INICIAR SESIÓNValeria acreditou ter escapado para sempre do homem que partiu seu coração. Durante cinco anos viveu fugindo, mudando de nome e de país, convencida de que Alejandro Montenegro a havia traído da pior forma possível. Mas tudo não passava de uma mentira cruel. Quando o destino a obriga a voltar à cidade, Alejandro a encontra. E desta vez, o poderoso CEO não tem a menor intenção de deixá-la escapar novamente. Sequestrada e trancada em seu luxuoso penthouse, Valeria se vê obrigada a conviver com o homem que jurou odiar pelo resto da vida. Entre a raiva, o rancor e uma atração que nunca morreu, ambos descobrirão que foram vítimas do mesmo engano. Alejandro está disposto a tudo para recuperá-la. Valeria está decidida a não se render. Mas neste perigoso jogo de poder, obsessão e desejo… quem terminará se quebrando primeiro?
Ver másTrezentos e cinquenta anos depoisO mar era o único que ainda lembrava de tudo.A casa branca havia desaparecido há muito tempo, engolida pelas ondas, pelas tempestades e pelo inexorável avanço do tempo. Não restava nenhuma pedra, nenhuma parede, nenhuma placa. Apenas uma praia selvagem, vento constante e o som eterno das ondas que pareciam guardar, em seu ritmo, a memória de uma mulher que um dia se recusou a ser silenciada.Luna Ferrera, de trinta e cinco anos, caminhava descalça pela orla ao entardecer. Era historiadora e oceanógrafa, e havia dedicado grande parte de sua vida a estudar o legado de Valeria Ferrera. Não levava o nome da tataravó —sua família havia decidido, há gerações, que o legado não precisava de nomes repetidos para viver—, mas carregava a história no sangue, na memória e no coração.Parou em um ponto que seu instinto lhe dizia ser o lugar exato. Não havia nenhuma marca, nenhuma placa, nenhum monumento. O mar havia apagado tudo. Mas ela sentia. Ali, trezentos e c
Trezentos anos depoisO mar havia vencido a batalha contra a costa. Onde algum dia existiu a casa branca, agora só restava água mais profunda, areia movediça e o eco distante de uma história que se recusava a morrer completamente.Uma mulher de trinta e oito anos caminhava sozinha pela nova orla. Chamava-se Alma. Não levava o sobrenome Ferrera. Nem sequer sabia que descendia daquela família. Só sabia que, desde criança, tinha sonhos estranhos com uma mulher de cabelo escuro que corria descalça por uma praia enquanto alguém a perseguia na escuridão.Naquele dia, ela havia chegado sem saber muito bem por quê. Apenas sentiu um impulso inexplicável, como se algo a chamasse do mar.Sentou-se na areia e olhou o horizonte durante muito tempo. A água estava estranhamente calma para aquela zona. Nenhuma onda quebrava com força. Apenas um suave vaivém, como se o mar estivesse respirando tranquilo.Alma tirou da bolsa um livro velho que havia encontrado na biblioteca da avó ao morrer. Estava sem
Trezentos e cinquenta anos depois A praia já não tinha nome. O mar havia reclamado a costa por completo ao longo dos séculos, deixando apenas uma faixa estreita de areia selvagem entre rochas e dunas. Não restava nenhuma marca física da casa branca. Nem uma pedra, nem uma placa, nem um vestígio. Apenas o vento, as ondas e a memória que se recusava a desaparecer. Luna Ferrera, de trinta e cinco anos, caminhava descalça pela orla ao entardecer. Era historiadora e havia dedicado sua vida a estudar o legado de Valeria. Não levava o nome da tataravó por tradição —sua família havia decidido, há gerações, que o legado não precisava de nomes repetidos para viver—, mas carregava a história no sangue e na alma. Parou em um ponto que seu instinto lhe dizia ser o lugar exato. Não havia nada que o marcasse, mas ela sentia. Ali, trezentos e cinquenta anos atrás, uma mulher havia decidido que sua vida não terminaria em uma jaula. Sentou-se na areia úmida e tirou da mochila um pequeno objeto env
Trezentos e cinquenta anos depoisO mundo havia mudado. Cidades flutuantes, viagens interestelares e uma humanidade que se espalhava por colônias em outros planetas. Mas a praia onde tudo começou permanecia quase igual —uma faixa selvagem de areia, rochas e vento, guardada por uma reserva natural internacional.Sofia Ferrera, de vinte e nove anos, era a primeira descendente direta em três gerações a pisar naquele lugar. Era engenheira ambiental e havia viajado de uma colônia lunar só para isso. Não levava o nome de Valeria —a família havia decidido, há muito tempo, que o legado não precisava de nomes repetidos para respirar—, mas carregava a história no sangue e na alma.Parou em um ponto que seu instinto lhe dizia ser o lugar exato. Não havia nenhuma marca. O mar havia apagado tudo. Mas ela sentia. Ali, trezentos e cinquenta anos atrás, uma mulher havia decidido que sua vida não terminaria em uma jaula.Sentou-se na areia úmida e tirou da mochila um pequeno objeto envolto em tecido a






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