LOGINLucas
Quando a Annie sugeriu chamar os outros até deu uma felicidade de todos nós nos reunirmos, até ouvir aquele nome. Daniel.
Eu não tinha nada contra o Daniel, mas ver a forma que ele olhou para a Annie me deu um certo incômodo e desconforto, mas não irei me preocupar com isso, aliás, não tínhamos nada.
Assim que chegamos ao refeitório tinha uma quantidade pequena de pessoas e como não teríamos mais nenhuma atividade, teríamos o restante da tarde e o anoitecer livre.
— Então que horas iremos nos reunir em volta da fogueira? — Perguntei pois tinha a necessidade de ficar com ela por mais alguns minutos.
— Pode ser assim que o sol baixar, Lucas, para não demorarmos muito. A propósito, nós guardiões temos que preparar o campo para a chegada dos novos integrantes do paraíso. — Disse João entediado.
Eu tinha me esquecido completamente desse detalhe, teria a comemoração da chegada dos novos integrantes e os guardiões era quem fazia toda a preparação, claro que com ajuda.
— Eu estou lembrado. — minto — Mas temos que ter um último descanso antes do preparo, somos de carne e osso cara, relaxa que iremos.
— Tudo bem, ''cara'', aposto que você esqueceu. Chamarei o restante para a nossa pequena reunião na fogueira. — Disse João enquanto eu dava olhadas disfarçadas em direção a Annie que se mantinha em silêncio.
— Juro que não, mas espera, você não vai se alimentar? — o trabalho foi puxado e cansativo, por mais que ele só tivesse com apenas uma criança.
— No momento não estou com fome, Lucas, mas virei para a refeição da tarde. Agora se me der licença irei procurar o Will, Isobel e o Daniel. Mary você me acompanha? — Perguntou João a Mary e a mesma assentiu saindo da fila e indo ao encontro dos outros.
— Parece que só restou nós guardião. — Disse a Annie me encarando enquanto pegava sua refeição e eu fiz o mesmo quando respondi.
— Parece que sim, Annie. E não é necessário você me chamar assim, eu insisto. — Falei vendo suas bochechas ganharem um tom rosado.
— Já que é de sua vontade chamarei, aliás, já chamei você de luck não é.
— Sim e eu gostei bastante do apelido Annie.
— Pensei que estivesse chateado pelo apelido, mas fico feliz que tenha gostado. Vamos, ali tem um espaço livre.
Dei um sorriso de canto e a segui em direção ao espaço que estava sobrando, enquanto nos alimentavamos, dávamos pequenas encaradas, mas mantendo o silêncio, quando depois de uns cinco minutos acabamos. Ela se despediu e seguiu em direção ao dormitório e eu fiz o mesmo para descansar, já que ao anoitecer nos encontraremos novamente.
Annie
João e Mary ficaram de encontrar o restante do pessoal e eu acompanhei o Lucas na refeição. Eu realmente estava sentindo algo diferente por ele, Amor talvez? quem saberia?, não ia abandonar esse sentimento por mais que sofresse depois.
— Parece que só restou nós, guardião. — Disse tentando esconder minha felicidade por estar totalmente sozinha com ele dessa vez.
— Parece que sim, Annie. E não é necessário você me chamar assim, eu insisto.
Concordei e senti minhas bochechas queimarem de vergonha, aliás eu tinha dado um apelido a ele mesmo e o mesmo afirmou que gostou. Enquanto caminhávamos em direção ao espaço que estava livre, percebi que Lucas tinha dado um sorriso de canto e foi o sorriso mais lindo que já vi.
Nos alimentamos em silêncio e ao mesmo tempo nos encaramos, o mundo parecia ter parado ali no olhar dele e só ele importava naquele momento.
Cinco minutos depois terminamos e seguimos para o nosso dormitório já que à noite iremos nos encontrar. Chegando perto do dormitório avisto a Isabel, já que a mesma não estava no refeitório.
— Hey bel, a Mary e o João já falaram com você sobre o que faremos hoje a noite? — Perguntei tirando a minha dúvida.
— Nós nos encontramos agora pouco annie, eu irei adorar me juntar a vocês essa noite. — Falou a Isabel animada.
— Isso é realmente maravilhoso, te encontrarei lá bell. Até mais tarde. — me despedi indo em direção ao meu dormitório descansar.
Escolhi uma das minhas melhores vestimentas para a ocasião, eu estava ansiosa por finalmente rever meus irmãos e amigos juntos, embora que só tenha se passado poucos dias desde a última vez que nos vimos.
Daniel
Se passaram alguns dias desde a última vez que estive com a Annie, eu gostei da companhia dela e percebi que Lucas tinha gostado também, já que no final da festa das colheitas o mesmo a acompanhou para o seu dormitório.
