Share

capitulo 4

Author: Rayes
last update publish date: 2024-07-28 20:16:12

Anna suspirou baixinho, desejando poder tapar aquela boca, mas mais uma vez teve que ser paciente, ela precisava do dinheiro de Rafael.

"Não estou interessada em me envolver com nenhum homem em um futuro próximo, senhor."

"Ótimo," disse Rafael secamente.

A porta do elevador se abriu, Anna esperou Rafael sair primeiro antes de segui-lo. Ela deliberadamente diminuiu o ritmo dos passos, colocando-se claramente como a subordinada de Rafael, nada mais.

Ao chegarem ao restaurante da reunião, o cliente de Rafael já estava esperando. Eles vieram de longe das Filipinas e passaram uma hora discutindo o rascunho do contrato. Anna, que era muito habilidosa em negociações, conseguiu obter a assinatura do cliente para Rafael. Uma das coisas que impressionaram Rafael em Anna foi sua habilidade e coragem.

Depois de se despedirem no saguão do restaurante, Rafael virou-se para Anna.

"Por ter me ajudado a conseguir esse grande projeto, vou te dar um bônus."

"Obrigada, senhor."

Anna se curvou em sinal de respeito, um problema resolvido, ela poderia sair do apartamento de Rafael o mais rápido possível.

"E você pode ir para casa agora, não precisa passar pelo escritório."

Anna se curvou novamente, agradecendo.

Eles se separaram no saguão, e Anna correu para pegar um táxi, não para o apartamento, mas para uma imobiliária em busca de um apartamento barato para alugar.

**

Depois de encontrar um apartamento acessível, Anna voltou para o apartamento e começou a fazer as malas. Ela mal podia esperar para sair daquele luxuoso apartamento, havia boas lembranças demais que precisavam ser enterradas.

Não demorou muito para fazer as malas, pois ela não tinha muitas coisas, a maioria eram presentes de marca que Rafael comprara para ela, incluindo joias caras. Anna não era obcecada por luxo, ela não pegou nada, mesmo que as joias pudessem ser vendidas, ela acreditava que ela e seu futuro filho poderiam sobreviver com seu próprio suor para que Rafael não pudesse reivindicar essa criança como dele quando nascesse.

"Adeus passado, que eu e meu filho tenham sorte."

As ruas noturnas da capital estavam congestionadas, Anna sorria durante a jornada até o novo lar. De vez em quando, ela acariciava o estômago, nada mudara em seu corpo até agora, apenas começou a sentir náuseas e tonturas de manhã, de resto Anna não sentia nada, até mesmo comer e beber continuavam como antes de engravidar, apenas às vezes ela ficava sem vontade de comer por lembrar de Rafael e Angeline.

Após uma hora de viagem, o táxi em que Anna estava parou em frente a um prédio simples. Longe de ser luxuoso, mas Anna ainda assim estava grata, pelo menos não se sentiria culpada ao ver cada canto do seu apartamento, tantas memórias bonitas que infelizmente terminaram em profundo arrependimento.

Depois de pagar a corrida do táxi, Anna olhou para o apartamento onde agora moraria no segundo andar, ela soltou um suspiro antes de arrastar sua mala. Sem elevador, apenas uma escada um pouco suja, compreensível, o apartamento estava vazio há muito tempo de acordo com o proprietário, mas ela podia garantir que o interior estava limpo, pois era sempre limpo regularmente.

Depois de esvaziar toda a energia, Anna subiu a bagagem para o segundo andar, ela inseriu a chave na porta preta escura. A porta se abriu, ela empurrou a porta larga. Um sorriso surgiu em seus lábios. Seu quarto era minimalista, mas completo o suficiente, com uma cama e ao lado, uma penteadeira.

Anna entrou, olhando ao redor, era muito melhor do que ela imaginava.

"Vamos morar aqui, apenas nós dois, você e mamãe," ela disse enquanto acariciava o estômago.

**

Os raios de sol espreitam por trás das cortinas entreabertas. Anna aperta os olhos por causa do sono interrompido.

Hoje é domingo, Anna está de folga e não vai acordar cedo. Ao contrário do tempo em que morava com Rafael, ela costumava acordar cedo porque Rafael a incomodava. E geralmente Anna cozinhava o café da manhã para eles. Rafael nunca pediu, mas Anna fazia voluntariamente.

Anna volta a se perder em um sono profundo, mas não dura muito, o toque do celular ressoa.

"Droga!"

Anna cobre os ouvidos, se encolhe embaixo do cobertor, não tem disposição nem mesmo para ver quem está ligando tão cedo.

O toque para, Anna volta a dormir profundamente até quase o meio-dia.

