LOGINA chegada dos trigêmeos não foi silenciosa, discreta ou cautelosa. Foi como um furacão que invade sem pedir permissão, porque sabe que não existe porta diante deles que eles não sejam capazes de abrir... Ou melhor, arrombar. Ethan foi o primeiro a se aproximar, dos três era o que demorava uns segundos a mais para explodir.- O que aconteceu aqui? - perguntou, baixinho. Elisa não conseguiu responder, apenas se jogou nos braços de Ethan e começou a chorar compulsivamente, o corpo inteiro tremendo no colo dele.Ela estava mais calma quando Estefan também se aproximou da cama.- O que aquele bastardo fez com você? Ele te forçou, Elisa? Ele te fodeu contra a sua vontade?- Eu... ele...- Responde, o que Estefan perguntou, porra! - Ettore gritou da porta, furioso. - Sim ou não?- Não.Elisa respondeu isso primeiro porque sabia que dizer que sim colocaria um alvo nas costas de César, e muito provavelmente ela não poderia impedir os irmãos de cometer um crime. - Não foi assim... Eu deixei
Elisa ficou assustada com as palavras do marido, teve muito medo de que ele a forçasse.— Não pode me obrigar. Eu quis você muitas vezes e você sempre me desprezou... Jamais perdoaria você se me... me forçasse.César percebeu que a esposa estava com medo dele e se afastou.— Desculpe, Elisa. Eu não quis te pressionar, estou me esforçando para ser um bom marido, e sinto muito por hoje, não queria te magoar. Se você for se sentir melhor, eu nunca mais falo com a Olívia.César era bom com as palavras, e Elisa não era totalmente imune a ele, porque, quando olhava para ele, se lembrava da infância, da época em que ele a protegia na escola.Ela podia ter uma vida horrível em casa, mas na escola não. Ninguém podia humilhá-la ou tratá-la mal, porque César sempre estava por perto, cuidando dela.Então, ela deixou de lado o fato de o marido tê-la empurrado no restaurante. Para Elisa, ele nunca quis machucá-la fisicamente, só ficou animado demais ao ver o seu amor de infância.Se ela fosse uma e
Elisa quase desmaiou quando viu Estefan, Ettore e Ethan na sua frente, principalmente porque estavam no mesmo restaurante que ela e o marido.Olhou em volta procurando por César e logo entendeu o motivo de ele ter soltado o seu braço e deixado-a sozinha.Olívia e o noivo estavam sentados em uma mesa nos fundos do restaurante. E César estava indo até eles, sem nem se preocupar com o fato de ela ter ficado para trás.— Me dêem licença — ela sussurrou, a voz mal saindo por causa do nó em sua garganta.Afastou-se dos trigêmeos sentindo as pernas moles como gelatina. Mesmo assim, caminhou até onde o marido estava.— Elisa, olha só quem eu encontrei aqui... Isso não é incrível? — César estava tão eufórico que Elisa descartou a possibilidade de ele ter combinado com a amante.— Sentem-se conosco. Já que todos nós nos conhecemos tão bem — Olívia convidou em um tom de deboche que fez o coração de Elisa pular uma batida de tanta raiva.— Claro — César respondeu por eles e já puxou uma cadeira p
Então, a virgindade de Elisa era um problema para os três irmãos. Ela olhava para o cartão sem acreditar. Se outra pessoa tivesse aberto a caixa antes dela, estaria muito encrencada.Ela olhou o relógio de pulso. César chegaria em breve, então escondeu o pênis de borracha e o cartão em uma de suas bolsas. Quando tivesse a chance, jogaria tudo fora.O dia da viagem estava chegando, e César mimava cada vez mais a esposa. Eram flores, joias, caixas de chocolate. Todo dia ele lhe fazia uma surpresa diferente, e isso foi derrubando aos poucos as defesas de Elisa.Se, no começo, ela não reagia aos seus gestos atenciosos, agora já sorria. Um pequeno sorriso, mas já era um avanço.Para Elisa, o que estava tendo com o marido nos últimos dias era o correto. Seu marido a elogiava, mas sem deixá-la envergonhada. Ele a tratava como uma boneca de porcelana que pudesse se quebrar. Até quando tocava sua mão, era um gesto suave, delicado.Ela sequer conseguia imaginar o marido dizendo coisas safadas p
Elisa realmente acreditou que tinha se livrado dos trigêmeos. Já havia se passado um mês desde que os viu pela primeira vez. E, mesmo assim, todas as noites sonhava com três homens grandes e fortes entrando nela, todos ao mesmo tempo, num ritmo implacável.Três pares de mãos apertando seu corpo sensível, três bocas abocanhando seus seios, três línguas lambendo seu sexo, três homens rosnando seu nome enquanto a corrompiam contra o balcão do bar.Sempre acordava suada, ofegante e molhada.Levantou-se da cama letárgica. Arrumou-se devagar e desceu para o café da manhã.César estava arrumando a mesa, colocando a cesta de pães e as jarras de suco no centro.Desde que seus pais começaram a exigir um neto para poder incluir a empresa de César no Grupo Duran, ele mudou com ela.O marido frio e distante deu lugar a um homem atencioso e até carinhoso. Elisa sabia que não era de verdade, sentia isso em seu coração. César queria convencê-la de que podiam ser uma família.Prometeu que não iria par
Elisa jamais escolheria um homem para Ethan matar. Não tinha dúvidas de que o homem que parecia carregar uma tempestade naqueles olhos azuis poderia matar alguém diante de seus olhos.Foi por isso que ela caminhou até o sofá de couro no fundo da sala e deitou-se de lado. Como estava com os braços amarrados, era a única posição em que podia ficar mais confortável.Ethan olhou para a garota no sofá e rezou por algum auto controle. Daquele jeito, encolhida no sofá, ela realmente parecia um bichinho que havia caído em sua armadilha.Aproximou-se lentamente, com medo de Elisa rejeitá-lo. Jamais a forçaria. Se havia algo que ele e os irmãos sabiam fazer, era respeitar o "não" de uma mulher.Elisa estava com os lábios entreabertos, então Ethan se agachou ao lado do sofá e se inclinou para beijá-la.Ela correspondeu ao seu beijo, mas ele estava sedento por muito mais. Então, virou-a no sofá, de frente para ele, aprofundou o beijo enquanto esfregava a própria ereção contra as coxas dela.Amarr







