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Capítulo 6: Tentação Sob Medida

last update Data de publicação: 2026-08-21 11:12:32

Certa manhã, o ritmo na cobertura da Miller Law Group começou antes mesmo de o sol atingir o topo dos arranha-céus. Nas semanas que se seguiram àquela noite inesquecível, a rotina de trabalho entre Liz e Noah havia escalado para um nível quase sobre-humano. O pacto de silêncio firmado no carro transformou-se em uma entrega cega aos negócios. Liz superara todas as expectativas, desenvolvendo habilidades e uma postura estratégica que a posicionavam na prática não apenas como uma executiva, mas co
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  • OBRA DO DESTINO: ESCONDENDO O BEBÊ DO CEO.    Capítulo 15: O Ruído e a Fera

    Na sede da Miller Law Group, o ar continuava pesado. Nos corredores da diretoria, o clima era de velório. Funcionários trocavam olhares temerosos e cochichavam sobre o surto sem precedentes do CEO e a misteriosa ausência da vice-presidente. Para o mercado e para a equipe, Noah Miller era a figura implacável e inalcançável — vê-lo descontrolado daquele jeito era aterrador. Quando despertou no sofá de couro da sala de reuniões, a cabeça de Noah parecia pesar toneladas. O efeito residual do calmante deixara sua visão turva e um sabor amargo na boca. Ele se sentou devagar, com a camisa amassada e o colarinho entreaberto. A medicação acalmara seu corpo, mas sua mente continuava em chamas. A secretária entrou na sala com passos vacilantes, segurando o tablet com receio. — Senhor Miller... a Senhorita Fontes respondeu o e-mail. Noah arrancou o aparelho de suas mãos. A mensagem de Liz era curta, cirúrgica e gélida: confirmava estar em uso de férias regulamentares acumuladas, lembrava que

  • OBRA DO DESTINO: ESCONDENDO O BEBÊ DO CEO.    Capítulo 14: Tempestade e Calmaria

    Enquanto o mundo de Noah desabava na agitada Nova York, o ar nas montanhas parecia ter outro ritmo — puro, denso e terroso. Liz mantinha o celular completamente desligado. Sem e-mails, sem notificações, sem a sombra avassaladora de Noah Miller. Aqueles quinze dias pertenciam unicamente a ela e ao ser que começava a transformar seu corpo e sua alma. Ao cair da tarde, quando a névoa baixava devagar sobre a serra, Liz decidiu caminhar pelas vielas de pedra da vila. Envolvera-se em um vestido longo de tricô que desenhava, de forma sutil e quase imperceptível, a curvatura no pé da barriga. Por cima, um casaco pesado de lã mantinha a brisa gelada bem longe. Ela encontrou um pequeno restaurante intimista, aquecido por uma lareira central, onde a penumbra acolhedora e o eco suave de uma melodia acústica ao violão pareciam abraçar os clientes. Saboreando um jantar leve, Liz fechou os olhos por alguns segundos. O peito expandiu. Pela primeira vez em meses, o ar não queimava. Não havia o peso

  • OBRA DO DESTINO: ESCONDENDO O BEBÊ DO CEO.    Capítulo 13: O Silêncio das Montanhas

    A manhã seguinte começou com um gelo cortante na Miller Law Group. Liz atravessou o hall executivo com o queixo erguido e a postura impecável de vice-presidente, mas o impacto veio logo na recepção. Noah estava parado ali, conversando com a nova contratação da firma. A Dra. Camila — elegante, ousada e visivelmente expansiva — inclinava-se sobre o ombro de Noah com uma intimidade calculada. Ao ver Liz se aproximar, a advogada sorriu com um toque de condescendência. — Ah, você deve ser a Senhorita Fontes! — cumprimentou Camila, a voz escorrendo uma falsa simpatia. — Ouvi maravilhas sobre a sua eficiência por aqui. — Dra. Camila — respondeu Liz, o tom perfeitamente neutro e distante. Noah tentou suavizar o olhar, lançando a ela um toque carinhoso e discreto, mas manteve a postura séria exigida pelo ambiente corporativo. Para Liz, aquele gesto soou como dissimulação pura. A decepção queimou em seu peito, selando de vez a sua decisão. Sem perder um segundo, Liz entrou em sua sala. As

