebelde fugitiva.

— Estamos em reunião. — Luke reclamou e assim que calou a boca, viu Jenie de longe. Estava sendo segurada por um dos seguranças, o cabelo para trás, a franja jogada para cima, o corpo coberto de suor e os olhos brilhando. — O que isso significa?

— Achamos a última que faltava — avisou largando Jenie na sala. Ela tropeçou sobre os saltos, parou para respirar melhor e tentar não socar o cara. Ajeitou o cabelo e o sutiã que saiu do lugar.

— Se escondendo de novo, Jenie?

— Qualquer coisa para sair daqui.

— Pra fila — mandou Calvin, ela engoliu a seco, começou a caminhar lentamente, passou pelos homens que não tiraram os olhos dela até se colocar na ponta da fila. — Desculpe-me, ninguém mais sabe o que fazer com essa maluca.

Jenie respirou fundo. Tudo naquele lugar era uma desgraça total, desde que chegou pela manhã do dia anterior. Ajeitou o cabelo de novo e se colocou em posição de começar seu trabalho. Primeiro, encarou Oscar que assistia a escolha a dedo de Valentin, cheio de orgulho. Ele era bonito, tinha traços fortes que denunciavam sua idade, mas era charmoso, com os cabelos batendo nos ombros, era um gato, por assim dizer. Teodoro estava mais atrás, o cabelo longo já chegava perto da bunda, que naquela calça ficava erguida e sexy.

— Sério que você está olhando pra bunda de Teodoro Bennett? — A voz de Mike na escuta lhe fez rir.

Deixando aquele, ela percorreu com os olhos para Valentin, o engraçado, que ainda escolhia as meninas, segurava na mão de algumas as girando no lugar, era gentil, uma pessoa até animada para o ramo. E por último ela voltou para Tristan e se assustou quando viu os olhos dele em sua direção.

Ela se desconcertou com a intensidade de tudo aquilo, os cabelos caídos ao redor de seu rosto, os lábios rosados entreabertos. Havia um sorriso safado, mas aleatório. Não dava para saber do que se tratava. Ele dobrou o pescoço para um lado, ainda a encarando sem parar, tentou desviar para os outros e viu que a terceira garota já tinha sido escolhida. Calvin e Oscar conversavam sobre as escolhas e tudo parecia tão normal.

Um completo nojo.

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Último capítulo

  • O Mafioso, A Delegada e a Agente Secreta   - 63 -

    Silêncio.— Lilian — a mãe chamou, quase num pedido.Mas agora já era tarde.— Você encontra o Tristan escondida?— Não é assim.— Então como é?Lilian respirou fundo.— Algumas vezes nossos caminhos se cruzaram.O pai gargalhou.— Caminhos? Ele arrisca ser preso para passar algumas horas com você.— PARA!A voz de Lilian ecoou pelo quarto.Todos ficaram em silêncio.Ela apontou para a porta.— Saiam.— Quero o dinheiro — Jorge respondeu.— Você não vai receber nada.— Então todo mundo vai saber quem você realmente é.— Conte.Ele franziu o cenho.— O quê?— Conte tudo.Lilian se aproximou.— Conte que me abandonou grávida. Conte que voltou anos depois interessado na minha filha porque descobriu que havia dinheiro envolvido. Conte que mexeu em documentos policiais para descobrir a conta dela. E enquanto estiver contando, explique para todo mundo que tipo de pai faz isso.O sorriso desapareceu.— Você vai se arrepender.— Já me arrependi de muitas coisas nessa vida.Olhou para a mãe.—

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    — Não precisamos sair desse quarto. Ela vai acordar logo.A voz de Lizzie chegou primeiro.Lilian abriu os olhos depressa demais e imediatamente se arrependeu.O teto branco girou sobre sua cabeça. O estômago embrulhou, uma dor atravessou suas têmporas e ela precisou fechar os olhos outra vez, levando uma das mãos à testa.— Mãe?Sentiu os dedos da filha em seu braço.— Calma. Você dormiu bastante.Lilian abriu os olhos novamente, dessa vez devagar.Lizzie estava sentada ao seu lado.Os cabelos escuros caíam pelos ombros, os olhos atentos demais para uma garota de dezesseis anos e aquele pequeno sorriso preocupado fez alguma coisa se apertar dentro do peito de Lilian.Sua filha.A única coisa que ela tinha feito de verdade naquela vida e pela qual jamais se arrependeria.— Onde estamos?— No hotel.Lilian franziu o cenho.— Que hotel?— O hotel para onde você veio depois que nossa casa deixou de ser uma casa e virou praticamente uma cena de crime.As lembranças voltaram de uma vez.Mik

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