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Alana estava se saindo muito bem, o café trouxe-me boas recordações, claro que irei querer novamente.
O que me deixou incomodado foi o tal Vicente, que viria apenas com um telefonema dela, como assim, com certeza é um namorado.
Também o que mais eu ia querer, uma mulher linda, com certeza está comprometida.
Tentei focar no trabalho, se o tal Vicente fizesse o trabalho, estaria satisfeito.
Pontualmente as onze horas, Alana b**e na porta, apresentando um casal de idosos, Vicente e Laura, muitos simpáticos, senti até um alívio em saber que Vicente já era velho e casado, mas descrente que ele iria resolver o meu problema.
Ele orientou Alana como deveria tirar o dispositivo debaixo da minha mesa, foi instinto, no momento que ela arrebitou aquela bund@, o meu olhar foi puxado, até esqueci que não estava sozinho, foi quando recebi um tapa no meu ombro, com uma advertência.
— Tira o olho, seu safado, ela é moça descente. -Laura repreendeu-me, como se eu fosse um moleque, quase ri.
— Que isso mulher, eles são jovens, ele não está fazendo nada de m@l, apenas apreciando o que é belo. -Vicente me defendeu falando baixinho para a esposa, depois virou para mim, como se contasse um segredo.
— Bem que eu acho, que para passar a mão ali, apenas com um anel no dedo, se é que você me entende.
Preferi não falar nada, mas entendi o que o casal quis dizer, Alana, não era dessas secretárias que pulam no colo do chefe.
Ela conseguiu tirar o equipamento, e Vicente e Laura começaram a mexer no equipamento e no meu computador.
— Crianças, para disfarçar realmente trouxemos uma refeição para vocês, não sei se vai estar do gosto do CEO, mas sei que a minha Alana gosta da minha comida.
— Muito obrigado senhora Laura, Alana vamos deixá-los a vontade, e fazer a nossa refeição na cozinha.
Alana pareceu surpresa, claro um CEO que vai até a cozinha.
Quando chegamos na cozinha e Alana abriu a comida, a minha boca salivou, dona Laura caprichou, era uma comida simples, mas completa, feijão, arroz soltinho, carne com batata, uma salada de legumes e verduras, ovo frito, e ainda um potinho de doce de leite.
— Quando falar para minha avó o que foi meu almoço hoje, ela vai ficar com uma inveja danada. -Felei de forma natural.
— Você, gosta desse tipo de refeição?
Ela parecia surpresa.
— Olha na infância os meus avôs levavam-me sempre para a fazenda, a Rosa cozinheira de lá fazia esses pratos, e eu amava, sim, vou em restaurante com grandes chefes, mas não abro mão de uma comida caseira.
— Bom saber, na verdade, eles não precisavam trazer nada, mas a dona Laura é um amor, ontem não consegui organizar minha comida da semana, deixo tudo quase pronto, de manhã faço e trago, mas ela sabe que ontem não consegui fazer.
— Você não sai para almoçar fora, como a maioria aqui, usando o vale refeição nós restaurantes aqui perto.
— Não, gosto de preparar a minha própria comida, uso o cartão no mercadinho perto de casa.
— Por que não fez a sua comida ontem?
— Uma vizinha dona Paula, passou mal quando voltávamos da Missa, chamamos o socorro, mas alguém precisava ir junto, ela mora sozinha, como quase todos da nossa vila, então acompanhei ela, a filha que mora em outra cidade chegou já era mais de oito da noite.
— Por que nem outro vizinho se colocou para ajudar, tudo bem Vicente e Laura não, pois já são de idade.
Ela riu da minha pergunta.
— Tirando eu, Vicente e Laura são os mais jovens na vila onde moro.
Quando ia perguntar mais, Vicente veio nos chamar, nem deu tempo de comer o meu doce, levei comigo, vou perder ele por nada.
— Vicente explicou-me tudo sobre o dispositivo, e informou que quem ligou ele sabe que já foi delegado por isso não virá aqui buscar as informações, disse que poderia tentar rastrear até o comprador, mas me orientou a instalar cameras com sensor de movimento, conectado no meu celular e de Alana. Ele disse que faria esse trabalho, mas teria que ser amanhã.
— Dona Laura, já que vai voltar amanhã no horário do almoço que tal, trazer o almoço mais uma vez.
— Bom saber que é uma pessoa humilde rapaz, pode deixar, vou caprichar.
Eles foram-se, deixando Alana e eu com muito trabalho ainda.
Proximo das quatro da tarde, recebi um telefonema do meu avô Valter.
-Boa tarde vovô!
-Boa tarde Max. Você já respondeu o email dos italianos?
