LOGINNadja abriu os olhos devagar, irritada pela claridade. A cabeça latejava e ela sentia-se confusa. Seu corpo fraco e dolorido estranhou o conforto da enorme cama onde estava deitada. Ergueu o corpo assutada, olhos arregalados ao compreender que estava em um lugar desconhecido, tão diferente da cela onde dormira nos últimos anos.
O cômodo onde estava era grande, maior do que jamais sonhara que um quarto poderia ser, havia duas portas de madeira, em lados opostos do quarto, e uma porta dupla na parede ao lado da cama. Uma pequena mesa com duas cadeiras à frente, com um jarro de porcelana branca e uma pequena bacia. Era um quarto sóbrio, minimalista, apesar de ostentar poder econômico. Uma janela grande estava aberta pela metade, a cortina cinza puxada para os lados, de onde entrava a luz que feriu seus olhos ao despertar.
Era um cômodo desprovido de aconchego, um lugar frio, tanto em se tratando de temperatura quanto de aparência.
Sua mente frágil trabalhava intensamente na tentativa de situar-se na realidade. Levantou a colcha que a cobria e respirou aliviada por estar vestida, mas o alívio durou pouco, pois percebeu que o lençol tinha marcas de sujeira deixadas por ela. Saltou da cama cambaleante, apavorada com o castigo que sofreria por sujar a luxuosa cama de…
De quem?
Onde ela estava?
Inconscientemente, deu passos para trás, até que suas costas tocassem a parede branca e fria do cômodo. Fechou os olhos com força e imagens do que tinha acontecido no dia anterior completassem as lacunas da memória recente.
Lembrou-se da fuga, de ter se perdido da única pessoa em quem confiava, de ter se atirado num precipício, de por algum milagre ainda estar viva e. finalmente, dos homens que a encontraram… e do monstro. A enorme criatura, mistura de lobo e humano, algo que nunca tinha visto e nem sabia existir. Um ser tão forte e poderoso que a atraiu imensamente, embora estivesse apavorada.
O líder do grupo que a aprisionou por tanto tempo era um lobo forte e ela o temia, mas nada comparado àquele que saltou sobre ela antes que perdesse os sentidos. Aquela criatura poderia facilmente eliminar sua insignificante existência, como, então, ainda estava viva?
Seu coração bateu acelerado com o pavor que a acometeu ao olhar novamente para a mancha de sujeira que tinha deixado na cama. Sofrera castigos violentos por cometer erros menores do que aquele, só em imaginar as consequências, seu corpo estremeceu e ela correu para retirar as roupas de cama. Precisava lavá-las o mais rápido possível para, com esperança, abrandar a violência que sofreria.
Tão logo arrancou o lençol da cama, a porta do quarto se abriu e ela se virou na direção do barulho com os olhos marejados, se esforçando para prender o choro, pois, por experiência, sabia que, se chorasse, o castigo seria ainda pior.
Uma bela mulher de cabelos ruivos adentrou o quarto, seus olhos astutos encontraram os de Nadja e a avaliaram sem pudor. A recém-chega ergueu o rosto, inalando o ar ruidosamente e seus olhos tornaram-se ainda mais brilhantes.
— Luna… — Ela disse satisfeita de si para si, logo sorriu e repetiu a palavra, dessa vez, se dirigindo a Nadja. — Luna, meu nome é Tabita, sou companheira do Beta Eli, do clã dos Lobos Negros.
Nadja sabia o que era um Beta, o lobo que a perseguiu e a ameaçou antes que se atirasse do penhasco era um Beta. Eram fortes e cruéis, a olhavam com olhos sujos e perversos quando visitavam as celas e muitos dos que visitavam o território deles pagavam para abusar dos ômegas.
Betas eram maus, mas nem mesmo eles eram tão apavorantes quanto um Alfa…
As palavras de Tabita a deixaram ainda mais apreensiva e Nadja preferiu manter o silêncio, temendo dizer alguma bobagem que pioraria a sua situação.
Ansiosa e um pouco sem jeito diante da postura da Luna à sua frente, Tabita forçou um pigarro e continuou a falar:
— É… eu trouxe essas roupas para você, espero que sirvam. Hm… Foi o Alfa Dérik que mandou trazer e perguntar como você está.
