Home / Romance / O arrependimento do Mafioso / Você me deu sua palavra

Share

Você me deu sua palavra

Author: Lilly Fen
last update publish date: 2024-11-25 20:16:51

~~CAPÍTULO 7~~

KEN

Ele tentou se livrar com chutes, mas falhou. Eu apertei o cinto até fechar suas vias respiratórias, deixando que ele desmaiasse.

Eu o deixei cair no chão e fui até a cama, ignorando a minha ereção crescendo nas calças ao vê-la amarrada e pronta para ser chicoteada.

Eu peguei minha faca e cortei as cordas, libertando-a. Ela imediatamente se cobriu com um cobertor, escondendo sua nudez.

― Você está bem?

Ela ainda estava com os olhos cheios de lágrimas. Eles brilhavam igual a diamantes quando são expostos ao sol, seus olhos estavam extraordinários e impecáveis.

Ela se recusava a me olhar. Virou o rosto de propósito, me evitando.

Enrolei meu irmão em um cobertor e depois tirei ele do quarto. A porta do quarto ficou em péssimo estado, desta forma, não havia como eu deixá-la em privacidade. Elisa subiu as escadas, preocupado com o escândalo.

Minha irmã está no corredor chorando de desespero.

―Traz um copo de água

Ordenei.

Elisa obedeceu imediatamente.

Quando ele voltou com a água, eu a joguei na cara do Shin, para acordá-lo imediatamente. Ele tossiu antes de se sentar, com água pingando pelo nariz. Ele passou a mão pelo cabelo, e voltou a si lentamente.

― O que aconteceu?

Como ele estava acordado, eu o agarrei pelo pescoço.

―Nunca mais toque a minha esposa novamente

Lhe sacudiu com força, o suficiente para quebrar seu pescoço.

― Você me entendeu, porra?

Bati sua cabeça contra o chão, para que ficasse bem claro.

― Sua esposa?

Ele se afastou de mim, esfregando a cabeça

― Que merda está acontecendo aqui? Segundo as regras você não pode casar com duas mulheres.

―Não tenho duas esposas.

Afirmei.

―Sai da minha casa, Shin. E não toque na minha esposa sem a minha permissão.

Ele levantou com o cobertor enrolado em torno da cintura.

―Espero ter sido claro.

Shin, não escondeu seu desprezo por mim. Ele parecia uma criança que não gostava de ser contrariada. Ele era rancoroso e vingativo. Aquilo não seria o fim da discussão.

Nunca era.

Maldito bastardo.

― Você é alguma coisa graças a mim, se dependesse dos meus irmãos, você estaria morto.

Ele me temia, e eu sabia.

Eu falava menos, mas era muito mais cruel.

Ele me viu fazer coisas impossíveis de esquecer.

Me viu fazer coisas que faria um homem maduro uivar.

Ele gostava de me pressionar, mas apenas até um determinado ponto.

Ele examinou meus olhos até ver que eu claramente estava irritado. Quando ele enxergou o que precisava, se virou para finalmente sair. Ele pegou suas roupas e saiu.

Eu fique no hall até ouvir a porta da frente ser fechada. Quando tive certeza que estava sozinho, finalmente voltei para o quarto, passando por cima da porta quebrada.

Ela estava justamente no lugar que eu a havia deixado, enrolada debaixo do cobertor para esconder seus seios. Sua expressão feroz estava de volta. Como se ninguém tivesse tentado lhe violentar há dez minutos, sua cabeça estava erguida, como uma rainha.

― Você me deu a sua palavra.

O ódio transbordava em sua voz.

― Ele te violou?

Ela estava olhando pela janela que estava aberta.

―Fiz uma pergunta.

Dei a volta pela cama e fui até ela. Ela continuou sem responder.

Lhe agarrei pelos cabelos e aproximei seu rosto do meu. Ela ficou imóvel, desafiando manter o silêncio.

―Não me faça perguntar de novo.

Apertei minha boca contra a sua bochecha. Meus dentes queriam morder a sua clavícula. Eu queria chupar a pele do seu pescoço, até que ficasse machucado.

―Não.

―Então mantive a palavra que eu te dei.

Os olhos dela finalmente procuram os meus, eles estavam molhados e cheios de emoção.

― Ele te machucou?

Ela levou os joelhos até o peito, debaixo do cobertor.

― Um pouco.

Eu estava prestes a fazer algo que nunca tinha feito antes, ainda mais para uma esposa que eu não gostava.

