Mag-log inA rotina na alta cúpula do Grupo Vance mudou drasticamente nas semanas que se seguiram ao nosso retorno de Cingapura. O choque da queda definitiva de Beatriz e o cancelamento do conselho dissidente na Ásia enviaram um recado claro a todo o mercado financeiro global: a diretoria da holding era inabalável, e qualquer tentativa de sabotagem resultaria na ruína imediata dos traidores.Mas, dentro da privacidade do nosso império, a prioridade absoluta de Arthur havia se tornado uma só: eu e o herdeiro que eu carregava no ventre.O CEO implacável e temido pelos maiores conglomerados do mundo havia transformado a nossa cobertura nos Jardins em uma fortaleza inexpugnável, ajustando a sua agenda executiva para garantir que nunca ficasse longe de mim por mais do que poucas horas. A fúria protetora dele, que antes se voltava para as guerras corporativas, agora se manifestava em um cuidado obsessivo, sensual e constante.Eu estava parada no meio do closet principal da suíte, ajustando diante do e
O ronco abafado dos motores do nosso jato executivo parecia cantar uma melodia de triunfo enquanto sobrevoávamos o Mar da China Meridional, rumo de volta ao Brasil. As luzes da cabine privativa estavam em uma penumbra suave, banhando o ambiente em um tom dourado e intimista que contrastava com a tempestade de emoções que acabáramos de deixar para trás em Cingapura.Sentada poltrona de couro macio, senti o peso exaustivo da viagem dissipar-se no instante em que as mãos grandes e calmas de Arthur envolveram o meu corpo. Ele puxou-me para o seu colo, acomodando-me de frente para ele com uma naturalidade possessiva e protetora que fazia o meu coração acelerar como no primeiro dia.O CEO da Vance Enterprises enterrou o rosto na curva do meu pescoço, respirando fundo o meu perfume, enquanto a mão dele deslizava lentamente para o meu ventre ainda plano, acariciando com uma devoção quase mística a vida que crescia ali dentro.— Acabou, Clara — murmurou ele, a sua voz grave e aveludada reverbe
O voo intercontinental a bordo do nosso jato privativo fora marcado por um silêncio denso e carregado de antecipação. Enquanto o horizonte de Cingapura surgia banhado pelas luzes douradas e futuristas da baía de Marina Bay, a minha mente estava focada em uma única missão: proteger a nossa família e o fruto que crescia silenciosamente dentro de mim.Arthur passou cada hora do trajeto ao meu lado, demonstrando uma obsessão protetora que beirava o perigoso. Ele mal permitia que eu me levantasse da poltrona de couro, alimentando-me com cuidado e mantendo a sua mão grande e quente espalmada sobre a minha barriga a todo instante, como se pudesse blindar o nosso bebê contra qualquer vento adverso.Assim que o nosso comboio de carros blindados parou em frente à imponente torre do Centro Financeiro Internacional, uma equipe inteira de segurança liderada por Ramos abriu caminho entre o saguão espelhado. Subimos pelo elevador privativo diretamente para a cobertura da holding mantida pela offshor
O silêncio que se seguiu à revelação de Gabriel na suíte presidencial era tão espesso que podia ser cortado com uma lâmina. As palavras do meu enteado ainda ecoavam pelas paredes de mármore, ricocheteando no meu peito como um golpe certeiro.Beatriz Vance.A minha melhor amiga. A garota que eu procurara incansavelmente por meses, a razão inicial pela qual eu havia cruzado as portas da Vance Enterprises e me entregado de corpo e alma ao pai dela. Ela não apenas estava viva, mas agora emergia das sombras como a mente por trás da oposição asiática, articulando um ataque direto ao próprio pai e ao nosso império.A mão de Arthur, que até poucos segundos repousava sobre o meu ventre com uma delicadeza quase divina, fechou-se em um punho rígido ao lado do corpo. Vi as veias do seu braço musculoso saltarem enquanto a expressão do CEO se transformava em uma máscara de pura fúria e decepção sepulcral.— Gabriel... — a voz de Arthur saiu num sussurro grave e rasgado, um tom tão perigoso que pare
O silêncio que reinava na suíte presidencial da nossa cobertura nos Jardins era absoluto, interrompido apenas pelo som suave da chuva fina que começara a cair sobre as vidraças panorâmicas de São Paulo. A agitação do Palacete das Artes e a captura do traidor no mezanino pareciam distantes, como se pertencessem a outra vida.Ainda vestindo o robe de seda preta após um banho demorado, eu estava parada no imenso banheiro de mármore italiano, encarando com as mãos trêmulas o pequeno teste de farmácia sobre a bancada. Dois traços rosados e nítidos brilhavam contra a superfície branca.Um Herdeiro.O meu coração batia em um ritmo descompassado no peito, tomado por um turbilhão de emoções indescritíveis. Aquele não era apenas o fruto da paixão avassaladora e sem trégua que me unia a Arthur; era a fusão definitiva do nosso sangue, o selo inquebrável sobre o império que construíramos juntos.A porta do banheiro abriu-se devagar.Arthur entrou no recinto usando apenas uma calça de moletom cinza
O silêncio no corredor do mezanino era denso, cortado apenas pela respiração desregulada e arquejante de Victor Castel. Preso contra o painel de madeira pela mão colossal de Arthur, o antigo operador de Genebra parecia minúsculo diante da aura devastadora do homem que comandava o Grupo Vance. A taça de uísque escapou de seus dedos trêmulos, chocando-se contra o carpete espesso sem fazer ruído.— Por favor... Sr. Vance... — engasgou Victor, com as pupilas dilatadas pelo terror enquanto tentava inutilmente afrouxar o aperto no seu colarinho. — Eu não... eu não estava agindo sozinho. Eu fui pago para entregar essa mensagem!Arthur aproximou o rosto do dele, a centímetros de distância. Os olhos cinzentos do CEO queimavam com uma intensidade gélida e cruel, sem um pingos de misericórdia.— Pago por quem, Victor? — rosnou Arthur, a sua voz abaixando para um tom grave, vibrante e mortal. — Responda antes que eu decida que a sua vida não vale nem o esforço de manter o meu braço erguido.Ajoel







