Mag-log in
Uma caixa caprichosamente embalada chegou para Elisa Duran, e a empregada subiu animada até o quarto da patroa para lhe entregar.
— Sra. Duran, chegou a sua encomenda! Elisa olhou para o relógio inteligente no seu pulso apenas para confirmar a data. Suspirou desanimada e caminhou na ponta dos pés até a porta. Estava descalça, tinha saído do banho e estava passando esmalte nas unhas dos pés. Sabia o que tinha na caixa luxuosa antes mesmo de abrir e, a julgar pelo olhar empolgado da empregada, ela também sabia do que se tratava. A caixa tinha uma logo discreta, mas a marca era bastante conhecida. Lingeries escandalosas. Era esse o conteúdo da caixa. Elisa, na esperança de seduzir o marido, fez uma assinatura com a loja. Todos os meses, ela recebia uma caixa igual àquela, com lingeries extravagantes, algo que sequer considerava ter coragem suficiente para usar na frente do marido. Sempre provava. Isso ela fazia. Se olhava no espelho e se sentia bonita, mas bonita de um jeito muito diferente, como se ela se tornasse outra pessoa. Elisa gostava de provar aquelas roupas, sozinha em seu quarto, mas, quando o marido estava por perto, ela usava um robe comprido por cima e, vez ou outra, deixava aparecer algum detalhe. Mas tudo o que conseguiu até o momento foi que ele a mandasse trocar de roupa e brigasse com ela por não entender que ele não conseguia sentir atração por ela. César sempre jogava na cara dela que foi um marido comprado e, apesar de não se queixar de todos os benefícios que recebeu para se casar com Elisa, ele dizia que se sentia um gigolô. Por isso, jamais iria para a cama com ela. Três anos de casamento e Elisa permanecia virgem, intocada. O marido não a tratava mal, mas também não era carinhoso, sequer a beijava na boca. No máximo, um beijo na testa na frente de seus pais. Ela não aguentava mais. Via as suas amigas contando sobre suas aventuras sexuais e sentia inveja. Também queria um homem olhando para ela com desejo, apertando a sua bunda, sugando seus mamilos, como costumava contar Tayrime, sua melhor amiga. Elisa queria viver as suas próprias experiências. Era virgem, sim, mas lia muitos romances e aprendeu muito com eles. Tinha vontade de colocar em prática, mas o seu marido parecia um homem muito reservado para esses assuntos. Colocou a lingerie preta e foi para a frente do espelho enorme que tinha em seu closet. Soltou o rabo de cavalo e ficou admirando o resultado. A lingerie cheia de rendas e tiras em lugares estratégicos fez a mente de Elisa voar longe. Nunca tocou em si mesma para se dar prazer. Pelos livros, sabia que as mulheres faziam isso, mas ela desejava as mãos de um homem. Na verdade, tudo o que Elisa mais queria era que o seu marido também a quisesse. César era um homem bonito, de pele clara, com olhos que se destacavam em seu rosto simetricamente perfeito. Era alto e tinha uma postura impecável. E ainda tinha o cheiro. Toda vez que o encontrava pela casa, ele tinha acabado de sair do banho. Ele tinha cheiro de sabonete o tempo todo, e Elisa gostava das manias do marido. Ainda estava se olhando no espelho quando ouviu a voz do marido: — Elisa! Cadê você? Elisa até tentou pegar uma roupa para se cobrir, mas, apavorada, não conseguiu reagir rápido o suficiente. — O que é isso que você está usando? — O marido a mediu de cima a baixo. Seu olhar era neutro, frio, sem nenhuma emoção. — Eu... eu já vou tirar. — Tire isso agora mesmo e vista algo decente, porque nós teremos visita para o jantar esta noite! César dessa vez demonstrou alguma emoção. Parecia ansioso pelo jantar, e Elisa se perguntou quem seria essa visita que fez o seu marido, tão frio e controlado, esboçar uma reação. Elisa fez o que o marido mandou. Colocou um vestido simples preto, sapato de salto alto e um casaco creme por cima. Quando desceu as escadas, ouviu a risada animada de uma jovem que devia ter pelo menos cinco anos a menos que ela. César também ria e segurava a mão dela em um gesto de carinho. Olhou em volta, procurando pelo acompanhante da moça, mas ela estava sozinha. — Elisa, essa é a minha amiga da infância, Olívia Prado. Olívia? Mas essa não era a garota de quem César