"Meu Deus, como dormi profundamente," murmura ela enquanto esfrega o estômago faminto, já são 10 da manhã.

"O que vamos comer, querida? Mamãe ainda não comprou os ingredientes," ela murmurou enquanto se levantava da cama, Anna foi direto para o banheiro e se arrumou, ela precisava sair para almoçar, o café da manhã e o almoço combinados.

Saindo do apartamento, Anna olhou ao redor, descobrindo que seu novo lar ficava movimentado durante o dia.

"Vamos nos aventurar."

Anna desceu as escadas lentamente, decidindo virar à direita porque na noite anterior tinha visto um supermercado na rua principal, ela precisava comprar mantimentos para encher sua geladeira, não podia sair toda hora para comprar comida.

Antes de chegar ao minimercado, Anna viu uma lanchonete movimentada e decidiu comer algo ali antes.

Entrando na lanchonete, algumas pessoas que estavam comendo olharam para Anna, sua beleza natural brilhava, mesmo estando apenas com um moletom largo e calças de treino.

"O que a senhorita gostaria de comer?" perguntou o dono da lanchonete, sorrindo gentilmente, era a primeira vez que sua lanchonete era visitada por uma mulher bonita.

"Ah, eu posso ver primeiro," ela consentiu educadamente.

O dono da lanchonete assentiu, abrindo as cortinas de vidro da vitrine de alimentos.

Anna engoliu em seco ao ver a variedade de pratos que estimulavam o apetite.

"Eu quero isso, isso e aquilo," ela apontou.

"Por favor, senhorita, sente-se."

Anna olhou ao redor da lanchonete, ainda havia uma mesa vazia no canto e sem hesitar, ela foi em direção à mesa no canto.

Não demorou muito para a comida chegar, Anna comeu com gosto, o sabor era incrível, na opinião dela, a comida ali era ainda melhor do que a dos restaurantes.

Após terminar a refeição, Anna se levantou para pagar, mas descobriu que sua refeição já tinha sido paga.

"Mas eu ainda não paguei, senhora."

Anna insistiu em oferecer dinheiro ao dona da lanchonete, mas a mulher de meia-idade persistiu em recusar o dinheiro de Anna.

"Alguém já pagou a sua refeição, senhorita. Não posso aceitar esse dinheiro," ela disse, empurrando de volta o dinheiro que Anna ofereceu.

Anna suspirou suavemente, "Tudo bem, se encontrar a pessoa que pagou minha refeição mais cedo, por favor, agradeça em meu nome."

A mulher assentiu sorrindo, poucos como ela, recusam presentes de pessoas e agradecem mesmo sem saber quem pagou sua refeição.

Anna saiu da lanchonete e voltou a percorrer a calçada em direção ao minimercado na rua principal. Ela não levava nada consigo além das roupas que comprara ela mesma do apartamento de Rafael, não trouxe nenhum dos presentes de Rafael, pois apenas a faria se sentir sufocada ao vê-los.

Depois de caminhar bastante, finalmente chegou ao minimercado, Anna comprou tudo de que precisava. Felizmente, o bônus dado por Rafael foi suficiente para pagar o aluguel do flat, então suas economias poderiam ser usadas para as despesas do dia a dia.

"Mal posso lembrar quando foi a última vez que comprei assim," ela murmurou baixinho.

Antes, Rafael não a deixava sair livremente, todas as necessidades de Anna eram providenciadas por ele, então ela só precisava cuidar desse homem. Parecia nojento quando ela recordava cada segundo de sua vida antes, Rafael era muito atencioso com ela a ponto de ela esquecer que nunca foi comprometida por ele.

Depois de fazer compras, Anna voltou para seu flat, colocou todas as compras na geladeira e se deitou na cama.

"Para onde devo ir agora?" ela murmurou baixinho, olhando para o criado-mudo. Depois de quase 2 horas andando, ela só então se lembrou de seu celular. Anna não se importava com o aparelho pois não havia mais o 'Amor' dele a ligar a todo momento quando ele não estava ao seu lado.

Anna sorriu tristemente, havia tantas memórias difíceis de esquecer, ela realmente não imaginava que acabaria assim.

Sua mão esticou para pegar o celular rosa, o celular que ela não usava há muito tempo. Rafael comprou a edição limitada do casal e deixou o objeto luxuoso no apartamento.

A testa de Anna franziu ao ver algumas chamadas não atendidas no celular.

"Senhor Rafael", ela murmurou suavemente.

O homem ligou para ela várias vezes. O coração de Anna disparava, nervosa e com medo se mesclando. "O que mais ele quer."

O celular de Anna tocou novamente. 'Senhor Rafael' a ligava novamente.

