INICIAR SESIÓNO relógio de titânio no pulso de Darío Montenegro marcava sete horas da manhã.
Sentado atrás de sua mesa na Phoenix Capital, pegou o celular e discou um número direto. Não recorreu ao assistente, não pediu intermediários. Ouviu os toques da chamada com a mandíbula cerrada, mantendo os olhos fixos nos arranha-céus de Andraka.
No
Victoria empurrou a porta da diretoria-geral sem bater e encontrou o irmão sentado atrás da mesa. Alex segurava um copo de tequila pela metade, com o olhar perdido na parede e uma expressão de derrota absoluta que preenchia todo o escritório.—Ele foi embora —disparou Victoria, fechando com força a porta atrás de si—. Não consegui alcançá-lo, o avião decolou justamente quando cheguei correndo à janela da sala de espera.Alex não se abalou, tomou um longo gole do copo, fazendo uma leve careta de dor quando o álcool tocou o lábio aberto pelos golpes de Emilio.—Eu avisei quando você me ligou no celular —respondeu ele, com a voz arrastada e carregada de ressentimento—. Disse claramente que já era tarde demais e você não quis ouvir. Darío não queria que você o detivesse, planejou tudo isso
—Fui completamente egoísta, peço que me perdoe —desabafou Darío, soltando de repente a alça da mala bem no meio da sala do apartamento que acabavam de alugar—. Sou um idiota.Celeste fechou a porta principal atrás de si, deixando suas próprias coisas de lado. Encarou-o, com a testa franzida e sem entender absolutamente nada.—Do que diabos você está falando, Darío? Acabamos de chegar, você nem sequer se sentou.—Estou falando de ter trazido você para Londres —respondeu ele, começando a andar de um lado para o outro pelo espaço, incapaz de ficar parado—. Fugi de Andraka como um covarde porque não suportava a ideia de ver Victoria se casando com aquele infeliz. Agi por puro impulso, movido pela raiva, e arrastei você comigo sem pensar em você por um único segundo.—Darío, acalme-se. Eu decid
A voz mecânica do alto-falante anunciou o embarque do voo 450 com destino a Londres.Darío Montenegro pegou sua mala e entrou diretamente na fila da primeira classe. Celeste parou logo atrás dele, de braços cruzados, observando-o em absoluto silêncio durante dois minutos antes de decidir falar.—Você continua verificando o celular a cada dois minutos —disse ela diretamente e sem nenhum filtro, percebendo a ansiedade contida em suas mãos.Darío bloqueou rapidamente a tela e guardou o aparelho no bolso do paletó.—Eu só estava esperando a confirmação do hotel em Londres. Já está resolvido.—Você é um péssimo mentiroso, Darío. Está há meia hora olhando para a tela preta, sei que ainda tem esperança de que Victoria atravesse aquela porta, faça um escândalo diante de todos e p
As ameaças de Emilio Vargas ecoaram por toda a cafeteria do hospital, mas não parei para ouvi-las, ignorei-as e virei as costas para as portas de vidro pelas quais os seguranças acabavam de retirar o arquiteto à força, caminhei diretamente até meu irmão.Alex estava encostado na parede ao lado da máquina de venda automática, respirava com dificuldade e seu terno estava arruinado.—Você está bem? —perguntei, aproximando-me rapidamente para examinar o forte golpe em sua maçã do rosto esquerda.—Sim, estou bem. Meu orgulho e minha raiva doem muito mais do que esta maldita cara —respondeu Alex, fazendo uma careta de dor ao tentar falar e cuspindo um pouco de sangue—. O que vamos fazer agora, Victoria? Vargas não estava brincando.—Que faça o que bem entender, não me importo com o dinheiro da construtora nem com os
Victoria recuou alguns passos, cobrindo a boca com as duas mãos. O impacto do golpe ainda ecoava nas paredes da cafeteria do hospital. Emilio Vargas estava caído de lado no chão, tossindo com força e apoiando uma das mãos sobre a mesa de plástico tombada para tentar se equilibrar, um fio de sangue escuro e muito espesso escorria pelo canto dos lábios, manchando a gola impecável de sua camisa branca sob medida.Alex não recuou um único milímetro de sua posição. Permaneceu completamente plantado no lugar, com os punhos cerrados ao lado do corpo, a respiração muito ofegante e o peito subindo e descendo, pronto para desferir outro golpe se o arquiteto ousasse se aproximar novamente.Emilio cuspiu um pouco de sangue no chão e ergueu o olhar para Alex. Seus olhos escuros, que normalmente demonstravam uma calma calculada, agora brilhavam com uma fúria enlouqu
O choro de Victoria inundou o silencioso quarto do hospital. Ela se agarrou à mão de León, escondendo o rosto contra a palma da mão dele e deixando escapar toda a pressão que a sufocava por dentro. Seu pai não a interrompeu em momento algum. Esperava pacientemente que os soluços da filha diminuíssem, acariciando-lhe os cabelos com a pouca força que tinha.Quando Victoria finalmente ergueu o rosto, estava com os olhos vermelhos e a respiração entrecortada.—Eu não o amo, papai —confessou ela, com a voz quebrada, mas cheia de uma verdade que já não conseguia continuar escondendo—. Ele me sufoca, estar com Emilio é como ter uma corda amarrada ao pescoço que aperta um pouco mais a cada dia.León franziu a testa, cerrando a mandíbula.—Então, por que diabos você aceitou esse anel, Victoria? Por que f