gostava antes de se casar com ela? Lembrava-se da confusão. Na época, Olívia era menor de idade e, quando a família dela descobriu que César estava indo buscá-la todos os dias na escola, eles a mandaram para estudar fora do país. César ficou desolado, e foi ela quem o consolou. Quando Elisa escreveu uma carta declarando o seu amor, seu irmão mais velho pegou o envelope de suas mãos e o entregou aos pais. No começo, Elisa ficou muito magoada com o irmão. Mas, quando sua família decidiu que a casaria com César, ficou muito contente. César aceitou, porque tornar-se parte da família Duran lhe abriria muitas portas. E ele soube aproveitar cada uma delas. Agora era um empresário bem sucedido, e a família de Elisa acreditou ter feito um bom investimento ao comprar um marido para a filha. Mas a verdade é que Elisa se sentia infeliz e frustrada. Achava que César não tinha a habilidade de sorrir ou ser gentil, mas, naquele jantar, descobriu que não era assim. César era muito divertido e atencioso, só não com ela. Depois de algumas taças de vinho, já estava tonta, e a visita, pelo jeito, não estava com pressa de ir embora. Cansada de ver o marido paparicando outra mulher na sua frente e fingindo que ela não existia, levantou-se e foi para o quarto. Tirou o sapato e deitou-se encolhida na cama, ainda com o vestido. Queria muito pegar no sono para não ouvir os gritinhos de contentamento de Olívia e as risadas graves e animadas do seu marido. Teve a impressão de ter cochilado brevemente, mas, quando abriu os olhos, escutou vozes vindo do quarto que ficava de frente para o seu. Sentou-se na cama, tentando se concentrar nos sons, mas o que escutou a deixou estarrecida. Eram gemidos e um som molhado. Levantou devagar, foi até a porta do quarto. — Ohhh, César... você faz isso tão bem... — Não faz barulho, Elisa vai acabar acordando — ele a repreendeu, e ela escutou o barulho do que devia ser um tapa. Não devia ser de punição, já que Olívia gemeu mais alto ainda. Sem aguentar mais escutar aquilo, Elisa empurrou a porta do quarto onde seu marido transava com outra mulher. — Elisa, saia já daqui. Não vê que estou ocupado? — Ele puxou o lençol para cobrir a amante. — Como tem coragem de me trair dentro da nossa casa? — Traição? Mas quem falou em traição? Nós temos um casamento aberto. Te expliquei isso no dia em que nos casamos.A chegada dos trigêmeos não foi silenciosa, discreta ou cautelosa. Foi como um furacão que invade sem pedir permissão, porque sabe que não existe porta diante deles que eles não sejam capazes de abrir... Ou melhor, arrombar. Ethan foi o primeiro a se aproximar, dos três, era o que demorava uns segundos a mais para explodir. — O que aconteceu aqui? — perguntou, baixinho. Elisa não conseguiu responder, apenas se jogou nos braços de Ethan e começou a chorar compulsivamente, o corpo inteiro tremendo no colo dele. Ela estava mais calma quando Estefan também se aproximou da cama. — O que aquele bastardo fez com você? Ele te forçou, Elisa? Ele te fodeu contra a sua vontade? — Eu... ele... — Responde o que Estefan perguntou, porra! — Ettore gritou da porta, furioso. — Sim ou não? — Não. Elisa respondeu isso primeiro porque sabia que dizer que sim colocaria um alvo nas costas de César, e muito provavelmente ela não poderia impedir os irmãos de cometer um crime. — Não foi assim... Eu d
Elisa ficou assustada com as palavras do marido, teve muito medo de que ele a forçasse.— Não pode me obrigar. Eu quis você muitas vezes e você sempre me desprezou... Jamais perdoaria você se me... me forçasse.César percebeu que a esposa estava com medo dele e se afastou.— Desculpe, Elisa. Eu não quis te pressionar, estou me esforçando para ser um bom marido, e sinto muito por hoje, não queria te magoar. Se você for se sentir melhor, eu nunca mais falo com a Olívia.César era bom com as palavras, e Elisa não era totalmente imune a ele, porque, quando olhava para ele, se lembrava da infância, da época em que ele a protegia na escola.Ela podia ter uma vida horrível em casa, mas na escola não. Ninguém podia humilhá-la ou tratá-la mal, porque César sempre estava por perto, cuidando dela.Então, ela deixou de lado o fato de o marido tê-la empurrado no restaurante. Para Elisa, ele nunca quis machucá-la fisicamente, só ficou animado demais ao ver o seu amor de infância.Se ela fosse uma e