Anna ficou atordoada, ela estava confusa sobre atender ou ignorar a ligação. Por um lado, ela queria atender, ela sentia falta daquele homem, mas por outro lado, ela o odiava.

O toque parou, Anna apertou sua mão com os olhos fechados. "Esqueça-o, Anna. Ele não te ama!"

**

No apartamento Orchid, o luxuoso apartamento que Rafael comprou para Anna, ele andava de um lado para outro na frente da cama. Ele tentou ligar para Anna várias vezes, mas a mulher não atendia.

"Onde ela está? Por que deixou todas as suas coisas aqui?" ele murmurou.

Seus olhos se fixaram em três cartões que ele deu para Anna, jogados na cama, um cartão preto, um cartão de débito e o cartão-chave do apartamento que ela segurava.

Rafael olhou ao redor, o quarto estava muito arrumado, apesar de nunca ter contratado uma empregada de limpeza. Anna sempre encontrava tempo para limpar seu apartamento, não importa quão ocupada estivesse.

Seus olhos se pousaram na penteadeira dela, ele se aproximou, seu olhar caindo sobre uma foto ali. Só havia uma foto de Rafael, Anna rasgou a foto dela.

Os dedos de Rafael se cerraram, seu coração doía ao ver a foto despedaçada.

Ele abriu a gaveta da penteadeira, onde as caixas de joias que ele deu ainda estavam completas. Ele pegou uma delas, a caixa de joias preta era a favorita de Anna, ele sabia disso porque ela sempre a usava, até mesmo quando se encontraram pela última vez ontem.

"Por que você a devolveu ao seu lugar? O que você quer dizer com isso, Anna?" ele murmurou para si mesmo. "Não são todas essas coisas suas, o apartamento, as joias, o cartão de débito, o cartão preto."

A garganta de Rafael se apertou, o que mais ele poderia perguntar? Não foi essa separação o que ele queria, então por que parecia tão sufocante?

Continue to read this book for free
Scan code to download App
Comments (1)
goodnovel comment avatar
Denise Vasconcelos
ler isso dá é depressão! Usar uma pessoa assim. afff um ano sendo usada, sem nada e precisar preparar o cadamento dele? Ele e narcisista psicopata! credo! espero que a vida nao imite a arte!
VIEW ALL COMMENTS

Latest chapter

  • Perseguido Pelo Ex-marido   Final

    Mikha estava sentada, apoiada no peito de Justin, observando seus três amores brincando na areia branca da praia. Hoje completava exatamente 3 anos do caçula, Jonathan. Não houve festa, apenas uma viagem em família para a ilha de Bali. Bali nunca mudava, sempre linda e continuava sendo o lugar favorito dessa pequena família. "Jonathan já está com três anos, a mamãe quer ter mais um—" "Não!" Mikha recusou veementemente, ela não queria mais filhos, três já eram suficientes. Os gêmeos já haviam "roubado" Justin dela, e com a chegada de Jonathan, que era a cara do pai, ele estava aos poucos tomando o lugar dos irmãos mais velhos, enquanto Mikha... "Três já estão de bom tamanho, se tivermos mais um, o papai não vai ter mais tempo para a mamãe," reclamou Mikha com um semblante sombrio. Na verdade, Mikha continuava sendo a primeira e única a ocupar o maior espaço no coração de Justin. As crianças vinham logo depois, ocupando outras partes. "Desculpe, papai não está ignorando a mamãe

  • Perseguido Pelo Ex-marido   capitulo 224

    Sem forças para caminhar, Mikha sentou-se em uma cadeira na varanda, ainda segurando a cabeça que latejava, e se curvou. Uma das empregadas, que por acaso estava levando uma bebida para o segurança, se aproximou rapidamente de Mikha e gritou em pânico ao perceber que o corpo da patroa estava frio e suado. O segurança, ao ouvir o grito da empregada, correu para ajudar. Após confirmar que a patroa estava doente, eles a levaram rapidamente para o hospital mais próximo. ** Os olhos de Mikha estavam fechados, e sua cabeça ainda doía, mesmo após o médico ter examinado sua condição. "Exaustão." Foi a única palavra que o médico disse após terminar o exame. De repente, a porta da sala de emergência se abriu, e Justin entrou com um rosto preocupado. Ele havia acabado de sair de uma reunião quando recebeu a notícia de que sua esposa havia sido levada ao hospital. A empregada da casa não havia informado Justin imediatamente, a pedido de Mikha, para não atrapalhar seu trabalho. "

