LOGINEstudar nunca foi tão difícil quanto está sendo nesta manhã nesta manhã. Desde o momento em que esbarrada por várias pessoas no corredor enquanto ainda engolia as palavras de Jae Shimith, eu já não sabia onde estava o meu raciocínio ou a minha razão de viver. Em vez de estudar como uma condenada para passar de semestre com honra eu estou olhando para meu caderno e decidindo que roupa usaria para sair com Jae. E claro, olhando também a lista dos contras e dos prós que são mais.
A favor: 1 - Ele é bonito. 2 - Me propôs sexo bom e sem compromisso. 3 - Ele já me viu nua. 4 - Ele já me viu gozando. 5 - Sua voz faz meu íntimo pulsar. Parece que tem mais do que achei que tivesse e não estou com vergonha de porra nenhuma. Eu poderia sair tranquilamente com aquele homem e não me preocupar com o amanhã. Já não sei onde estou com a cabeça, até ontem não tinha dormido com ninguém além de Mattie e meu brinquedo especial e agora me aparece um gato charmoso com um sorriso lindo me prometendo prazer depois de me vê nua, me vê gozar e me convida para fazer mais sexo? Eu até quero mais, ontem foi maravilhoso, ainda sinto aquela formigação, vontade de foder daquele jeito. Tão selvagem e espontâneo, em que quarto agora sem ninguém ao meu redor, de porta trancada e gemidos mais baixos. E os contras: 1 - Jae e Mattie são amigos. Puta merda. Mattie pode enlouquecer ou sequer ligar. Nós não temos nada então não há motivos para falar alguma coisa. Transamos de novo e como ele mesmo disse, seria algo sem compromisso, para lembrar-se dos velhos tempos e foi, passou, já era. Isso não seria nada anormal da minha parte ou seria? Saio da faculdade com medo de encontrar-me com Jae por isso fui embora rápido. Desci do ônibus na frente de casa e estranhei meu pai ainda estar em casa, já passava das duas da tarde e ele sempre vai para o hospital depois de meio-dia. Deixei minhas chaves na mesa da cozinha junto à bolsa e saio na varanda chegando à parte de trás e parei no mesmo lugar ao ver aquele homem. Estou cercada de homens bonitos com corpos maravilhosos e que já me viram nua. Ótimo. Virei para ir embora antes de ser notada quando ouço meu pai me chamar. Merda. — Ah Elsie, venha aqui - Sorri voltando a olhar para os homens. Andei até meu pai recebendo um beijo na testa e virei para Marck. Sem camisa, ele me olhava com um sorriso no rosto enquanto limpava as mãos sujas em um pano amarelo. — Essa é a minha filha, Elsie esse é Marck, nosso novo vizinho, está morando ao lado com o irmão mais novo e seu amigo Mattie, se lembra? Meu pai nunca soube do que houve entre mim e Mattie. Sorri para Marck. — Estava saindo para o trabalho quando o carro não quis mais pegar. Marck me ajudou. - Ele virou para pegar a bolsa e uma pasta junto ao casaco — Já estou indo. Já me ligaram várias vezes. Marck eu te pago quando chegar, obrigado mesmo. E filha, se cuida procure por Eleonor ela ainda não chegou, não estava sabendo que chegava tão tarde em casa, me liga se precisar de qualquer coisa e eu aviso se for fazer plantão - avisou antes de entrar no carro e dar partida indo embora. Revirei os olhos e encarei Marck que ainda olhava para o portão aberto. Minha nossa, eu não reparei no tamanho daquela bunda, pelo amor de Deus. Estava suado com pequenas gotículas escorrendo pelo abdômen sarado. Minha nossa, que homem lindo, estou começando a ficar quente, isso é normal? Porque para mim seria normal tocar naquele peito largo. E aquele cabelo longo descendo pelos ombros, porra, que homão. — Sua irmã disse que voltaria depois de