LOGINMelissa continuou olhando para Daniel como se sua presença diante daquela porta fosse a coisa mais interessante que lhe acontecera durante todo o dia.“Daniel?”“Senhora Whitmore.”“Que surpresa.” Ela apoiou uma das mãos na porta. “O que está fazendo aqui?”A pergunta era perfeitamente razoável.O problema era que Daniel não preparara uma resposta para ela. Passara todo o caminho pensando no que diria a Simone e, estupidamente, não considerara a possibilidade de encontrar outra pessoa.“Vim buscar um documento.”Melissa arqueou uma sobrancelha.“Um documento?”“Sim.”“Que documento?”Daniel abriu a boca.Precisava aprender a mentir melhor.“Um documento que Simone ficou de me entregar.”“Entendo.”Ela claramente nã
Daniel dormira muito pouco.Na verdade, não tinha certeza se chegara a dormir de verdade em algum momento. Passara boa parte da noite deitado, olhando para o teto do apartamento e revivendo a conversa com Simone.Principalmente as coisas que ele próprio dissera.“Quem é o pai?”Daniel fechou os olhos enquanto esperava o elevador.Que pergunta idiota.Pior ainda tinha sido perguntar se ela tinha certeza.Se pudesse voltar no tempo, provavelmente daria um soco em si mesmo antes que abrisse a boca.Simone não era uma mulher com quem ele tivesse um relacionamento estabelecido. Os dois sequer haviam definido o que existia entre eles. Tinham passado uma noite juntos, se afastado, se aproximado novamente e passado semanas fingindo que a atração entre eles não era tão evidente quanto realmente era.Mesmo assim, ele a conhecia o suficiente para saber que a pergun
Eleanor entrou na mansão ainda com a sensação desagradável de que deveria olhar por cima do ombro.As crianças, ao contrário, pareciam ter superado rapidamente a saída inesperada do shopping. A maior preocupação de Tomas continuava sendo o balão do Sonic que a avó prometera comprar e não comprara. Sofia reclamava que nem terminara o sorvete, enquanto Theo tentava explicar que seu joelho precisava de um curativo, embora a pequena marca da queda mal pudesse ser vista.“Vamos subir”, disse a governanta, conduzindo os três em direção à escada.“Eu não quero banho”, Tomas avisou.“Nem eu”, Theo concordou.“Eu quero”, Sofia declarou, apenas para contrariar os irmãos.A governanta suspirou e chamou outra funcionária que passava pelo hall.“Pode me ajudar com
Eleanor estava começando a compreender por que Natasha parecia permanentemente cansada.Cuidar de três crianças ao mesmo tempo exigia uma habilidade que ela definitivamente não possuía.Mesmo contando com a governanta e dois seguranças, aquela simples ida ao shopping já havia se transformado em uma pequena operação. Theo queria entrar em todas as lojas que tivessem brinquedos na vitrine, Sofia parava diante de qualquer coisa cor-de-rosa e Tomas fazia perguntas sobre absolutamente tudo.Ainda assim, Eleanor estava adorando.Os seguranças mantinham uma distância razoável. Ela mesma pedira que não ficassem grudados nas crianças. Não queria assustá-las nem transformar um passeio comum em uma operação militar. Bastava que permanecessem atentos.Depois de comprar algumas roupas que Natasha provavelmente diria que as crianças
Mesmo depois que a ligação terminou, Natasha continuou olhando para o telefone nas mãos de Thorne.A última frase de Terry permanecia em sua cabeça.Alguém poderia ter planejado o acidente de Thorne.Natasha não sabia se acreditava. Depois de tudo o que descobrira sobre Terry, seria ingenuidade aceitar qualquer coisa que ela dissesse sem questionar. Ainda assim, havia desespero demais naquela voz para que conseguisse simplesmente ignorá-la.“O que você vai fazer?”Thorne deixou o telefone sobre a mesa de centro.“Ainda não sei.”Natasha o observou por alguns segundos. Ele parecia perturbado. Não exatamente preocupado com Terry, mas abalado pelo que acabara de ouvir.E, contra toda a lógica, aquilo a incomodou.“Você ficou mexido.”“Ela acabou de dizer que alguém pode ter planeja
Terry segurava o telefone com tanta força que seus dedos doíam.O quarto onde estava escondida mal podia ser chamado de quarto de hotel. As paredes tinham manchas de umidade, o colchão estreito estava coberto por um lençol áspero e uma lâmpada amarelada pendia do teto. Depois de tudo o que vivera nos últimos dias, porém, aquele lugar miserável parecia quase um refúgio.Não sabia por quanto tempo.“Eu acho que a pessoa que armou para mim é a mesma pessoa que planejou o seu acidente de carro.”O silêncio do outro lado da linha durou apenas um instante.“O que você está dizendo?”, Thorne perguntou.Terry fechou os olhos.Não podia explicar.Não naquele momento.“Eu conto tudo quando estiver em segurança.”“Terry, se isso é mais uma mentira...&rdquo







