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Capítulo 8 — O Almoço com o Chefe

Autor: Eva Belmont
last update Data de publicação: 2026-06-13 19:53:22

Valentina ainda não entendia por que tinha aceitado.

Talvez fosse o cansaço. Talvez fosse a necessidade de fugir dos problemas que a esperavam em casa. Ou talvez fosse porque, em meio ao caos dos últimos dias, Leonardo Vasconcelos tinha sido a única pessoa que perguntou o que ela queria.

Ela entrou no elevador ao lado dele sem dizer uma palavra.

Dois seguranças os acompanharam, mantendo uma distância respeitosa. Quando as portas se fecharam, Valentina não conseguiu esconder a curiosidade.

— Ele
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  • Quando Me Traíram, Eu Casei com o Chefe   Epílogo — A Vida Que Escolhemos

    Um ano havia passado desde o dia em que Leonardo Vasconcelos completara trinta anos.Um ano desde que o Conselho deixara de existir.Um ano desde que os últimos documentos foram entregues às autoridades e os arquivos que durante décadas haviam sido usados para controlar famílias foram destruídos.Um ano desde que Leonardo finalmente deixara de ser o herdeiro de uma história que nunca escolhera.Agora, diante do mar, ele não era presidente de nenhuma organização.Não era líder de família.Não era sucessor de um império secreto.Era apenas Leonardo.E, para ele, aquilo significava tudo.A casa branca construída sobre a encosta estava silenciosa naquela manhã.As janelas abertas deixavam entrar a brisa do oceano.As cortinas dançavam suavemente.No jardim, os quatro cachorros corriam atrás de uma bola que havia sido abandonada por algum deles.Na varanda, Valentina estava sentada com uma xícara de café nas mãos.Ela observava o horizonte.Leonardo apareceu atrás dela.Vestia apenas uma c

  • Quando Me Traíram, Eu Casei com o Chefe   Capítulo 135 — O Último Conselho

    Trinta e um dias.Era tudo que restava.Leonardo passou os primeiros dois dias organizando documentos.Os seguintes foram usados para encontrar os membros do Conselho.Não houve ataques.Não houve assassinatos.Não houve vingança.Leonardo escolheu outro caminho.Convocou cada família.Cada representante.Cada pessoa que havia herdado algum fragmento daquela estrutura.E apresentou as provas.Não ameaçou.Não negociou.Apenas mostrou a verdade.Bellini cuidou dos documentos.Gabriel reuniu as provas deixadas pelo pai.Cecília forneceu informações preservadas pelos Arquivos Vivos.Rafael apresentou os registros antigos.Isabela contou o que sabia.Helena revelou os nomes das pessoas que haviam desaparecido.E Valentina permaneceu ao lado de Leonardo em cada reunião.No décimo quinto dia, a primeira família abandonou o Conselho.No décimo oitavo, foram três.No vigésimo segundo, metade da estrutura já havia desaparecido.Caio cumpriu sua promessa.Não assumiu liderança.Alexandre também

  • Quando Me Traíram, Eu Casei com o Chefe   Capítulo 134 — A Irmã Que Foi Apagada

    Leonardo permaneceu imóvel.A mulher diante dele parecia ter saído de uma fotografia antiga.Os mesmos olhos de Isabela.O mesmo formato delicado do rosto.Até a maneira como segurava as próprias mãos lembrava a mãe.Mas havia algo diferente.Uma tristeza profunda.Como se aquela mulher também tivesse passado anos procurando respostas.Valentina continuava segurando a mão de Leonardo.Ele apertou os dedos dela.Precisava sentir algo real.Precisava lembrar que ainda estava ali.— Helena...O nome saiu de sua boca quase sem voz.A mulher assentiu.— Sim.Leonardo olhou para Isabela.— Ela é realmente minha irmã?Isabela começou a chorar.— Sim.A resposta simples destruiu o pouco equilíbrio que ainda restava dentro dele.Leonardo deu um passo para trás.— Por que ninguém me contou?Isabela aproximou-se.— Porque acreditávamos que ela estava morta.— Vocês disseram isso sobre você também.A dor na voz dele fez Isabela parar.— Eu sei.— Então me explique.Isabela respirou profundamente.