  • Perseguido Pelo Ex-marido   capitulo 223

    Os dias passam, os meses se sucedem, e Mikha já se tornou completamente uma mãe exemplar. Seus dois tesouros estão crescendo bem, seu marido está cada dia mais charmoso, e isso começa a deixar Mikha inquieta toda vez que ele se despede para ir ao trabalho. "Volta para o almoço, Daddy..." sussurrou Mikha, pouco antes de Justin entrar no carro. Os gêmeos, que já têm três anos, correm pelo jardim, acompanhados por duas babás que ajudam Mikha. "Vou tentar," respondeu ele, hesitante. Mikha sentia que ultimamente estava muito sensível, sempre com saudades de Justin, mesmo que ele só fosse para o trabalho, e não para algum lugar distante. Assim que o carro desapareceu de vista, Mikha se virou para entrar em casa, mas de repente sentiu uma tontura. Seus passos pararam, e ela segurou a testa, que latejava. O calor estava realmente intenso naquela tarde. Há muitas reuniões agendadas para hoje, e Mikha sabe disso, mas Justin não quer decepcionar a mulher que ama. "Mommy vai espera

  • Perseguido Pelo Ex-marido   S3-Perfeito

    Logo de manhã, Justin já estava acordado. Ele se higienizou e preparou suas roupas de trabalho sozinho, sem esquecer de separar as roupas para sua esposa.Ele viu que Mikha ainda dormia profundamente, e o homem sorriu. Era um sentimento que não podia ser explicado com palavras.Depois de se aprontar, enquanto esperava Mikha acordar, Justin foi até o quarto de Anna. Ele sentia falta de sua filhinha. A noite sem ela parecia ter durado uma eternidade.Assim que chegou à porta, o choro das duas crianças fez o coração de Justin acelerar. Mas agora elas estavam em boas mãos, não estavam?Justin entrou e viu a mãe de Anna e a mãe de Rania ocupadas, cada uma com um bebê nos braços."Olá", cumprimentou Justin, dando um beijo em cada uma delas.Milagrosamente, as duas pequenas fadas pararam de chorar imediatamente. Anna e Rania se entreolharam. Elas estavam chorando há um tempo, deixando as avós jovens confusas. Agora estava claro: elas sentiam falta do pai."A mamãe dos gêmeos ainda está dormi

  • Perseguido Pelo Ex-marido   Modo S3

    Bem cedo, duas avós lindas, Anna e Rania, foram ao quarto de Justin para buscar suas netas.O jovem casal ainda estava dormindo profundamente.Anna sorriu ao ver Justin e Mikha dormindo abraçados, lembrando-se de sua juventude, quando Rafael não conseguia dormir sem abraçá-la.Lentamente, as bebês Joan e Jenny foram levadas para fora para não acordar Mikha e Justin, que haviam ficado acordados até tarde na noite anterior.Como Mikha se recusou a contratar uma babá, Anna e Rania decidiram ajudá-los nos primeiros meses, pois não é fácil ser mãe, especialmente de gêmeas. Mikha era suscetível à depressão pós-parto se não conseguisse cuidar das duas sem ajuda.**Mikha se espreguiçou, abriu os olhos e rapidamente olhou para o berço ao lado da cama.Ela acordou de repente ao não ver nenhum dos bebês no berço."Querido, nossos filhos!"Mikha balançou o braço de Justin, que estava deitado de bruços, abraçando sua cintura."O que foi, querida?" ele perguntou, ainda de olhos fechados."Nossos f

  • Perseguido Pelo Ex-marido   S3-Baby Girl

    "Faça o melhor possível!"Justin pediu ao obstetra que ajudaria no parto de seu bebê. O rosto do homem estava pálido, e seu coração batia forte desde algum tempo.A gravidez de Mikha já estava no termo, embora a data prevista para o parto fosse em cerca de duas semanas.Na sala de cirurgia, Mikha fechou os olhos enquanto a agulha da anestesia perfurava sua coluna.Suas lágrimas escorriam, e Justin, que segurava sua mão, não conseguia suportar ver a luta de sua esposa.Mikha, ainda não tinha completado vinte anos, mas já estava passando por um processo tão doloroso para trazer ao mundo seu herdeiro. Justin ainda não era grato por ter Mikha?Depois que a anestesia entrou no corpo de Mikha, levou alguns momentos para fazer efeito.Durante esse tempo, Justin continuou a encorajar sua esposa, sussurrando palavras de amor e apreço pelo sacrifício de Mikha."Se algo acontecer comigo, você terá que cuidar de nosso filho."Justin cobriu a boca de Mikha, balançando a cabeça. Ele não queria ouvi

More Chapters
Explore and read good novels for free
Free access to a vast number of good novels on GoodNovel app. Download the books you like and read anywhere & anytime.
Read books for free on the app
SCAN CODE TO READ ON APP
DMCA.com Protection Status