correr com um carinha, acho que eles foram fazer outra coisa interessante - Subi os olhos para o rosto dele que largou o pano no chão e veio na minha direção — podemos aproveitar esse tempo para fazer algo divertido também, que tal? Sua mão apertou minha cintura em uma pegada forte e gemi com sua força gostosa. Minha nossa que homem tem uma pegada assim? Minha pele arrepiou e eu foquei meus olhos no dele. Meus braços tocaram os seus subindo até os ombros e o segurei no lugar. Que pressa é essa? Que pegada é essa? Que excitação, que loucura é essa? Fechei os olhos soltando um suspiro quando ele me beijou invadindo minha boca com sua língua ávida em um beijo louco e gostoso. Apertei seus ombros subindo até a nuca e puxei seu cabelo. Ele deixou minha boca descendo pelo meu pescoço e suas mãos agarraram minha bunda puxando para seu colo, logo senti a mesa contra a minha costa e seu corpo subindo e avançando em mim enquanto jogava tudo no chão. Ele atacou minha boca novamente levando a mão até meu rosto com sua pegada nebulosa na minha pele. Ele sabe o que faz e como fazer. Gemi alguma coisa tentando tirar a minha camisa... Merda o que estou fazendo? — Espera... espera - Eu parei o beijo o empurrando para trás — que merda você está fazendo? — Beijando sua boca - a mão dele entrou no meu cabelo perto da minha nuca e eu gemi de novo o puxando pelo cabelo. QUE PEGADA DO CARALHO. — Podemos conhecer seu quarto - Ele sussurrou no meu ouvido. Estou tão envolvida com seu toque. Puta merda como faço para parar? Mas eu nem quero parar. Pelo contrário, eu quero mais. Sorri voltando a deitar na mesa e trouxe-o. A mão dele talvez tenha sido mais astuta que sua língua que lambe a minha pele chegando até os meus seios. Sorri quando seu dente cravou na minha carne. Porra, estou com tesão. TESÃO. — Espera... calma. Aqui não. — Por que não? - O empurrei de novo dessa vez descendo da mesa e o fitei. — Porque é a garagem de casa - virei as costas e rapidamente senti seu peito colar nas minhas costas. Seus beijos começaram pelo meu pescoço e suas mãos puxaram minha camisa para cima. Paramos na porta da cozinha quando ele adentrou meu sutiã brincando com meus mamilos. Fechei os olhos. Minha vagina estar molhada merda. Estou excitada. Merda! Merda! Virei meu rosto para beijá-lo e ele apertou os bicos entre os dedos movendo para cima e para baixo, brincando com meus seios de verdade. — Que peitos lindos gata. Queria poder chupar cada um e ouvir seu gemido sexy - Ele sussurrou. — Desde ontem eu penso em várias coisas que quero fazer com você. É tão linda. Suas palavras ao pé do ouvido, me excitam. Logo senti sua mão descer dos meus peitos percorrendo o caminho até a minha calcinha. Gemi jogando minha cabeça em seu ombro quando seu dedo tocou no meu clitóris. Abri minhas pernas gemendo mais e mais. O calor subiu a minha cabeça e eu não segurei minha vontade de esfregar minha bunda contra a ereção nas calças dele. Marck tem uma pegada quente e enriquecedora. Gemi seu nome ao sentir se mover para os lados e morder meu ombro procurando minha entrada e achou. Adentrou com dois dedos me masturbando. Gemi seguindo o ritmo de suas estocadas gostosas. Merda! Merda! — Elsie... Estou duro por você. - Eu sentia isso na minha bunda e essa dureza era grande, essa porra vai me preencher toda e me fazer pirar a cabeça, eu podia o chupar com toda certeza, mas não foi isso que aconteceu. Ele tirou seus dedos da minha calcinha e me girou no lugar, assistir Marck se abaixar e desfazer os botões da minha calça abaixando até sair