Estava no campo de treinamento treinando posicionamento de combate quando vejo o João e a Mary chegando de longe.
— Você não sai mesmo daqui não é Daniel. E é por isso que viemos te chamar para nos acompanhar a fogueira hoje. — Disse João e eu não achava uma boa ideia, em alguns dias teremos apresentação da chegada dos novos integrantes e não poderia perder tempo já que eu era um guardião e ajudaria na preparação. — E nem ouse recusar se não a annie ficará muito triste já que foi a mesma que deu a ideia.
Ouvindo isso foi meio impossível de recusar então confirmei a minha presença.
— Espero que não atrapalhe o que temos que fazer João, essa semana está corrida para nós. Em falar nela, onde ela está? — Perguntei provavelmente sabendo da resposta.
— Ela ficou com o Lucas no refeitório enquanto procurávamos você, Will e a isobel. Aliás, olha o Will onde está Então nos vemos à noite Daniel. — Se despediu o João. — Tchau Dan, até de noite. — Gritou Mary enquanto estava já longe.
Mesmo no paraíso sendo proibido relações e qualquer tipo de sentimento, era notável que nem todos obedeciam e eu tinha certeza que o pai sabia disso, mas só estava esperando um deslize de algum para aplicar o seu castigo.
Meu peito doeu em saber que o mesmo estava com ela, mas o que eu poderei fazer se provavelmente era com ele que ela queria estar. Terminei o meu treinamento e segui em direção ao meu dormitório e avisto o Lucas.
— Guardião Lucas. — Falei cumprimentando.
— Guardião Daniel. — Disse o mesmo. Demos uma encarada e seguimos ao nosso destino. Eu iria descansar para encontrar com os outros ao anoitecer.
***
Assim que anoiteceu, o pequeno grupo de amigos se reuniram na grande fogueira para colocar os seus assuntos em dia, era nítido no olhar do Daniel e do Lucas que ambos não se davam bem e a maioria já havia percebido. Mas os laços que todos eles criaram juntos tornava isso algo irrelevante.
— Annie posso falar com você a sós? — Perguntou Lucas se levantando e indo ao encontro da annie.
A Annie estranhou porque não tinha nada que o Lucas não pudesse dizer na frente de seus amigos.
— Claro Lucas! — Falou já em pé.
Enquanto caminhavam para o outro lado da fogueira, as mãos de ambos se chocaram e puderam sentir um arrepio quando o Lucas inicia a conversa.
— Annie, eu sei que isso é totalmente errado e proibido, mas desde que te vi pela primeira vez na festa das colheitas eu senti algo diferente por você, algo que jamais senti antes. Quando estou ao seu lado, parece que todo o mundo ao redor não existe porque você é a única coisa que importa nesse mundo. Eu te amo, eu te amo como nunca amei ninguém, eu te amo mais que minha própria vida.
Ao ouvir tudo aquilo saindo da boca do Lucas a annie deixou uma lágrima escapar, porque ela sentia o mesmo em relação a ele, ela o amou desde o primeiro momento em que o viu, mesmo tentando reprimir o sentimento que sempre existiu.
— Venho tentado reprimir o sentimento que sempre tive por você desde o primeiro momento em que nossos olhos se encontraram, Lucas. O paraíso é um lugar aqui com você, eu te amo tanto que chega a doer em meu peito e eu faria de tudo por você.
— Então nosso sentimento é recíproco Annie, eu irei contra tudo e todos somente pra te ter ao meu lado. Então você aceita ser minha companheira? —Perguntou Lucas.
— Sim, Lucas, sim! Pela eternidade eu aceito ser sua companheira. — Falou Annie com lágrimas nos olhos e o mesmo enxugou a que ousou cair.
— Irei lutar para ficar ao seu lado Annie e farei de tudo por você. — Disse Lucas lhe abraçando e dando um pequeno selinho. — Sei que só faz alguns dias que nos conhecemos, mas eu prometo te fazer feliz até o final da minha vida.
Como a fogueira era alta, era impossível quem estivesse do outro lado ver alguma coisa.
— Vamos voltar antes que nos encham de perguntas Lucas. — Falou Annie e o mesmo assentiu.
Quando chegaram onde o restante estava, todos olharam desconfiados para o novo casal de companheiros enquanto com muita dor no coração o Daniel entendeu o que estava acontecendo, e com muita dor percebeu que a Annie jamais seria para ele, contudo, ele sempre estaria ao lado dela.
Depois de muita conversa sobre eles e as coisas que estavam acontecendo no paraíso, o grupo de amigos se despediram e seguiram em direção aos seus dormitórios.