-Qual email? Não recebi ainda.
— Sim recebeu, semana passada, eles receberam o email confirmando.
— Tudo bem vovô, vou verificar, obrigado por informar.
Procurei o tal email, não encontrei, então chamei Alana.
-Alana, fui informado que um grande cliente enviou um email semana passada, mas não consigo achar.
— Só um minuto.
Ela foi até sua mesa e voltou com o notebook.
— Com certeza foi enviado para o email da empresa, vinculado ao seu nome.
Ela digitava rápido, concentrada, linda. O que está acontecendo com você Max, ela é sua secretária, sem falar que linda assim nunca que olharia um inválido.
— Achei, o arquivo foi deleitado, horas após ser recebido, mas vou conseguir recuperá-lo, só um minuto, pronto, pode abrir.
— Muito obrigado. — Falei já abrindo o meu email. — Não pode ser, está em italiano, eu até consigo conversar e entender, mas ler.
— Fique tranquilo, basta chamar um tradutor técnico. Ele vai fazer a tradução dentro da linguagem empresarial.
— Nesse horário, não temos tempo, preciso responder em menos de três horas.
— Confia em mim?
— Não sei o porquê, mas acredito que posso confiar de olhos fechados em você. — Quando falei, percebi que havia dito demais, mas foi delicioso ver que ela corou.
— Tudo bem, sei italiano, posso traduzir, para ser mais rápido posso ir lendo e você já fazendo os ajustes necessários, anotações, iremos conseguir.
— Então puxa uma cadeira aqui do lado, você fica no meu computador e eu no seu notebook.
Realmente estava dando certo, enquanto ela ia lendo a mensagem, eu já fui elaborando a proposta.
Trabalhamos com uma das mais renomeadas industrias de eletrodomesticos, os italianos querem ser parceiros, assim iremos levar a nossa marca para a Europa.
Estavamos por mais de duas horas ali, quando o meu celular particular tocou, apenas os meus avôs paternos e Lincon tem esse número, mas pretendo passar para Alana também, pedi um minuto e atendi, ali do lado dela mesmo, que fez que iria sair, e eu disse que não.
— Boa noite vovô!
— Boa noite Max, você viu que horas são?
— Na verdade, não, estou com problemas aqui na empresa.
— A sua avó está preocupada, pois sabemos que quando Lincon está aí você alimenta-se direito.
— Não se preocupe, almocei muito bem hoje, uns amigos da minha nova secretária vieram trazer o almoço dela e também trouxeram para mim, com direito a doce de leite de sobremesa.
— São vinte horas, já passou do horário do jantar, o trabalho ainda vai demorar.
— Vovô acho que sim, e não posso deixar para amanhã.
— Tudo bem, te amamos o meu neto.
Alana sorria para mim.
— E sempre bom ter alguém que se preocupe com o nosso bem-estar, agradeça por isso.
-Sim, concordo.
Continuamos o nosso trabalho, e uma hora depois, recebo o pedido de liberação para entrar no andar da presidência.
ALANA Estou sentada na varanda do nosso quarto, acordei e resolvi sentar aqui, olhando longe, e com pensamentos ainda mais longes. Estou com uma barriga enorme, na próxima semana a primeira gestação completa trinta e oito semanas, a médica vai tentar adiar o máximo que pudermos, para que Miller nasça saudável. Olhando toda a minha tragetoria, todos os limites que precisei enfrentar, para ser feliz. Sim cada um de nós supera os próprios limites todos os dias, mesmo sem perceber. Vejo os meus avôs Higor e Lara, sempre achei que eles não me queriam por perto, mas eles tiveram que lidar com os limites da saudade, me deixando longe, para me proteger. Agora intendo porque a minha fuga foi tão fácil, contaram-me, que assim que perceberam o meu sumiço, pediram para um segurança ir-me a acompanhar de longe, e despistando quem fosse chegando perto, agradeço eles por isso. A família de Fernando estava envolvida em muita coisa errada, com Isadora, e com isso perderam muito dinheiro, os meus
MAXIMILLIAN A viagem foi ótima, até vovó Lara insistir que deveríamos voltar e ver a nossa médica. Então aqui estamos, e devo admitir estou nervoso, médica está mexendo o aparelho muito séria. Então parou e olhou-nos dois. — Por favor doutora, está tudo bem com o nosso filmo? — Pergunto enquanto seguro a mão da minha esposa. — Max e Alana vocês já ouviram falar em superfetação? — Não. — Respondendo juntos, ainda mais nervosos. — O chamado superfetação, é extremamente raro e ocorre quando a mulher continua ovulando apesar de estar grávida. E assim, pode ocorrer uma segunda gestação. Por sorte a de vocês e de diferença de poucas semanas, mesmo assim a segunda deixa os nossos cuidados redobrado, vamos aumentar tudo, vitaminas, repouso, visitas semanais para ir a acompanhar as duas crianças. — Então são gémeos? — Sim, são gémeos fraternos, vocês já querem ver o s** dos bebês? -SIM! Ela continuou o exame, disse que a diferença das crianças era de seis semanas, e revelou o que se