  • OBRA DO DESTINO: ESCONDENDO O BEBÊ DO CEO.    Capítulo 12: Muralhas de Vidro

    O restaurante privativo escolhido por Noah parecia suspenso no tempo. A meia-luz acolhedora, o som suave de um piano ao fundo e a mesa afastada de qualquer outro cliente criavam uma atmosfera de intimidade quase irreal. Noah assumira um papel completamente atípico: puxou a cadeira para ela, garantiu que Liz se acomodasse confortavelmente e escolheu a dedo os pratos mais leves do menu, demonstrando uma atenção minuciosa ao seu bem-estar. Quando a entrada chegou, o aroma pronunciado do molho de ervas e peixe subiu até a mesa. Instintivamente, o estômago de Liz deu um nó. Uma onda discreta de enjoo a atingiu, fazendo-a empurrar o prato alguns milímetros para longe e buscar o copo d'água com pressa. Ela cobriu os lábios, disfarçando com elegância, mas nada passava pelos olhos atentos de Noah. O executivo observou a palidez momentânea de Liz, a reação ao cheiro da comida e a forma como ela respirava fundo para recuperar o controle. Ele não disse nada, mas guardou cada detalhe na mente, l

  • OBRA DO DESTINO: ESCONDENDO O BEBÊ DO CEO.    Capítulo 1 1: As Cartas na Mesa

    O silêncio na sala da diretoria tornou-se denso, quase palpável. Noah recuou meio passo, mantendo os olhos cravados no rosto de Liz. A respiração dele aos poucos foi se acalmando, dando lugar a uma expressão séria, compenetrada e estranhamente suave — uma mudança tão drástica que o fazia parecer outro homem. — Sente-se, por favor, Liz — pediu ele. A voz do CEO perdeu toda a aspereza habitual; era um pedido baixo, carregado de um cuidado quase desesperado. — Eu estou bem... — mentiu ela, encolhendo-se ao tentar arrumar o blazer sobre o vestido longo para disfarçar o tremor violento que invadia suas mãos. — Você não está nada bem. Está transparente de tão pálida e treme como se fosse quebrar a qualquer segundo — cortou Noah. Sem rodeios, ele puxou a cadeira executiva, segurou-a delicadamente pelos ombros e a conduziu até o assento. Ele não se afastou; encostou-se bem perto, na borda da mesa, ficando exatamente na altura dos olhos dela. — Olhe para mim. Precisamos conversar antes que

  • OBRA DO DESTINO: ESCONDENDO O BEBÊ DO CEO.    Capítulo 10: Fogo e Veneno

    A respiração pesada de Noah ecoava pela sala à meia-luz. Encurralada entre a madeira fria da mesa e o peito denso do CEO, Liz sentiu as últimas barreiras de sua compostura profissional ruírem por completo. A mágoa, o ciúme acumulado e a raiva sufocada explodiram de uma só vez, queimando a postura impecável de vice-presidente que ela tanto lutara para manter. — Ah, Noah, você quer falar sobre eu estar inventando desculpas? — provocou ela, a voz tremendo, descontrolada, tomada por uma fúria crua. — Então vamos falar sobre o que chegou para você, que está exposto bem ali! Liz indicou com o queixo a mesa de centro. Noah se afastou um centímetro, mantendo uma das mãos firmes na cintura dela, e seguiu o olhar inflamado da mulher. A caixa de alta costura e o envelope impecável repousavam sobre a madeira como um insulto explícito. Com o franzir de sobrancelhas, Noah caminhou até o centro da sala, pegou a embalagem luxuosa e rasgou o lacre sem o menor cuidado. Dentro, descansava uma gravat

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