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Author: LuadMel
last update publish date: 2026-03-08 21:24:45
Jonathan abriu a porta e encontrou Mariane chorando.

— O que aconteceu?

Ele entrou.

Tentou falar.

Não conseguiu.

Ele a abraçou.

— Foi a Laissa?

Mariane chorou ainda mais.

— Dessa vez fui eu.

Sentaram.

Ela contou tudo.

Mason.

Jason.

Terreno.

Mentiras.

Jonathan escutou até o fim.

— Ele tem razão — ela disse.

— Em estar bravo?

— Em tudo.

Jonathan suspirou.

— Você passou anos tentando não perder esse emprego.

— E comecei a perder todo o resto.

Ele ficou em silêncio.

— Eu te amo, Mari. — Ela olhou. —
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  • O Submisso da CEO Mimada   - 46 -

    O treinador entrou no vestiário com dois homens.— Silêncio!Ninguém calou.— CALEM A BOCA!Aos poucos.— Temos representantes universitários aqui.Mason congelou.Um deles chamou seu nome.— Mason Price.Levantou.— Seu desempenho esportivo é excelente.— Obrigado.— Suas notas não.Todos riram.Mason fechou os olhos.— Eu sei.— Mas melhoraram.Silêncio.— Queremos oferecer uma vaga condicional. Se concluir o ano mantendo a melhora acadêmica, haverá bolsa esportiva.Mason ficou parado.— Está falando sério?— Muito.O vestiário explodiu.Jason provavelmente ouviria o grito do outro lado da cidade.Depois outro representante chamou:— Yuri Vicente.Yuri arregalou os olhos.Mason sorriu.— Vai lá, capitão.Yuri deu um soco leve no ombro dele. Os dois haviam conseguido. Nenhuma coleira. Nenhum cheque. Nenhum pai. Nenhuma mulher rica. Eles.--Laissa esperou Mason do lado de fora. Ele apareceu ainda molhado, mochila no ombro e sorriso enorme. Ela tentou manter a elegância. Falhou. Mason

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    Yuri chegou ao treino disposto a destruir Mason.Não literalmente.Talvez um pouco.O pai passara a semana lembrando-o de que havia perdido a braçadeira.Comparando-o com o irmão.Perguntando quando voltaria a ser alguém importante.Yuri tinha o segredo perfeito.Laissa.Mason.A coleira.O patrocínio.Bastava falar.Uma fotografia.Um comentário.Uma mensagem anônima para o diretor.Mas, antes de entrar no campo, encontrou Mason sozinho no vestiário.— Preciso falar com você.Mason nem levantou.— Se for Laissa, não.— Não é.— Milagre.Yuri sentou.— Vou contar.Mason olhou.— O quê?— Tudo que sei.A expressão dele mudou.— Para quem?— Diretor. Treinador. Talvez meus pais.Mason levantou.— Você é um filho da—— Senta.— Não me manda sentar.— Então fica em pé e escuta.Mason ficou.Yuri respirou.— Eu preciso da braçadeira.— Então j**a melhor.— Não é tão simples.— Pra mim também não.— Meu pai disse que eu fui uma vergonha.Mason se calou.Yuri contou.O irmão perfeito.As bols

  • O Submisso da CEO Mimada   - 44 -

    Jonathan abriu a porta e encontrou Mariane chorando.— O que aconteceu?Ele entrou.Tentou falar.Não conseguiu.Ele a abraçou.— Foi a Laissa?Mariane chorou ainda mais.— Dessa vez fui eu.Sentaram.Ela contou tudo.Mason.Jason.Terreno.Mentiras.Jonathan escutou até o fim.— Ele tem razão — ela disse.— Em estar bravo?— Em tudo.Jonathan suspirou.— Você passou anos tentando não perder esse emprego.— E comecei a perder todo o resto.Ele ficou em silêncio.— Eu te amo, Mari. — Ela olhou. — Mas não quero viver esperando sua chefe ligar.Mariane fechou os olhos.— Eu sei.— Não quero que deixe sua carreira. Só quero que exista uma parte da sua vida onde ela não manda.Mariane pensou em Laissa.Depois em Mariane Price.Duas mulheres completamente diferentes.Uma mandava.Outra obedecia.E, entre elas, Mariane passara anos fazendo as duas coisas.Obedecendo Laissa.Mandando em si mesma que precisava aceitar.Levantou.— Onde vai?— Trabalhar.Jonathan fez uma cara incrédula.— Sério?