SINOPSE Luane Harris, uma adolescente de 16 anos, mandada pelos pais para um internato no interior de BoinVille se ver perdida ao chegar em um lugar totalmente desconhecido por ela. Com sonhos arrepiantes com um jovem que ela apenas sabe o nome, Luane percebe que em todos os seus 16 anos viveu uma farsa, descobrindo ser uma reencarnação, Luane lutará para viver o seu romance com o homem que ama e ter a vida que sempre desejou. Uma Descoberta. Um Segredo. Uma Maldição. Uma Paixão. Será que a vida de Luane finalmente terá um rumo? Capítulo 1. Fevereiro Por Luane Antes França, 1732. A chegada da primavera trazia consigo bailes a traje de gala, onde os nobres se empanturram de comidas e bebidas das mais caras e não era diferente no lugar em que eu estava. O cheiro de rosas se espalhava pelo grande jardim da mansão dos Campbell, o jardim era o nosso ponto de encontro e era o lugar que eu era encarregado de cuidar. Perdido em meus pensamentos logo despertei ao sentir o cheiro d
Em poucos metros do campo central, o Pai observava os seus filhos felizes construindo suas novas famílias. Jovens, ele pensou, quando ouve uma voz feminina que ele conhecerá muito antes de se tornar responsável do lugar.— Você finalmente mudou e parou de seguir as regras. — Disse a bruxa da floresta.— É, parece que sim. Minhas escolhas fizeram muitas pessoas sofrerem e só agora eu percebi. — Admitiu suspirando frustrado.— Mas você mudou e finalmente fez a escolha certa. Vim aqui para tratar da Annie.— Pode falar, estou todo ouvido.— Ela voltará para a minha barriga e eu a entregarei
JosuéE a história se repetiu, a nova geração cometeu o mesmo erro que o meu e a geração passada.Há quarenta anos atrás, antes de assumir o paraíso, eu também havia me apaixonado, Mariah o seu nome, e com a mesma, tive três filhos, mas ao ouvir a nova regra, eu obedeci cegamente e entreguei a mesma para ser caçada por monstros infernais, mas a mesma amadureceu e desenvolveu poderes, tão forte quanto o meu.Há Dezessete anos atrás eu a procurei novamente, e como recaída tivemos uma noite de amor juntos, ninguém precisava saber, aliás, eu comandava o paraíso. Mas o pior aconteceu, ela engravidou novamente, e dessa vez a criança sobreviveu e para não sofrer como os outros, ao nascimento da criança ela foi entregue a mim e eu a batizei de Annie. Min
LaraDois meses haviam se passado rápido, e o parto da Annie se aproximava, ela já beirava os oito meses, e a cada dia que passava, ela sentia mais dor.Lucas cuidava das dores dela com o uso de ervas, nesse tempo, encontramos a Isobel, já que o Will havia sido capturado, e desde então estamos todos juntos, ou pelo menos o que sobraram.Estávamos na beira do rio quando Isobel perguntou.— Você acha que nos encontrará aqui? — Perguntou Isobel.— Eu não sei, mas acho que os meninos estão observando e sei que irão nos avisar se eles chegarem. —
AnnieMe acordei com uma pequena dor na cabeça, olho em minha volta e percebo que estou sozinha e o Lucas não se encontra, ele provavelmente estaria atrás de algo para comermos. Os meses haviam se passado rápido, eu já estava na beira dos meus seis meses de gestação e o Lucas se mostrava um bom pai e companheiro.Nesse tempo, conhecemos uma senhora e seu filho pequeno enquanto fugíamos, por nome de Neia e Abrahão, ela não sabia de onde vinha, não tinha lembranças, como se tudo aqui fosse apagado, mas mesmo não nos conhecendo ela nos acolheu e nos deu abrigo, mas isso não durou muito, os guardiões executaram eles a mando do pai e apenas eu e o Lucas conseguimos fugir. Nos encontramos algumas vezes com o restante do nosso grupo, escolhemos não ficar juntos no mesmo lugar, pois facilitaria o trabalho dos
AnnieOs dois meses logo haviam se passado, nos primeiros dias confesso que senti muita saudade dele, mas com a ajuda das meninas eu não lembrava muito, ou tentava não lembrar, amanhã eles estariam retornando para o paraíso e amanhã também seria a comemoração da chegada dos guardiões.Nesses dois meses eu não havia melhorado, totalizando três meses em que eu me encontrava passando mal, meus extintos me alertavam que eu sabia o que era, só não queria acreditar.Saindo do campo das colheitas, eu e a Mary fomos de encontro a Lara e Isobel que também tinha voltado a costura e a Roberta havia ficado em seu lugar.Já no refeitório, eu e a Mary procurávamos as meninas quando as encontramos com o T







