Share

VI

Penulis: Santa Filomena
last update Tanggal publikasi: 2023-03-04 08:47:37

Uma semana depois tudo voltou ao normal, parecia que nada aconteceu com o Dimitri.

No caminho para a universidade, como do costume o Dimitri botou os seus fones de ouvidos e relaxou andando na rua, já próximo aos grandes portões do edifício, ele sentiu uma pessoa cutucando-o, vira tirando os seus fones da orelha, a surpresa não escapou dos seus olhos quando ele viu a pessoa que o cutucava.

" Cansei de te chamar credo, vai acabar surdo com esses fones de ouvidos"

Larissa fala sorrindo gentil como sempre.

" Desculpa"

disse o Dimitri desligando a música do seu playlist.

" Não te ouvi"

Continuou dizendo. Larissa não diz nada apenas abraça o cara de lado surpreendendo com a sua atitude repentina.

" Não esquenta eu percebi, mas aí, estás bem?"

Perguntou a miúda ainda um pouco preocupada, a uma semana ele tem andado meio pra baixo, triste tudo por causa da visita que ele e a mãe receberam.

Ultimamente ele e a Larissa se tornaram muitos mais amigos, embora ainda não atingiram um bom nível de intimidade, já faziam algumas coisas que amigos fazem, como comer juntos, estar na maior parte do tempo juntos e inclusive a Larissa já foi até o prédio dele esperar o mesmo para poderem ir pra escola juntos.

Entraram no edifício com a Larissa grudada do rapaz que nem sua namorada atiçando alguns olhares curiosos ao redor.

Sete dias passou nem a Laise e nem o Eliezer foram vistas nos corredores da universidade, isso podia preocupar várias pessoas menos o Dimitri.

Ele achava que os dois eram jovens viciados em drogas que fazem coisas sujas para alimentar o próprio vício, por essa causa não interessava nem um pouco por eles.

Ele nem imagina que eles podiam ser muito mais que isso.

A conversa entre ele e a Larissa fluía normalmente antes dela colidir num jovem alto e lindo, os seus verde obssianas se encontraram com os dela que era castanho bem escuro quase preto.

" Desculpa, eu me distrai mexendo no celular"

O rapaz se desculpou olhando intensamente para ela.

Dimitri que estava ao lado rapidamente reconheceu o Eliezer quando ele ergueu a face e para evitar o contato do Eliezer para com a moça, ele puxa a Larissa mais perto de si e encara o jovem friamente passando o recado, apenas com olhos.

" Calma aí mano eu não vou morder ela, mas se ela quiser eu posso fazer."

Eli debochou e sai deixando os dois em paz.

Muito afastado deles a Larissa olha para o Dimitri confusa pela atitude e pergunta confusa pra ele.

" Porquê você fez isso Dimitri, o cara só estava se desculpando."

" Você não conhece ele Lari, então fique longe dele entendeu?"

O tom autoritário do Dimitri é novidade, ele praticamente não fala muito, e mesmo que visse muitos caras flertando com a Larissa ele simplesmente não liga, porque essa mudança toda agora, será que ele está se apaixonando pela garota?

" Dimir, eu sei que você é um cara legal, mas isso não quer dizer que és o meu pai."

Rebateu a menina um pouco chateada, porém em vez do Dimitri dizer algo ele simplesmente olha para Larissa friamente com olhos escurecidos dando a ele ar de um príncipe perigoso, então lentamente as palavras vão deslizando nos seus lábios.

" Você entendeu?"

Larissa acenou sim com a cabeça violentamente, ela nunca tinha visto o Dimitri desse jeito, pareceu que de segundos ele se transformou em um perfeito vilão.

A garota não entendeu o porque dessa súbita mudança, Dimitri não é assim e nunca foi assim com ela desde o primeiro dia que a conheceu.