―Eu sinto muito.

Seus olhos frios procuraram os meus com descrença, como se ela esperasse algum tipo de piada cruel.

―Não sabia que ele estava aqui. Não é bem assim que as coisas funcionam nesta casa. Prometo que não vou deixar ele se aproximar novamente. Prometo que não deixarei ninguém te tocar, exceto eu.

Minha mão escorregou até o seu pescoço. Senti seu pulso fraco sob as pontas dos meus dedos.

Ela olhou para o seu colo. Me dispensando silenciosamente, desejando ficar em paz para lamber suas feridas sozinha.

Eu não tive a oportunidade de verificar seus vergões por causa do tumulto, mas sabia que estava doendo.

― Consertarei sua porta e pedirei que o Elisa traga algo para os machucados.

Eu deslizei meus dedos lentamente através de seu cabelo, apertando meu rosto contra o dela. Nossas testas se tocaram, e o calor do seu corpo aqueceu lugares distantes do meu. Foi a primeira vez que ela não se afastou. Permitindo um contato mais prolongado.

Os meus lábios procuraram o dela e lhe dei um beijo suave. O simples contato me queimou de desejo. Quando eu a vi pela primeira vez, pensei que ela era uma mulher comum. Mas nas duas semanas em que ela esteve comigo, eu não consegui pensar em nada além dela. Eu queria tê-la debaixo de mim.

Desejando que me chame aos gritos.

No início, ela respondeu ao beijo, como se fosse uma reação instintiva ao contato com minha boca.

Mas depois se afastou rapidamente, afastando os lábios.

Ela ainda permaneceu com a testa encostada na minha, mas o beijo tinha terminado.

— Eu quero fazer muitas coisas com você.

Continue to read this book for free
Scan code to download App

Latest chapter

  • O arrependimento do Mafioso    amor (fim)

    ~~CAPÍTULO 46~~NARAALGUÉM GENTILMENTE ME ACORDOU SACUDINDO LEVEMENTE MEU OMBRO E ME AFASTANDO DA CAMA QUENTE E DOS LENÇÓIS MACIOS. Uma voz masculina alcançou meu ouvido, me despertando.- Nara, acorde.Abri os olhos e vi Ken com a barba por fazer. Seus olhos negros pareciam divertidos com a minha sonolência, e o sorriso em seus lábios era irresistível, porque não o via frequentemente. - Hmm? Eu tenho tentado te acordar por cinco minutos. - Hmm! Ele riu. - Eu não entendi. - Por que você está me acordando? Se tivesse sido qualquer outra pessoa, eu faria uma birra. - Tenho que trabalhar hoje. E você vem comigo. - Por quê? - Porque não quero que você se afaste de mim. E colocou uma mecha do meu cabelo atrás da orelha. - Então se levante. - Hmm! Ele colocou seus lábios nos meus e me deu um beijo suave. - Não me diga, “hmm". Agora levante sua bunda daí. Ele me levantou da cama e me embalou contra seu peito. - Perfeito. Então você vai assim mesmo. - E

  • O arrependimento do Mafioso    O ataque

    ~~CAPÍTULO 44~~NARAMEU CORPO TODO DOÍA. Apesar de ter passado dias desde que me submeti a cirurgia, senti-me fraca. Meu corpo não funcionou como costumava. A força que tinha desapareceu. Se eu tivesse que me defender, tinha vergonha de admitir que não teria chance de vencer. Estava tão quebrada. Shin tinha sido impiedoso. Quando começou, era impossível pará-lo. Ele assumiu que eu tinha feito algo pessoal. Assim me atingiu até quase me matar. Quando eu não fiz nada para provocá-lo. Que obsessão ele tinha comigo? O que ele tinha conseguido me espancando até me deixar inconsciente? Ele pretendia me matar? Honestamente, eu pensei que estava morta. Quando abri os olhos no quarto do hospital, não pude acreditar onde estava. Uma parte de mim queria estar morta. Eu me apaixonei por um homem que gostava de me machucar, Ken me levou de volta para sua mansão e me instalou no quarto com a varanda. Ele me carregou em seus braços e me colocou no sofá, que ele havia deixado a sombra.

