MasukSimone terminava de colocar os brincos quando Melissa apareceu na porta do quarto.
“Vai aonde?”
Ela encontrou o olhar da mãe pelo espelho e suspirou.
“Quando exatamente você pretende voltar para sua casa?”
Melissa pareceu ofendida.
“Está me expulsando?”
“Você está aqui há três dias.”
“Fazendo companhia para minha filha grávida.”
Simone terminava de colocar os brincos quando Melissa apareceu na porta do quarto.“Vai aonde?”Ela encontrou o olhar da mãe pelo espelho e suspirou.“Quando exatamente você pretende voltar para sua casa?”Melissa pareceu ofendida.“Está me expulsando?”“Você está aqui há três dias.”“Fazendo companhia para minha filha grávida.”“Eu não preciso de companhia.”“Claramente precisa.”Simone se virou e pegou a bolsa sobre a cama. Desde que descobrira a gravidez, Melissa praticamente se instalara no apartamento. Mandara buscar roupas, ocupara o quarto de hóspedes e começara a agir como se Simone tivesse sido diagnosticada com alguma condição incapacitante em vez de simplesmente estar esperando um bebê.“Mãe, você tem m
Phillip percebeu a mudança no instante em que atravessou as portas da sede do Hotel Sullivan.Ninguém sabia como tratá-lo.Era quase divertido.Na primeira vez em que estivera naquele prédio, fora apenas um desconhecido tentando chegar até Thorne Sullivan. Um homem que os funcionários da recepção educadamente impediam, enquanto Daniel Thompson aparecia vez ou outra para repetir que o senhor Sullivan não recebia pessoas sem horário marcado.Agora era diferente.Seu rosto estava nos jornais.Seu nome circulava pela internet.Havia fotografias suas ao lado de Thorne e especulações suficientes sobre sua origem para que até quem não acompanhasse notícias econômicas soubesse quem ele poderia ser.Por isso, quando entrou no saguão acompanhado de Jefferson e do advogado, os olhares começaram imediatamente.
Natasha percebeu pela primeira vez durante o café da manhã.Sarah estava ajudando Sofia a fechar a pequena mochila quando Thorne entrou na sala. A mudança na jovem foi imediata. Os ombros se encolheram discretamente, o sorriso desapareceu e ela baixou os olhos, concentrando-se de maneira exagerada no zíper da mochila.“Bom dia”, Thorne disse.“Bom dia, senhor Sullivan.”A resposta saiu baixa.Thorne mal pareceu notar. Aproximou-se dos filhos, recebeu um abraço de Tomas e precisou impedir Theo de colocar um pedaço inteiro de pão na boca.“Devagar.”“Eu consigo.”“É exatamente isso que você diz antes de fazer alguma coisa que não consegue.”Natasha riu.Sarah permaneceu quieta.Quando Thorne se aproximou para pegar a garrafa de água que estava ao lado dela, Sarah praticamente
Melissa continuou olhando para a filha como se Simone tivesse acabado de confessar um crime.“Você está grávida.”“Foi exatamente o que eu disse.”“Grávida.”Simone suspirou e pegou as sacolas do chão.“Se repetir mais uma vez, não vai ficar mais verdadeiro.”“E está solteira.”Simone parou.Conhecia aquele tom.“Simone, uma mulher solteira, grávida...”“Meu Deus.”“Não use o nome de Deus dessa maneira. Principalmente agora.”Simone fechou os olhos por um instante.Aquilo realmente estava acontecendo.Tinha trinta e sete anos, comandava negócios, administrava o próprio patrimônio, morava sozinha havia tempo suficiente para não precisar prestar contas de seus horários a ninguém e, ainda assim
Simone deslizou o dedo pela tela do celular enquanto aguardava a vendedora voltar.O nome Sullivan parecia ter tomado conta das notícias econômicas naquela manhã.Desde a aparição de Phillip na festa dos filhos de Thorne, surgiam novas matérias a cada hora. Algumas tratavam o caso como uma curiosidade familiar que havia escapado para o mundo dos negócios; outras já especulavam sobre possíveis consequências para o patrimônio e para o futuro do grupo. As oscilações no mercado hoteleiro não eram enormes, mas bastavam para alimentar analistas, investidores e jornalistas que adoravam transformar qualquer incerteza envolvendo uma família bilionária em prenúncio de crise.Simone abriu uma das reportagens.O texto defendia Thorne com números, lembrando sua trajetória à frente dos negócios e os resultados obtidos sob sua a
Phillip ainda pensava em Eleanor quando abriu a porta do apartamento, embora jamais admitisse isso daquela maneira.Não estava comovido.Não havia saído do encontro disposto a abraçar a recém-descoberta tia ou esquecer tudo o que sabia sobre os Sullivan apenas porque ela lhe contara algumas histórias sobre Paul. Eleanor continuava sendo filha de George Sullivan, irmã de seu pai e mãe de Thorne. Continuava sendo uma das pessoas que haviam vivido cercadas por tudo aquilo que deveria ter pertencido também a ele.Mas agora tinha uma voz.Expressões.Lembranças.E isso era inconveniente.Era muito mais fácil odiar nomes.Phillip fechou a porta e encontrou Jefferson esparramado em seu sofá, com uma cerveja na mão e a televisão ligada num volume alto demais.“Tio Jef.”Jefferson olhou para ele.&ldq