Pelo fato dele não dizer nada a ela, a Larissa não poderia simplesmente saber o motivo da mudança de humor dele, o que ela não sabia é que o Dimitri só quer a proteger.

Nesse inferno de universidade a única amiga que ele tem é ela, pode até não demonstrar que se importa com ela mas não significa que o ele não quer o bem da garota.

Se ele contar sobre o Eliezer certamente a Larissa sairá mal nessa história, lembrando que ele prometeu não falar nada, caso contrário eles o matariam.

As aulas terminam, Dimitri e a Larissa se despedem no portão, clima entre eles estava muito pesado desde o encontro com o Eliezer no corredor. A Larissa sentia que não conhece totalmente o Dimitri depois dele ter quase se transformado num completo psicopata, o olhar que ele lançou pra ela, assustou muito a garota ao ponto de deixá-la desconfortável

Dimitri percebeu o comportamento da Larissa, por isso não quer forçar a barra com a amiga deixando-a no próprio espaço, compreendia o comportamento da linda Larissa, pois ele não se reconheceu quando ordenou ela a ficar longe do Eliezer, foi algo espontâneo que ele nunca fez antes.

Mesmo a Larissa fazendo beicinho e cara trancada ele ainda sim não se arrepende de nada e faria tudo de novo até mais ainda para protegê-la.

Chegando numa rua fazia o telefone do Dimitri toca, a música que ele estava ouvindo parou e ele tira o objeto no bolso pra atender a ligação que achava ser da mãe, pois era a única que a ligava.

Ele sem ver o contato atendeu na hora, continuando a andar.

" Mãe o que foi, já estou chegando."

Disse ele despreocupado.

" Filho, filho ele nos acharam não vem pra casa, filho eles, aaaaaaaaaaaahh!".

Os gritos da Melissa foram duas espadas bem moldadas cortando o coração do jovem Dimitri, ele sentiu todos os seus sentidos baralhados, seus músculos contraíram e ele com medo que algo pior acontecesse com a mãe gritou o nome dela feroz, não obtendo a resposta saiu correndo, felizmente ele estava quase chegando em casa.

Dimitri correu tanto que num piscar de olhos ele chega em casa.

" Mãe!?"

Chamou ele no momento em que abria a porta, a visão que ele teve deixou ele horrorizado.

Os móveis estavam revirados, a casa toda bagunçado, o que mais chamou atenção dele é algumas gotas de sangue no chão.

Lágrimas pausam nos seus olhos, ele não conseguia imaginar quem levou a sua mãe e o bebê que se tornou um irmãozinho.

Ele estava prestes a entrar em crise quando um telefone em cima da mesa toca.

Dimitri olhou para o objeto desconfiado, porém a chance de ser o sequestrador a telefona- ló é considerável, ele pega no telefone respirando fundo para se acalmar, leva o metal até o ouvido atendendo a ligação.

" Se você quer ver a sua mãe e o seu irmão de novo, venha ter comigo agora mesmo"

Uma voz de robô ecou no outro lado da linha causando uma fúria incomum no rapaz.

O covarde nem se dignou a revelar a própria voz.

" Põe ela na linha"

Disse ele com uma voz calma e rouca.

" Dimir, meu filho você tá bem, não venha pra cá filho esse mundo não é pra você filho eles vão t....."

Antes que ela possa terminar a fala o sequestrador tira o telefone do ouvido dela colocando no dele.

" Mande coordenas pra mim"

Disse o Dimitri decidido, ele não se importava em saber o que aquele homem ou mulher queria com ele, porque pra ele a resposta e claro.

" Ora, atitude digno de um verdadeiro príncipe".

Disse a voz e então ele desliga o celular.

No mesmo instante batidas na porta ecoaram no ambiente, Dimitri sem hesitar abriu a porta e viu dois homens gigantes usando máscara parados a sua frente.

" Venha connosco"

Um dos homens falou, não dava pra o Dimitri saber quem falou mas ele podia suspeitar.

