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CAPÍTULO DEZENOVE

Author: Bia Almeida
last update publish date: 2021-10-19 07:25:52

BRYAN

Amanheci com o humor renovado, consegui falar com minha, Sarah, até fizemos sexo virtual. Aquela mulher é uma provocadora gostosa para caralho, a cada dia que passa tenho certeza que ela é a mulher da minha vida. Não me vejo nenhum dia sequer sem Sarah, sem o meu amor. Disse para ela que irei embora amanhã, mas, na verdade, vou hoje depois de uma reunião que tenho após ao almoço, devo chegar em casa à noite e a encontrar dormindo, não vejo a hora de tomá-la em meus braços e de me enterrar dentro dela. Só de pensar meu pau dá sinais de vida.

Na última vez que vim ao Brasil me fartei com algumas brasileiras, a maioria são espetaculares, eu sempre fui muito assediado por elas, a Grace ficava desesperada de ver o assédio em cima de mim e como muitas vezes eu cedia a deixando constrangida. Ontem enquanto almoçávamos Grace comentou comigo que estava feliz de me ver tão apaixonado, confessou que ficou aliviada de ver que não cedi a nenhuma cantada e que cortei qualquer tentativa, completou dizendo que Sarah é uma mulher de sorte.

 —  Eu que sou Grace, um homem de sorte, minha, Sarah não perde para nenhuma mulher aqui, não só pela beleza, mas também porque ela é uma mulher rara e muito especial.

— Sabe de uma coisa, eu a admiro desde da primeira vez que a conheci, naquele dia em que a senhorita Johnson aprontou, ela agiu como uma mulher madura e me tratou muito bem. Desculpe o que vou falar.

— Fique à vontade Grace.

— Tem mulheres que não tem a beleza natural de Sarah, e nem o prestígio que o seu sobrenome tem, e são tão soberbas, tratam a nós, aos reles mortais como nada. Sarah nos olha com carinho e não nos trata com indiferença. Depois daquele dia fiquei com receio de a encontrar novamente, para minha surpresa ela me tratou tão bem, ainda levou uma caixa de bombom para mim.

— Fico todo orgulhoso quando as pessoas descrevem a minha, Sarah como eu a conheço, e como ela é.

O meu maior desejo é que Sarah vá morar comigo, mas tenho que fazer as coisas, direito, ela é uma mulher independente e de família, tenho certeza que os Vendramini não aceitariam simplesmente que ela se mude para minha casa, apesar de saber que se ela quiser, assim ela faz. Minha garota tem opinião própria, mas a minha intenção é fazê-la minha definitivamente, para isso preciso me casar com ela, vai ser uma batalha a ser vencida, mas não vou desistir porque sei que ela me ama e é minha.

SARAH

Pela manhã antes de ir trabalhar passei na casa do Bryan e deixei uma mala que fiz com roupas, sapatos, maquiagem e alguns produtos.

Minha, intensão é passar uma semana com ele depois que chegar de viagem, ainda acho que vai ser pouco para matar minha saudade. Amy me aguardava e ficou feliz com a minha chegada.

— Sarah, querida, quanto tempo. — Bom dia Amy, tenho trabalhado muito e quando chego em casa, banho e cama.

 — Quando Bryan disse que você viria dormir aqui, adorei, essa casa está muito vazia, e adoro sua companhia.

 — Não se anime muito Amy, chego tão cansada, geralmente não como nada, só quero esticar meu corpo na cama, quando me dou conta, amanheceu.

— Você emagreceu menina, venha, você precisa tomar um café da manhã, reforçado, bem que meu menino disse que você não tem se alimentado direito.

— Não precisa Amy, é exagero dele, passei aqui para deixar minhas coisas já que é caminho, preciso ir trabalhar — Sarah você comeu alguma coisa hoje?

— Tomei uma xícara de café, tenho uma reunião às dez e ainda iria passar aqui, gosto de chegar um pouco antes para me organizar.

— Então vamos para a cozinha, se meu menino souber que você não se alimentou vai ter um treco. Você precisa de energia para enfrentar o dia.

Amy preparou uma mesa que parecia que mais pessoas tomariam café comigo, a obriguei a se sentar e me acompanhar, só percebi que estava com fome quando comecei a comer, senti até vergonha do tanto que comi, Amy achava graça do meu comportamento diante de tantas coisas gostosas.

Cheguei na SV Design meia hora antes da reunião, Lily já estava a todo vapor, amo minha amiga, ela é leal e competente. Dez minutos depois que cheguei, Lily entrou na minha sala com um lindo buquê de rosas-vermelhas.

—  Entrega para senhorita Sarah Vendramini, não faço ideia quem enviou, fala revirando os olhos brincando comigo, por deduzir que seja do Bryan.

Pego o buquê de sua mão, levo ao meu nariz para sentir o cheiro das rosas, no cartão só dizia: minha. Estranhei porque geralmente Bryan é mais criativo e mais romântico, mesmo assim adorei, qual mulher não gosta de ser surpreendida pelo seu homem.

Lily estava um pouco acelerada, quando minha amiga fica assim é porque está com algum problema. Quando ela fica com raiva de alguém e não consegue extrapolar, age assim. A tarde quando demos uma pausa para fazer um lanche já que não almoçamos porque a reunião se estendeu e eu também ainda estava satisfeita com o café da manhã, a chamei para conversar.