As últimas palavras de Tabita trouxeram um mix de emoções para o coração de Nadja. De alguma forma, ela sabia que aquele era o nome da criatura que a capturou, criatura essa que tanto a atraia quanto repelia. Ele era um Alfa, não podia ser diferente, pois a aura era inconfundível, mas, para Nadja, alfas eram sinônimo de crueldade. Os mais perversos visitantes da tribo onde esteve aprisionada eram alfas. Eles machucavam os ômegas sem piedade, os forçavam a fazer coisas que não deveriam ser impostas a ninguém.
Até mesmo os alfas que compraram algumas Lunas eram cruéis, carregando-as como objetos enquanto gritavam e choravam, implorando por ajuda.
Ajuda que nunca chegava…
Rebeca dizia que eles não eram os companheiros delas, e que o que estavam fazendo era uma grande ofensa a Deusa mãe, Hecate.
Nadja se perguntava o porquê de uma deusa tão poderosa não defender suas filhas…
— Luna, seu banho está pronto. — Tabita apontou para a banheira cheia de água morna.
As palavras dela despertaram Nadja, que permanecia encolhida no canto.
— É melhor se apressar, Luna, Alfa Dérik ordenou que o encontrasse para almoçarem juntos, ele fica bem mal-humorado quando tem que esperar.
Tabita estava sorrindo, mas as palavras dela fizeram Nadja estremecer. Uma Alfa zangado era a última coisa que ela queria encarar. Ela não entendia que tipo de prisão era aquela, ou o que aquele Alfa monstruoso pretendia, mas era melhor não o contrariar até aprender as regras daquele lugar e qual seriam as suas tarefas…. Se trabalhasse bem e fosse obediente, talvez, não sofresse muito, pois, duvidava da possibilidade de escapar de uma criatura tão poderosa.
Olá, amores!É isso, esse é o último capítulo, acabou!Muitos outros virão, graças ao incengtivo de vocês, meus amigos/as/es.Tenho um pedido especial enquanto prepararei o próximo livro: Leiam os meus outtros livros! Assim o meu perfil não cai na plataforma, sigam comentando também!Não esqueçam de seguir o meu perfil e add os livros na biblioteca de vocês, além de me seguir lá no Ins,tagr.am.insta.gram, para ficar por dentro das novidades!BJKS!******RubiAcho que ela sabe sobre Ragnar e Natalia e sabe que eu sei que ela sabe, mas não sei se ela realmente sabe, então não posso falar nada…Nossa! Estou pensando de modo confuso, como a mamãe!— Você está bem? — Olhei para a mão dela pousada em seu ventre. — O filhotinho está bem?— Estamos bem, obrigada! Eu queria te fazer um pedido. Quando for embora, posso ir contigo para o território do Armagedom?— Claro! Não precisa pedir, será bem-vinda sempre que desejar, tia Odessa!Despedidas são sempre tristes, mesmo sabendo que o territór
Olá, amores!Não disse “olá” no capítulo anterior porque ele ficou grande demais e o máximo é 2 mil palavras.Quero agradecer a todos que não soltaram a minha mão. Sei que vacilei com dias sem postar, mas estava passando por um momento complicado; aliás, ainda estou. Escrever os meus livros e receber os comentários me ajuda muito a ter uma razão para acordar todos os dias.Vocês não sabem, mas, mesmo de longe, estão me ajudando muito! Não são apenas leitores, são amigos no meu coração, mesmo que não nos conheçamos.Todos querem um livro de Ragnar e Natalia, e teremos! Porém, para respeitar a cronologia, tem uma história que precisa acontecer antes.Parece que Oníria ainda vai ser o ambiente de muitos livros por vir, rs.Carol e NoahPedro e…Ragnar e NataliaIsaque e…Tenho que terminar Herança Sangrenta 2.E ancestrais também ganharão livros um tanto darks para mostrar a razão pela qual a grande deusa puniu os lobisomens!Alguma sugestão?BJKS!*****RubiTodos os visitantes já tinha