Elisa quase desmaiou quando viu Estefan, Ettore e Ethan na sua frente, principalmente porque estavam no mesmo restaurante que ela e o marido.Olhou em volta procurando por César e logo entendeu o motivo de ele ter soltado o seu braço e deixado-a sozinha.Olívia e o noivo estavam sentados em uma mesa nos fundos do restaurante. E César estava indo até eles, sem nem se preocupar com o fato de ela ter ficado para trás.— Me dêem licença — ela sussurrou, a voz mal saindo por causa do nó em sua garganta.Afastou-se dos trigêmeos sentindo as pernas moles como gelatina. Mesmo assim, caminhou até onde o marido estava.— Elisa, olha só quem eu encontrei aqui... Isso não é incrível? — César estava tão eufórico que Elisa descartou a possibilidade de ele ter combinado com a amante.— Sentem-se conosco. Já que todos nós nos conhecemos tão bem — Olívia convidou em um tom de deboche que fez o coração de Elisa pular uma batida de tanta raiva.— Claro — César respondeu por eles e já puxou uma cadeira p
Então, a virgindade de Elisa era um problema para os três irmãos. Ela olhava para o cartão sem acreditar. Se outra pessoa tivesse aberto a caixa antes dela, estaria muito encrencada.Ela olhou o relógio de pulso. César chegaria em breve, então escondeu o pênis de borracha e o cartão em uma de suas bolsas. Quando tivesse a chance, jogaria tudo fora.O dia da viagem estava chegando, e César mimava cada vez mais a esposa. Eram flores, joias, caixas de chocolate. Todo dia ele lhe fazia uma surpresa diferente, e isso foi derrubando aos poucos as defesas de Elisa.Se, no começo, ela não reagia aos seus gestos atenciosos, agora já sorria. Um pequeno sorriso, mas já era um avanço.Para Elisa, o que estava tendo com o marido nos últimos dias era o correto. Seu marido a elogiava, mas sem deixá-la envergonhada. Ele a tratava como uma boneca de porcelana que pudesse se quebrar. Até quando tocava sua mão, era um gesto suave, delicado.Ela sequer conseguia imaginar o marido dizendo coisas safadas p
Elisa realmente acreditou que tinha se livrado dos trigêmeos. Já havia se passado um mês desde que os viu pela primeira vez. E, mesmo assim, todas as noites sonhava com três homens grandes e fortes entrando nela, todos ao mesmo tempo, num ritmo implacável.Três pares de mãos apertando seu corpo sensível, três bocas abocanhando seus seios, três línguas lambendo seu sexo, três homens rosnando seu nome enquanto a corrompiam contra o balcão do bar.Sempre acordava suada, ofegante e molhada.Levantou-se da cama letárgica. Arrumou-se devagar e desceu para o café da manhã.César estava arrumando a mesa, colocando a cesta de pães e as jarras de suco no centro.Desde que seus pais começaram a exigir um neto para poder incluir a empresa de César no Grupo Duran, ele mudou com ela.O marido frio e distante deu lugar a um homem atencioso e até carinhoso. Elisa sabia que não era de verdade, sentia isso em seu coração. César queria convencê-la de que podiam ser uma família.Prometeu que não iria par
Elisa jamais escolheria um homem para Ethan matar. Não tinha dúvidas de que o homem que parecia carregar uma tempestade naqueles olhos azuis poderia matar alguém diante de seus olhos.Foi por isso que ela caminhou até o sofá de couro no fundo da sala e deitou-se de lado. Como estava com os braços amarrados, era a única posição em que podia ficar mais confortável.Ethan olhou para a garota no sofá e rezou por algum auto controle. Daquele jeito, encolhida no sofá, ela realmente parecia um bichinho que havia caído em sua armadilha.Aproximou-se lentamente, com medo de Elisa rejeitá-lo. Jamais a forçaria. Se havia algo que ele e os irmãos sabiam fazer, era respeitar o "não" de uma mulher.Elisa estava com os lábios entreabertos, então Ethan se agachou ao lado do sofá e se inclinou para beijá-la.Ela correspondeu ao seu beijo, mas ele estava sedento por muito mais. Então, virou-a no sofá, de frente para ele, aprofundou o beijo enquanto esfregava a própria ereção contra as coxas dela.Amarr