Sem dizer nada Dimitri passa na frente deles andando para fora do prédio.

O objetivo e a determinação do Dimitri é acabar com toda a merda que está acontecendo, ele não quer ser um príncipe mafioso, ele só quer ser um médico normal e cuidar da mãe e do recém irmãozinho que ele ganhou.

Atitude dele fez os dois homens ficarem parados na porta, eles pensaram que ele faria drama ou iria demonstrar medo e covardia, porém com o rapaz na frente eles ficam parados e quietos olhando com admiração por baixo da máscara.

- Estão esperando uma ordem? vamos lá acabar com essa merda, quero ver a Melissa.

Disse ele voltando a andar.

Lanjutkan membaca buku ini secara gratis
Pindai kode untuk mengunduh Aplikasi

Bab terbaru

  • O Príncipe da Máfia    117

    — Particularmente, eu detestei a história — disse Dimitri, despreocupado, mantendo os olhos fixos em Alex, que parecia estranhamente entretido com cada palavra.— Por quê? — A voz de Eliezer saiu fraca. — Por que você quer tanto ser o chefe da Cúpula a ponto de fazer tudo isso? Tudo isso que você fez... Por quê, pai?Dimitri permaneceu em silêncio por alguns segundos.Então, sorriu.Não era um sorriso de felicidade. Era quase de nostalgia.— Você está me obrigando a desenterrar um passado que eu preferia deixar enterrado... Mas tudo bem. Eu te conto.Ele respirou lentamente antes de continuar.— Nasci como o terceiro filho legítimo dos meus pais. Diferentemente dos meus irmãos, eu era aquele que mais amava a paz e o silêncio. Nunca tive grandes ambições. Nunca sonhei com poder, glória ou domínio. Durante toda a minha infância, eu queria apenas uma coisa: aquilo que as pessoas gostam de chamar de felicidade e amor.Alex fez uma breve pausa.— Para o meu pai, porém, isso era abominável.

  • O Príncipe da Máfia    116

    O hall de entrada estava tomado por homens.Vinte e cinco.Todos pertencentes a Alex.Estavam armados, atentos e preparados para reagir ao menor movimento suspeito. Alguns mantinham as mãos próximas às armas; outros observavam cada respiração, cada olhar, cada gesto.No centro daquele cerco estavam Eli e Dimitri.Um círculo humano havia sido formado ao redor dos dois.Dimitri permanecia imóvel.Calmo por fora.Por dentro, porém, algo começava a ruir.Alex observou os dois por alguns segundos antes de sorrir.Um sorriso lento. Quase satisfeito.— Deixa eu te contar uma coisa muito bonita que você desconhece, Dimitri Delcime.Dimitri não respondeu.Alex inclinou levemente a cabeça.— Fui eu quem matou o seu pai. Sabia?Por alguns segundos, nada aconteceu.Nenhuma reação.Nenhuma palavra.Então Dimitri cerrou os punhos.Os músculos de sua mandíbula ficaram rígidos, e seus olhos se fixaram nos de Alex com uma intensidade quase assassina.Era como se seu olhar pudesse atravessar a carne da

  • O Príncipe da Máfia    115

    Dimir e Eli seguiram em direção à localização indicada, mas, quanto mais avançavam, mais uma coisa parecia errada.Não havia guardas.Nenhum homem nas entradas. Nenhuma movimentação pelos corredores. Nenhuma comunicação no rádio.Era como se aquela parte da casa tivesse sido simplesmente abandonada.Ou pior...Como se alguém tivesse ordenado que todos saíssem do caminho.Eli levou a mão ao comunicador.— Central! Atualizem-me!Silêncio.Ele franziu a testa.— Central?!Nada.Apenas estática.— Você é burro? — Dimitri soltou, sem sequer olhar para ele. — É óbvio que não haverá comunicação. Você acha que o seu pai faria da própria casa um lugar fácil de acessar ou hackear? Tudo aquilo que a sua Central conseguiu enxergar... era exatamente o que ele queria permitir.Eli fechou os olhos por um instante, respirando fundo.— Que merda... Para de falar na minha cabeça, caramba! — rosnou

