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Evil

Autor: Agnela
last update Data de publicação: 2025-07-13 09:21:23

As mortes seguiram. Sistemáticas. Precisavam parecer acasos para o mundo, mas os que conheciam o submundo sabiam: era ele.

Villano não deixava rastros digitais.

Não usava os próprios homens.

Ele usava os homens dos próprios inimigos— manipulados, subornados, ameaçados com provas secretas, arrastados até cometerem o inevitável.

Juízes, generais, banqueiros.

Um a um caíam.

— Um primeiro-ministro foi achado sem os olhos, em seu próprio gabinete trancado.

— Uma presidente, atropelada ao sair
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Último capítulo

  • Perigosamente Apaixonado   Finalmente Paz

    Ele engoliu em seco, sentindo o peso daquela pergunta. Era como se o passado e o futuro se encontrassem ali, naquela pequena figura que carregava toda a esperança e dor que ele julgava enterradas. Villano, com a voz rouca, perguntou: — O que você disse? A menina o observava, meio desconfiada, meio buscando algo no olhar dele. — Meu Avô diz, que não se responde pergunta com outra pergunta. Villano engoliu em seco, um sorriso cansado tentando despontar no canto da boca. Villano ficou sem palavras, o nó na garganta apertando cada vez mais. Olhou para aquela menina que, apesar da pouca idade, carregava um brilho nos olhos que o desarmava. — Evil… — ele repetiu, como se experimentasse o nome pela primeira vez. — Eu… não sei o que dizer. Ela sorriu de leve, como se esperasse essa reação. — Não precisa dizer nada, pai. Eu sei que as coisas foram complicadas, que você tentou e errou, mas eu quero entender. Quero que me conte tudo. Villano engoliu o nó na garganta e, p

  • Perigosamente Apaixonado   Evil

    As mortes seguiram. Sistemáticas. Precisavam parecer acasos para o mundo, mas os que conheciam o submundo sabiam: era ele.Villano não deixava rastros digitais. Não usava os próprios homens. Ele usava os homens dos próprios inimigos— manipulados, subornados, ameaçados com provas secretas, arrastados até cometerem o inevitável.Juízes, generais, banqueiros.Um a um caíam.— Um primeiro-ministro foi achado sem os olhos, em seu próprio gabinete trancado. — Uma presidente, atropelada ao sair de uma reunião secreta, dias depois de rejeitar uma investigação sobre a morte de Ura. — Um agente da CIA, enforcado com sua própria gravata, deixou uma carta confessando crimes que jamais foram públicos.O terror se espalhava, mas Villano nunca apareceu. Enquanto isso, nas sombras, ele assistia tudo. Apenas uma parede de sua casa, coberta com nomes riscados em vermelho — cada um, um culpado.No fundo do peito, ainda latejava a ausência de Ura. E o peso de um túmulo… que ele nem sabia que

  • Perigosamente Apaixonado   …Ou talvez não

    Villano segurava Ura nos braços, o sangue escorrendo por entre seus dedos, manchando a roupa dele, o chão, tudo.— Fica comigo... por favor, Ura… não faz isso comigo...— a voz dele era apenas um sussurro rouco, quebrado.Com mãos trêmulas, puxou o celular do bolso e discou. — EMERGÊNCIA! Rua Aurland, chalé 17… grávida, ferida gravemente! Está perdendo muito sangue! — gritou, fora de si.Tremia. O rosto dele pressionado ao dela, tentando aquecê-la, como se o amor pudesse mantê-la viva.— Socorro! Pelo amor de Deus, ela tá grávida! Me ajuda!As sirenes ainda estavam distantes. Mas Villano já estava de joelhos no inferno. E tudo que importava — estava escorrendo por entre seus braços.As sirenes rasgavam o silêncio da floresta quando a ambulância finalmente chegou. Paramédicos invadiram o chalé. Villano, coberto de sangue, não queria soltá-la.— Nós cuidamos dela agora, senhor.— disse um deles, firme mas com respeito. Ele soltou devagar, como se arrancassem parte dele. Foi puxa

  • Perigosamente Apaixonado   O fim…

    Villano encarou Ura por longos segundos. O silêncio entre eles dizia tudo o que as palavras não conseguiam.Então, ela largou o fecho do casaco e deu um passo hesitante. Depois outro. Até que ficou diante dele.Os olhos dela estavam marejados, e o lábio inferior tremia. Mas quando Villano ergueu os braços, mesmo sem entender, mesmo desconfiado, ela se lançou contra o peito dele.O abraço foi apertado. Longo. Cheio de dor, saudade e tudo que ficou pelo caminho.Villano fechou os olhos. Inspirou fundo o cheiro dela — ainda presente, mesmo sutil. O coração acelerado, o corpo tenso. Algo estava errado.Ele sentia. Mas não conseguiu se afastar.— Você voltou…— sussurrou ele, num sopro abafado contra os cabelos dela.Ura apenas assentiu contra seu peito, as lágrimas escorrendo silenciosas.— Eu não conseguia mais ficar longe.— ela respondeu.Villano a apertou mais. Como se pudesse protegê-la do mundo inteiro. Como se aquele momento fosse tudo que restava.E ali, no

  • Perigosamente Apaixonado   …

    Seu punho fechou com força. O sangue escorrendo pela palma.— Villano foi criado com tudo. Mas eu… eu sobrevivi com o que sobrou.Se aproximou do vidro blindado que dava para o quarto onde Ura dormia.— Você acha que ele te ama, Ura?— sussurrou, quase com raiva contida — Ele nem sabe o que é cuidar de alguém sem destruir tudo. Ele vai te arrastar pro inferno com ele. E esse filho... esse filho devia ter sido meu.Kevin respirou fundo. Pegou o comprimido branco do bolso interno — o mesmo que usava para conter seus impulsos. Mas não tomou. Pela primeira vez… deixou a raiva fermentar. Porque se Villano estava vindo… talvez fosse hora de resolver tudo. De filho para filho. Marchesi contra Marchesi.00:21 — Moscou — Residência Marchesi.Villano chegou sem aviso. Como sempre.Portas se abriram. Guardas recuaram. Dante, sentado diante da lareira, erguia um cálice de vinho quando viu o filho entrar com os olhos carregados de algo diferente: não fúria. Não raiva. Algo mais denso.

  • Perigosamente Apaixonado   O filho rejeitado

    Rússia — Propriedade Marchesi.A notícia chegou como uma avalanche contida em palavras curtas. Villano apareceu na ONU. Desafiou o mundo. E saiu ileso.Unirian, sentada diante do piano antigo, congelou os dedos sobre as teclas ao ouvir o relatório. Dante, em pé diante da lareira, segurava um charuto apagado, sem conseguir acendê-lo.Silêncio.— Ele… apareceu na ONU?— a voz de Unirian era um sussurro incrédulo.— E não foi só isso.— completou Petrov, ao lado — Ele ameaçou todos os países. E ninguém ousou reagir.Dante soltou o ar lentamente. Jogou o charuto na lareira.— Ele não só sobreviveu ao que eu criei. Ele… superou.Unirian levou a mão à boca, emocionada.— Villano... o nosso menino.— Não é mais menino.— Dante respondeu, sério, mas com um toque de orgulho amargo nos olhos — Ele virou o homem que todos temem. Até eu.Ela se levantou devagar, a voz embargada.— Mas isso significa que ele está destruído por dentro. Se ele chegou a esse ponto… é porque está quebrado.Dante

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