dos meus pés e olhando nos meus olhos ele mergulhou sua cabeça entre minhas pernas me chupando e quase levando meu fôlego e minha vida toda fora. Mordi meus lábios erguendo uma perna, se ele queria chupar que chupasse com tudo que tem direito. Mordi minha língua ao gemer mais alto. Desci a mão até seu cabelo massageando os fios. Porra, que oral gostoso… Segurei ao redor em qualquer coisa para poder sustentar aquilo. Solto um grito alto quando sua língua brinca com meu clitóris indo e vindo lento. Fecho os olhos porque já não sei o que faço, gozarei em sua boca e não terei vergonha disso. Sorrio e olho para baixo, movo meu quadril na sua boca e isso me proporciona mais prazer ao ver que ele gosta e me sugar esperando que meu gozo venha. Sua mão livre vai até suas calças e eu lambo os lábios quando o vejo colocar seu pênis para fora. Como já havia imaginado, ele era grande e esperava por um carinho, mas eu não iria querer fazer carinho algum apenas sentar e esperar por mais. Ele levantou me virando novamente, sorri ao segurar na parede com meu rosto colado nela. — Não acredito que vou comer você agora - ele segura seu membro batendo na minha bunda. Ergo uma perna que é segurada por ele, estou rindo e tão molhada que mal posso esperar.O celular de Lua começou a tocar.Mãe.Ela olhou para Antônio.O dele começou segundos depois.Raquel.Os dois se encararam.— Não atende — disseram juntos.Silêncio.Depois começaram a rir.O celular parou.Tocou novamente.— Elas vão vir para cá — Lua falou.— Vão.— Quanto tempo acha que temos?Antônio olhou para o relógio.— Minha mãe? Vinte minutos.— A minha?— Quinze.Lua ficou séria.Antônio também.— Aquela viagem — ele disse.Os olhos dela brilharam.— Você está pensando o mesmo que eu?— Faça uma mala.— Antônio...— Nós queríamos viajar.— Agora?— Melhor momento impossível.Lua começou a rir.— Você é maluco.— Você quer passar os próximos meses com nossas mães decidindo nome, quarto, roupa, hospital, médico e provavelmente a posição em que você deve dormir?O sorriso desapareceu.— Faça duas malas.Victoria chegou primeiro.Raquel chegou três minutos depois.Nenhuma precisou dizer por que estava ali.— Você também viu? — Victoria perguntou.Raquel mostrou o celular.— O p
O Nosso Segredo— Não.Lua nem precisou olhar para Antônio para saber que ele estava sorrindo.Continuou encarando o cardápio como se estivesse completamente concentrada nele.— Você nem sabe o que eu vou dizer.— Sei, sim.— Então diga.Ela finalmente levantou os olhos.Antônio estava sentado do outro lado da mesa, elegante demais para um simples jantar de sexta-feira, com uma das mãos apoiadas sobre a taça de vinho e aquele pequeno sorriso arrogante que Lua aprendera a reconhecer perfeitamente.— Você vai sugerir alguma coisa indecente.— No restaurante?— Você não tem vergonha.— Tenho.Ele tomou um gole da bebida.— Só não tenho muita com você.Lua revirou os olhos.O restaurante ficava no último andar de um hotel no centro da cidade. Da janela enorme ao lado da mesa, era possível enxergar boa parte das luzes da cidade.Lua estava encantada.Ainda se encantava facilmente.Às vezes com coisas caras.Às vezes com coisas absolutamente simples.Naquela tarde, por exemplo, ficara quase