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    — Está fazendo o quê?— Nada.— Então faça nada mais longe.Ele riu.— Bom dia, mestra.Laissa fechou os olhos outra vez.— Melhor.Mason olhou para o teto.Pela primeira vez desde que entrara naquele mundo, não se sentia comprado.E isso tornava tudo muito mais perigoso.Porque agora tinha alguma coisa de verdade a perder.Jason não acreditava em coincidências.Talvez porque a vida tivesse lhe ensinado cedo demais que quando coisas estranhas começavam a se encaixar, normalmente havia uma desgraça escondida atrás.Mason tinha dinheiro.Muito mais do que deveria.Mason dormia fora.Mariane buscava Mason.Laissa patrocinara a escola.Laissa comprara o terreno.E, acima de tudo, Mason tinha marcas.Jason conhecia marcas.Conhecia dinheiro.Conhecia homens e mulheres pagando para possuir horas da vida de outra pessoa.Conhecia aquela sensação de ter dinheiro no bolso e nenhuma vontade de explicar de onde veio.Por isso, quando Mason entrou no bar perto do meio-dia usando uma camisa larga d

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    — Sente.— Prefiro ficar em pé.— Não foi um pedido.Mason ficou olhando para ela. Depois sorriu de canto. — Hoje não, Laissa.O sorriso de Laissa desapareceu. Não porque tivesse sido desobedecida. Mas porque não havia agressividade na recusa. Apenas firmeza.— Interessante.— Quero conversar primeiro.— Está começando a ficar muito exigente para alguém que apareceu sem convite.Mason caminhou até a mesa. Tirou um envelope do bolso. Colocou diante dela. Laissa reconheceu. Dinheiro. O último pagamento.— O que é isso?— Tudo que sobrou.— Não pedi devolução.— Eu sei.— Então leve.— Não.Ela levantou.— Mason.— Não quero mais.Silêncio.— Dinheiro?— Por sexo.Laissa ficou completamente parada.Ele respirou fundo.— Vou continuar pagando minhas coisas com o que já tenho. Vou trabalhar no bar, jogar, tentar melhorar minhas notas e conseguir uma bolsa.— E acha que vai conseguir fazer tudo isso sozinho?— Preciso tentar.— Orgulho idiota.— Talvez.Mason aproximou-se.— Mas se eu contin

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    — Eu estou falando sério. Você não vai dormir com ele.Silêncio. Laissa ficou completamente imóvel.— Repita, se tiver coragem.Mason engoliu em seco.— Não dorme com Yuri.— Você está me proibindo?— Estou pedindo.— Não parece um pedido.Mason respirou. Tentou novamente.— Por favor.Aquilo pareceu atingir Laissa de maneira diferente. Mason nunca pedia. Brigava. Reclamava. Desafiava. Fugia. Mas não pedia daquele jeito.— Por que eu deveria aceitar?— Porque eu não quero outro cara com você.— Isso ainda não responde.— Responde sim.— Não.Laissa aproximou-se ainda mais.— Quando começamos isso, não estabelecemos exclusividade. Você recebia para estar comigo. — Mason desviou os olhos. — Nunca me pediu namoro. Nunca disse que queria ser o único. Então não apareça agora querendo colocar uma coleira em mim, Mason Price. — Ele tornou a encará-la. A frase acertou em cheio. — Você pode usar uma porque escolhe usar. Eu não. Eu não pertenço a você. Não pertenço à sua vontade. Então entenda

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