GavinMeu pai correu para a floresta carregando a minha mãe nos braços. Eu sabia que o lobo dele estava em total controle e compreendi o que ele estava fazendo. O psicopata do meu lobo cansou de me mandar imagens dele fazendo o mesmo com a espoleta. Repetidamente ele tentou me convencer a levá-la para longe de todos, uma caverna onde ele pudesse cuidar dela, só ele, só para ele.Pelo visto, esse desejo é mal de família e, dessa vez, ele conseguiu.Pelas risadas altas da minha mãe intercalando os gemidos de dor, vi que ela não estava contrariada.— Acha melhor ir atrás deles? — Perguntou a minha ômega.— Deixa eles, essa é a nossa natureza e ninguém vai protegê-la melhor do que ele. Depois de tantos filhotes, ele finalmente conseguiu.Não pude deixar de rir de como os meus pais estavam muito mais “leves” após deixarem a liderança do clã.Por via das dúvidas, mandei alguns dos gamas da minha mãe, embora aposentados, para se certificarem de que eles ficarão bem.— E agora? Seguiremos com
Olá, amores!Prontos para se despedir?Depois desse, teremos 2 capítulos finais.Quando escrever o livro da Carol, será no POV dela; assim será mais fácil. É muito complicado ter que lembrar de muitos personagens, mas, se for pelo pov da Carol, teremos a perspectiva dela, bem mais refrescante para um novo livro.Deixarei a complicação para o livro da Natlia, rsrs.Mais alguma sugestão?Quero lembrar que tirarei uma semana quando terminar esse, para tentar adiantar o próximo livro e não ter mais dias sem postar.Aproveitem para conhecer meus livros. Sugiro "Querida Irmã" e "Asas de Anjo" para quem gosta de romance, e "Inocência sob Suspeita" e "Estigma de Ammut" para quem gosta de romance e Agatha Christie.BJKS!*****Rubi— Está prenha de novo daquele lobo feio? — Lisbella disse, fazendo um biquinho.Eu pisquei algumas vezes, incrédula, pois ela disse isso para mamãe com o papai bem ali do lado dela.— Não fale assim do papai, tia Lisbella!— Tia? Me chamou de “tia”? — A fadinha saiu
Olá, amores!Tudo bem com vocês?A segunda parte do bônus antes de eu terminar esse livro. Estou amando as sugestões!BJKS!*****— Amiga! — Nadja deu um abraço desconfortável em Esmeralda, pois o barrigão ficava no caminho.A luna humana sorriu, contente, pois o carinho era recíproco.— O que quer falar comigo, Nadja? — Ela perguntou, tentando esconder o riso ao morder os lábios.— Eu, nada, mas você, cheia de segredinhos, hein? — Nadja apertou os olhos, fazendo um bico com os lábios para mostrar que estava indignada com a amiga. — Pode me contando!— Eu? — Eseralda suspirou, fazendo-se de sonsa. — Mas não tenho segredo nenhum… E para de me olhar assim… Não… Eu... Não tenho nada para contar... Nadja! Não posso... Tá bom, tá bom! Eu conto!*****Ares encontrou as duas lunas abraçadas e aos prantos. O seu coração apertou com medo de que algo de ruim tivesse acontecido que fez a sua fêmea ficar triste. Ele puxou a humana dos braços da Luna prenha e a abraçou apertado como um urso.— Voc
Olá, amores!Adorei essa ideia; já tinha escrito um capítulo que parecia engraçado, mas, quando li, vi que Ares e Derik pareciam outras pessoas. Pareciam redpills machistas e achei pavoroso.Daí apaguei, reescrevi; não tem tanta provocação, mas consegui encaixar a ideia ao que eu já estava planejando.Espero que gostem,BJKS!*****Terceira PessoaA cerimônia de união de Rubi e Gavin foi assistida por uma multidão de seres que, na Terra, seriam conhecidos como sobrenaturais. Criaturas de Oniria de várias espécies, além da maioria dos clãs de lobisomens existentes. Fadas, elfos, trolls, demônios, upyrs e outras espécies menores estiveram presentes desde a tentativa de golpe do duque até a Saturnália.Eram todos testemunhas da ascensão do novo rei dos lobisomens, um lobo alfa solo e a sua rainha ômega. Todos, líderes e súditos, reis e governantes, foram envenenados pelo híbrido e salvos pelas mãos do novo rei. Alianças foram forjadas naquela mesma noite, não apenas por conveniência, mas







