INICIAR SESIÓNAssim que Fred entrou no carro eu me pus a sentar na ponta do banco e bati em seu ombro. Vejo que ele me olha pelo espelho retrovisor.
— Desculpa por mais cedo.
— Ok.
Eu entorto a boca.
— Você só tem isso para me falar? Ok. E o seu: “desculpa, Rebeca, por ter ligado para o Sr. Foster igual a um fofoqueiro e ter contato que você queria ir ao escritório.”
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Fomos para o nosso quarto e tomamos uma ducha rápida.— Espero que você não tenha vindo aqui só para conferir se eu tinha esquecido de mais nada. Ele me olha com ternura.— Eu sei que preciso confiar quando você diz que esqueceu por conta da rotina, mas ainda isso tudo mexe comigo. Eu percebi que isso será uma guerra que eu nunca venceria, então deixei de lado.— Já que está aqui, o que acha de almoçarmos? Ele sorriu.— Adoraria. Mexi na geladeira e vi que o que tinha ali não daria para um almoço. Resolvi fazer alguns sanduiches. 
Caminhando pelo espaço que se abria para mim, notei que a área de descanso estava exatamente como pedi. Havia uma cobertura de madeira onde as vigas serviam para fixar as redes que eu havia comprado em nossa viagem ao Brasil. De lá poderíamos ficar admirando nossas árvores que o antigo morador cultivou por quase cinquenta anos. Fiquei surpresa quando vi as árvores. Mandei uma mensagem para Jack.“Você manteve as árvores! A resposta dele foi quase imediata.“Lembro-me muito bem do seu argumento. “Os passarinhos estão acostumados com estas árvores, se retirarmos para onde eles irão?” Sor
Assim que Fred entrou no carro eu me pus a sentar na ponta do banco e bati em seu ombro. Vejo que ele me olha pelo espelho retrovisor.— Desculpa por mais cedo.— Ok. Eu entorto a boca.— Você só tem isso para me falar? Ok. E o seu: “desculpa, Rebeca, por ter ligado para o Sr. Foster igual a um fofoqueiro e ter contato que você queria ir ao escritório.” Ele levanta as sobrancelhas.— Quem disse que liguei? Aquilo me pegou de surpresa. Eu começo a tatear meu corpo em busca de alguma escuta.— Jack me grampeou? Vejo confuso nos olhos de Fred.— O quê?— Vamos para a casa da minha mãe, preciso pegar meu celular, mas antes me empresta o seu que preciso ligar para o Jack.
Pedi que Fred me levasse até o escritório. — Não posso levar a senhora lá.— Se não pode, vou de taxi. Passei por Fred feito um foguete. Para a minha sorte um taxi estava encostando ao meio fio e fiz sinal para que ele me esperasse, sabe o que ele fez? Não me esperou. Senti mãos fortes segurar meu braço.— Por favor, senhora. Tentei puxar meu braço, mas ele estava muito bem preso nas mãos de Fred. Se ele acha que a ameaça de mais cedo era da boca para fora, ele estava enganado.— Lembra que falei para você ter mais medo de mim do que do Jack? Então, ou você me leva para o escritório agora ou eu falo para o meu noivo que você tentou me agarrar. – Sinto meu sangue voltar a circular na região onde Fred estava segurando. Eu ajeito meu casaco. – Você vai me levar para o escritório ou não? Sem jeito e quase gaguejando respondeu que sim. Pela postura de Fred, ele devia estar com muita raiva. Peguei pesado? Sim, mas quem ele pensava que e
Um barulho de porta sendo esmurrada podia ser ouvido. Nick entrou em nosso quarto segurando um celular e tampando os olhos.— Espero que vocês estejam vestidos. Walter precisa falar com você urgente. Ele olha para o relógio que estava na cabeceira da cama e solta um palavrão. Ele corre para o chuveiro e de lá grita para Nick.— Avisa que em dez minutos estarei no escritório. Ela transmite o recado.— Ele não gostou muito.- Imaginei. Vai indo na frente e enrola o quanto puder até eu chegar. Ela me mandou um beijou e saiu do quarto. Fiquei sentada na cama vendo Jack correr para se trocar. Achei a cena hilária, porque Jack nunca se atrasava para nada. Olhei para o relógio e vi que eram sete e meia da manhã.— Eu tinha uma reunião às sete horas. Você pode me ajudar com esta gravata? Eu me levanto e o ajudo.— Terminei.— Ok. – Ele me beija rápido. – Juro por Deus que queria ficar e te beijar como você merece, mas estou muito atrasado.
— Quando você tinha esses breves despertares, você não o reconhecia. Só depois que você estabilizou foi que lembrou. Ele ficou sem chão. Achava que isso tudo era culpa dele. Não aguento e o interrompo.— Eu me lembro de ter acordado com ele dormindo ao meu lado. Eu me lembro disso.— Seu quadro se estabilizou naquela noite. – Ele coça a cabeça e olha para a escada, acredito que esperando Jack aparecer e facilitar sua vida. Mas isso não ocorreu. Ele respira fundo e continua. – A verdade é que ensaiamos o que diríamos a você. Como dizer a uma pessoa viva que ela morreu e que foi atestado seu óbito?Uau. Jack falou que eu havia morrido. Como assim? Tudo ficou tão confuso.— Pelo amor de Deus, Kevin. Explica isso direito. Eu não queria entrar em pânico, mas era isso que estava acontecendo. Haviam atestado minha morte?Ele respira fundo e despeja tudo de uma vez.— Você sofreu um ferimento muito sério na cabeça. Os médicos disseram que você teve morte cerebral. Iniciou-se