  • O arrependimento do Mafioso    ele não me quer

    agarrou-me pelos ombros e voltou a me deitar sobre a cama, com aquela força que tanto me excitava. Adorava que me tratasse com dureza, tomando o controle como uma mulher que crescia com ele. Balançou drasticamente os quadris, aceitando-me uma e outra vez em seu interior, esfregando seu empapado clitóris contra minha pélvis ao se mover. Enterrei os dedos em suas coxas, gravando debaixo dela. Seus peitos balançavam e sua bunda se refletia no espelho da parede. Podiam tentar me apagar, mas nunca conseguiriam. Voltou a morder o lábio inferior, indicando-me que estava perto de gozar. ― Nara… Movi seus quadris para frente e para trás, aumentando a fricção contra seu clitóris. Senti sua boceta se contraindo ao meu redor. ― Nara… Saltou com mais intensidade sobre meu colo, com os peitos tremendo pelo movimento. Sabia que era uma memória com a qual poderia me masturbar no futuro. Goze, querida. Você está quase lá. Apertei seus mamilos para dar a ela o tipo de dor que precisava para g

  • O arrependimento do Mafioso    odiava como ele me manipulava

    ~~CAPÍTULO 39~~NARAPassei o dia todo de mau humor. Eu odiava Ken pela maneira como ele me torturava emocionalmente, e me odiava por estar apaixonada por ele. Sim, ele era atraente e arrebatador. Sim, era compassivo, sem ser fraco. Mas debaixo daquele bonito envoltório se escondia um destruidor de corações. Não voltaria a cair em tudo aquilo. Nem acreditava que tinha acontecido. Enquanto estava trabalhando, concentrei-me no projeto que me foi atribuído há semanas. O melhor do meu trabalho era como era fácil me abstrair nele. Era complexo e desafiante e atraía toda minha atenção de forma que não pensava em nenhuma outra coisa. Depois do trabalho, fui beber com os colegas do trabalho. Falaram sobretudo de esportes e sobre o que iriam fazer nas próximas férias. Eu bebi vinho. Depois fui para casa para poder ficar sozinha. Se Ken estivesse espreitando dentro do meu apartamento lhe daria uma surra. Estava falando sério. Entrei e acendi as luzes. Não tinha nada dentro da geladeira,

  • O arrependimento do Mafioso    indo atrás da minha mulher

    para mim. Aprofundei minhas investidas e esfreguei minha pélvis contra seu clitóris palpitante. Queria que ela gozasse para que eu pudesse gozar também. Suas bochechas ficaram cor-de-rosa, a pálida cor de uma rosa de primavera logo após o inverno. Seus lábios adquiriram um tom vermelho rubi como resposta à dureza de meus beijos. Tinha os mamilos completamente eretos, e pude ver como sua boca desenhava lentamente aquela “O” que tão bem conhecia e que estive esperando. Depois ela deixou escapar um grito que quase rompeu meus tímpanos. ― Oh, Deus! Ela jogou a cabeça para trás e suas unhas quase furaram minha pele. ― Sim, bem assim. Senti seu sexo esticar em torno do meu e produzir uma nova onda de umidade. O espaço entre nós ficou mais molhado e escorregadio. Meu pau ficou tenso com a expectativa e segurei a nuca dela com mais força, quase machucando-a. ― Tome tudo. Enterrei-me por completo em seu interior, dando-lhe até o último centímetro. Depois gozei com um rugido que nã

  • O arrependimento do Mafioso    A verdade

    ~~CAPÍTULO 36~~KENEstava no meu escritório na boa, Naruto parou de me cutucar e me irritar com demasiadas perguntas sobre minha vida particular, ele mais que ninguém sabia o quanto não gosto desse mal habito. — Irmão.Levantei os olhos e vi Mahina entrando no meu escritório com sacolas de comida, ela não veio até aqui, para termos alguma relação de irmãos.— O que você quer?— Que isso, irmão? Estou indo embora.Ela deu meia volta e saiu da minha sala. — Princesa.— Você é um idiota, irmão.Ela correu pelo vasto corredor da boate, segui seus passos apressadamente, ela pode escorregar e cair no estado na qual ela se encontra.— Porque Mahina saiu correndo?— Não agi muito bem com a sua chegada.— É coisa de mulher, precisamos conversar.— Não, eu preciso alcança-la.— Ken, Mahina, está com seu pessoal de segurança, precisamos conversar.— Mahina precisa de me agor....Ouvimos um estrondo na sala de evento, eu sabia que isso ia acontecer, rapidamente seguimos os pass

More Chapters
Explore and read good novels for free
Free access to a vast number of good novels on GoodNovel app. Download the books you like and read anywhere & anytime.
Read books for free on the app
SCAN CODE TO READ ON APP
DMCA.com Protection Status