ALANA Estar com os nossos avôs mais uma vez em segurança, foi maravilhoso. Não vou dizer que fiquei triste com a morte de Isadora, infelizmente pessoas como ela nascem doentes, e se não tratadas, seguem fazendo o m@l por onde passa. Descobrimos muitas m@ldades dela, sequestros, mortes, trafico humano, tudo de pior ela havia feito em vida. O que chocou a todos era que ela, era responsável pela morte dos próprios pais, quando ainda era criança, tudo para cobrir as m@ldades que ela fazia com o irmão. Mas, agora isso tudo e passado. Para vovô Valter e vovó Mary ficou a parte difícil, contar para os irmãos de Bruno, que eles não eram filhos de Isadora e Laerte. Valter deixou calor para eles, que independente de irem procurar a verdadeira família ou não, continuavam netos deles. Infelizmente os pais de Ingrid eram falecidos, Estevão e Isadora mataram o casal para roubar o bebé recém-nascido. Jorge descobriu que era filho único, de um casal que ia todos os meses visitar um túmulo va
VALTER Como um homem de poder, que com os amigos de faculdade conseguiu erguer um império industrial, fui enganado por tantos anos por uma mulher, que acolhi na minha família. Senti um alívio quando tudo foi esclarecido, então aceitei a viagem com esses loucos. Embarquei, nessa aventura. Porém, assim que saímos da casa, acompanhados por Regina, uma segurança da família de Maximillian, o motorista parou num cruzamento e fomos abordados por quatro indivíduos. A primeira coisa que fizeram foi dar dois tiros em Regina, que ficou a sangrar nos braços de Rita. O carro onde estávamos seguiu um caminho diferente, e quando chegamos numa estrada próximo de uma ponte, na zona rural, tinha mais dois carros esperando, a nossa surpresa quando Isadora saiu de um deles. Regina, nesse momento tentou reagir, levou mais alguns tiros, e caiu no rio, o sofrimento de Maximus e Rita, por ver a moça, sumindo nas águas, com certeza, já sem vida. Fomos colocados num carro, e seguimos até chegar numa co
MAXIMILLIAN Acordei de madrugada escutando o celular tocar, eram mensagens chegando. Abri e eram foto dos meus avôs, estavam cada um numa cela. Também um vídeo, mostrando onde eles estavam, onde ela falava: — Olha gostoso e gostosa, estou a cuidar bem dos vovôs de você. Porque quem eu quero ver sentir dor e prazer vai ser vocês dois. Não vejo a hora de f** essa c@del@ da Alana, e arromba@ você também Maximillian, sempre tive um t*** em você, até fiz umas brincadeirinhas com Bruno quando era criança, imaginando ser você. Mas com ele não tinha muita graça, ele era fácil de mais. Você eu tenho certeza que ira gritar gostoso, como um macho de verdade. Estou a enviar o número da conta e a localização, se eu ver a polícia vocês já sabem, eles morem. Estejam aqui as dez da manhã. O vídeo termina e percebo Alana do meu lado, nem havia percebido que assistia tudo também. — Ela é louca, mas acho que eu manicómio não será o suficiente para ela. — Você está certa. — Mas, agora vamos tomar
MAXIMILLIAN Susan entrou em contato para passar informações. A localização informada por Lucas, pertencia a Isadora, que usou o lugar como casa de sodomia particular dela. No diário de Estevão era descrito como "i*** particular", por sorte nas coisas dele, eles conseguiram fotos de lá. Era realmente difícil de ver as imagens. Todas as fotos chocavam, desde s que foram tiradas sem a presença de ninguém, o que já daria medo numa pessoa normal. Porém, os vídeos e fotos do que realmente Isadora fazia ali dentro com seres humanos e animais era repugnante, nem mostrei a Alana. Eles conseguiram imagens recentes, e o lugar era uma verdadeira fortaleza. Ela não pensava que alguém poderia invadir. Infelizmente, não viam outro meio que não fosse aceitar a chantagem dela e ir até lá. Mas, não queria concordar, nunca que iria deixar aquela louca perto da minha mulher depois que tinha visto as fotos, do que ela fazia com as mulheres ali dentro. Fiquei ainda uma hora no hospital, foi quan