— Lily aconteceu alguma coisa ontem? — Não por que Sarah?

 —  Porque eu te conheço muito bem e sei que você não está bem, pensei que a saída de ontem com as meninas a deixaria mais relaxada, vejo que teve o efeito contrário.

— Não é nada, é só cansaço, depois que esse hospital inaugurar irei tirar uma semana de folga. — Certo, se precisar estou aqui.

LILY

Meu dia hoje está uma merda, e pior, Sarah percebeu, tive que colocar a culpa no trabalho, como vou dizer a ela que o culpado tem nome e é seu irmão? Eu o odeio, Luke não me vê como mulher, sempre me tratando como se eu fosse uma garotinha que precisa ser salva. Porra, eu sou uma mulher, será que ele não enxerga isso? Ainda para piorar me fez passar vergonha. Eu o odeio tanto, chega a ser irônico porque amo a Sarah como fosse minha irmã, seus pais sempre me trataram como da família. Depois de melar meu encontro, ele saiu de braços dados com a loira. Que ódio!

LUKE

Sai da Vendramini mais cedo e fui para casa, liguei para meu cunhado para saber como andam as negociações no Brasil, conversamos um pouco e ele me disse que retornaria hoje e que minha irmã não sabe, ele vai fazer uma surpresa. Fico menos preocupado com a Sarah, com o Bryan por perto. Minha irmã é muito teimosa, quando ela está com um grande projeto se entrega de uma tal forma que esquece de se alimentar e trabalha até altas horas.

Semana passada a busquei duas vezes na sua empresa, liguei às dez da noite e ela ainda estava lá, sai igual a um louco ao seu encontro, chegando lá, estava ela e Lily concentradas em seus computadores. Levei Lily para casa, ela mora próximo à empresa e costuma ir a pé, por isso estava sem carro, outra louca andando sozinha tarde da noite, se eu não tivesse ido lá certamente elas romperiam a madrugada.

Passei a noite na minha irmã e pela manhã a deixei no trabalho porque seu carro ficou lá. Dois dias depois estava eu lá novamente resgatando as donzelas, comentei com meu pai que ligou para Sarah fervendo, ele contratou dois seguranças para ficarem na empresa, conhecendo essas garotas sei que elas não vão sair no seu horário normal enquanto não finalizarem o projeto. A noite é perigosa para duas mulheres sozinhas. Quando finalmente resolvem ir para casa, um segurança acompanha a Lily e outro a Sarah, fiquei mais aliviado porque não teria como ir busca-las todos os dias.

Depois de falar com Bryan, fiquei um pouco com minha mãe e resolvi ir a um open bar para relaxar um pouco, tomei banho coloquei uma roupa mais confortável e sai. Chegando lá dei de cara com a esquentadinha da Lily, ela estava com suas amigas do escritório, as cumprimentei e sentei em outro lugar um pouco afastado delas, poderia até aproveitar a companhia, mas essas meninas tirando a Lily que não me suporta, só faltam sentar no meu colo, e eu não quero encrenca com a minha irmã, elas são suas funcionárias.

Porra a Lily é completamente sem noção, olha a roupa que ela está usando, deveria ser proibido entrar aqui com esse micro short, será que ela não percebe que os caras estão todos babando em cima dela?

— Pois, não senhor, falou comigo? — Perguntou o garçom.

— Não amigo, estou falando comigo mesmo, me traga outra bebida.

Fico observando seu trajeto, acho que ela foi ao banheiro.

Na volta um babaca pega em seu braço e cochichou algo em seu ouvido, a oferecida sorri, fui interrompido pelo garçom que me entregou meu uísque, quando olhei de volta, Lily estava em sua mesa e o cara também.

Mas que porra é essa? Esse cara deve ter a minha idade, será que ele não percebe que Lily é apenas uma menina? Vou ter que fazer alguma coisa. Sem pensar chego em sua mesa e finjo ser seu namorado, ela me olha surpresa, e o cara que estava todo sorridente pensando que se daria bem, deixou seu sorriso morrer. Ele olhava para mim e para ela, Lily ficou sem palavras, aproveitei e me sentei ao seu lado e a abracei dando um selinho em seus lábios. Adoro o seu cheiro, as poucas vezes que tive oportunidade de estar próximo dela sem que ela me atacasse, seu cheiro me invadiu de uma tal maneira que sou capaz de reconhece-lo em qualquer lugar, se ela não fosse tão menina e esquentada, já tinha a levado para cama, o máximo que rolou foi um beijo há muitos anos,  me arrependi, pois, foi errado, ela só tinha dezoito anos e eu era dez anos mais, velho do que ela. Depois que a beijei, na verdade, não foi um beijo, só encostei nossos lábios, o babaca que queria abusar dela levantou e foi embora, melhor.

—  Meninas, já livrei vocês daquele babaca agora fiquem à vontade.

Levanto e volto para o lugar onde eu estava, encontrei uma loira que nem me lembrava do seu nome, a única coisa que lembro é que ela é boa de cama, a ofereci uma bebida e ela perguntou se eu não queria beber em outro lugar, percebendo sua verdadeira intensão a levei para um hotel, ela fez jus a minha lembrança, a mulher é insaciável e uma boqueteira de primeira.

Depois de me fartar a levei para sua casa e fui embora, não durmo com mulher nenhuma, depois elas acham porque passamos a noite, juntos queremos compromisso e até sonham com casamento.

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