  • O Príncipe da Máfia    114

    Memories on— Dante, seu idiota! Era para você me cobrir!— Credo! — Dante ergueu uma sobrancelha, divertindo-se. — E perder toda a diversão? Nunca.À sua frente, a entrada do túnel permanecia mergulhada em sombras. Era o acesso subterrâneo à maior base de distribuição de armas ilegais daquela região.A missão parecia simples no papel.Entrar. Encontrar a filha do sheik. Tirá-la dali. Levá-la de volta para a base.O problema era que, quando se tratava de Dante Delcime, nada permanecia simples por muito tempo.A jovem era filha de um dos poucos homens que ainda mantinham relações amistosas com o antigo líder da máfia, pai de Dante. Por isso, a ordem era clara: encontrá-la e trazê-la de volta viva.Alex respirou fundo, tentando controlar a irritação.— Você nunca segue o plano. Nós dois poderíamos ter morrido lá atrás!Dante deu de ombros.— Calma, Alex. Eu te protejo.Alex virou o rosto lentamente.— Eu não preciso da sua proteção.— Tem certeza?— Absoluta.— Que pena. Eu estava começ

  • O Príncipe da Máfia    113

    Aquela noite parecia não ter fim.Por mais que Eli e Laise avançassem, por mais que homens caíssem e posições fossem destruídas, parecia que a mansão simplesmente fabricava novos inimigos para ocupar o lugar dos que tombavam.Sangue por sangue. Homem por homem.A cada minuto, a batalha tornava-se mais caótica.No interior da residência, a Escala Delta permanecia posicionada no hall de entrada, protegendo todos os acessos ao piso principal.Foi então que um dos homens percebeu algo, uma corrente de ar atravessou o salão e ele notou que janela à esquerda, que poucos minutos antes permanecia fechada, estava agora aberta.O guarda virou lentamente o rosto e parou.Havia alguém ali, de pé e completamente imóvel.Dimitri.Ele permanecia junto à janela, encarando os homens como se tivesse acabado de entrar numa sala onde ninguém representava ameaça alguma.Na mão direita, brincava distraidamente com uma pequena moeda dourada.Girava-a entre os dedosUma vez.Duas.Três.Como se tivesse todo

  • O Príncipe da Máfia    112

    Antes que Alex pudesse reorganizar suas tropas, uma nova comoção explodiu no lado oposto da propriedade.— Escala Gama! Respondam! — ordenou Gosman pelo rádio.Nenhuma resposta.Na área da piscina, Laise compreendeu exatamente o que estava acontecendo.Com a maior parte da atenção voltada para o ataque de Eliezer na entrada principal, vários homens haviam abandonado suas posições para reforçar a Escala Alfa.Era a oportunidade que ela esperava.Não venceria pela força.Venceria pelo silêncio.A pouca iluminação transformava a ala traseira num labirinto de sombras, e Laise movia-se entre elas como se fizesse parte da própria escuridão.Respirava devagar.Cada passo era calculado.Cada movimento evitava o menor ruído.Chegou ao muro que cercava a piscina.Retirou as duas adagas presas às pernas.As lâminas penetraram o concreto uma após a outra, servindo de apoio para sua escalada.Em poucos segundos, alcançou o topo.Do outro lado, um dos guardas caminhava lentamente, completamente alh

Bab Lainnya
Jelajahi dan baca novel bagus secara gratis
Akses gratis ke berbagai novel bagus di aplikasi GoodNovel. Unduh buku yang kamu suka dan baca di mana saja & kapan saja.
Baca buku gratis di Aplikasi
Pindai kode untuk membaca di Aplikasi
DMCA.com Protection Status