Ela abriu a boca.Fechou.Abriu novamente.— Eu não estou tentando ocupar o lugar dela.— Eu sei.Sua voz ficou mais calma.— Mas casamento tem duas pessoas.Raquel ergueu uma sobrancelha.— Às vezes três, quando a sogra é competente.Antônio apontou para a porta.— Pode ir embora.Ela riu.— Estou brincando.— Você é perigosa brincando.Raquel juntou os papéis.— Eu só quero que vocês façam tudo certo.— Nós vamos errar.Ela parou.A frase era parecida demais com algo que Lua provavelmente diria.— Vamos comprar coisas feias.— As almofadas já provam isso.Antônio segurou o riso.— Vamos discutir.— Espero que não muito.— Vamos gastar dinheiro com alguma coisa inútil.— Lua parece boa nisso.Ele lançou um olhar de advertência.— Cuidado.Raquel sorriu.— Está apaixonado mesmo.Antônio não respondeu.Não precisava.Ela conhecia aquele olhar.— Mas é justamente isso, mãe.Ele voltou a falar.— Se fizermos uma escolha errada, a escolha é nossa.Raquel ficou mais séria.— Eu não quero ve
— Depende do conselho.— Está vendo?— Estou vendo o quê?— Você está na defensiva.Antônio respirou fundo.Ainda tinha dezenove minutos até sua reunião.Talvez dezoito.— Fale logo.Raquel pareceu ofendida.— Que delicadeza.— Mãe.— Tudo bem.Ela abriu a bolsa.Tirou algumas folhas.Antônio olhou.Depois olhou para ela.— O que é isso?— Algumas ideias.Ele não tocou nos papéis.— Ideias para quê?— Para vocês.— Para nós o quê?— A casa.Antônio soltou uma risada descrente.— Não.— Você nem viu.— Não preciso.— Antônio, são só sugestões.— Então pode levar embora.Raquel ficou séria.— Você está sendo desagradável.— Estou evitando que você perca seu tempo.Ela abriu uma das folhas.— Olhe. Eu pensei que vocês poderiam trocar alguns móveis. A Lua é jovem e está empolgada, então é normal que faça escolhas um pouco... — Ela procurou a palavra. — Peculiares.Antônio já sabia exatamente sobre o que ela falava.— As almofadas?Raquel arregalou os olhos.— Você viu?— Ainda não.— São a
Antônio soube que havia alguma coisa errada quando sua secretária entrou no escritório sem bater.Ju normalmente não fazia aquilo.Nem quando o prédio estava pegando fogo.Ela parou perto da porta, com uma pasta apertada contra o peito e uma expressão estranha no rosto.— Senhor Melo...Antônio continuou olhando os documentos sobre a mesa.— O que foi?— Tem uma pessoa querendo falar com o senhor.— Tenho reunião em vinte minutos.— Eu avisei.— Então mande voltar depois.Ju permaneceu parada.Antônio finalmente levantou os olhos.— O quê?Ela respirou fundo.— Sua mãe.Ele fechou os olhos.Claro.Só podia ser.— Diga que estou ocupado.— Eu disse.— E?Uma voz surgiu atrás de Ju.— E eu disse que sou sua mãe.Antônio passou lentamente a mão pelo rosto.Raquel apareceu na porta com um sorriso satisfeito, carregando uma bolsa em um braço e uma sacola de alguma loja no outro.Ju olhou para Antônio como se pedisse desculpas silenciosamente.Ele apenas fez um gesto com a cabeça.— Pode ir.
— Eu passei anos sem saber nem qual era minha comida favorita, mãe.A expressão da mulher mudou discretamente.Lua continuou:— Porque você escolhia meu café da manhã. Escolhia minhas roupas. Escolhia meus horários. Até quando eu poderia sair.Respirou profundamente.— E, quando eu me casei, achei que simplesmente trocaria você e meu pai por outro dono.A mãe franziu o cenho.— Não fale dessa maneira.— Mas foi assim que eu me senti.Lua passou a mão pelos cabelos.— Só que Antônio nunca fez isso comigo.Um sorriso pequeno surgiu em seus lábios.— Na primeira manhã que passamos juntos, ele pediu um monte de coisas para o café porque não sabia do que eu gostava.Sua mãe permaneceu em silêncio.— Quando perguntei se podia comer apenas o que eu quisesse, ele me olhou como se aquela fosse a pergunta mais absurda do mundo.Lua riu baixinho.Os olhos estavam marejados.— Porque, para ele, era óbvio que eu podia.A mãe desviou o olhar.— Lua...— Ele não escolheu a decoração da casa. Não esco