  • Quando Me Traíram, Eu Casei com o Chefe   Capítulo 133 — A Verdade na Capela

    A antiga capela ficava no ponto mais afastado da propriedade.Leonardo conhecia aquele lugar.Quando era criança, acreditava que a construção estava abandonada havia décadas.As janelas permaneciam cobertas por tábuas.A porta principal estava trancada.E seu pai nunca permitia que ele se aproximasse.Agora, enquanto o carro avançava pela estrada estreita, Leonardo começava a entender por quê.Valentina estava ao lado dele.Bellini dirigia.Gabriel permanecia no banco da frente, atento ao movimento ao redor.Nenhum deles falava.A mensagem de Caio continuava aberta no celular."Então venha buscá-la."Leonardo olhou novamente para a localização.— Isso pode ser uma armadilha.Bellini respondeu:— É uma armadilha.— E mesmo assim vamos.— Porque alguém está usando sua família para atrair você.Leonardo guardou o telefone.— Não vou deixar ninguém machucar minha mãe.Valentina segurou sua mão.— Nem eu.Ele olhou para ela.— Se algo acontecer...— Não.Ela o interrompeu.— Não comece.—

  • Quando Me Traíram, Eu Casei com o Chefe   Capítulo 132 — A Última Cláusula

    Leonardo permaneceu diante da mesa, encarando o documento que revelava a existência da última cláusula.Trinta e dois dias.Era esse o tempo que restava antes que completasse trinta anos.Trinta e dois dias para descobrir quem estava manipulando o Conselho.Trinta e dois dias para impedir que o próprio nome fosse usado como instrumento de poder.E, acima de tudo, trinta e dois dias para garantir que ninguém tocasse em Valentina.Ela continuava ao seu lado.A mão dela permanecia entrelaçada à sua.Leonardo olhou para os dedos unidos.Era curioso.Durante anos, acreditara que sua vida era determinada pelo sobrenome.Vasconcelos.Herdeiro.Filho de Eduardo.Neto de Álvaro.Agora percebia que todas aquelas palavras representavam apenas partes de uma história que outras pessoas haviam escrito.Valentina era diferente.Ela não o chamava de herdeiro.Não o tratava como alguém destinado a governar.Não se importava com o que o Conselho esperava dele.Ela simplesmente o amava.E isso era exata

  • Quando Me Traíram, Eu Casei com o Chefe   Capítulo 131 — O Homem Que Deveria Estar Morto

    A notícia parecia absurda demais para ser real.Rafael Vasconcelos estava vivo.O homem que Leonardo acreditara ter morrido vinte e quatro anos atrás estava parado do outro lado do portão.E, segundo Isabela, aquele mesmo homem havia tentado matá-lo quando ainda era criança.Leonardo permaneceu diante da mãe.— Você tem certeza?Isabela respirava com dificuldade.— Eu reconheceria aquele rosto em qualquer lugar.— Mas por que ele faria isso?Ela desviou os olhos.— Porque você era a chave.— Para o Conselho?— Para tudo.Leonardo sentiu o estômago se contrair.Valentina aproximou-se.— Precisamos entender antes de agir.Leonardo assentiu.Então olhou para Gabriel.— Ninguém abre o portão.— Já dei essa ordem.— E Rafael?— Continua esperando.Leonardo caminhou até a janela.Do outro lado do jardim, conseguia enxergar o homem.Rafael permanecia parado ao lado do veículo.Não demonstrava pressa.Não parecia nervoso.Como se soubesse que, mais cedo ou mais tarde, Leonardo apareceria.— E

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