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Capítulo 2

ผู้เขียน: Peachy
Kaelan não estava sozinho. Sylvia estava com ele.

A frágil garota humana se apoiava fracamente no braço dele, como se pudesse desabar a qualquer momento.

Mas foi o que eles estavam segurando que realmente me cegou: sacolas de compras e uma chave.

A chave dourada de um apartamento de luxo brilhava sob a luz da lua.

As sacolas estavam cheias de itens para casa — eu vi travesseiros, cobertores e produtos de higiene humanos.

Eles pareciam um casal se mudando para a primeira casa.

E o veneno dos Sinos de Prata ainda queimava dentro de mim.

— Rosa? — Kaelan franziu a testa, seus olhos pousando na mala atrás de mim. — Para onde você está indo?

Eu não respondi.

O cheiro do perfume humano barato de Sylvia vinha dele, doce a ponto de me dar náusea.

— O que significa isso?

A projeção mágica da minha tia Elara tremulou ao surgir para se despedir de mim, materializando-se bem no meio do confronto. Eu a interrompi antes que pudesse exigir respostas.

— Tia Elara, os presentes da mamãe chegaram. Não os deixe só na sala da coleção. Faça bom uso deles.

Eu não olhei para Kaelan nem uma vez, mas dessa vez ele realmente tentou se explicar.

— Rosalie, não entenda mal. A área onde Sylvia morava não era segura. Eu só encontrei um lugar mais adequado para ela. Não percebi que era tão perto do antigo casarão da sua tia.

Eu ainda não olhei para ele.

— Tia Elara, você sabe dos arranjos da família, certo?

— Claro. O lorde do Trono de Obsidiana. Sangue puro, imensamente poderoso. — Minha tia lançou um olhar para Kaelan.

— Mil vezes melhor do que algum traidor ingrato.

— Kaelan. — Sylvia choramingou, com a voz trêmula. — Estou tão cansada. Podemos entrar e descansar?

No momento em que ela falou, a atenção de Kaelan voltou-se imediatamente para ela.

— Claro. — Sua voz suavizou instantaneamente. — Você teve uma noite difícil.

Ele pegou Sylvia nos braços e ordenou aos guardas:

— Abram caminho!

Então desapareceu, reaparecendo dentro do elevador privativo do casarão com ela.

Notei que as sacolas dele continham mais do que apenas itens domésticos. Havia comida especial e um kit médico para humanos.

Ele até tinha suplementos nutricionais para ela.

Tão atencioso.

No momento em que as portas do elevador se fecharam, senti uma onda de libertação.

— Rosalie. — A voz da minha tia estava carregada de dor. — Você realmente não vai lutar por ele?

Observei a luz do elevador subir, andar por andar.

— Você viu a escolha dele, tia Elara.

— Mas um século juntos—

— O silêncio dele foi a única resposta de que eu precisava. — Interrompi. — Se ele realmente se importasse, estaria aqui embaixo se explicando, não lá em cima confortando sua assistente humana.

Minha tia suspirou.

— Talvez você esteja certa. Esse Damien… já ouvi falar dele. Linhagem antiga. Poder imensurável.

— Pelo menos ele não vai me fazer esperar um século.

O motorista do carro blindado sinalizou que era hora de partir.

Arrastei minha mala até o carro sem olhar para trás.

Kaelan não voltou a descer. Nem mesmo quando o carro saiu pelos portões do casarão.

Por mera cortesia, enviei uma única mensagem para ele.

[Vou ficar fora por alguns dias. Não me espere.]

Meu celular vibrou quase instantaneamente.

Não era uma resposta de Kaelan.

Era uma foto. Kaelan, em um apartamento lindamente mobiliado, ajustando pessoalmente as persianas com bloqueio UV de uma janela.

Sua expressão estava concentrada, seus movimentos suaves, como se estivesse realizando um ritual sagrado.

Eu estava prestes a desligar o celular quando outra mensagem chegou, dela.

[Sra. Rosalie, por favor, não entenda mal! O Sr. Kaelan só está me ajudando com algumas coisinhas. Eu sou apenas humana, sabe, não sei fazer nada disso sozinha. Eu realmente preciso dessa ajuda…]

Minha fúria se agitou. Pensei em como fui separada dos meus pais por séculos. Em como, há dois dias, manipulei minha família para garantir a Kaelan o apoio dos anciãos.

E agora, Kaelan — o grande líder que supostamente estava ocupado demais para fazer qualquer coisa além de conduzir seu Clã à glória — estava ajustando persianas para sua assistente humana. Só podia ser uma piada.

E outra, humanos não têm medo do sol. A menos que ele planejasse ficar lá.

Antes que eu pudesse reagir, meu celular tocou novamente.

Kaelan.

— Rosalie, qual é o seu problema hoje? — Sua voz era baixa e impaciente.

— Sylvia é uma humana frágil. O que há de errado em eu encontrar um lugar seguro para ela morar? O Clã ainda não designou uma moradia permanente para ela. Como líder, não devo cuidar dos mais fracos?

— E que atitude foi aquela no aniversário? Você me ignorou, disse que estava doente e simplesmente foi embora. Eu nem sequer resolvi isso com você ainda! E agora você já está fazendo outra cena?

Eu conseguia ouvir os soluços lastimáveis de Sylvia ao fundo. Finalmente entendi o jogo dela.

Uma atuação perfeita.

A vítima inocente e indefesa diante de Kaelan; uma provocadora deliberada diante de mim. Ela era uma pessoa completamente diferente.

Respirei fundo. Então enxerguei o jogo mesquinho dela.

Mas não me dei ao trabalho de me defender.

— Você está certo. A culpa foi minha. Eu só estava perguntando. Você está ocupado. Eu já estou no carro. Não se preocupe, eu não esperei.

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